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Amar... Não Tem Preço

Audrey Tautou de volta às comédias românticas, mas bem diferente de Amélie

Érico Borgo
26 de Junho de 2008

Amar... Não Tem Preço

Amar... Não Tem Preço

Hors de Prix
França , 2006 - 106
Comédia / Romance

Direção:
Pierre Salvadori

Roteiro:
Benoît Graffin, Pierre Salvadori

Elenco:
Audrey Tautou, Gad Elmaleh, Vernon Dobtcheff

Bom
amar não tem preço

É esperta essa Audrey Tautou. Depois de tornar-se internacionalmente conhecida como a doce Amélie Poulain, a atriz não ficou estereotipada. De lá pra cá fez papéis extremamente distintos, passeando por gêneros e personagens. Em Amar... Não Tem Preço (Hors de Prix) ela retorna às comédias românticas - mas não espere rever a ingenuidade cativante de Amèlie. Até nisso Tautou é espertinha. Seu retorno ao estilo que a consagrou vem com uma surpresa.

A atriz vive aqui uma... hum... vagab.... Ok, uma "oportunista", vai, pra não ofender ninguém. Ela vaga de hotel chique em hotel chique buscando velhotes milionários pra dar o golpe do baú. Na companhia desses ricaços ela usufrui das mesmas marcas e produtos exaltados em Sex and the City. Aliás, o figurino é quase o mesmo, mas a malandragem... quanta diferença.

A história começa quando Jean (Gad Elmaleh), um esforçado faz-tudo num desses hotéis de luxo, é confundido por Irene (Tautou) com um milionário. Como ele é jovem e bonito, ela não pensa duas vezes antes de atacá-lo. Não tarda, porém, para que ela descubra que ele é duro - mas aí o estrago já está feito, ela perdeu seu milionário da vez e ele está perdidamente apaixonado...

O casal protagonista também funciona bastante bem junto. Elmaleh (Xuxu) tem uma cara de Nicolas Cage "pidão" que dá pena - e que funciona perfeitamente bem ao lado de Tautou, mignon e bombástica feito uma granada de mão dentro de um sapato Manolo.

O diretor Pierre Salvadori (Boas Intenções) segue o ABC do gênero, mas há um humor sexy no filme, possível apenas em produções francesas. O cenário também ajuda - e muito! A Riviera Francesa, inacessível para os pobres mortais, oferece cenários fantásticos para a comédia. Esses dois aspectos tornam a produção recomendável, ainda que seja tão previsível quanto o preço dos Manolos citados no parágrafo acima.


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