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Bella

Drama latino em Nova York é feito para fazer o público se emocionar

Marcelo Forlani
22 de Maio de 2008

Bella

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Bella
EUA/México , 2006 - 91
Drama

Direção:
Alejandro Gomez Monteverde

Roteiro:
Alejandro Gomez Monteverde, Patrick Million e Leo Severino

Elenco:
Eduardo Verástegui, Tammy Blanchard, Manny Perez, Ali Landry, Angélica Aragón, Jaime Tirelli, Ramon Rodriguez

Bom
Bella

Crítica e público são, na maioria das vezes, dois pólos opostos na hora de mostrar seus gostos artísticos. Filmes de arte, ou "cabeça", que são laureados em festivais e recebem verdadeiras constelações na mídia especializada poucas vezes têm um forte apelo popular. E o que o "povão" gosta e vai ver, muitas vezes é visto como clichê entre aqueles que se dizem cinéfilos.

Os inúmeros festivais por onde Bella (2006) foi exibido poderiam credenciá-lo no grupo dos filmes de arte. Mas basta um olhar mais atento para ver que se tratam de festivais dedicados à cultural latina e seu único prêmio realmente importante é o de Escolha do Público no Festival de Toronto. Público, aliás, que vem enchendo o filme de comentários e votos positivos em sites e fóruns de cinema.

Para quem vai ao cinema atrás de uma história envolvente e dramática, o primeiro longa-metragem do mexicano Alejandro Gomez Monteverde é mesmo de encher os olhos (principalmente de lágrimas). De cara somos apresentados a Jose (Eduardo Verástegui) em dois momentos bem distintos da sua vida. O primeiro, ainda bem jovem e feliz, no dia em que assinaria um contrato milionário com um time de futebol. Depois, cabeludo, barbudo e soturno, trabalhando como chef no restaurante mexicano do seu irmão mais velho. A tragédia que separa os dois e a busca de uma superação é que vão embalar os 91 minutos do filme.

Os mais atentos podem matar a charada logo de cara, mas mesmo assim correm o risco de cair na armadilha montada por Monteverde, que vai usando a já testada a fórmula de filmar detalhes, utilizar câmeras lentas e subir o som para despejar na platéia uma bomba de gás lacrimogêneo ao final.

Entre acertos e erros, há de se destacar no trabalho de Monteverde e os co-roteiristas Patrick Million e Leo Severino o fato deles não criarem no seu filme um microcosmo folhetinesco em que todas as vidas estão interligadas - principalmente em uma cidade como Nova York. O namorado que engravida a garçonete Nina (Tammy Blanchard) e não liga para as conseqüências, jamais dá as caras. Sequer ganha um nome. Ponto para eles!


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