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Amor e Outras Drogas | Crítica

Boa química entre Anne Hathaway e Jake Gyllenhaal faz o final breguinha valer a pena

Carina Toledo
27 de Janeiro de 2011

Amor e Outras Drogas

Amor e Outras Drogas

Love and Other Drugs
Estados Unidos , 2010 - 112 min
Comédia / Drama / Romance

Direção:
Edward Zwick

Roteiro:
Charles Randolph, Edward Zwick, Marshall Herskovitz

Elenco:
Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Oliver Platt, Hank Azaria, Josh Gad, Gabriel Macht, Judy Greer, George Segal

Bom
amor e outras drogas
amor e outras drogas
amor e outras drogas

Prozac x Zoloft, Xanax x Ativan, Viagra x brochada, homem x mulher, amor x razão, relacionamento amoroso x independência de ser solteiro. Amor e Outras Drogas (Love and Other Drugs, 2010) gira em torno de competitividade e escolhas.

São os anos 90, e o mulherengo Jamie Randall (Jake Gyllenhaal) largou a faculdade de medicina para trabalhar em uma loja de eletrônicos, como que competindo com o pai para mostrar-se no controle de sua própria vida. Mas Jamie acaba sendo despedido da loja, e passa a vender produtos bem menos inofensivos quando entra para o time de representates da gigante famacêutica Pfizer.

Somos então apresentados ao inescrupuloso mundo das prescrições de medicamentos tarja preta, porém de maneira leve, sem entrar nas implicações sócio-políticas desse mercado - ficando bem distante de O Jardineiro Fiel, para citar um exemplo. A falta de ética é usada para efeito cômico em diálogos e os personagens obedecem a um único objetivo: fazer com que médicos receitem o medicamento da Pfizer ao invés do concorrente. É o momento do boom do Viagra. Quem se importa com a ética quando se tem nas mãos a milagrosa pílula azul do sexo? Amor e Outras Drogas é hedonista, assim como a plateia da primeira década dos anos 2000.

Ainda assim, era necessário um romance para evitar que a adaptação ao cinema do livro de não-ficção Hard Sell: The Evolution of a Viagra Salesman revirasse os podres da indústria farmacêutica nas telonas. Entra em cena Maggie Murdock (Anne Hathaway), personificando uma das fantasias masculinas como a garota que quer só sexo, dispensando as complicações de um relacionamento - fachada que proporciona escape fácil, evitando assim o risco da dor que todos corremos ao amar.

Quando a personagem de Hathaway deixa de bancar a durona e abandona o discurso do sexo casual, admitindo sua fragilidade e insegurança, o romance com Gyllenhaal passa a funcionar muito bem e o casal encontra sua química. Hathaway também parece muito confortável com todas as cenas de nudez do roteiro.

Amor e Outras Drogas tem uma narrativa muito interessante, contruindo personagens que cativam a plateia e uma linda história de amor mas, chegando ao final, o roteiro vai se entregando a um dos finais mais piegas do cinema romântico dos últimos tempos. Há certos desfechos fantasiosos e simplistas que plateias atuais não engolem mais.

Também fica o desejo por mais referências da década de 90, especialmente na trilha sonora. Mesmo com o amplo uso de pagers, com o baseado, e com o figurino grungeiro de Hathaway - com direito a macacão, jeans rasgado e camisa de flanela xadrez -, a ambientação noventista não fecha sem a música certa. A rápida cena da "Macarena" é inspirada, mas faltou uma pitada de Seattle.

Amor e Outras Drogas | Cinemas e horários



Comentários (19)

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sem avatar Olive (23/01/2012 04:21:49)   -252 0
É um maravilhoso filme romantico feito com toda a carga erotica dos filmes dos anos 80(apesar da historia em si ser do anos 90).Não gostam de filmes romanticos?Paciencia.Sem "bobagens romanticas" eles não existem, da mesma forma que filme de terror precisa de alguma morte.



DEIVSON DEIVSON (16/02/2011 06:17:58)   0 0
O filme tinha muitos elementos para ser bem interessante, um enredo que poderia realmente cativar e emocionar, poucos clichês, atores talentosos e ousados, mas infelizmente, passados alguns minutos do filme, no desenrolar da trama, vê-se uma "confusão", algo se perdeu no filme... Meio decepcionante. Um roteirista criativo e uma direção atenta poderia fazer do filme um sucesso significativo e com maior visibilidade, e assim, render bons frutos inclusive aos atores! Aliás, o melhor do filme foi ver Anne Hathway seminua, sem pudor, se afastando gradativamente, sem deixar de ser linda, daquela coisinha enjoativamente angelical que insistia em persegui-la, pois as cenas de nudez são atípicas, nos “recatados” filmes Norte Americanos, é que não ficou naquele negócio de lençolzinho protegendo as "partes", ressaltando, é claro, que não se trata de um filme erótico, longe disso, apesar de explorar o sexo casual e descompromissado como um mecanismo de defesa pessoal, diante das fragilidades e dos medos apresentados, mas também não se trata de um filme dramático, nem de uma comédia ou propriamente um romance... Meu Deus, o filme se perdeu mesmo!! Nem tudo está mediano, algumas cenas são interessantes, faltando mais um pouco para fazer sorrir ou fazer chorar, além disso, a ousadia também de determinados diálogos se destacaram, mas... Pra que aquele irmão "abobalhado" e sem sentido do personagem do Jake Gyllenhaal??? Gente, totalmente desnecessário! Creio que foi uma tentativa bem fracassada de "usá-lo" como ponte para cenas e diálogos humorados, tiro no pé, ou melhor, mutilação do dedão mindinho, que para os não informados, mesmo sendo este membro, o mindinho, o humilde dedo número cinco da mão, tido por alguns como um "acessório decorativo", um dedinho para levantar delicadamente, enquanto tomamos uma xícara de chá. O que perderíamos se não tivéssemos esse dedinho? Perderíamos facilmente 50% da força da nossa mão, como afirma Laurie Rogers, especialista da área, do Hospital Nacional de Reabilitação, em Washington.
Enfim, o que isso tem a ver? Que de comédia romântica o filme deixa a desejar, sem força suficiente para ser rotulado como tal. A química entre o casal foi até convincente, todavia, nada comparado à química de Jake com Heather... Sim, contudo, isso se deve ao fato da direção deste filme ter produzido algo para a posteridade, arte de verdade, como foi o caso de: O Segredo de Brokeback Mountain, não um filme apenas para ser visto e curtido tão somente na sala de cinema e pronto, caso de: Amor e outras drogas.
Tiremos o amor do filme e deixemos apenas as drogas, que no sentido literal foi grandemente abordado, fazendo o famoso e nada discreto merchand aos grandes laboratórios. O filme não é de todo ruim, mas não consegue ser divertido, nem realmente emocionante, nem perturba, nem nada... Assista se tiver tempo sobrando.

DEIVSON CERQUEIRA GONÇALVES DAMASCENA



sem avatar Marcelo (12/02/2011 22:21:11)   0 0
"uma linda história de amor mas, chegando ao final, o roteiro vai se entregando a um dos finais mais PIEGAS do cinema romântico dos últimos tempos."

Piegas? Desculpe, Carina, mas esse seu comentário me remete ao efeito das relações desastrosas que nossa geração, que não tem sabido se resolver, ao discutir relacionamentos e amor, acaba por rotular o bonito, o apaixonante, de BANAL. (Ver os peitos da Anne Hathaway é maravilhoso, mas nada se compara ao tocar os seios da mulher amada... e ver na sua face o prazer...mostrado tão bem em uma das cenas mais tocantes de sexo no filme)

Um filme excelente. Com humor na dose certa. E piegas, sim, mas que bom se se encontrasse na vida mais pessoas como Maggie e Jake. Quisera eu poder me encontrar, como tantas pessoas gostariam, de encontrar a pessoal ideal.

Constato ao ler os comentários e a crítica algo preocupante. A nossa geração é uma geração FRACASSADA no relacionamento e no amor. Filmes como "Amor e outras Drogas" são feitos para pessoas como nós, que não pensamos em mais nada na vida que não progredir financeiramente, acalmarmos nossos corações torturados pelas agruras da VIDA REAL e que possamos vivenciar (pelo menos pela hora e meia através de uma tela de cinema)aquilo que todo mundo gostaria de viver: o verdadeiro amor.

"Há certos desfechos fantasiosos e simplistas que plateias atuais não engolem mais."

Desfecho fantasioso? Simplista?
QUISERA EU OUVIR DE ALGUÉM AQUILO QUE JAMIE diz a MAGGIE...

E cito algumas das besteiradas da nossa geração: "Besteiradas românticas; Final Breguinha"
AH AH AH
AH AH AH
SÓ RINDO PRA NÃO CHORAR...
AFINAL, QUE VALOR TEM O "CHORAR" HOJE EM DIA?
É MELHOR SE ESCONDER DAS FRUSTAÇÕES... NA FALSA FORTALEZA DAS RELAÇÕES GÉLIDAS ATUAIS... NÃO É, GALERA?
HA HA HA HA HA

AGRADEÇO A ANNE HATHAWAY E JAKE GYLENHAAL OS MARAVILHOSOS 112 min QUE ME PROPORCIONARAM.

AH, E POR FAVOR, AQUELES Q JULGAM AS "BESTEIRADAS ROMÂNTICAS", PERCAM O SEU TEMPO DE FORMA MAIS PRODUTIVA, TALVEZ ASSISTINDO O FILME DE TERROR NA SESSÃO MAIS PRÓXIMA DE VOCÊ.



Anderson Anderson (06/02/2011 21:45:21)   3 0
Ótima crítica, apesar de não ter revelado ponto chave do filme e os blablas clássicos. Apesar de eu ter ido ver o filme as cegas, supreso pela cenas...ahha. e a boa pitata e comédia com o irmão do protagonista....srs!!!

Mas é um bom filme!!



Samuel Samuel (31/01/2011 00:26:43)   123 0
Ótima crítica Carina! A trilha do filme também me incomodou bastante. O final piegas também seria dispensável.

Agora impressionante os marmanjos que falam que vão ver o filme só para ver a gaja desnuda. Parece que a vida real não está assim tão interessante...


sem avatar Olive (23/01/2012 04:23:06)   -252 0
Seu comentário é estranho.A gente nunca cansa de ver mulher linda nua.


victor victor (29/01/2011 20:59:05)   9 0
edgar:
acredite que nesse filme a Anne Hathaway dispensa uso de sutiã, em várias cenas ela aparece mostrando seus belos seios para quem quiser ver é realmente um bom filme e uma boa critica mas acredite este filme é pra verem a Anne nua...
curtam o filme é legal.



edgar edgar (28/01/2011 17:48:24)   144 0
Ótima crítica Carina!
acho que esse filme é só pra ver a Anne com no mínimo um sutian.



DDanilo DDanilo (28/01/2011 16:10:14)   -135 0
Estranho ver o Edward Zwick fazendo esse tipo de filme!



Agente da HYDRA Agente da HYDRA (28/01/2011 15:13:47)   9 0
E a Carina entra logo depois da minha piada mais infame. Ainda bem que não se dignificou a comentar.

;)



Carina Carina (28/01/2011 13:02:55)   82 1
@Marco A: As "besteiras românticas" em Hollywood são meio inevitáveis. Mas este filme adiciona um outro fator ao relacionamento que faz toda a diferença e o torna muito interessante. Foi isso uma das coisas que mais gostei, apesar do tal final breguinha. Não quis dizer na crítica o que é pra não reclamarem de spoiler, apesar de outros sites já terem revelado.

Aqueles que estiverem dispostos a revelar esse pequeno "detalhe" (¬¬) vão se divertir.



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Agente da HYDRA Agente da HYDRA (28/01/2011 12:23:15)   9 0
Eu to precisando de uma dose de Xanax neste exato momento.



R@finha R@finha (28/01/2011 10:46:47)   20 0
Carina, pelos três ovos que destes para essa película, dá a entender que é bom. Mas vale ver no cinema? Se a patroa quiser ver, dá assistir sem dormir?(acho nas cenas da nova mulher gato desnuda dá pra ficar ligado(100 duplo 100tido hein!)pelo menos rs)



Carlos Carlos (28/01/2011 09:11:21)   1821 0
Boa crítica...

A Carina mandou bem dessa vez!

E o filme parece ser bacaninha de assistir...
Pretendo ver, quando chegar em DVD!



sem avatar Marco A (28/01/2011 03:43:07)   681 0
Pô, não assisti o filme, mas pelo que a Carina escreveu, é um filme que parece que trará um frescor para o tema: Sexo, drogas e tals, mas no final não foge destas besteiradas românticas.



G. brucew G. brucew (27/01/2011 21:36:18)   1408 0
boa critica!! direta e eficaz!



Rick Rick (27/01/2011 19:31:37)   0 0
É, mulher-gato :P




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