Meu painel favorito da Comic-Con 2007 foi, disparado, o do Pixar Animation Studios. A empresa, assim como sua proprietária, a Disney (que mostrou Nárnia momentos antes), deu um show de novidades sobre Wall-E.
Andrew Stanton (Procurando Nemo), o diretor da próxima animação do estúdio, inicialmente repetiu a história que é contada no primeiro teaser de Wall-E - sobre como um encontro de criadores há vários anos gerou Toy Story, Vida de Inseto, Monstros S.A., Procurando Nemo e... Wall-E, que finalmente saiu do papel. Na seqüência, finalmente detalhou a história do filme através de um extenso - e sensacional - clipe:
Na trama, no futuro o mundo finalmente sucumbiu ao lixo. Nosso planeta foi soterrado por ele. Sem salvação, os humanos tiveram uma inventiva - e preguiçosa - saída: partiram todos para um cruzeiro espacial de luxo. Por aqui, deixaram um exército de "Wall-Es", robôs criados especificamente para a limpeza do nosso planeta. A idéia era retornar em cinco anos... mas algo aconteceu e a nave nunca voltou. Assim, os robôs pararam de funcionar. Menos um.
Durante 700 anos, o pequeno Wall-E trabalhou sozinho - e nesse espaço de tempo, desenvolveu personalidade, uma consciência. Seu interesse pela cultura de um povo que ele nunca encontrou só cresceu - assim como seu respeito pela vida, que ele conhece apenas na forma de um eventual broto ou sua companheira, uma baratinha. Mas num dia como tantos outros, chega dos céus uma nave. E Wall-E partirá para a maior aventura de sua existência, uma que poderá salvar a espécie humana de seu destino.
"Será necessário o amor de um robô para que a Terra seja salva", sintetiza Stanton.
O filme parece maravilhoso. Sem exageros, tem potencial para tornar-se o melhor longa da Pixar. E o mais ousado também. Sem diálogos convencionais, ele se apóia apenas nos sons do robozinho, criados por Ben Burtt (Star Wars), o mais conhecido designer de sons da indústria. Aliás, Burtt também apareceu por lá para mostrar como cada pecinha dos personagens tem "vida" através dos sons. Eles não têm voz, mas usam esses barulhos como expressão, às vezes formando palavras com seus recursos.
Foram mostrados quatro clipes conceituais dessas "animações X sonorizações": Wall-E (que teve seu rosto moldado a partir de um binóculo, idéia que Stanton teve durante um jogo), a robô high-tech Eve (paixão não correspondida do robozinho, já que ela não tem sentimentos como ele), Moe (um frenético robô de higienização) e Auto (o faz-tudo das naves espaciais, um autômato em formato de leme e cheio de braços e garras). Depois, outro vídeo, só com uma montagem de imagens conceituais e sons, mostrou cenários do filme e o trabalho do lendário Burtt.
E a grande novidade do filme: Stanton confirmou que SIM, este será o primeiro longa-metragem da Pixar com elementos live-action (atores ou cenários de verdade). O quê, porém, ou quem, ele não revela nem sob tortura. Só nos resta aguardar.
O filme, com trilha sonora de Tom Newman, estréia em 27 de junho de 2008.
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