Paranormal Activity 3
EUA
, 2011
- 85 min.
Terror
Direção:
Henry Joost, Ariel Schulman
Roteiro:
Christopher B. Landon
Elenco:
Katie Featherston, Sprague Grayden, Lauren Bittner, Chloe Csengery, Christopher Nicholas Smith, Jessica Tyler Brown, Brian Boland, Dustin Ingram
De todos os Atividade Paranormal, este terceiro (quarto da franquia, que inclui um capítulo em Tóquio) é, de longe, o mais interessante.
Tecnicamente, o filme, dirigido por Henry Joost e Ariel Schulman (dupla do independente Catfish), abandona um pouco da rigidez do formato em que a série apostava desde o primeiro. Há mais cenas em movimento, enquadramentos com profundidade - que usam melhor os cenários cheios de planos -, e uma edição mais elaborada em relação ao que vinham fazendo. Alguns poucos efeitos especiais, bem colocados, também ajudam a compôr este novo capítulo.
E como tudo nesse tipo de produção, o sub-gênero da "filmagem perdida", precisa ser justificado na trama, criou-se um personagem que é cinegrafista (Christopher Nicholas Smith). Ele filma casamentos, portanto tem mais equipamentos e recursos à sua disposição. Surgem daí ideias bacanas, como a da câmera no ventilador, que rende algumas das melhores sequências do filme.
A história, roteirizada por Christopher B. Landon (Atividade Paranormal 2), também busca novidades, pretendendo explicar as origens da assombração demoníaca dos anteriores. Mas a estrutura é a mesma de um biscoito recheado: Há uma introdução e um clímax que desenvolvem e amarram a história. Todo o resto, o que está no meio, é uma massa de longas cenas cuja única razão de ser são os sustos (e eles sempre vêm).
A trama retorna a 1988, quando as irmãs Katie (Chloe Csengery) e Kristi (Jessica Tyler Brown, ótima!) ainda crianças, mudam-se com a mãe (Lauren Bittner) e o padrasto, para uma nova casa. No sobrado, não demora para que a irmã menor comece a conversar com um amigo imaginário, que ela afetuosamente chama de "Toby", que logo manifesta intenções mais nefastas do que participar da festinha do chá da menina.
Outro bem-vindo elemento é o humor, na forma do alívio cômico de Randy (Dustin Ingram), que prova que a série está pronta para se levar menos a sério. Toda a sequência do espelho, da "Loira do Banheiro", vai do medo ao pastelão e de volta em segundos, evidenciando a melhora na realização.
O desfecho, porém, é um tanto gratuito e mal-explicado. Não se desenvolvem corretamente muitos das temas que estão ali e deixam-se ideias demais subentendidas. De qualquer maneira, a tensão e os saltos na cadeira do cinema estão garantidos.
Em tempos em que esse formato começa a desgastar-se, encontrar uma forma de evoluir, de dar algo a mais do que espera o público, e ao mesmo tempo manter a essência do que define a série intacta, justifica a novidade. Pena que levaram três filmes para descobrir isso.
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