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A Morte de George W. Bush

Cineasta inglês mata o presidente dos EUA em documentário falso

Marcelo Forlani
06 de Março de 2008

A Morte de George W. Bush

A Morte de George W. Bush

Death of a President
Reino Unido , 2006 - 90
Drama

Direção:
Gabriel Range

Roteiro:
Gabriel Range e Simon Finch

Elenco:
Hend Ayoub, Brian Boland, Becky Ann Baker, Robert Mangiardi, Jay Patterson, Jay Whittaker, Michael Reilly Burke, James Urbaniak, Neko Parham

Bom
A morte de George W. Bush - 1

No fim de cada ano, você sabe, realizamos aqui no Omelete uma votação sobre o que aconteceu de melhor nos últimos 12 meses e aproveitamos também para escolher aquilo que mais desagradou, prêmio nada carinhosamente apelidado de Omeleca. Em quase todos os anos, os filmes da Xuxa foram eleitos a maior tosquice que vimos. A única exceção foi em 2004, quando a reeleição de George W. Bush arrasou não apenas os Estados Unidos, mas o mundo todo. É desta época o site http://www.sorryeverybody.com/ em que estadunidenses pediam desculpas ao mundo utilizando fotos, montagens e desenhos. Deve ser dessa época também a idéia do inglês Gabriel Range de matar o presidente George W. Bush.

Range não é um terrorista, mas sim um cineasta. E suas armas se restringem a câmeras, imagens de arquivos e uma montagem afiada. Sua idéia era arriscada: mostrar o dia em que o presidente George W. Bush seria ficcionalmente assassinado (em outubro de 2007, depois de um discurso para empresários em Chicago) e as conseqüências que este crime traria para o povo norte-americano e o resto do planeta. Esperto e bem respaldado pela experiência anterior, quando havia utilizado imagens de arquivo para criar filmes sobre problemas que atingiam o Reino Unido, Range usou, por exemplo, o discurso que o vice-presidente Cheeney havia feito na morte do ex-presidente Reagan como se ele estivesse se referindo ao Bush.

O resultado é tão polêmico quanto criativo. Feito para a TV em um formato de documentário, o filme vai entrevistando pessoas envolvidas no episódio, como agentes da segurança presidencial, jornalistas, e apresentando suspeitos do assassinato, cada um com seus motivos reais ou criados durante a investigação. Não faltam o jovem manifestante, o veterano de guerra e, lógico, o árabe.

Há quem diga que o filme é de mau gosto, por incitar a morte de alguém que está vivo. Há ainda os que vêem problemas históricos na trama, já que os líderes assassinatos tendem a ser quase beatificados após violenta morte. Para mim, é apenas um interessante e criativo jeito de fazer filmes, que pode não funcionar sempre, mas que neste caso se encaixa tão bem quanto ovos e bacon - para fazer uma analogia que o atual residente da Casa Branca entenderia.


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