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20 anos sem Isaac Asimov

Relembre o mestre da ficção científica

Érico Borgo
06 de Abril de 2012

Asimov
Asimov
Asimov

Há vinte anos, em 6 de abril de 1992, morria Isaac Asimov. O autor faleceu vítima de AIDS, contraída durante uma transfusão de sangue contaminado enquanto se submetia a uma cirurgia cardíaca em 1983.

O russo Isaak Yudovich Ozimov nasceu em 1920 e emigrou aos EUA aos três anos de idade com a família. Cresceu no Brooklin, onde aprendeu a ler com revistas de ficção pulp baratas, apaixonando-se por ficção científica. Aos 11 anos começou a escrever suas próprias histórias e menos de uma década mais tarde já estava vendendo suas primeiras obras a revistas especializadas.

Bioquímico, Asimov teve uma louvável carreira acadêmica, chegando a professor catedrático na faculdade de Medicina da Universidade de Boston. A experiência com a ciência e a pesquisa ajudaram-no a estabelecer uma ponte entre a ficção e os "futuros problemas que poderiam levar a humanidade à extinção e como a tecnologia poderia salvá-la", como discorreu no livro Escolha a Catástrofe.

Asimov escreveu quase 500 obras, entre romances, contos e publicações científicas, sendo reconhecido, ainda em vida, como um dos três grandes da ficção cientifica, ao lado de Robert A. Heinlein (1907-1988) e Arthur C. Clarke (1917-2008). Suas obras mais importantes, entre muitas outras, são a série Fundação, a série Robôs (Nós, Robôs; Sonhos de Robô e Visões de Robô), O Fim da Eternidade, Os Próprios Deuses e O Despertar dos Deuses. Na coletânea de contos Eu, Robô, Asimov criou as Três Leis da Robótica:

  • 1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.
  • 2ª Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
  • 3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e/ou a Segunda Lei.

Adaptações pouco fiéis de obras de Asimov foram realizadas ao cinema, como Eu, Robô e O Homem Bicentenário. Há pelo menos outras cinco em produção, que podem ser acompanhadas através deste link.

Assista abaixo a uma videodica do Omelete sobre Asimov e Os Próprios Deuses.

Leia mais sobre Isaac Asimov


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Comentários (59)

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Ronny Ronny (02/01/2013 17:09:13)   25 -1
bastante recomendado .

Bom que essa geraçao leia,essa mesma geraçao q tem em STAR WARS,a maior ideia do que é ficçao cientifica


Ðartђ Ѵadęr™ Ðartђ Ѵadęr™ (03/01/2013 17:01:02)   2173 1
Star wars não é Ficção Científica. Ficção Científica é quando se trata do futuro do homem, do progresso da ciência, das coisas improvaveis. Star wars é fantasia, já que se passa há muito, muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante e sem qualquer relação com o mundo que conhecemos.


Gustavo Gustavo (02/01/2013 14:17:16)   588 0
Nunca li nada deste autor, mas pretendo começar por uma livro chamado "No mundo dos números".
Editora: FRANCISCO ALVES;
Ano de Lançamento: 1994;
Número de páginas: 146.

Alguém aí o conhece?

Valeu.

Inté.



Octavio Octavio (02/01/2013 13:42:36)   61 0
Bom, escrevi abaixo em diversas respostas, mas creio que vale um post individual. Gente, Asimov, Clarke e Bradbury são, não por acaso, chamados pela comunidade de FC como “O ABC da FC”. Junto com Heinlein e o povo da new wave (Dick, Aldiss, Moorcock etc, que estouraram nos anos 60), eles fizeram história. Mas isso não quer dizer que a História morreu ou sequer acabou. Tem muita gente boa produzindo aos montes FC literária de excelente qualidade.

Asimov morreu. A FC continua viva, bem das pernas e da cabeça.

Pelo amor de Deus, procurem o material de China Miéville, Dan Simmons, Jeff Vandermeer, Harry Turtledove, Cory Doctorow, Greg Bear, David Zindel, Gregory Bendford, Neal Stephenson, Iain Banks e mais uns 200 autores de peso e capacidade narrativa soberba Agora, tem de ler em inglês porque tem pouca coisa deles em português.



sem avatar Dimitri (02/01/2013 13:39:06)   -14 0
The Naked Sun é um livrao!! Historia de detetive boa como qualquer outra! Daria um filme tremendo! Alias, como todas as historias do Elijah Baley, o personagem principal! :)



curisco curisco (09/04/2012 15:24:38)   533 0
dica:

comprem a coleção "histórias de robôs". são 3 volumes. são diversas histórias clássicas selecionadas de diversos autores. é da LP&M. uns 19 reais cada.

qualquer livraria mais ou menos vende. excelente.



IgorLiraVox IgorLiraVox (09/04/2012 11:24:53)   1346 0
carai....

Estou me sentido um Símio sendo apresentado a tecla "enter" de um computador....

Melhor voltar as materias sobre os filmes do Michael Bay e as da saga Crepusculis......

=*



DR. Zaius, ministro da ciência e defensor da fé! DR. Zaius, ministro da ... (09/04/2012 01:52:10)   828 0
Asimov, Clarke Heinlein. Os gigantes da SciFi se foram. Quem os sucederá??? De certo modo a lieratura está órfã.


Octavio Octavio (02/01/2013 13:23:24)   61 0
Neal Stephenson, Jeff Vandermeer, Dan Simmons, Iain Banks... todos excelentes e prolíficos. Recomendo. Ah, claro, pouca coisa deles em português.

Kobaia Kobaia (02/01/2013 13:26:31)   16 0
Estou escrevendo um livro, e não duvide, como duvidaram de Asimov no princípio.


sem avatar danielpaz (07/04/2012 23:42:44)   42 1
Ei, peraê... agora acabei de ver o vídeo do Borgo... Os Próprios Deuses é a tradução, correta, de um livro que foi lançado pela Ed. Hemus com outro título: O Despertar dos Deuses. Para quem estiver interessado, é só fuçar em sebos.

E... bem, dizer que ele "praticamente inventou" o termo robot é uma furada... O termo é de Karel Capek, e era bem conhecido no meio. Tanto que filmes nunca deixaram de usar o nome e o conceito, sem nenhum outro sinal da influência do nome de Asimov. Na verdade, a idéia do robô tornou-se, rapidamente, um clichê em todas as mídias com a ficção científica. Sua inovação foi a idéia das Três Leis da Robótica - e os paradoxos decorrentes - embora me parece que não influenciou muito a literatura da área (não a que conheço). Sem Asimov, os robôs seriam igualmente famosos e presentes.

Dizer que tudo que ele escreve é super-bem-embasado é um exagero monumental. Ele não se baseia tanto assim na ciência. Um exemplo básico: a inteligência artificial dos robôs asimovianos é devido ao "cérebro positrônico". Mas isso é tecnobaboseira, porque o posítron é a antimatéria do elétron. Não faz o menor sentido um processador ter essa partícula como base - afinal, suas propriedades são as mesmas do eletron. Ademais, o esforço monumental para tornar viável algo feito de ANTIMATÉRIA. No entanto, o termo soa vistoso, não soa?

Por último... olha, ele começou a carreira cedo. O primeiro texto da Fundação foi feito, se não me engano, aos 21 ANOS. Ele não tinha essa bagagem científica toda quando fez parte considerável dos seus contos... E nem se esforçou muito em tê-la. O belo O Fim da Eternidade, por exemplo, chuta o balde em cima de teorias científicas que poderiam dar-lhe, sequer, o molho, como a Relatividade ou a Mecânica Quântica.


sem avatar Davi (08/04/2012 12:10:02)   36 0
E suas conclusões a respeito do embasamento das Obras de Asimov na ciência são embasadas?

sem avatar danielpaz (08/04/2012 18:54:59)   42 1
O que eu falei sobre o pósitron está errado?

O que eu falei sobre a EXISTÊNCIA da Teoria da Relatividade ou da Mecânica Quântica (que, pelo que li de Asimov, ele quase não dá conta... – e olha que li quase tudo que foi traduzido para o português) está errado?

Argumente, meu velho.

Eu dei exemplos. E não foi um pontual, mas central: o cérebro positrônico aparece em várias obras de Asimov. Nâo só no ciclo do Robô Positrônico, mas no seu Universo, que ele, nas últimas obras, unifica; incluindo, assim, R. Daneel Olivaw DENTRO da série Fundação. Onde, por exemplo, existe o salto no hiperespaço (minha memória pode estar me traindo - li isso décadas atrás) sem que ele não tente dar uma explicação razoável sequer.



Tiago de Lima Castro Tiago de Lima Castro (07/04/2012 20:25:58)   149 0
Ainda não li os textos dele, mas interessante que essas três leis da robótica, e o perigo de como os robês, ou máquinas em geral, se revoltam contra o ser humano por ele não "se cuidar sozinho", é algo que influenciou tudo que é filme nesta área.


sem avatar danielpaz (07/04/2012 23:33:42)   42 1
Oi, Tiago... hmmm... olha, o medo dos robôs é anterior às idéias de Asimov. Ele mesmo chama isso de Complexo de Frankenstein. Eu não vi grandes influências das Três Leis da Robótica dele em filmes, sabia? Só nos filmes que são "adaptações" de suas obras. Nesse sentido, o Exterminador do Futuro, por exemplo, parte desse arcabouço anterior a Asimov.

Tiago de Lima Castro Tiago de Lima Castro (12/04/2012 00:07:54)   149 0
Você tem razão Daniel, o Complexo de Frankestein é anterior mesmo...

Eu pensei nisso pois o raciocínio de máquinas revoltando-se contra a humanidade por chegarem a conclusão lógica que os seres humanos não conseguirem ficar em paz, somente tendo um poder que os mantém sobre controle o pode (o que lembra a ideia do Leviatã) parece se aplicar as três leis.

Mas você está correto, obrigado pelo aviso!


Jota Jota (07/04/2012 13:25:52)   -9 -1
Eu começaria com algum de contos...Nove Amanhãs é subestimado e sensacional!



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Thiago Thiago (07/04/2012 12:42:35)   16 0
Somente Wolverine poderia copiar aquelas costeletas.



Cesar DS9 Cesar DS9 (07/04/2012 10:27:10)   427 0
Ótima lembrança Borgo.

O único livro do Asimov que li foi O Cair da Noite. Já faz uns 3 anos mas volta e meia me pego pensando em Kalgash e seus quatro sóis.
Nunca tinha lido e possivelmente nunca verei no cinema, uma história que consegue mostrar de forma tão brilhante o que é o pensamento científico, a racionalidade.

Quem sabe um dia tomo coragem e leio A Fundação do Asimov e Duna do Herbert.



sem avatar danielpaz (07/04/2012 12:52:57)   42 1
Você deu sorte, ehehehe. Talvez seja o melhor conto de Asimov, disparado. Em poucos momentos ele voltou a esse nível de qualidade literária - Asimov escrevia MUITO, mas seu nível era baixo, em comparação com o de Arthur Clark e Robert A. Heinlein. Muito bom, também, mas em outro formato, é O Homem Bicentenário. E sugiro o que acho seu melhor livro: O Fim da Eternidade.


Ronny Ronny (07/04/2012 09:50:55)   25 0
ja li a FUNDAÇAO.

Ainda lerei outros livros dele.

ficçao cientifica na sua essencia.



sem avatar Marcos Vinicius (06/04/2012 23:08:31)   338 0
Realmente, perdemos um grande escritor a 20 anos...

Obras de ficção científica bem feitas são visionárias. Elas usam de ciência fantástica para ao mesmo tempo fazer uma reflexão sobre o nosso tempo e nos preparar para o futuro.

Veja por exemplo Júlio Verne. Em suas obras ele refletiu sobre questões da sua época, e ao mesmo tempo apresentou ao mundo tecnologias que viriam a existir anos mais tarde, como o submarino e as naves espaciais.

Asimov faz o mesmo em sua obra, bem como todos os outros escritores citados nos outros comentários. E por isso, eles merecem nosso respeito.



Pinto Pinto (06/04/2012 22:17:08)   202 0
Eu tenho a trilogia Fundação, mas ainda não li.

Na verdade, tenho sete livros empilhados na cabeceira da minha cama.

Só preciso terminar a "Arte da Ficção" do John Gardner, e retomo meus livros de ficção. Estou achando a experiência meio frustrante, porque Gardner enfeita demais, mas é melhor terminar o livro primeiro antes de dizer algo.


sem avatar Marcos Vinicius (06/04/2012 22:48:20)   338 1
Sabe tudo de ficção científica espacial que você acha legal, seja de Guerra nas Estrelas, Jornada, Mass Effect, Battlestar Gallatica, Babylon 5... todo mundo puxou uma ou outra ideia de A Fundação.

E acredite, é uma leitura e tanto. Quando você perceber, não vai conseguir parar de ler.

Pinto Pinto (07/04/2012 12:48:00)   202 0
Pô, Marcos, mas Fundação furar fila é foda rsrsrs.

Na moral, só preciso organizar meu tempo de leitura.

Me deu uma empolgada esse comentário teu aí.

Valeu!

sem avatar danielpaz (07/04/2012 12:56:30)   42 2
Ah, para quem curte Asimov, sugiro que leia uma coleção de textos dele sobre a ficção científica: No Mundo da Ficção Científica.

Ele seria linchado aqui no Omelete, por alguns motivos. Primeiro, ele achava Star Wars boa diversão, mas não a julgava sequer ficção científica, apenas um tipo de soap opera. Seria ficção tudo aquilo que se baseasse na ciência DE FATO, o que não acontecia com Star Wars - que misturava misticismo com iconografias destoantes da ciência (caças espaciais com asas, sabres de luz, etc.). No entanto, se ele achava a série ao menos criativa, esculhamba como cópia sem criatividade a primeira série televisiva Battlestar Galactica... Como também esculhamba Contatos Imediatos do Terceiro Grau.

Mas vale a pena ler, também, porque ele descreve, como testemunha ocular, sobre o mundo das revistas de ficção científica norte-americanas, desde o começo até sua consolidação.

Pinto Pinto (07/04/2012 22:47:02)   202 0
Vou dar uma checada nesse livro, Daniel. Até mesmo pra ver o quanto discordo dele. Nada em relação a Star Wars em si, mas a ficção científica em geral.

Eu tenho um projeto engavetado (por falta de tempo) de sci fi pós-apocalíptico, o qual um dos temas é uma crítica à própria ciência e sua comunidade.

Acho que quando se trabalha com ciência em FICÇÃO, não se deve ficar de mãos atadas por causa de algumas leis. Na verdade, faça suas próprias.

Claro que muita coisa precisa seguir uma lógica (como no exemplo dos caças no espaço com asas - embora já discorde, a princípio, do sabre de luz), se não seria simplesmente Fantasia.

Realmente seria uma leitura interessante; saber os pontos de vista do Mestre e saber quais deles batem com os meus ou não.

Pinto Pinto (07/04/2012 23:07:52)   202 0
Ah, Daniel, tu sabe o nome original do livro?

Tá tenso achar.

Valeu!

sem avatar danielpaz (07/04/2012 23:34:37)   42 1
Então, Pinto... a coisa é relativamente simples, entendendo-se Asimov: ele cresceu com o gênero da ficção científica nos pulps. E, especialmente, na época de John Campbell, que lutou (e conseguiu) dar mais solidez aos contos. O pressuposto de que parte Asimov é de que é preciso haver base científica – embora nem tudo dele se encaixe nisso. Os livros de A. Clarke são ainda mais severos: a partir de certa época, NADA ali era algo descartado pela ciência... tudo se baseava em, pelo menos, alguma teoria com alguma verossimilhança. Dele foi o primeiro livro que li que falava sobre a energia extraída do vácuo – que hoje chamam de “ponto zero” – e que, então, se baseava em alguns estudos especulativos de físicos.

Do contrário, o que temos é technobabbling... Por exemplo, nos quadrinhos, tecnologia avançadíssima é feita por gente sem recursos, sem matéria-prima, sem fornecedores, sem toda a cadeia necessária para se fazer um reles PC... na prática, é magia. A diferença é que se desenha uma máquina, e se diz que é uma máquina. Ou melhor, Star Wars. Diga-me: em Tatooine, onde eles conseguem todas as coisas que permitem a existência daquelas máquinas? O sabre de luz não faz o menor sentido, entendendo-se ele como um laser; não sou viciado no universo Star Wars... vai que eles deram outra explicação. Na verdade, os lasers de Star Wars não fazem o menor sentido. A luz só é vista em feixe se houver algo no ar como obstáculo... é por isso que usam gelo seco em shows; para que se vejam os fachos de luz. O raio laser que estamos habituados a ver é inverossímil.

Num primeiro momento, pode parecer que essa premissa asimoviana é uma limitação para as histórias, que deixam de correr soltas. Mas acredito que não: quem conhece ficção científica (literatura) sabe que idéias brilhantes aparecem JUSTAMENTE porque se parte de princípios científicos. Já que, essa é a graça da coisa, eles não são do “senso comum”. Partir para a “invenção de leis próprias” tende, pelo que tenho percebido, a recair nos clichês vigentes, já que não há impeditivo para eles “aconteceram”.

O título original é Asimov on Science Fiction. Aqui no Brasil saiu pela Francisco Alves. Comprei não tem 2 meses, num sebo em BH, ehehehe.


Pinto Pinto (08/04/2012 10:41:14)   202 0
Hehe, eu acabei descobrindo na raça, mas valeu, mesmo assim.
Vou pedir pelo Amazon.

Concordo contigo em praticamente tudo. Mas quando me referi a "criar próprias leis", foi justamente no sentido de evitar esses "technobabbling", como você se referiu. De criar conceitos, mesmo que pseudocientíficos, que criem uma lógica para o que está sendo apresentado.

É como, por exemplo, insetos gigantes e as razões pelas quais eles são impossíveis de existirem. O autor cria uma situação, ou criatura, que é plausível dentro deste contexto, uma vez sabendo as causas a evitar (ou contornar), entende?

No mais, valeu pelas ideias!

Abraços.

DR. Zaius, ministro da ciência e defensor da fé! DR. Zaius, ministro da ciência e defensor da fé! (09/04/2012 17:40:13)   828 0
Daniel, li "no mundo da ficção científica" em 1989 e tenho o livro até hoje. Já reli pelo menos tres vezes e posso dizer que é uma aula de história do gênero, com algumas ótimas histórias de pescador do mestre. Excelente livro.



sem avatar Isadora (06/04/2012 21:42:02)   52 2
Eu sei que atualmente a palavra "genial" está banalizada, mas quando o assunto é Isaac Asimov e Philip K. Dick o adjetivo "genial" é pouco.

Esqueçam as patuscadas cinematográficas baseadas nas obras literárias de ambos os escritores, recomendo que leiam os livros deles o quanto antes.


sem avatar Marcos Vinicius (06/04/2012 22:49:31)   338 2
Ei, não tire com Blade Runner e o Homem Duplo. Os dois filmes são bem legais, mesmo que não totalmente fiéis ainda são muito bons e tem seu próprio charme.

sem avatar danielpaz (07/04/2012 13:00:36)   42 0
Assim como Eu, Robô é um filme muito bom, apesar de levemente-inspirado-no-TÍTULO-de-livro-de-Asimov... Mas a recomendação é excelente.


Willian Willian (06/04/2012 21:37:08)   1122 0
Mestre!!



Cthulhu Cthulhu (06/04/2012 20:56:44)   17 0
Asimov eh mestre.
A trilogia da Fundacao eh a obra definitiva do hard sci-fi.



sem avatar danielpaz (07/04/2012 12:57:24)   42 1
Meu caro... já li Fundação algumas vezes... e ainda considero Duna, de Frank Herbert, BASTANTE superior (apesar da série ir caindo de nível velozmente com as continuações).

Octavio Octavio (02/01/2013 13:32:05)   61 0
Daniel Paz, Hyperion, de Dan Simmons, consegue, em minha opinião, superar Duna em termos de construção de universo.


sem avatar Santos D. (06/04/2012 19:03:21)   959 0
A literatura de ficção cientifica teve seu auge, sua era de ouro no século vinte com Asimov e seus colegas de geração como Heinlen,Clarke,Bradbury,Dick,Ellison entre outros.

Infelizmente essa geração não deixou substitutos a altura.Só nos resta ler e reler a obra desses autores imortais.


Octavio Octavio (02/01/2013 13:36:13)   61 0
Pelo amor de Deus, procure o material de China Miéville, Dan Simmons, Jeff Vandermeer, Harry Turtledove, Cory Doctorow, Greg Bear, David Zindel, Gregory Bendford, Neal Stephenson, Iain Banks e mais uns 200 autores de peso e capacidade narrativa soberba Agora, tem de ler em inglês porque tem pouca coisa deles em português.


sem avatar Padofull (06/04/2012 18:47:06)   212 1
O maior problema é que ficção científica tá praticamente morta. Tem muita série e filme sendo feito que só usam alguma coisa teórica para falar que é ficção científica mas na verdade nem pára para explicar o que aconteceu, o negócio é não perder tempo com BOBABAGEM e ir direto para o quebra-quebra. Ou seja, é pura inversão de valores, o que vale é só efeitos especiais, difundir o conhecimento científico não dá dinheiro. Nada contra quem só quer passar o tempo, afinal eu também gosto de espairecer as vezes, mas as vezes uma produção mais centrada, especifica para um público mais engajado não faria mal algum, na verdade faria um bem tremendo.

Saudades de um bom livro do nível do Asimov.


sem avatar danielpaz (07/04/2012 12:59:49)   42 0
Você tem lido as publicações norte-americanas? Não sei como está hoje... Mas, por exemplo, quando surgiu Orson Scott Card, com Ender´s Game... foi um troço de doido. Aquele livro, e sua continuação - O Orador dos Mortos - era MELHOR que boa parte dos clássicos da ficção científica... (Me disseram que seu nível caiu nas continuações - o que é um fenômeno um tanto comum...). Mas se mesmo dos clássicos, nem tudo foi traduzido para o português, o que dirá o que tem sido escrito ainda hoje lá no Steites...

(Agora, sobre os efeitos especiais... ehehe, ASIMOV JÁ PERCEBERA ISSO. Ele comenta, no já citado O Mundo da Ficção Científica - o nome com que saiu aqui a coletânea de textos dele - essa febre por efeitos espaciais, em detrimento da história... ou mesmo na sua total ausência. Por sinal, essa é uma das críticas dele a... Contatos Imediatos do Terceiro Grau!)


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sem avatar Bola (06/04/2012 18:41:37)   8 0
Não deixem de ler a Fundação. Infelizmente eu tenho a impressão q ele morreu antes de fechar essa saga. Mas as sequencias de Fundação são historias fechadas, fica apenas um gosto amargo de "nao tem mais um?!"



sem avatar Paulo (06/04/2012 17:56:43)   288 1
Sempre que eu consigo comprar algum livro de sci-fi ou de distopias, esse cara tá comigo. Asimov junto de Bradbury, Arthur C. Clarke, Burguess, Huxley, Zamiatin, Ursula K. Le Guin, William Gibson, Orwell, K.Dick, G. Wells e tantos outros, são parte fundamental de uma proposta de pensamento tão inovadora que não é ainda tão acessível, por inúmeras questões que envolvem até o plano econômico, mas pouco a pouco, principalmente no Brasil, editoras como a Aleph tem trabalhado para que seus nomes sejam difundidos. E eu sempre penso que a Science - Fiction ainda será uma espécie de "matéria" escolar, levando em consideração a densidade dos temas ou então, ser parte dos currículos escolares, pela sua qualidade e pelo discurso esclarecedor. Esse cara faz muita falta, mas seu legado é presente, dia após dia. Não tinha como dizer menos do que isso!



Peter Peter (06/04/2012 17:42:54)   125 -1
Poderiam fazer mais filmes tirados dos livros dele !! Filmes que sequissem as linhas.



Orlando Orlando (06/04/2012 16:23:38)   1865 0
Um mestre mesmo que faz muita falta para a sci-fi.

E pensar que tem muita gente hoje que se diz nerd e nunca leu Asimov, K. Dick, C. Clarke, Bradburry, Orwell e tantos outros nomes dos pilares da sic-fi.

Verdadeiros mestres que deixaram seu legado cheio de imaginação e inspiração.

Um obra de Asimov que gosto muito é Azazel, onde ele nos mostra um humor e um cinismo espetacular. Quem puder leia Azazel que é diversão de sobra e que nos mostra uma faceta bem ironica de Asimov.


sem avatar Marcos Vinicius (06/04/2012 23:01:14)   338 0
Só um detalhe... generalizar nerd é meio complicado...

Porque se dizer que "se diz nerd e nunca leu Asimov, K. Dick, C. Clarke..." você vai ter dizer também "se diz nerd e nunca viu Guerra nas Estrelas, Pulp Fiction, A Noite dos Mortos Vivos..." ou "se diz nerd e nunca viu Doctor Who, Jornada nas Estrelas, Arquivo X..." ou "se diz nerd e nunca jogou Street Fighter, Fallout, Super Mario World..." ou "se diz nerd e nunca jogou D&D, GURPs, Vampiro..." ou "se diz nerd e nunca jogou Magic, Spellfire, Lord of the Rings..." ou "se diz nerd e nunca leu Watchmen, O Reino do Amanhã, O Longo Dia das Bruxas..." ou "se diz nerd mas nunca assistiu Evangelion, Akira, The Fist of the North Star..."

E olha que estou usando só algumas referências mais famosas... se for começar a colocar aqui obras mais obscuras, mas que fazem parte da cultura nerd, vai dar pra perceber que "você tem que ver isso" sobra mais do que temos tempo para acompanhar...

Orlando Orlando (07/04/2012 23:21:41)   1865 0
Foi mais um força de expressão do que uma tentativa de definir o que é ou não é nerd, o que deve ou não deve ler um nerd.

Foi uma metáfora pela importância do autor para a literatura sci-fi. Claro que não é obrigatório, mas nerds que se prezam deveriam ler os grandes clássicos que inpisram até hoje novas obras.

Senão pela obra que realmente são, ao menos pela importância histórica, já que muito nerd de hoje só consome lixo.

Não tenho pretensões de dizer o que e de quem os nerds devem consumir material, foi mais um comentário pela força do autor e de sua obra para a cultura em geral e em especial para a cultura pop-nerd-scifi


jonathan jonathan (06/04/2012 16:02:09)   971 0
"O autor faleceu vítima de AIDS, contraída durante uma transfusão de sangue contaminado enquanto se submetia a uma cirurgia cardíaca em 1983."
prenderam os culpados por isso não é?


sem avatar jared (06/04/2012 17:25:39)   6 1
Cara, não sei sobre o caso específico, mas infelizmente isso acontecia bastante no começo da AIDS. Um caso marcante foi do sociólogo Betinho aqui no Brasil, o cara lutava para tirar pessoas da fome, contraiu AIDS em uma transfusão na década de 80, e acabou falecendo em 97. No começo não havia tanta segurança como há hoje nos processos e a AIDS infectou muita gente dessa maneira.

Zé (06/04/2012 17:56:45)   1819 0
O mesmo vale para a hepatite.


Gene Gene (06/04/2012 14:29:27)   695 1
Taí uma falta que é sentida.



sem avatar Marcos (06/04/2012 13:24:10)   157 1
BORGOOOO! "Os Próprios Deuses e O Despertar dos Deuses" são o mesmo livro ("The Gods Themselves"). "Despertar" foi o título nacional em publicação anterior.

E para os leitores que não conhecem, pelamordeus, leiam as obras do Asimov e do Arthur C. Clarke. Pra quem gosta de ficção científica de fato, é item obrigatório.


Zé (06/04/2012 14:55:27)   1819 0
Mais as de RAH e PKD.


Henry Albert Henry Albert (06/04/2012 12:39:11)   56 1
Os livros dele são fantásticos!!!!
O desfecho da trilogia A Fundação é sensacional!!!!
Agora, estou louco atrás de Nós, Robôs.
Val a pena!!


Henry Albert Henry Albert (06/04/2012 12:45:39)   56 0
P.S.: O Fim da Eternidade também é SENSACIONAL!!!! Ahhh o cara era bom demais. Tudo dele é bom. rs


Wendell Wendell (06/04/2012 12:28:21)   440 -2
Mais alguém leu de pressa e entendeu Isaac Newton ahuhauahuah



João Vitor João Vitor (06/04/2012 12:27:48)   427 3
Eu já sabia quem era Asimov, mas nunca li um livro seu. Vou procurar suas obras. E eu não sabia que O Homem Bicentenário era de sua criação.

Vivendo e aprendendo, né?


Willian Willian (06/04/2012 21:36:43)   1122 0
Leia! é sensacional!


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