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Capitão América - O Primeiro Vingador | Crítica

Primeiro herói Marvel ganha filme mais preocupado com a história do que em ser parte de franquia

Érico Borgo
28 de Julho de 2011

Capitão América - O Primeiro Vingador

Capitão América - O Primeiro Vingador

Captain America - The First Avengers
EUA , 2011 - 124 min.
Aventura

Direção:
Joe Johnston

Roteiro:
Christopher Markus, Stephen McFeely

Elenco:
Chris Evans, Hugo Weaving, Hayley Atwell, Sebastian Stan, Dominic Cooper, Tommy Lee Jones, Stanley Tucci, Richard Armitage, Toby Jones, Neal McDonough, Derek Luke, Kenneth Choi, JJ Feild, Bruno Ricci, Lex Shrapnel, Michael Brandon, Martin Sherman, Natalie Dormer

Bom
Capitão América - O Primeiro Vingador
Capitão América - O Primeiro Vingador
Capitão América - O Primeiro Vingador
Capitão América - O Primeiro Vingador
Capitão América - O Primeiro Vingador

Quinto longa do Marvel Studios, Capitão América - O Primeiro Vingador é a última produção da empresa antes do filme-evento Os Vingadores.

A informação é mais relevante do que parece, já que finalmente o Universo Marvel nas telonas pode ficar livre da necessidade crescente de amarrar suas mitologias, algo que recentemente tem parado a história que está sendo contada para fazer teasers e mais teasers do que vem a seguir.

Aos olhos de fã, a iniciativa era ótima, mas quando analisada em retrospecto, fica claro que a Marvel começou a pesar a mão nessa amarração em detrimento da narrativa isolada. O que começou como inserções divertidas ao final dos filmes, recompensas aos leitores de longa data, acabou tomando o palco principal - o que só agrada totalmente a quem entende o cinema como plataforma de franquias.

Com todas as peças no tabuleiro para apresentar o filme de 2012, só faltava introduzir o rei, o primeiro super-herói da Marvel. E a ambientação na Segunda Guerra Mundial de Capitão América - O Primeiro Vingador dá ao filme uma liberdade que até então só havia sido vista nos filmes do estúdio em Homem de Ferro.

Sem a necessidade de empurrar agentes da S.H.I.E.L.D. ou cenas irrelevantes de heróis que aparecerão futuramente, o diretor Joe Johnston pôde explorar como se deve a história de Steve Rogers: centrando-a na jornada do personagem e seus aliados próximos.

A adaptação dos quadrinhos criados por Joe Simon e Jack Kirby em 1941 funciona mais como uma aventura inspirada nos clássicos de Steven Spielberg do que um filme de super-herói convencional. Os Caçadores da Arca Perdida vem à memória mais de uma vez e até a fotografia é parecida. Não custa lembrar que Joe Johnston despontou como técnico de efeitos na IL&M (trabalhando em Star Wars e no próprio Caçadores da Arca Perdida) e herdou Jurassic Park de Spielberg no terceiro longa dos dinossauros.

As referências ao Universo Marvel também são melhor trabalhadas (pisque e você perderá um certo herói da editora durante a World's Fair ou a piadinha com o visual de Arnim Zola nos quadrinhos...), ainda que se gaste tempo demais trabalhando o pai do Homem de Ferro, Howard Stark (Dominic Cooper), em detrimento da relação entre Steve e Peggy Carter (Hayley Atwell) ou Bucky Barnes (Sebastian Stan), que seriam mais relevantes dramaticamente. Os encontros e o confronto final entre o Capitão América e seu inimigo, o Caveira Vermelha (Hugo Weaving), também carecem de peso e sofrem o estigma do futurismo Marvel. São subaproveitadas e não apresentam desfecho, apenas um adiamento para outro filme.

Johnston também poderia ter dedicado-se um pouco mais às cenas de guerra. A Hidra, dissidência tecnológica dos nazistas, afinal, enfrenta soldados aliados em batalhas que ficam devendo em escala. Já que tinha a Segunda Guerra à disposição e seguia à risca a cartilha de Spielberg (que inclui uma trilha sonora a la John Williams), algumas cenas mais dramáticas e épicas, no tom de O Resgate do Soldado Ryan, teriam sido bem-vindas.

Equilibrando a balança está Chris Evans, que viveu o Tocha Humana nos dois filmes do Quarteto Fantástico, e realiza aqui seu melhor trabalho. Deixa de lado a canastrice e abraça a oportunidade de viver o ícone da Marvel. A tecnologia de O Curioso Caso de Benjamin Button, que deixou o ator franzino para o papel, é irretocável - e mesmo depois que o personagem passa por seu aprimoramento físico, com o soro do Supersoldado, é o Steve Rogers corajoso e humilde que continuamos acompanhando. Não há um vislumbre sequer da sobrancelha caricata e o sorriso de canto de boca que Evans encontrou para viver seus personagens anteriormente. Seu trabalho é especialmente apreciado na excelente sequência dos Bônus de Guerra, em que o herói é usado como garoto-propaganda para financiar a participação dos EUA no conflito.

O bom elenco também conta com Stanley Tucci, que dá ao Dr. Abraham Erskine um carisma inexistente nos quadrinhos, e Tommy Lee Jones, cujo General Chester Phillips é responsável pelos pouquíssimos - e muito bem colocados - alívios cômicos.

Considerado um dos mais difíceis filmes da Marvel pelo sentimento anti-americano mundial (é no mercado internacional que os blockbusters têm obtido seus grandes lucros atualmente), Capitão América - O Primeiro Vingador consegue desviar-se desse tema delicado (um herói que veste a bandeira dos EUA), apresentar com sucesso o personagem e também amarrá-lo aos demais heróis. Mas o faz de forma a privilegiar o próprio desenvolvimento de Steve Rogers, deixando a sensação de franquia em segundo plano.

Com o palco montado para Os Vingadores e o público agora já acostumado ao funcionamento da Marvel no cinema, que o filme sirva como uma nova fase para o estúdio: com heróis isolados bem desenvolvidos em histórias próprias e os grandes crossovers focados em eventos sazonais, como o filme da superequipe. Não é assim que funcionam as revistas da Marvel há décadas, afinal?

Leia entrevistas e notícias do filme no especial Capitão América - O Primeiro Vingador

Capitão América - O Primeiro Vingador | Cinemas e horários


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Comentários (1004)

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Capitão Capitão (09/06/2012 12:50:37)   22 0
Excelente filme vi no cinema 1 vez !. Em DVD vi umas 10, só que PIRATA kkkk' e ainda comprei o original a poucos dias e não paro de assistir !



Henrique Henrique (14/05/2012 08:44:23)   6 0
A critica do Erico foi postada no dia do meu aniversario!!!



Gustavo-el Gustavo-el (24/04/2012 18:57:44)   52 2
critica porca esse fmelhor que filme merece 5 ovos melhor que iron man 1 e 2,thor,incrivel hulk.Capitao america e o melhor da marvel studios Ate os Vingadores Lançao E 1001 Comentarios



Leonardo Leonardo (11/03/2012 19:40:52)   1031 1
pra mim é exatamente isso 3 ovos.



Oren-Ishii Oren-Ishii (06/03/2012 20:43:33)   50 0
Minha namorada terminou comigo a uma semana,e ela adorava assistir Capitão comigo... ):


Raul Raul (19/04/2012 21:14:32)   2254 0
ok.

* 1000 comentários.


Dr. Doom Dr. Doom (25/02/2012 18:26:16)   81 2







>>>>>>>>>>>>>>AVANTE VINGADORES<<<<<<<<<<<<<<<







Dr. Doom Dr. Doom (25/02/2012 18:14:28)   81 2
O segundo melhor filme da Marvel Studios (Só atras de Homem de Ferro).

Ótimo filme!



Dr. Doom Dr. Doom (25/02/2012 18:13:18)   81 1
O Segundo Melhor filme da Marvel Studios (Só Atras do Homem de Ferro).

Ótimo Filme!



Capitão Capitão (27/12/2011 13:43:24)   70 4
Nota 4 de 5.

Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger, 2011) é um retorno às origens… do personagem, dos quadrinhos, das histórias da Marvel e da franquia que a empresa vem criando no cinema. De todos os heróis trabalhados pela Marvel Studios até agora, Capitão América é sem dúvida o que mais carrega o status de início. Seria correto até mesmo classificar o longa como uma prequência. Dito isto, o filme não deve ser encarado isoladamente, mas ser visto como parte de um contexto. O próprio nome “O Primeiro Vingador” deixa claro que o propósito aqui é estabelecer um início para o filme Os Vingadores (que estreia em 2012). Esta ligação entre o herói e a equipe, aliás, é mostrada de forma consideravelmente fiel à dos quadrinhos, partindo do princípio que o Capitão América é considerado um dos membros fundadores do grupo.

Ao contrário de Homem de Ferro (2008) e Thor (2011), no entanto, Capitão América: O Primeiro Vingador tem aspectos diferentes dos filmes de super-herói. A ação e os efeitos especiais pertinentes a este tipo de produção estão lá, mas o foco não é tanto no espetáculo, mas na trama e nos personagens. O protagonista é um jovem fracote e de aparência quase infantil chamado Steve Rogers (Chris Evans, estranhamente reduzido com efeitos digitais). Seu objetivo é entrar para o exército e servir na guerra contra os nazistas, mas, por sua condição frágil, ele é sempre rejeitado. Rogers, porém, não desiste e acaba chamando a atenção de um cientista do governo chamado Dr. Abraham Erskine (Stanley Tucci), que o seleciona para um experimento com um soro que promete criar o soldado perfeito. Apesar do sucesso, num primeiro momento, Rogers é subaproveitado pelo governo, fazendo shows e eventos estúpidos para atrair o povo para a guerra — afinal, a publicidade foi uma das maiores armas americanas durante a Segunda Guerra. A sacada de inserir o Capitão como elemento de propaganda na guerra é ótima, pois somos apresentados ao personagem como ele apareceu nos quadrinhos, com o uniforme clássico e o escudo triangular, sem parecer ridículo; ao mesmo tempo, as encenações são ridículas dentro do contexto do filme, revelando um aspecto sutil de crítica social. Apenas depois, somos apresentados ao herói, quando também entram em cena Peggy Carter (a estonteante Hayley Atwell), o Coronel Chester Phillips (Tommy Lee Jones) e o especialista em armas Howard Stark (Dominic Cooper, interpretando o pai do Tony Stark de Robert Downey Jr. já conhecido pelos filmes do Homem de Ferro). Howard Stark é quem providencia o uniforme mais robusto e o poderoso escudo de “vibranium” (o metal mais raro do mundo) — e, como bônus, explica uma boa referência feita ao escudo do Capitão América no filme Homem de Ferro 2 (2010). Assim, o herói se vê preparado para enfrentar a ameaça do terrível Caveira Vermelha (Hugo Weaving) e, como diz do Coronel Phillips “escoltar Adolf Hitler até os portões do inferno”.

O roteiro acompanha a luta deste improvável soldado durante a guerra, mostrando, sobretudo, porque o Capitão América é um ícone para a sua nação e porque ele é um herói tão respeitado. Steve Rogers é um sujeito perseverante e que não se priva de colocar a vida em risco em prol do bem maior — é o significado puro do heroísmo. Mas, também é fruto da propaganda, um sinônimo do poder que a publicidade pode ter nas pessoas, especialmente em momentos de crise — como uma guerra. O Capitão América foi um personagem criado, em todos os sentidos, mas que provou seu valor ao ir além das expectativas. Como supracitado, O Primeiro Vingador é um filme sobre personagens e o maior de todos é o seu protagonista. O ator Chris Evans, que já foi o Tocha Humana no fraco Quarteto Fantástico (2005), também prova que tem cacife como super-herói e veste o escudo do Capitão América com dignidade. Ele consegue despertar a empatia do público pelo herói e vende muito bem sua imagem. Hayley Atwell contribui bastante, pois além de linda é talentosa e possui química com Evans. A participação de Stanley Tucci também é muito bem-vinda, com o ator sempre seguro em suas atuações, ainda que fique pouco tempo. Hugo Weaving está ótimo e entrega um vilão realmente feroz. Tommy Lee Jones aparece impagável; as melhores tiradas cômicas do roteiro são de seu Coronel Phillips. Por falar em humor, um dos acertos do roteiro foi não exagerar na mesmice do patriotismo norte-americano simbolizado pelo Capitão América. Tudo bem que ele é um herói patriota, mas isto não precisa ser esfregado na cara de ninguém e o filme tem mérito por não fazê-lo. Há, sim, um tom de homenagem ao herói americano, mas existe também um toque de cinismo contra o ufanismo americano que rende frases e situações realmente antológicas.

Outro grande atrativo da produção é o clima retro-futurista da história, no qual o estilo anos 40 e Segunda Guerra misturam-se com uma tecnologia superior impulsionada pelos poderes de um artefato clássico do Universo Marvel — que já foi apresentado no filme Thor. Neste cenário rico, o longa é conduzido com um tom mais aventuresco, repleto de conceitos morais diferentes dos que estamos habituados no mundo contemporâneo. A velha luta do bem contra o mal é a engrenagem da narrativa, sem nuances. De fato, até mesmo a ação é estilizada sob este ponto-de-vista, o que remete muito à chamada Era de Ouro dos quadrinhos, quando heróis puros e vilões sádicos se enfrentavam em duelos selvagens e com invenções mirabolantes… quando os tons de cinza não tinham tanta relevância para as histórias, apenas o bem e o mal.

Sendo assim, Capitão América: O Primeiro Vingador é um filme mais ingênuo, que depende mais do roteiro do que da técnica (embora o 3D esteja aproveitável). Há menos aqui para deslumbrar do que em outras produções de super-heróis, mas também há, com certeza, mais a dizer. Além disso, funciona bem como um prelúdio e fomenta satisfatoriamente o futuro da franquia (leia-se Os Vingadores). Por último, mas não menos importante, consegue transformar um dos heróis mais chatos dos quadrinhos num personagem para lá de legal.

PS: No final dos créditos de Capitão América existe uma cena adicional bastante esperada — o teaser-trailer do filme Os Vingadores, que estreia em 2012. Não deixe de ver, porque é empolgante.

De: http://www.nivelepico.com/2011/08/01/capitao-america-o-primeiro-vingador/



Capitão Capitão (26/12/2011 21:14:38)   70 3
A critica mais completa que já li em anos, sensacional!!!!

De: www.cinepopulis.com/?p=1385



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Capitão Capitão (26/12/2011 21:10:12)   70 3
Demorou. No ano em que completa 70 anos, finalmente o Capitão América ganha uma versão cinematográfica de qualidade. Depois de alguns seriados e produções toscas que se arrastaram pelas últimas décadas, o heroi do escudo voador agora está bem representado nas telas com Capitão América: O Primeiro Vingador, dirigido por Joe Johnston.

O personagem foi criado por Joe Simon e Jack Kirby em plena Segunda Guerra Mundial, tendo sido publicado pela primeira vez em março de 1941. Ou seja, a guerra já corria solta na Europa, mas os EUA ainda não haviam entrado no conflito. Por apenas 10 centavos de dólar, as bancas de jornal da época vendiam a primeira edição do comics Captain America, cuja capa mostrava o heroi esmurrando Hitler. É com essa visão que o filme deve ser observado: sim, o personagem é um símbolo vivo de propaganda belicista, e o roteiro não só respeita como sublinha esta gênese.

Tudo parte da inquietação de Steve Rogers (Chris Evans), um rapaz franzino, de saúde frágil, totalmente abduzido pela insistente propaganda de alistamento militar, durante a Segunda Guerra. Num país em que se estourar pela Pátria é um patético sinal de heroísmo, Steve faz de tudo para ser aceito no Exército, sem sucesso. Até o momento em que o Dr. Erskine (Stanley Tucci, ótimo como sempre) um cientista alemão que deserdou para o lado americano, percebe que Steve tem potencial para participar de um experimento científico que deverá criar superssoldados. E finalmente o “convoca”.

Percebe-se que o diretor Johnston aprendeu bastante com Steven Spielberg, na época em que comandou os efeitos especiais de Caçadores da Arca Perdida. Na grandiosidade das cenas, na ação, no humor, no estilo de dirigir e construir seus personagens, e até em alguns enquadramentos e movimentos de câmera, Capitão América tem muito de Caçadores. Repare inclusive como o personagem Zola (Toby Jones) é uma releitura de Bellock.

O filme mostra também uma notável capacidade de se autoparodiar, e não poupa ironia para isso. É marcante, por exemplo, a maneira pela qual o novo herói, num primeiro momento, se transforma num ridículo joguete publicitário nas mãos das Forças Armadas, num apresentador de auditório vestido de pijama white/blue/red para o delírio de uma abobalhada plateia sem senso crítico sedenta por comprar bônus de guerra... ou qualquer coisa que o simpático Capitão vender. O pensamento é inevitável: exatamente qual plateia Johnson está ridicularizando...?

Juntem-se a isso alguns ingredientes indispensáveis para um boa aventura. Entre eles, ação e humor nas proporções exatas, efeitos especiais de primeira linha, uma reconstituição de época que beira à perfeição, e um desenho de produção de cair o queixo, idealizando com muito talento elementos de ficção cientifica com sabor do anos 40.

Nada disso, porém, teria tanto valor se Johnston não soubesse dar carisma e humanidade aos seus personagens. Ele deu. Do protagonista aos coadjuvantes, da mocinha ao marcante vilão Caveira Vermelha (Hugo Weaving, de Priscilla - A Rainha do Deserto), todo o elenco está uniforme e convincente. Tommy Lee Jones dá um show particular. São presenças marcantes na tela que conquistam a empatia com o público em poucos minutos, não deixando que toda a dramaturgia se apoie apenas no (bom) desenvolvimento dramático do herói. Mesmo que, no caso, Steve Rogers tenha se beneficiado de doses maciças de computação gráfica para viver o rapaz raquítico dos primeiros momentos do filme. O que destaca, inclusive, outro mérito de Capitão América: aqui, os efeitos estão a serviço da história, e não o contrário, como muitas vezes acontece.

De: http://www.cineplayers.com/index.php



Capitão Capitão (23/12/2011 13:51:33)   70 3
Nota 4 de 5.

Mais um filme de super-heróis. Mais uma trama para agradar o exigente público do cinema pipoca. O rico patrimônio de aventuras da Marvel continua rendendo histórias para o cinema. Seguindo a dieta dos filmes arrasa-quarteirões, Capitão América – O primeiro vingador é uma aventura que não ofende ninguém: redondinho, cheio de cenas de ação, pitadas de romance e um herói com plástica inquestionável. Tinha tudo para dar certo. E deu.

Diferente do vergonhoso Besouro Verde (perdoai Senhor, a comparação!), Capitão América – O primeiro vingador aposta em todos os públicos, apresentando um roteiro que pretende satisfazer tanto os fãs do HQ, quanto a galera em busca de um filme de ação divertido.

O Capitão América é um herói da Marvel Comics que veio à luz em 1941, sob a responsabilidade de Joe Simon e Jack Kirby. Criado em um período de conturbadas emoções na política mundial, o Capitão América enfrentou os nazistas nos HQs durante a Segunda Guerra Mundial, levantando a bandeira e todo o sentimento de nacionalidade estadunidense, caindo na obscuridade logo depois. Ao ganhar as telas dos cinemas com a estreia nesta sexta-feira, o herói retoma o seu posto e se torna uma das promessas no que tange as adaptações de quadrinhos da Marvel.

No sinopse oficial, somos informados que Steve Rogers (Chris Evans, ótimo) é um jovem que aceitou ser voluntário em uma série de experiências que visam criar o super soldado americano. Os militares conseguem transformá-lo em uma arma humana, mas logo percebem que o super soldado é valioso demais para pôr em risco na luta contra os nazistas. Desta forma, Rogers é usado como uma celebridade do exército, marcando presença em paradas realizadas pela Europa no intuito de levantar a estima dos combatentes. Para tanto passa a usar uma vestimenta com as cores da bandeira dos Estados Unidos, azul, branca e vermelha. Só que um plano nazista faz com que Rogers entre em ação e assuma a alcunha de Capitão América, usando seus dons para combatê-los em plenas trincheiras da guerra.

Chris Evans, que já traz no currículo o Tocha Humana, do Quarteto Fantástico e a sua sequência, interpreta o Capitão América de forma bastante convincente. Ele tem uma presença charmosa e espontânea, assim como Hayley Atwell, que interpreta Peggy Carter. Sua atuação é notória, assim como a sua sedutora personagem em O Sonho de Cassandra, de Woody Allen. Destaque para Tommy Lee Jones como o coronel Chester Phillips. O ator, que já ganhou o Oscar por O Fugitivo, equilibra as dimensões que o seu personagem pede. Entre os outros destaques interessantes estão o sempre ótimo Stanley Tucci, como o Dr. Erskine e Hugo Weaving, como um dos mais notórios vilões da Marvel, o Caveira Vermelha.

Na mesma sequência de ascendente importância, o aniversário de 70 anos do personagem foi comemorado com a produção deste filme, que também acerta no roteiro, preocupando-se em traçar ilações com outros heróis do universo da Marvel: aqui, temos Howard Stork, pai de Tony Stark, o Homem de Ferro.

Penso ser necessário compartilhar outras questões que tangenciam a produção do filme. Vamos a elas. Um dos pontos mais altos é a busca pela verossimilhança interna, trabalhando de forma coesa e coerente os dados históricos e suas peculiaridades: o consultor militar Billy Budd deu aos atores as principais dicas para manuseio dos equipamentos e armas militares. O excelente diretor de arte Rick Heinrichs, que já nos mostrou com maestria o seu intenso trabalho em produções como A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e Piratas do Caribe – O Baú da Morte assina o desenho de produção, alocando os cenários americanos de forma convincente nas locações britânicas. Christopher Townsend, responsável pelos efeitos visuais de filmes como Missão Impossível, A Ilha e X-Men: Origens, entre outros, cuidou do físico do personagem Steven Rogers, antes e depois da transformação. A figurinista Anna B Sheppard, veterana e com produções como Bastardos Inglórios e O Pianista no currículo, acerta ao adaptar o uniforme do Capitão América para as platéias contemporâneas.

Com todos os pontos positivos abordados, Capitão América tem longa carreira pela frente e provavelmente vai ser um sucesso estrondoso de bilheteria. Dependendo da posição assumida pelo espectador, o filme será veículo de ideologias. Com 115 minutos de duração, Capitão América – O primeiro vingador é bem dirigido e reserva surpresas durante os seus créditos. Não saia da sala antes do final dos mesmos. Um bom filme, mesmo que não tenha nada de surpreendente ou que já não tenhamos visto antes. Mas apesar do argumento batido, é um passatempo agradável.

De: http://www.cinepop.com.br/criticas/capitao-america-primeiro-vingador_101.htm



Capitão Capitão (23/12/2011 13:47:11)   70 3
Nota 8 de 10.

Capitão América: O Primeiro Vingador
Por Gabriel Costa

Se há apenas três anos, quando a Marvel Studios lançou seu primeiro filme financiado independentemente, o aclamado Homem de Ferro, alguém lançasse a ideia de que uma adaptação do Capitão América poderia bater de frente com a aventura estrelada por Robert Downey Jr, a declaração provavelmente seria alvo de descrença. Afinal, Steve Rogers (interpretado aqui pelo ex-Tocha Humana Chris Evans), à primeira vista é uma figura pouco verossímil – mesmo em se tratando de super-heróis –, longe de apresentar a profundidade emocional de um playboy alcoólatra dividido entre a glória e a redenção. Contudo, a produção capitaneada por Joe Johnston escapa do narcisismo ufanista para o qual poderia apelar e conta a atemporal história de um garoto franzino que teimosamente sonha em ser um herói.

Com a vantagem da ausência de pressa na transição da origem do personagem para os tempos atuais – sabiamente “guardada” para o iminente filme dos Vingadores, que reunirá os personagens da editora – Johnston pôde se dar ao luxo de ambientar praticamente toda a obra na Segunda Guerra. O diretor – que não é estranho ao tema e ambientação, tendo dirigido Rocketeer, de 1990 – faz questão de apresentar minuciosamente ao público a frustração de Rogers em falhar repetidas vezes nas tentativas de alistamento militar devido à sua frágil condição física. O destino interfere quando o cientista alemão Abraham Erskine (Stanley Tucci), criador de uma fórmula para criar “supersoldados” que mudou de lado na guerra por não concordar com os ideais nazistas, vê potencial na determinação no jovem e o escolhe para ser alvo do experimento.

Embora o espectador mais impaciente possa sentir falta de mais ação ao longo das cenas iniciais, logo fica claro que o filme atinge um equilíbrio respeitável entre o constante elemento cômico, o desenvolvimento das relações entre os protagonistas e as engenhosas lutas e perseguições. Os dois primeiros itens ficam por conta das interações de Rogers com a agente Peggy Carter, em interpretação correta de Hayley Atwell; o coronel Chester Phillips, a cargo de um Tommy Lee Jones completamente “em casa” no papel de militar durão, porém sensato e carismático; e o parceiro James “Bucky” Barnes, que, nas mãos de Sebastian Stan, divide com Rogers uma curiosa inversão de papéis entre protetor e protegido.

Por fim, a tal espera pela adrenalina é mais do que recompensada por uma sensacional sequência nas ruas da Nova York da década de 1940; marcantes passagens de guerra e, claro, os confrontos do Capitão com seu nêmesis, o supernazista Johann Schmidt, ou Caveira Vermelha, interpretado pelo sempre competente Hugo Weaving. Curiosamente, em tempos de extremo cuidado com os elementos visuais das produções cinematográficas, um dos pontos fracos do filme acaba sendo a maquiagem pouco convincente de Weaving, que, guardadas as devidas proporções, não parece nem mesmo tão distante da aplicada no mesmo personagem na aberrante adaptação de 1990.

O Primeiro Vingador segue com alguma folga a tendência relativamente recente nos filmes de super-heróis de buscar transmitir algum realismo, nem que seja nos uniformes e equipamentos dos personagens. Após vestir por algum tempo – e de forma muito bem justificada – uma versão toscamente fiel ao traje do líder dos Vingadores nos quadrinhos, Rogers passa a usar algo muito mais próximo de um uniforme real do exército americano, sem perder as características básicas do herói. O filme, aliás, não nos deixa esquecer que o Capitão América é, antes de tudo, um soldado, e como tal não hesita em matar deliberadamente seus inimigos quando necessário. Destaca-se também a participação de Howard Stark (Dominic Cooper), pai do Homem de Ferro, no desenvolvimento dos poderes e equipamentos de Rogers. Já o uso de tecnologia 3D, como já é de praxe, não traz diferenças fundamentais ao filme como um todo, mas realça elementos das cenas de ação e combina especialmente bem com os lançamentos de escudo do herói.

Talvez por contar o início da trama que desembocará no encontro dos heróis Marvel, Capitão América: O Primeiro Vingador inclui com mais naturalidade os elementos comuns a todos os integrantes desse universo que os recentes Thor e Homem de Ferro 2, embora esteja longe de ser uma obra fechada em si mesma. Para quem apreciou as demais adaptações, funciona como um farto e saboroso lanche, mas que ainda faz crescer o apetite pelo prato principal.

De: http://pipocacombo.com/critica-capitao-america-o-primeiro-vingador/



Capitão Capitão (23/12/2011 13:43:26)   70 3
Cotação: Ótimo

A melhor coisa que pode acontecer para quem gosta de cinema, mas nunca foi muito chegado nessa coisa de histórias em quadrinhos, é se deparar com um filme que adapta as páginas coloridas para as telas de maneira que você não fique boiando no meio da sala escura. Capitão América: O primeiro Vingador é assim.

Depois de uma sequência inicial que remete ao aos clássicos Alien, o oitavo passageiro (1979) e O enigma do outro mundo (1982), o roteiro conta de maneira bem legal a história de Steve Rogers. Se você não tem a mínima ideia de quem é esse cidadão, ele era um jovem franzino que queria lutar por seu país na Segunda Guerra Mundial, mas o corpitcho esquálido não ajudava. Descoberto por um cientista alemão a serviço dos Estados Unidos, o jovem topou participar de um experimento, ganhou massa muscular, poderes, e acabou virando o implacável Capitão América e seu famoso escudo. Se dito dessa forma ainda está soando estranho para você, lembre-se que falamos de um filme de aventura e, dentro desse contexto – pode apostar –, o longa é de tirar o chapéu. Para quem viu, por exemplo, o recente Thor, e gostou, este agora é muito superior.

Aqueles que gostam de efeitos especiais vão curtir bastante e se impressionar com a magreza inicial do ator Chris Evans no papel principal e também com todos os combates travados entre o herói, seus companheiros de guerra e os vilões a serviço do terrível Caveira Vermelha. Vai ter gente lembrando até de Guerra nas Estrelas.

Entre as curiosidades, a descoberta da origem do uso do indefectível escudo pelo herói, evidenciada em dois momentos no início do filme (com uma tampa de lixo e com a porta de um táxi), e também a presença de ninguém menos do que o gênio Howard Stark com seus inventos. Reparou no sobrenome? Ele é o pai de Tony Stark, mais conhecido como Homem de Ferro. Ou seja, para iniciados, um monte de referências e para o espectador comum, diversão pura.

No elenco, muitos rostos conhecidos (Tommy Lee Jones, Stanley Tucci, Hugo Weaving) e entre pistolas, tanques, metralhadoras que cospem balas e incríveis armas com lasers mortais, sobra ainda espaço para um texto bem humorado e sem exageros, que permeia as duas horas de ação (essa sim) exagerada e bem conduzida do começo ao fim.

Por sinal, estabeleceram uma bela conexão com Os Vingadores, filme que estreia somente em 2012 e reunirá vários heróis da Marvel, como o próprio América, Homem de Ferro, Thor, Hulk... Então prepare-se! Eles vieram para ficar. Cotação: *** (Ótimo)

De: http://www.jb.com.br/programa/noticias/2011/07/29/critica-capitao-america-o-primeiro-vingador/



Capitão Capitão (23/12/2011 13:40:38)   70 3
Nota 8 de 10

Como produtora independente, deve-se ressaltar que a Marvel Studios ainda está para errar. Não que as parcerias com os grandes estúdios tenham levado ao cinema somente fracassos. Filmes das franquias “Homem Aranha” e “X-Men” estão aí para provar o contrário. Mas o fato é que a recente carreira solo da Marvel tem evitado que desastres como “Elektra”, “Quarteto Fantástico” e “Motoqueiro Fantasma” se concretizem. Pelo menos não somente em suas mãos. “Capitão América: O Primeiro Vingador” chega para confirmar tal constatação. Trata-se de um agradável entretenimento, cheio de ação, um pouco de comicidade e bastante romance, como uma boa adaptação dos quadrinhos deve ser.

Como está se tornando praxe este ano, mais um blockbuster apropria-se da História para fincar sua trama, dessa vez trazendo inegável qualidade. Estamos na 2ª Guerra Mundial. A Alemanha de Hitler desafia boa parte do restante do mundo. Enquanto isso, os Estados Unidos recrutam jovens para partirem para os campos de batalha na Europa. Esse é o maior desejo do nova-iorquino Steve Rogers (Chris Evans). A sua coragem, porém, é inicialmente vencida pelo seu corpo franzino e sua saúde debilitada, sendo rejeitado diversas vezes no primeiro processo de seleção para tornar-se militar.

A maior virtude do garoto, no entanto, é observada pelo doutor Abraham Erskine (Stanley Tucci), um cientista alemão que agora serve ao governo americano. Ele vê em Rogers a pessoa ideal para aplicar um ousado experimento que pode ser decisivo na vitória sobre os nazistas. Logo nasce o Capitão América, que já pouco depois torna-se herói por todo o território americano. Mas além de servir como símbolo, ele precisa agir. E é o que faz ao partir para a Alemanha e desafiar Johann Schmidt (Hugo Weaving), um lunático recrutado pelo próprio Hitler que agora quer fazer sua própria história ao utilizar forças mitológicas que lhe concedem incrível força e vantagem sobre os inimigos.

É ele, Schmidt, ou o Caveira Vermelha, um dos principais atrativos e acertos do filme. O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely concede tempo e espaço devidos ao personagem, permitindo que ele seja uma afronta adequada para Steve Rogers. Ele não é daqueles vilões que servem apenas de alavanca para o crescimento do herói. Na verdade, o Capitão América nem é o seu alvo. A pretensão dele vai além. Quer dominar o mundo, como desejava o seu mentor. Boas justificativas tecnológicas diminuem o estereótipo, o que Hugo Weaving também é mestre em fazer. O ator concede um charme extra a Schmidt, que o torna mais marcante do que o próprio rival.

E aqui está a razão que faz do longa não se tornar um marco nas adaptações dos quadrinhos. Temos como protagonista um jovem de pouco carisma, patriótico demais, dono de personalidade extremamente comum. Ele até possui semelhanças com Peter Parker, pelo jeito tímido e desengonçado. Mas o roteiro e a atuação até certo ponto apática de Chris Evans (justamente aquele que havia sido o mais expressivo do Quarteto Fantástico) não possibilitam qualquer identificação do público com ele. Algumas sequências até buscam colocar questionamentos na mente de Rogers, porém ele continua a ser alguém demasiadamente passivo, que aceita fazer tudo, desde que pelo bem de seu país. Para os acostumados com o Tony Stark de “Homem de Ferro”, é uma falha grandiosa.

A situação não fica pior porque “Capitão América” traz a melhor história de amor já saída dos quadrinhos para o cinema. Não há precipitações no nascimento e desenvolvimento da relação do herói com Peggy Carter (interpretada pela ótima Hayley Atwell), a sargento britânica linha dura que odeia homens brutos e é bastante comprometida com o seu trabalho. Os clichês, que vão desde um flagra que ocasiona uma crise de ciúmes até o primeiro beijo em situação bem desfavorável, são administrados com saldos pela direção de Joe Johnston (“O Lobisomem”). Ele sabe que se trata de uma paquera boba e inocente e dá uma delicadeza agradável que ajuda na sensação de que estamos diante de algo clássico. A última frase do filme demonstra que o diretor e o roteirista tinham consciência da importância que a trama amorosa possuía.

O mesmo Johnston entrega um trabalho seguro, com poucos riscos e, consequentemente, erros. Os exageros acontecem, mas todos advindos da natureza do Capitão América, incapaz de dar um chute que derrube seu inimigo a menos de cinco metros de distância. O cineasta tem excelente domínio do ritmo da narrativa, incluindo a bem orquestrada ação gradual, para depois vir com o convincente clímax. Johnston acerta ao aumentar a duração do filme e permitir que o primeiro ato se alongue até que toda a história se desenvolva adequadamente e, assim, toda a correria exigida por um blockbuster possa acontecer sem prejuízos à trama. O diretor conta também com a ajuda da equipe técnica, que traz efeitos especiais que não comprometem e fiéis reconstituições que nos levam aos anos 40, sempre com pouco esbanjamento.

Não se pode ignorar o elenco de coadjuvantes de “Capitão América”. Em especial, Tommy Lee Jones destaca-se por sua comicidade leve, mas que ajuda a descontrair o teor sério da trama. Toby Jones e Stanley Tucci também participam, constatando que a seletividade desses competentes atores não vem ignorando os feitos obtidos seguidamente pela Marvel Studios. Com mais uma grande produção, mas dando uma sensação de que ainda tem muito a mostrar, o estúdio prepara o terreno para o seu projeto mais ambicioso, “Os Vingadores”. Que sigam acertando!

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Darlano Dídimo é crítico do CCR desde 2009. Graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Ceará (UFC), é adorador da arte cinematográfica desde a infância, mas só mais tarde veio a entender a grandiosidade que é o cinema.

De: http://cinemacomrapadura.com.br/criticas/219502/capitao-america-mais-um-grande-acerto-na-lista-da-marvel-studios/



Capitão Capitão (23/12/2011 13:38:22)   70 3
Nota 9 de 10.

Uma aventura no estilo clássico. Essa é a melhor maneira de descrever este “Capitão América – O Primeiro Vingador”. A palavra “América” no título, em tempos de pouca simpatia pelos nossos vizinhos do norte, tornou o filme a aposta mais arriscada da Marvel Studios até o momento, até por conta da lembrança do filme tosco dos anos 1990 estrelado pelo personagem. Felizmente, o diretor Joe Johnston tirou a naftalina das divertidas fitas de heróis dos anos 1980 e apresentou para o público um longa leve e divertido, embora com seus tons sombrios.

A história se passa (em sua maior parte) nos anos 1940, quando conhecemos o jovem Steve Rogers (Chris Evans), rapaz franzino, porém gentil e obstinado que, motivado pelos sacrifícios feitos por seus pais, quer se alistar e servir sua pátria durante a Segunda Guerra Mundial. Rejeitado repetidamente por sua constituição física frágil, Rogers acaba ganhando uma chance quando conhece o Dr. Abraham Erksine (Stanley Tucci), que o coloca como cobaia para um experimento que visa criar um soldado aprimorado, amplificando a níveis sobre-humanos não só a força e destreza do usuário, mas também aprimorando suas capacidades intelectuais.

A experiência dá certo, mas possui um fim trágico, fazendo de Rogers o único “super-soldado” dos EUA. Deixado de lado como mero instrumento de propaganda e ganhando o infame apelido de Capitão América, Rogers terá de provar o seu valor quando sua contraparte alemã, o deformado Johann Schmidt (Hugo Weaving) se apossa de um artefato de incrível poder, capaz de virar a maré da guerra não em favor dos nazistas, mas para sua própria facção, a Hidra.

Os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely se aproveitam do fato de que já conhecemos bastante do Universo Marvel para inserir, sempre de maneira orgânica, detalhes dos demais filmes do estúdio dentro da narrativa. Assim, quando somos apresentados ao galanteador inventor Howard Stark (Dominic Cooper), sabemos logo a importância que o personagem terá no futuro. Além disso, o longa explica a origem do Cubo do qual Schmidt se apropria com um gancho em “Thor”, sempre deixando claro que não se trata de magia, mas de ciência, criando uma coerência nesse universo que teve sua pedra fundamental em “Homem de Ferro”.

Apesar desses detalhes que ligam a produção aos demais filmes da franquia Marvel Studios, o longa é o mais independente do estúdio apresentado até aqui, haja vista se passar quase que integralmente cerca de 70 anos antes dos eventos retratados em qualquer uma daquelas fitas. Deste modo, o foco é na jornada de Steve Rogers de um rapaz doente a herói americano, com Chris Evans tendo a responsabilidade de carregar o peso da película em seus ombros, não decepcionando em momento algum.

Evans conquista a plateia interpretando Rogers como um sujeito humilde e pacato, mas capaz de tudo para defender o que acha certo, combinando perfeitamente com a produção. Na primeira parte da projeção, realmente acreditamos na fragilidade do personagem, algo importantíssimo para que “compremos” a trajetória do protagonista, com os efeitos não funcionando como uma muleta para o ator, mas como uma verdadeira ferramenta. Destarte, quando o vemos no uniforme do Capitão América realizando suas proezas, o impacto dessas cenas fica bem mais acentuado.

O ator ainda interage com um elenco de apoio sólido. Hayley Atwell se sai bem como a superiora do Capitão, a inglesa Peggy Carter, sendo mais do que um mero rostinho bonito pelo qual Steve se apaixona. O veterano Tommy Lee Jones surge como o General Chester Phillips, se aproveitando de sua persona natural repleta de autoridade no personagem e até cede uma boa dose de humor. Dominic Cooper se apropria de alguns trejeitos de Robert Downey Jr. para o seu Howard Stark. Assim como Tony Stark, Howard tem muito do aviado Howard Hughes, em uma homenagem mais do que apropriada ao inventor (e uma referência espertíssima a “Rocketeer”, fita também comandada por Joe Johnston).

Stanley Tucci se sai bem como Erksine, que atua como uma figura paterna para Steve, sendo uma pena que saia de cena tão cedo. O mesmo pode ser dito de Sebastian Stan, cujo interessante e carismático Bucky possui seus ótimos momentos em cena, com seu destino sendo mostrado de maneira deveras abrupta.

O ponto fraco no elenco, infelizmente, vai para Hugo Weaving, mas não por sua culpa. Seu Johan Schmidt se mostra, de longe, o antagonista menos interessante dentre os apresentados nos longas da Marvel Studios, sendo bastante unidimensional, ambicionando o poder apenas pelo poder, com sua megalomania servindo como único elemento de destaque.

O ator até se esforça, dando imponência ao antagonista e criando tiques interessantes (note os momentos em que ele toca seu rosto), mas não é suficiente para tonar o Caveira Vermelha um vilão memorável. Toby Jones, que surge como o cientista nazista Arnin Zola, consegue ser mais dúbio e cativante que Weaving justamente por ter um personagem mais discreto.

Joe Johnston pode não ser fenomenal ao mostrar as cenas de ação, não saindo muito do proverbial “arroz com feijão”, mas o fenomenal design de produção da fita, com um quê retrô-futurista compensa esse detalhe, se utilizando de versões modificadas do maquinário e vestuário da época para compor o visual visto em tela. Além disso, o cineasta se utiliza muito bem do recurso das elipses para ilustrar as duas passagens de tempo inseridas na produção, tornando a evolução do Capitão muito mais crível.

O cinematógrafo Shelly Johnson, colaborador constante de Johnston, aposta em um nostálgico tom sépia para a primeira parte do filme e em uma fotografia mais acinzentada para as cenas de batalha, retratando bem o baque do Capitão (e por nós) ao passar para as frentes de batalha. O baque maior se dá no epílogo do filme, com o choque visual sofrido por Rogers após o clímax da produção, com a tonalidade das cores mudando radicalmente para ilustrar justamente isso.

Com direito a alguns easter-eggs para agradar os fãs da Marvel, “Capitão América – O Primeiro Vingador” se sai melhor ao lidar com a figura do seu personagem do que em mostrar o conflito deste com seu antagonista, sendo este seu calcanhar de Aquiles. No entanto, mesmo nesses momentos, o filme é uma aventura divertidíssima, que escapa da armadilha de cair no patriotismo ufanista com elegância e se mostra capaz de entreter plateias de todo o mundo.

P.S.: Após os créditos, há o teaser trailer de “Os Vingadores”, próxima participação do Capitão América nas telas.

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Thiago Siqueira é crítico de cinema do CCR e participante fixo do RapaduraCast. Advogado por profissão e cinéfilo por natureza, é membro do CCR desde 2007. Formou-se em cursos de Crítica Cinematográfica e História e Estética do Cinema.

De: http://cinemacomrapadura.com.br/criticas/219475/capitao-america-aventura-e-a-mais-divertida-producao-da-marvel-studios/



Capitão Capitão (23/12/2011 13:35:08)   70 3
Nota 5 de 5

O filme foi considerado como a aposta mais arriscada da Marvel Studios, mas o Capitão América superou toda a desconfiança e medo sentidos pelos os fãs, mostrando-se como um filme sólido, simpático e o melhor projeto solo desde que o Homem de Ferro foi lançado.
Vou ser sincero: o filme do Homem de Ferro é o meu favorito da Marvel Studios, mas agora estou realmente dividido. O desenvolvimento, a história e a evolução da personagem principal neste projeto é coisa de primeira qualidade. Este filme vai agradar aos fãs do Capitão América, dos quadrinhos em geral e aos fãs da Marvel, é claro.

A estrela principal é Chris Evans (Quarteto Fantástico) que interpreta Steve Rogers – um homem raquítico e asmático que tenta diversas vezes, sem sucesso, se alistar no Exército dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial após o ataque de Pearl Harbor. Seu melhor amigo, Bucky Barnes (Sebastian Stan), que agora é um sargento de uma das unidades especializadas em operações de combate do Exército, está preparando-se para seguir para a Europa e tudo que Steve quer é fazer parte disso. Steve recebe esta chance através de um misterioso médico alemão (Stanley Tucci), que está trabalhando junto a um programa (clandestino) do governo liderado por um coronel do exército (Tommy Lee Jones), um carismático e brilhante inventor (Dominic Cooper) e um oficial do exército britânico (Haley Atwell) para criar um super soldado. Embora o projeto tenha resultados surpreendentes, acontece uma tragédia que faz com que Steve seja o único sucesso da missão. Durante todo o filme somos apresentados a uma infinidade de personagens memoráveis e o maior deles é o vilão cruel e nazista, o Caveira Vermelha (Hugo Weaving).

Por falar nisso, o elenco do filme é simplesmente brilhante. Chris Evans surpreende, mostrando que seus limites vão muito além do que mostrou em “Quarteto Fantástico” e Hugo Weaving dispensa qualquer comentário, já é famoso por suas atuações geniais, além deles, todo o elenco mostra-se bem preparado e passa uma imagem real da história.

Os efeitos especiais são bem usados, a computação gráfica é de boa qualidade, principalmente nas cenas em que vemos o Steve Rogers franzino e as tomadas de ação que são muito realistas. Entre outros aspectos, temos um verdadeiro filme de super-herói com um personagem que muitas vezes chega a ser subestimado pelos fãs de quadrinhos, afinal o Capitão América é visto apenas como um símbolo do patriotismo, mas na verdade ele possui muito mais profundidade e é exatamente isso que este filme busca mostrar. Outro ponto positivo é que os fãs irão deliciar-se com a grande quantidade de Easter Eggs que temos no filme, desde a aparição do Tocha Humana Original até a sugestão de uma possível adaptação do Soldado Invernal através de Bucky Barnes.

Capitão América – O Primeiro Vingador não é perfeito, afinal qualquer adaptação deste porte acaba cometendo pequenos erros, mas nada que desqualifique o filme. O diretor Joe Johnston criou um filme cheio de carisma, coração, coragem e esperança, coisa que não vemos há um bom tempo. O filme é divertido, cheio de ação como qualquer outro filme de super-heróis tem que ser, mas que sem esforço traz arcos dramáticos e emocionantes, mantendo um clima agradável com uma história bem amarrada. Este é um dos melhores filmes do estúdio e ao lado de “X-men: Primeira Classe” está no topo dos melhores filmes da temporada. Dica: Não perca a cena após os créditos!

De: http://ovicio.com.br/capitao-america-o-primeiro-vingador-critica/



Capitão Capitão (23/12/2011 13:33:00)   70 3
Isabela Boscov explica por que 'Capitão América' é diferente dos outros filmes de super-heróis.

De: http://veja.abril.com.br/multimidia/video/capitao-america-o-primeiro-vingador






Capitão Capitão (23/12/2011 13:31:38)   70 3
Nota 4 de 5.

Demorou. No ano em que completa 70 anos, finalmente o Capitão América ganha uma versão cinematográfica de qualidade. Depois de alguns seriados e produções toscas que se arrastaram pelas últimas décadas, o heroi do escudo voador agora está bem representado nas telas com Capitão América: O Primeiro Vingador, dirigido por Joe Johnston.

O personagem foi criado por Joe Simon e Jack Kirby em plena Segunda Guerra Mundial, tendo sido publicado pela primeira vez em março de 1941. Ou seja, a guerra já corria solta na Europa, mas os EUA ainda não haviam entrado no conflito. Por apenas 10 centavos de dólar, as bancas de jornal da época vendiam a primeira edição do comics Captain America, cuja capa mostrava o heroi esmurrando Hitler. É com essa visão que o filme deve ser observado: sim, o personagem é um símbolo vivo de propaganda belicista, e o roteiro não só respeita como sublinha esta gênese.

Tudo parte da inquietação de Steve Rogers (Chris Evans), um rapaz franzino, de saúde frágil, totalmente abduzido pela insistente propaganda de alistamento militar, durante a Segunda Guerra. Num país em que se estourar pela Pátria é um patético sinal de heroísmo, Steve faz de tudo para ser aceito no Exército, sem sucesso. Até o momento em que o Dr. Erskine (Stanley Tucci, ótimo como sempre) um cientista alemão que deserdou para o lado americano, percebe que Steve tem potencial para participar de um experimento científico que deverá criar superssoldados. E finalmente o “convoca”.

Percebe-se que o diretor Johnston aprendeu bastante com Steven Spielberg, na época em que comandou os efeitos especiais de Caçadores da Arca Perdida. Na grandiosidade das cenas, na ação, no humor, no estilo de dirigir e construir seus personagens, e até em alguns enquadramentos e movimentos de câmera, Capitão América tem muito de Caçadores. Repare inclusive como o personagem Zola (Toby Jones) é uma releitura de Bellock.

O filme mostra também uma notável capacidade de se autoparodiar, e não poupa ironia para isso. É marcante, por exemplo, a maneira pela qual o novo herói, num primeiro momento, se transforma num ridículo joguete publicitário nas mãos das Forças Armadas, num apresentador de auditório vestido de pijama white/blue/red para o delírio de uma abobalhada plateia sem senso crítico sedenta por comprar bônus de guerra... ou qualquer coisa que o simpático Capitão vender. O pensamento é inevitável: exatamente qual plateia Johnson está ridicularizando...?

Juntem-se a isso alguns ingredientes indispensáveis para um boa aventura. Entre eles, ação e humor nas proporções exatas, efeitos especiais de primeira linha, uma reconstituição de época que beira à perfeição, e um desenho de produção de cair o queixo, idealizando com muito talento elementos de ficção cientifica com sabor do anos 40.

Nada disso, porém, teria tanto valor se Johnston não soubesse dar carisma e humanidade aos seus personagens. Ele deu. Do protagonista aos coadjuvantes, da mocinha ao marcante vilão Caveira Vermelha (Hugo Weaving, de Priscilla - A Rainha do Deserto), todo o elenco está uniforme e convincente. Tommy Lee Jones dá um show particular. São presenças marcantes na tela que conquistam a empatia com o público em poucos minutos, não deixando que toda a dramaturgia se apoie apenas no (bom) desenvolvimento dramático do herói. Mesmo que, no caso, Steve Rogers tenha se beneficiado de doses maciças de computação gráfica para viver o rapaz raquítico dos primeiros momentos do filme. O que destaca, inclusive, outro mérito de Capitão América: aqui, os efeitos estão a serviço da história, e não o contrário, como muitas vezes acontece.

De: http://www.cineclick.com.br/criticas/ficha/filme/capitao-america-o-primeiro-vingador/id/2761



Capitão Capitão (23/12/2011 13:26:59)   70 3
Bem pelo meu Avatar da para perceber que sou um grande fã do Capitão, e venho aqui para colocar em pauta a excelência do filme em si:

Vamos lá para as Criticas:

Palco Film publicou uma resenha para o novo filme da Marvel Capitão America: O Primeiro Vingador, dirigido por Joe Johnston e estrelado por Chris Evans, Sebastian Stan, Hugo Weaving e Hayley Atwell, muitas das pessoas que viram o filme acharam melhor que Homem de Ferro.

Depois de começar como um artista de efeitos visuais de George Lucas e Steven Spielberg na década de 1980, Johnston deu uma guinada em sua carreira com filmes como (The Rocketeer, Jurassic Park III, Hidalgo). Aqui ele brilha, utilizando os recursos sem fim fornecidos pela Marvel Studios para criar algo verdadeiramente memorável.


Mesmo o vilão do filme esta claramente se divertindo. General Johann Schmidt, interpretado por Hugo Weaving interpreta um alemão caricato. O Caveira Vermelha é o vilão perfeito, ele é totalmente ruim, preocupado apenas em dominar o mundo. Por quê? Porque ele é um Deus, é claro! Mesmo os nazistas estão cansados ​​dele no meio dessa guerra toda. Weaving interpreta esta superioridade no seu maisl alto nivel, como se ele tivesse nascido para fazer isso. E depois de ver este filme e os três de Matrix, talvez ele seja o vilão perfeito.

Johnston e companhia estão cientes de que a introdução de um herói significa mais do que mostrar seu traje e ter uma linguagem rebuscada. Antes disso, devemos nos preocupar com quem ele é. Nos preocupamos com o que acontece. Quem ganha, quem perde. E quem vai salvar o dia, é bom voltar a torcer novamente para o bom moço novamente.

RATING: A- CLASSIFICAÇÃO: A

Aqui está outra crítica do MSN .

Capitão America "é mais do que bastante sólido. É ótimo em alguns pontos, bom nos outros, e bate exatamente o tom certo, combinando história real e histórias em quadrinhos mitologia de uma forma em que ambos trabalham juntos, sem fazer-nos sentir sobrecarregados. Parece uma mistura de Os Caçadores da Arca Perdida" e "Goldfinger", mas eu também sei que é o mais puro agradável, despreocupado, e brilhante filme de super-herói de histórias em quadrinhos já feito. Cheio de ação e aventura. Desde 2004 com Homem-Aranha 2 e "Os Incríveis". Não me divirto tanto

RATING: 4 STARS Classificação: 4 Estrelas

De: http://www.actionsecomics.net/2011/07/primeiras-criticas-positivas-para.html



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Capitão Capitão (22/12/2011 21:47:07)   70 3
O Da Frigideira deu a enteder que o filme receberia 4 Ovos, e vem o cidadão e da 3???

Esse filme e acima da média, 4 Ovos no minimo!!!!



Flávio Flávio (08/12/2011 13:48:15)   637 3
Que ver eu convencer as pessoas que Capitão América e Ótimo?

Para efeitos comparativos Capitão América tem uma porcentagem de 7/10 e 78 % rotten tomatoes, sendo o X-Men: O filme a mesma média e 82%.

Imdb 66/100 nota 7 para Capitão América, 64/100 nota 7.4 de X-Men.

Então chego à conclusão que Capitão fosse lançado em 2000 no lugar de X-Men vc’s nerd’s (força de expressão) iriam dizer o mesmo o que se fala do primeiro filme dos mutantes!



Renato Renato (04/12/2011 19:45:00)   508 5
Só assisti ontem, em DVD. Como já comentaram muito sobre a qualidade do filme, vou me ater a uma curiosidade que não vi ninguém, nem mesmo o pessoal do omelete comentar... Falaram em detalhes pequenos e na inspiração em Caçadores da arca perdida... Mas alguém reparou na referência explícita ao clássico de 1981 de Spielberg? Caveira Vermelha obcecado por "ocultismo", como os agentes da CIA falaram a Indy sobre Hitler. E quando o Caveira encontra a Jóia de Odin (esqueci o nome, mas é logo no início), ele comenta... "E o fuher procurando bugigangas no deserto..." Verdade que Caçadores se passa em 1936, mesmo assim, a referência é explícita... As tais "bugigangas" seria a arca e talvez também o graal.


Felipe Felipe (05/12/2011 03:49:21)   20 4
Genial, não havia pensado nisto. Realmente grande citação. Filme muito bom.

Flávio Flávio (05/12/2011 10:39:52)   637 5
Joe Johnston e cria de Spielberg e Lucas, como o Felipe disse ai embaixo, grande citação!!!


Wagner Wagner (04/12/2011 00:49:02)   653 4
Só consegui ver o filme agora em dvd, tá no nível de Thor, belo trabalho de Chris Evans.Bem desenvolvido o Capitão, pois sempre são postos em relevo sua generosidade, solicitude, coragem e humildade idependente da força física.O elenco de apoio é muito bom.O vilão é bem decepcionante.O final do filme não satisfaz, pois como (o crítico) Pablo Villaça apontou é um final anti-climático que acaba por transformar o filme em mais um trailer para o filme dos Vingadores.



Flávio Flávio (04/12/2011 13:21:35)   637 4
Cara esse Pablo Villaça e um nube em termos de adaptação de quadrinhos o cara deu 5 estrelas para X-Men: O Confronto Final, não e para levar a serio...


Wagner Wagner (04/12/2011 15:31:42)   653 5
De qualquer forma, o filme de super-heróis do ano é X-Men First Class, na minha humilde opinião.

Felipe Felipe (05/12/2011 04:05:09)   20 4
Discordo, o final é o famoso "gancho" para o próximo filme "Os vingadores" não tem porque criticar este final. Ele cumpri extamente o que promete, preparar o público para "Os vingadores" agora é só esperar pra ver o que vem por ai.

Flávio Flávio (05/12/2011 10:42:32)   637 4
O filme do Capitão América cumpre muito bem o papel de trazer um líder para liderar Os Vingadores e alem disso o filme se preocupa em contar a Historia do Capitão e não fazer desse mais um capitulo dos Avengers...

Muitos reclamar da falta de ação, mais eu digo e melhor uma historia bem contada, do que uma ação sem pé e cabeça ex: Transformers 2?


Wagner Wagner (05/12/2011 19:41:47)   653 3
Flávio na verdade eu gostei muito do tom do filme, quase um drama, o garoto que sonhava em ajudar seu país que se vê usado como peça de propaganda de guerra.Pra mim o ponto forte do filme é a atuação do Chris Evans...


sem avatar vitor (03/12/2011 16:07:47)   -9 -6
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.

Flávio Flávio (03/12/2011 17:56:52)   637 4
http://www.rottentomatoes.com/m/captain-america/

http://www.imdb.com/title/tt0458339/

http://www.metacritic.com/movie/captain-america-the-first-avenger

Para sua opinião o filme e considerado pela critica especializada e pelo publico acima da media!!!

Flávio Flávio (03/12/2011 18:01:48)   637 4
Acho que você não gosta dos Estados Unidos...

Felipe Felipe (05/12/2011 03:48:50)   20 4
O que você esperava de um filme sobre um herói chamado "Capitão America" ? Um personagem anti-EUA ? Jura né, era obviu que o filme ia exaltar o patriotismo americano. Mas está coisa de anti-USA, no cinema, já caiu faz um tempo. Alias não há muito o que se analisar em termos de previsibilidade em um filme moldado em um sistema hollywoodiano clássico de cinema. Bom filme.


Flávio Flávio (29/11/2011 18:47:07)   637 4
Ela adorou o filme:

http://veja.abril.com.br/multimidia/video/capitao-america-o-primeiro-vingador


Flávio Flávio (29/11/2011 18:50:25)   637 4
E eu tambem!!!


sem avatar steve (02/11/2011 23:40:24)   3 5
esse foi melhor do que o filme do thor



Carlos Carlos (02/11/2011 00:29:23)   1944 4
Curti demais mesmo o filme...

A história, as interpretações (principalmente do Evans, que calou a boca de muita gente), a ação e tudo mais no filme...

Não há muito o que dizer do filme, ou a pessoa gosta e entra na história junto, ou não gosta!

Eu daria 4 ovos!

E que venha Os Vingadores...



sem avatar Dark (31/10/2011 22:57:31)   7 3
Não acredito que estão reclamando do filme Cara! Realmente é impossível agradar todo mundo, principalmente aqueles que são propensos a criticar as coisas.

Querem ver algo realmente ruim? Vejam a versão dos anos 70 com escudo transparente de plástico e capacete de ciclista. Ele tem uma luta épica com três cachorros (que me fez rir por quase meia-hora. Parecia um carteiro desesperado kkkkkkkk). Não era falta de recursos, era falta de vergonha!

http://www.youtube.com/watch?v=nS0GdGHfAOY


Marduk Marduk (05/11/2011 01:45:48)   71 2
O outro grande pecado que a Marvel Studios cometeu (O primeiro é que tudo é muito voltado a quem já conhece o universo Marvel, sendo meio chato digerir tudo aquilo como um filme de super-herói) é que tanto Thor quanto Capitão América, por mais que tenham sido filmes muito bons, são introdutórios demais. Muito voltado ao Projeto Vingadores. Pode reparar: Por mais xiita e chato que seja o fã, ele gostou de tudo o que veio da Marvel Studios até agora, e com razão, por que foi tudo muito bom!


Calebe Calebe (30/10/2011 14:23:09)   389 4
Excelente, com certeza merece 4 ovos, não chega a 5 por causa de uns errinhos bobos...
Filmaço mesmo!
Para mim, empata com o Iron Man, e perde um pouco ainda para First Class...


Marduk Marduk (05/11/2011 01:43:22)   71 4
Concordo, Calebe. Pra mim, o único "errinho bobo", foi a ausência de ação em determinados momentos, se resumindo em desperdício de algumas cenas de guerra. Tirando isso, tudo muito lindo.

Avante, Vingadores!


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James James (17/10/2011 21:15:23)   146 4
Fiquei bastante supreso. E faço a mea culpa: Sem querer ser a última grande coisa do cinema (é foda comparar adptações pós- Batman de Nolan)o filme suporta como ressaltado pelo Borgo todo o peso de lhe imposto. E se sai muito bem!

Não é para mim ao menos, o estilo cinematográfico a ser seguido, nem para Steve Rogers. Mas se contentando em ser uma sessão matinê nos reserva gratas supresas.O desenvolvimento do personagem título, sua humanidade e o relacionamento...Enfim o filme transpira bons sentimentos. Se pe brega? Não sei, mas, repito, cativa um bocado.

E se for para comprar, a jornada do herói dá um banho no concorrente da lanterna.




Milton Milton (15/10/2011 02:01:13)   153 -5
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.


Flávio Flávio (08/10/2011 19:38:50)   637 4
Um Otimo Filme: 4 ovos!!



Lauro Lauro (27/09/2011 13:54:40)   91 4
Gostei muito do filme.Eu daria no minimo 4 ovos.Mesmo assim,quem sou eu pra julgar por causa de uma nota do Érico.Deixa a opinião do cara em paz.Mesmo assim eu gostei muito do filme.Achei aquele tom anos 40 muito legal.Dá um tom ótimo pro filme.Acho que no fim daria 5 ovos mesmo!



Flávio Flávio (15/09/2011 17:31:56)   391 4
Aqui esta a crítica do filme, simplismente o cara fala de tudo, tudo mesmo, Roteiro, Direção, Efeitos Especiais, Atores, Chris Evans, Hugo Weaving, as Falhas que foram poucas, os ACERTOS que foram MUITOS, leiam, recomendável:

http://blogdorodman.blogspot.com/2011/08/capitao-america-primeiro-vingador.html



sem avatar Monique (09/09/2011 15:47:25)   3 4
Achei o filme muito bom, divertido, com efeitos bem marcantes e legais. Além de me fazer lembrar de "Caçadores da Arca Perdida", que eu adorei.

Como o próprio nome diz, é bem americanizado, mas divertido.

Peca um pouco na parte romântica, achei melodramático.

O final achei muito bom!



Flávio Flávio (04/09/2011 18:55:53)   391 4
Repito e digo o Filme e muito bom, e o que cheja mais perto do Primeiro Homem de Ferro.

4 OVOS



Robson Robson (27/08/2011 02:24:11)   1 -4
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warley warley (28/08/2011 11:00:40)   -4 -4
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X-Mauro X-Mauro (25/08/2011 12:44:42)   -299 3
Em resposta ao J.Morais alguns posts abaixo e como denuncia ao que vem ocorrendo no Omelete, transcrevo o texto abaixo como critica ao desrespeito e despreocupação do site, principalmente depois de ver a quantidade de negativações sem sentido nesta data.

"Veja o que fizeram ao meu perfil porque reclamei da Nova DC 52.
E o pior, ja escrevi pro Omelete 4 vezes para verificarem esse tipo de atitude, já faz mais de um mês e nem uma resposta mínima de que estariam verificando, uma resposta automática (No mínimo) ou qualquer outra coisa recebi.
O Omelete perdeu totalmente o meu respeito pois não zela pelos seus leitores.
Saí de meu jejum de mês sem escrever por conta da sua mensagem que me deu vontade de contar o que me ocorreu e porque sumi.
Total falta de respeito do site!
Maior que a trolagem foi esse tratamento.

Prá não fugir totalmente do assunto, vi Capitão ontem e prá mim, é o melhor filme da Marvel feito até agora.
Os detalhes que fugiram dos quadrinhos são bem inferiores aos de X-Men First Class, em que me desagrada muito aquela amizade de infância entre Xavier e Mística e em relação ao Thor, a semana em que ele fica na Terra não justifica seu ganho de humildade ainda mais que ele não esquece quem era.
Gosto de Homem de Ferro mas não o acho tão superior aos outros filmes como muitos apregoam.



Marco Marco (23/08/2011 21:08:30)   833 -1
Demorei, mais agora posto minha crítica.

Primeiramente devo dizer que achei o filme mediano, digno dos 3 Ovos recebidos.

O início do filme é promissor. A apresentação do personagem é muito bem feita. Stanley Tucci faz um ótimo Abraham Erskine, personagem que faz lembrar levemente a Albert Einstein.

O relacionamento amoroso foi bem feito, sem exageros, muito bem solucionado. Só achei que poderiam dar mais atenção a relação de Steve e Bucky.

Acho que o vilão deixou a desejar. O personagem é totalmente descartável e com planos dignos de irmão metralha. Não gostei da solução para o Cubo Cósmico, que foge das HQs e impede que o objeto seja melhor explorado em futuros filmes.

Arnim Zola se sai bem, deixando o público mais próximo de seu personagem. A Hidra soa de forma superficial e suas "reinvenções" das saudações Nazistas são simplesmente patéticas.

O clima do filme é bom até metade do filme, a partir daí, tudo soa extremamente forçado. O filme desanda, em minha opnião, a partir da invasão a fabrica da Hidra.

O personagem Howard Stark não me agradou. Durante os 2 filmes do Homem de Ferro é comentado, como o pai de Tony era frio, um homem dedicado ao trabalho, e então... Bom, me decepcionei.

Tommy Lee Jones cumpre o trabalho de alívio cômico - seu personagem poderia se tornar muito melhor, se fosse explorado de forma séria, mas nada que comprometa.

As lutas com o Caveira são totalmente broxantes, mas Chris Evans convence, faz um personagem bondoso e com alma.

Nota: 6,0
Ovos: 3


sem avatar Faake (25/08/2011 11:14:15)   69 -5
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Capitão Capitão (09/06/2012 12:46:50)   22 0
Também não entendi só 3, na minha opinião o filme é digno de pelo menos 4 !!!


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Jaqueline Jaqueline (19/08/2011 14:43:46)   9 3
Eu realmente não entendi pq somente 3 ovos...


sem avatar Faake (25/08/2011 11:16:20)   69 -4
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Darth vader Darth vader (22/09/2011 04:36:54)   -224 2
Nem eu!

Capitão Capitão (09/06/2012 12:50:22)   22 0
Tbm não entendi ?!!


Gustavo Gustavo (16/08/2011 19:41:21)   29 2
sabe o q faria com q o filme tivesse 4 ou 5 ovos? quando o Steve Rogers estivesse tentando se alistar poderia aparecer o Wolverine olhando pra ele e depois da umas palmadas no peito dele dizendo : hmm, fica pra proxima magrelo. hahaha mas o filme ficou bom soh faltou cenas de batalha mais legais


Noir Noir (19/08/2011 15:12:37)   214 0
Não sei se tornaria melhor o filme mas seria bem legal a sacada do Wolvie.

sem avatar Faake (25/08/2011 11:13:06)   69 -5
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Lico Blade Lico Blade (16/08/2011 19:30:19)   1527 3
Vi o filme hj e gostei, eu daria 4 ovos.

Mas também achei que as cenas de guerra poderiam ser mais impactantes. Épicas mesmo.

O confronto entre Capitão América e o Caveira Vermelha me agradou bem mais do que o confronto entre Thor e Destruidor. Acho que meu gosto por esse tipo de cenas é bem diferente de outros colegas rsrs

Achei emocionante a cena em que Rogers se despede da Carter.

E, no pós créditos, não tinha mais ninguém na sala de cinema...

Enfim, sempre acreditei que Chris Evans se sairia muito bem nesse filme. E foi o que aconteceu: mais um sucesso indiscutível da Marvel Studios.

Chris Evans É o Capitão América.


sem avatar Faake (25/08/2011 11:11:34)   69 -5
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Daniel Daniel (28/08/2011 12:34:06)   4 4
Sim, sucesso, já rendeu mais de 300 milhões. E pelo visto vai continuar rendendo.


Leandro Leandro (15/08/2011 12:53:54)   -10 -5
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Djalma Djalma (15/08/2011 12:59:37)   54 5
é...gosto é como c**.....cada um tem o seu né...

edemar edemar (16/08/2011 07:53:08)   -2 -3
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sem avatar Faake (25/08/2011 11:12:24)   69 0
Exatamente!
Personagem e vilão mal explorados.



Djalma Djalma (15/08/2011 12:35:52)   54 4
Capitão América é:
Melhor do que Thor
Muito melhor do Hulk
Um pouco de nada pior do que Homem de Ferro....
...Mas é ótimo...saí do cinema com vontade de comprar uma revista pra ler...
Cris Evans Calou a minha boca e de um monte de gente....atuação OK pra ele...
Curioso agora é ver ele dando ordens a Tony Stark....



Why So Serious Why So Serious (14/08/2011 18:11:51)   224 4
Ontem, finalmente, fui assistir Capitão América. E posso dizer que foi um dos filmes que mais me surpreenderam esse ano...

Direção competente, roteiro envolvente, atores completamente centrados (Chris Evans realmente calou a boca de todos, está perfeito no papel), enfim, filmasso.

O final do filme me deixou ainda mais ansioso para Os Vingadores. Quase tive um ataque vendo o teaser pós-créditos. Parabéns Marvel. Chega logo 2012!

Capitão América, junto com o primeiro Homem de Ferro, são os meus filmes favoritos do Marvel Studios até o momento. Minhas notas:

- Homem de Ferro = 5 ovos.
- O Incrível Hulk = 4 ovos.
- Homem de Ferro 2 = 3 ovos.
- Thor = 4 ovos.
- Capitão América = 5 ovos.



Darth vader Darth vader (14/08/2011 09:23:26)   -224 2
Eu assisti novamente o filme do bandeiroso,dessa vez em 3d legendado,e devo confirmar,o filme é muito bom.

Minhas notas pros filmes marvel studios:
-Homem de ferro: 4,5 ovos
-O incrivel Hulk: 3 ovos
-Homem de ferro 2: 2 ovos
-Thor: 3,5 ovos
-CA: 4 ovos



Saxi Saxi (13/08/2011 08:15:23)   316 -1
Assisti ontem ao filme, achei sensacional, fantástico, todos os adjetivos são poucos para comparar a grande emoção que senti quando sai do cinema,

melhor filme da marvel (na minha opinião) 5 ovos sem sombra de dúvida,

Evans estava incrivel no papel e mesmo sabendo a estória das hq's fiquei triste quando o capitão caiu com o planador; as cenas de combate todas muito boas também.

A ambientação de guerra (fantástica); o ciume da Peggy carter excelente... enfim são vários fatores positivos que poderia ficar falando aqui durante o dia todo. Espero que tenha um capitão américa 2.

Abraço a todos


É que me escapoliu.... É que me escapoliu.... (22/08/2011 09:41:32)   1 -2
ciume de pegga carter excelente!!! Filho, vc tá passando bem!!1 Essa foi a pior parte de romances em filme s de ação da história!!!! pelo amor Deus!!!


silvio tadeu silvio tadeu (13/08/2011 01:10:33)   403 1
Assiste o filme e achei o melhor da Marvel até agora ... fechou com chave de ouro para o filme dos Vingadores.

Eu fui um dos que realmente não gostei da contratação do Evans no começo ... só que queimei a lingua feio pois o cara conseguiu incorporar o personagem de um jeito que eu acho que poucos conseguiriam.

Dos 20 anos que leio as histórias do Capitão nunca imaginei que iriam fazer um filme tão bem feito e elaborado como este.

Minha nota para os filmes da Marvel:

-O Incrivel Hulk - 4 ovos
-Homem de Ferro - 4 ovos
-Homem de Ferro 2 - 2 ovos
-Thor - 3 ovos
-Capitão América - 5 ovos ( se tivesse mais eu daria uma bandeja inteira )



sem avatar Faake (13/08/2011 00:46:08)   69 3
Na minha opinião, o personagem Steve Rogers/Capitão América ficou muito vago, acho que o diretor devia ter explorado mais, já que o filme é sobre ele.
Deveria contar mais detalhes, mostrar mais o personagem, em diversas situações, como por exemplo, se ele levar um tiro, mostrando a recuperação, etc.
Faltou enfatizar mais as característias dele, como força, rapidez, etc...

O vilão tbm devia ter sido melhor aproveitado, Hugo é um ótimo ator e não foi um vilão "marcante" no filme.

Eu esperava mais deste filme.




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