Posso até falar uma grande asneira, mas é errando que se aprende... vamos lá.
De umas décadas para cá houve uma grande massificação cultural, ou seja, a cultura, os meios de informação, o cinema, a literatura, a web, tudo que é produzido teve que ser massificado, ou seja, levado as massas para assim gerar mais e mais renda com base no aumento do consumo. Daí a origem do termo "cultura de massa". Não vale e não vale a pena investir grana, muita grana, produzindo coisas complexas, elaboradas e profundas para que isso seja consumido por uns poucos gastando pouco mesmo que seja pagando um preço alto.
Se você compra um livro de R$ 50,00 pode ser caro, as seria bem melhor se as pessoas estivessem comprando um livro meia boca, de um autor de modinha cujo valor nas livrarias é de R$ 35,00. Ou seja, muita mais gente comprando coisas mais baratas e compensado a diferença do preço no volume de vendas. Grandes demandas, massificação da oferta e o resultado é preço baixo.
Os tempos avançaram e se criou um variação enorme de nichos dentro da cultura de massa. É preciso fracionar essa massa em pedaços menores que consomem muito, pagam muito e querem ser reconhecidos como parcela importante do processo cultura, ou seja, querem representatividade cultural e discursiva.
Fazendo a analogia temos hoje o que se pode chamar de "gayzificação cultural", ou seja, você tem que dar um ar gay, uma qualidade gay, ou por um gay em tudo hoje, já que os gays são um parcela da população que, como QUALQUER OUTRA, gasta dinheiro e quer ser vista na sociedade e em seus meios culturais e comunicacionais. Simples assim.
Faça a anlogia para outros segmentos de mercado. Vejam bem, eu estou falando de mercado, isso não tem nada a ver com preconceito. São números apenas, só negócios e valores financeiros.
As ditas "minorias" precisam estar em voga em qualquer produto cultural, dos games, quadrinhos, cinema, telenovelas, literatura e por aí vai. É assim com negros, com mulheres, com gays, com nerds, com emos, com rockeiros, com funkeiros, rapers e por ái vai. Todo mundo quer ser representado e signifcado na cultura de massa.
Ninguém quer ser uma massa disforme desprovida de identidade, então as empresas sabendo disso, fazem seu papel e tratam de "representar" essas ditas "minorias" de algum modo em seus produtos de forma a atraí-los para a armadilha do consumo fácil.
E essa declaração foi só isso e nada mais. Foi só uma tentativa de fazer número em primeiro lugar, atraindo a comunidade gay e em segundo plano, esse tipo de declaração sempre, sempre vai cair na mídia não especializada e nos olhos e ouvidos dos leigos, da massa e log vai atrair mais gente olhando para o Batman e para tantos outros personagens.
Vide a reportagem de merda que saiu na Veja falando mais merda que o Morrison.
Nada contra gays ou quem quer que seja, como disse acima, minha análise é puramente mercadológica, já que a DC não é uma entidade que luta pelos direitos de quem quer que seja nem uma entidade filantropica cheia de boa vontade, é um empresa e como tal quer vender seu produto, mesmo que pra isso precise gerar uma polemica aqui e ali.
Mas que tem horas que certas coisas são chatas isso é. Que nem nos tempos "áureos" do feminismo onde as feministas extremistas viam todo e qualquer homem como um "demônio" a ser julgado.
Todo excesso é perigoso e a de se ter cuidado com essa imposição de que tudo hoje precisa atingir as ditas "minorias", porque daqui com pouco tempo, ser hétero, branco, inteligente e saudável vai ser crime.