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Capitão Phillips | Crítica

Paul Greengrass transforma história real em um interessante filme sobre desproporções

Marcelo Hessel
08 de Novembro de 2013

Capitão Phillips

Capitão Phillips

Captain Phillips
EUA , 2013 - 134 minutos
Suspense

Direção:
Paul Greengrass

Roteiro:
Billy Ray, Richard Phillips (livro), Stephan Talty (livro)

Elenco:
Tom Hanks, Barkhad Abdi, Barkhad Abdirahman, Faysal Ahmed, Mahat M. Ali, Michael Chernus, Catherine Keener, David Warshofsky, Corey Johnson, Chris Mulkey, Yul Vazquez, Max Martini

Ótimo
capitão phillips
capitão phillips

Robert S. McNamara, ex-Secretário de Defesa dos EUA nos anos 1960, dizia que a proporcionalidade deveria ser uma regra na guerra - sempre revidar um ataque com uma reação à altura - mas o país, em sua hegemonia armamentista, hoje nunca esteve tão longe de colocar isso em prática. Capitão Phillips, primeiro trabalho do diretor Paul Greengrass desde Zona Verde, é um ótimo filme sobre desproporção.

O longa adapta A Captain's Duty, livro escrito pelo Capitão Richard Phillips, que em 2009 teve seu cargueiro, o Maersk Alabama, sequestrado por piratas somalis. Tom Hanks interpreta Phillips, e a desproporção já se estabelece desde as primeiras cenas: o capitão está preocupado com a sua carga horária, assim como seus marujos, enquanto na Somália as relações de trabalho - se é que dá pra chamar assim a convocação à ação armada que presenciamos no início - são bem distintas.

Todo o filme se estrutura a partir dessa oposição: de um lado Phillips, suas normas de segurança, sua ordem constituída e bem azeitada, e do outro Muse (Barkhad Abdi), líder mambembe dos piratas, e seu desejo suicida de se inserir no capitalismo do qual Phillips é o representante imediato. De início Greengrass filma sem pressa os contêiners sendo empilhados, a rotina do porto, porque registrar o gigantismo da situação - o capitalismo como uma máquina, um colosso em movimento lento mas constante - é vital para ilustrar os opostos, enquanto na Somália come-se mato e tudo parece fadado ao acaso, à direção do vento.

O que impede Capitão Philllips de se tornar um filme panfletário contra o descaso com que o mundo trata a África, em boa medida, é que não há muito espaço para discursos - depois que a premissa se estabelece, o resto é ação. E então as oposições desproporcionais se tornam físicas mesmo: o cargueiro contra o bote dos somalis, o corpo subnutrido dos africanos contra a muralha de músculos que são os fuzileiros navais (Greengrass filma os militares nus, antes de vesti-los, para deixar essa oposição bem clara).

Então embora tenhamos aqui, reproduzidos, os elementos que tornaram o cinema de Greengrass inconfundível pós-Bourne - a câmera na mão, que treme mas sabe o que procura, e a trilha sonora de suspense bem marcada, quase repetitiva - Capitão Philllips é um filme muito particular, por conta dessa questão das desproporções.

E o diretor encontra em Tom Hanks, ator associado a transformações corporais (Philadelphia, O Náufrago), a representação perfeita dessa fisicalidade que o filme almeja. O Phillips interpretado pelo ator vai da mais plena ordem (o domínio do seu ofício, suas normas) à completa desarticulação (é capaz que ele ganhe o Oscar só por causa da cena final), e não seria exagero dizer que o capitão Phillips se despedaça por perceber, de repente, que neste mundo a ordem econômica e política, com seu suposto igualitarismo, é só uma grande ilusão.

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Comentários (38)

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sem avatar Marcio (19/04/2014 09:22:15)   -7 0
Em nossas vidas não temos conhecimento de quantos heróis anônimos existem. Heróis verdadeiros, de carne e osso, como realmente somos. O Capitão Phillips que dá o título a esse filme é um deles. Em cerca de duas horas iremos ver como são os verdadeiros heróis.
Trabalhando em uma empresa de transporte marítimo Richard Phillips (Tom Hanks) terá que navegar em mares em que os ataques de piratas somalis são comuns. Quando um grupo desses piratas resolve atacar sua embarcação, liderados pelo cauteloso, mas levemente audacioso Abduwali Muse (Barkhad Abdi), Phillips irá travar uma guerra de gato e rato para tentar salvar sua tripulação e lutar pela própria sobrevivência.
O diretor Paul Greengrass realiza uma obra muito bem montada, que busca através de sua câmera na mão uma tensão permanente no ar. Arrisco até a dizer que em certa hora da um leve incomodo. Através de uma câmera praticamente trêmula durante grande parte do filme traz essa noção de perigo iminente, assim como deixa o espectador não só cansado pela adrenalina intensa do filme, mas por em certas horas exagerar um pouco. A câmera na mão também têm uma característica documental, pois estamos assistindo a algo que realmente aconteceu e é inclusive baseado no próprio livro do protagonista.
A atuação contribui para esse clima documental. A humanização dos personagens são de extrema importância para contribuir para que o filme traga não só uma mensagem de um herói extremamente humano como Phillips, mas um vilão que não tem muita escolha de vida. Assim como Phillips logo no início fala da preocupação para com o futuro de seu filho, Muse é uma pessoa que não tem futuro por viver em um local controlado por milícias, em que há grandes problemas de saneamento, política, alimentos, enfim condições mínimas em que um ser humano deve ter para se viver.
O filme talvez só não impacte mais por sabermos o desfecho sobre a vida de nosso protagonista, mas contribui muito por nos apresentar um herói de carne e osso que chora como todos nós.

http://omelete.uol.com.br/captain-phillips/cinema/capitao-phillips-critica/#.U1JqQdxdWzs



Henrick Henrick (09/04/2014 07:52:32)   272 0
EXCELENTE FILME! Me surpreendi com a qualidade dele e o "lado humano" do Muse durante todo o filme, alertando mais de três vezes que tudo acabaria bem pro Capitão e que ele só estava interessado era no dinheiro do resgate.

Tom Hanks e o ator quem interpretou o Muse deram UM SHOW! Há tempos não via um excelente filme como este, que me prendeu desde o início lento até o final com a mesma animação. Nota 10/10 fácil!



sem avatar Sérgio (11/03/2014 15:59:23)   4 0
Sugiro o seguinte texto para quem não apreciou tanto o filme:

http://cinematographecinemafilmes.wordpress.com/2014/03/01/capitao-phillips-2013/

Abraço



Leonardo Leonardo (20/01/2014 19:40:16)   -1 -1
Meus Deus, mas quem fala em ordem político-econômica igualitária no mundo? Todo mundo sabe do fosso que há entre a civilização ocidental e a africana. O que deve ser avaliado não é isso, mas sim o porquê disso. E, na minha visão, a posição que Greengrass toma é aquela do politicamente correto que condena o ocidente, remetendo até, na cena final, aos tempos de escravidão incompatíveis com a situação apresentada no filme e na vida real.

Muse é um pirata criminoso e está pagando como tal. O fato de na Somália não haver oportunidades como na América não significa que ele tenha o direito de fazer o que fez. Como bem disse Albert Camus, em "O homem revoltado", não existe diferença entre o criminoso por natureza ou pela circunstância.

Mas não é isso o que Greengrass acha. Para ele, tudo pode se as oportunidades não existem, inclusive ser um pirata, saquear navios e ameaçar pessoas de morte. Isso fica bem explícito quando o capitão Phillips pergunta a Muse se ele não tinha outra opção além de ser um pirata e este responde: "talvez na América". Essa fala é seguida de um silêncio de Phillips que consente com o argumento supracitado.

Os problemas que assolam a África são muitos. Vão desde tiranos ditadores que adoram se perpetuar no poder e passam até por rivalidades tribais irreconciliáveis. Botar a culpa somente no ocidente é vigarice intelectual.


Fábio Henrique Fábio Henrique (02/02/2014 17:25:18)   42 1
Em nenhum momento o filme aponta o dedo e afirma que a culpa é "apenas do ocidente". Apenas apresenta realidades distintas, antagônicas, mas não investiga a origem disso. Essa afirmação é uma ilação de sua parte. Não vi dessa forma. E, convenhamos, o Ocidente pode não ser o único responsável pela situação da África, mas soube e sabe muito bem tirar proveito dela para obter os seus ganhos.

Ademais, essa sua visão sobre o criminoso por natureza ou por circunstância, baseado em um suposto argumento de autoridade de Albert Camus (acho que para mostrar que tem "preparo intelectual", ou algo do tipo) só pode partir de alguém que vê a realidade unilateralmente. Provavelmente você nunca passou por circunstâncias extremas na vida, o que torna lamentável emitir opiniões como essa. É assim que nasce o fascismo, algo que, aliás, está visivelmente crescendo no Brasil.


sem avatar Nikolas (06/12/2013 23:42:12)   47 0
Acabei de ver o filme. Tom Hanks atuou muito bem. Ele passa o filme inteiro ainda com certo controle sobre a situação (provoca discussões entre os piratas, sempre analisando os mínimos detalhes, tentando manipular o líder pirata sem que ele perceba), mas no final, quando ele se entrega, realmente a cena fica impactante e te faz prender a respiração.

Agora, se tem alguem nesse filme que merece um oscar, é o Barkhad Abdi, foi MUITO foda no filme !



É que me escapoliu.... É que me escapoliu.... (24/11/2013 16:41:43)   30 0
Um bom filme!!

Só acho foda navios que viajam em rotas dominadas por piratas, terem como sistema de segurança cadeado e mangueira de água...

Mas o filme é bem tenso e mostra com os humanos são imaturos e gananciosos...

Tom Hanks é muito fera e ponto final!!!

Um grata surpresa nesse ano!



sem avatar Antonio (23/11/2013 09:49:38)   0 0
Versão romanceada e mal disfarçada. Os personagens são bastante humanizados. Demasiado humanos. O capitão do cargueiro surta no final em vez de ser pintado como o super heroi americano, talvez uma concessão simpática ao politicamente correto que rege tudo hoje em dia. O capitão pirata tem uma postura simpática, não necessariamente igual ao que tenha acontecido de verdade, o que lhes garante 33 anos de prisão nos EUA, convenhamos um prêmio, bem melhor que a vida no seu miserável país de origem. Os países pobres em geral são credores de dívidas ancestrais, impagáveis e imprescritíveis que são divididas muitas vezes com quem nada tem a ver com isso. Todos perdem, inclusive eles mesmos. No filme fica claro que são apenas peças em uma engrenagem muito maior, cada uma na base de sua cadeia alimentar. Meros plânctons. A propósito: MacNamara não foi aquele cara do Vietnã? Viram que papelão? Em contra ponto eu citaria Agamenon Magalhães, governador de pernambuco "eleito" indiretamente pelo então ditador Vargas: "Triste do poder que não pode". Não existe uso desproporcional da força, é invencionice para imobilizar o mais forte que tem algum escrúpulo usada por quem é desprovido dos dois. (força, e escrúpulos). Ou...a mera falta de noção quando se decide puxar uma briga.



sem avatar Andrew (20/11/2013 22:17:16)   30 0
Estou realmente estou muito feliz pelo Tom Hanks, desde de O Terminal q ele n mostra uma atuação interessante ou então elogiada ( embora ele tambem nunca tenha uma atução ruim ) .

Ele e um dos meus atores preferidos, q fez alguns dos melhores filmes q eu ja vi.

Sobre o filme, achei incrivel daria 5 ovos facil, Paul Grenngras ja tinha me ganhado como diretor em Voo United 91,depois do bom Zona Verde agora ele volta com esse filmaço q tem todas as caracteristicas de Grenngras q fizeram de Bourn uma lenda, muita camera na mão, trilha sonora emocionante, cenas de ação muito bem feitas, e montagem competente, Alem de Capitão Philips ter uma otima fotografia tambem.

Torço para q tenha indicações ao oscar como melhor filme, roteiro e atuação principal e coadjunvante.

Os melhores filmes do ano ate agora (na minha opinião):

1- Os Suspeitos
2- Rush- no limite da emoção
3- Capitão Philips
4- Gravidade




Mel Gibson. Mel Gibson. (16/11/2013 01:02:27)   129 0
Chorei feito um bebê na última cena do filme...



Roberto Roberto (14/11/2013 15:19:56)   52 0
Olá rapeize.

Vamos com calma e critério.

Não é tudo isso náo.
Bom filme, sim, é. Mas 4 ovos? Oscar?
Nem uma coisa, nem outra.

Tem segurar as rédeas da emoção as vezes. Tudo bem que nos últimos tempos, há um mar de filmes medíocres, e quando algum se destaca nos emocionamos, mas é preciso sempre ir com calma nas análises, respirar fundo, e tentar ter uma visão coesa da arte em questão.

Abrax.


sem avatar Alexandre (22/11/2013 13:21:27)   -1 0
Porque não merece 4 ovos ? Porque não é "tudo isso" ?
Faça uma critica "coesa" para podermos quem sabe "respirar fundo".

Roberto Roberto (25/11/2013 15:01:34)   52 0
Fala Alexandre, tudo ok?
A crítica, e até mesmo nossas opiniões sáo subjetivas, passam pelo gosto pessoal e cultura de cada um de nós.

A meu ver, há um exagero na reação de algumas pessoas a este filme.

É um bom filme de ação/suspense, MAS, não faz perder o fôlego, e nem muito menos prende tanto assim a atenção. As atuações são convincentes, e obviamente, quem se destaca é o velho Hanks de sempre, junto ao líder dos "bandidos", mas nada, que nem de longe mereça um Oscar (minha opinião), nem a cena "chorosa" do Hanks no final entusiasma tanto assim, forçada pra caramba.

É um 3 ovos.

Não é um ótimo filme (e sim BOM), mas é uma boa opção de divertimento. Quanto a respirar fundo ... ai só indo para a Somália mesmo.

Abrax.

sem avatar Marcelo (06/12/2013 15:07:11)   4 0
Ué... mas dizer que dizer que "nossas opiniões sáo subjetivas, passam pelo gosto pessoal e cultura de cada um de nós" não se aplica a SUA opinião ? Se nós dizemos que merece 4 ovos... você não deveria aceitar como nosso gosto pessoal e pronto ? Ou sua crítica de que o filme é "apenas bom" é mais crível que a de quem acha que o filme é ótimo ? Será MESMO que sua visão é "mais coesa" do que a dos outros ??


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foberty foberty (10/11/2013 02:15:38)   -1 2
Capaz do Muse levar uma indicação pra ator coadjuvante



Miss Scarlett Miss Scarlett (09/11/2013 21:12:42)   472 1
Filme sensacional. É bem isso mesmo que o Hessel disse na crítica. É sobre desproporções.

Não tem nada de panfletário, nada de patriótico, o filme não demoniza, nem vitimiza ninguém excessivamente, achei bastante realista, eletrizante, tenso. Podem ir sem medo, filme muito bom.

Tom Hanks, bem como os rapazes que interpretam os piratas merecem aplausos.



Lucas Lucas (09/11/2013 18:55:34)   5478 0
Estou muito interessado em ver esse filme. Desde que vi o comercial na TV me pareceu um suspense com muita tensão.



gilberto gilberto (08/11/2013 19:21:47)   110 0
fazia tempo que o TOM HANKS não tinha uma atuação de nível oscar. gosto muito dele e espero que seja realmente indicado ao prêmio.



João Vitor João Vitor (08/11/2013 17:01:37)   8 0
Depois que vi os trailers fiquei tipo: ºoº.
O antagonismo parece muito bom.
_________________________________________

http://youtu.be/kdwS3FOcQmo
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sem avatar Capitão Obviedade (08/11/2013 16:07:24)   -9 0
Eu até ia ver, mas depois que li sobre "fuzileiros nus" fica pra próxima.


Lobo Lobo (09/11/2013 17:23:11)   -50 -1
Essa crítica não foi escrita pelo mesmo cara que era "só elogios" para o filme "Shame", de Steve McQueen? ;-P


sem avatar Alexandre (22/11/2013 13:22:40)   -1 -1
Vai assistir o Thor tomando banho, no contexto da critica é explicado de forma bem clara o motivo de citar esta cena. Leia de novo e de novo, uma hora você entenderá.

Lobo Lobo (05/01/2014 04:36:54)   -50 0
... E ainda tem neguinho à toa para tomar as dores de outro crítico e tentar dar uma de "moralidade superior" (leia e leia de novo? É para rir ou chorar, piá?) para cima de mim.

Vá estudar numa faculdade e arrume depois um emprego de verdade, você está precisando mesmo.




Miss Scarlett Miss Scarlett (08/11/2013 15:09:44)   472 -1
Já estava com vontade de ver o filme, a crítica está ótima e me deixou com mais vontade de ver. Tom Hanks é excelente, que venha mais uma indicação ao Oscar.



Matheus Matheus (08/11/2013 15:02:49)   7 0
Bela critica. Só faltou mencionar a atuação do Barkhad Abdi como o líder dos piratas somalis. Dizem que ele é uma das grandes surpresas do filme.



Thyago Roberto Thyago Roberto (08/11/2013 14:14:10)   728 -1
Ótima crítica, Hessel. Despertou minha curiosidade - emais uma indicação de Tom Hanks ao OSCAR a caminho!



Denis Denis (08/11/2013 12:36:02)   1147 1
Crítica concisa e sem floreios.

Filme de ação com conteúdo, a direção ágil de Greengrass e o ótimo Tom Hanks, já tô comprando meu ingresso.



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nilton nilton (08/11/2013 11:26:46)   -1906 0
esperava uma atuaçao padrao do tom hanks mas pela critica do filosofo de kaboom terei que conferir



Marlon Marlon (08/11/2013 11:05:55)   2796 0
Puxa, eu não dava nada para esse filme, mas agora fiquei com vontade de assistir.



Stuart Stuart (08/11/2013 10:49:05)   987 -1
Hessel já fez críticas ruins,mas essa critica agora compensou!

Realmente me deu muita vontade de ver esse filme,mas será que não merecia 5 omeletes?



everton everton (08/11/2013 10:37:01)   -4 1
ótima crítica



Cadu Cadu (08/11/2013 08:18:46)   6 2
O Hessel mandou bem nessa crítica!



Daniel Daniel (08/11/2013 04:38:51)   57 2
Hessel, você é a única razão pela qual ainda volto nesse site. Mesmo que nem sempre concordemos, sua opinião é sempre bem vinda, e neste caso você praticamente traduziu meus pensamentos em palavras. Embora o filme seja limitado pela base real e pela divisão quase métrica em 3 atos, os subtextos o tornam um grande ensaio sobre a desproporção. Sobre a última cena de Hanks, ela também é desproporcional, porque no restante do filme o roteiro nao lhe permite muita profundidade. Mas, pela constância, acho que Muse (que em certos momentos me lembrou Zé Pequeno - assustador e ao mesmo tempo frágil) é o grande astro do filme. Espero que ele seja indicado ao Oscar, seria mais que merecido!



G. brucew G. brucew (08/11/2013 03:08:46)   1760 4
Que crítica linda Marcelo Hessel, uma das melhores que já li de sua pessoa.




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