Fuera de carta
Espanha
, 2008
- 111
Comédia
Direção:
Nacho Velilla
Roteiro:
Oriol Capel, Antonio Sánchez, David Sánchez, Nacho G. Velilla
Elenco:
Javier Câmara, Lola Dueñas, Alejandra Lorenzo, Junio Valverde, Benjamín Vicuña, Fernando Tejero
Comédias espanholas tendem a ser exageradas. Comédias com protagonistas homossexuais tendem a ser caricatas. À Moda da Casa (Fuera de Carta, 2008) não escapa a nenhuma das duas afirmações acima. O personagem principal é o chef Maxi (Javier Cámara), que sabe cozinhar como poucos, mas leva tudo tão a sério que vive sendo mal falado pelas costas e não tem uma vida pessoal das mais agitadas. Sua única amiga é a maître do seu restaurante, Álex (Lola Dueñas), desesperada para arranjar logo um homem que não a decepcione.
A história de Maxi muda quando sua antiga vida heterossexual lhe passa a rasteira, levando embora sua ex-esposa e deixando na sua porta os dois filhos do seu casamento, o adolescente Edu (Junio Valverde) e a pequena Alba (Alejandra Lorenzo), de 15 e 6 anos. Maxi os havia abandonado e em um dos momentos dramáticos do filme diz ao filho que em alguns momentos chegou a odiá-los, e que queria que eles não existissem.
Quem ajuda a aproximar os três é o ex-jogador de futebol argentino Horacio (Benjamín Vicuña), que se muda para o prédio de Maxi e logo passa a ser cobiçado por Álex. Porém, ele também é homossexual e acaba apaixonado por Maxi (que ganha um homem pelo estômago), formando assim um triângulo amoroso que os dois não conseguem desfazer porque Horacio não pode sair do armário pois isso atrapalharia seus trabalhos como comentarista em programas de televisão e treinador de futebol de um grupo de jovens - incluindo aí Edu.
Problemas pessoais causados por excesso de trabalho e alimentados por uma obsessão sem limites de conseguir uma estrela do guia Michelin. Medo de assumir o homossexualismo. Pavor de uma paternidade indesejada. Pais que não aceitam o filho. Todos esses problemas guiam a trama para desfechos previsíveis recheados de diálogos e situações caricatas - aposto que só de olhar o pôster ao lado você consegue imaginar o que acontece no jogo de futebol entre pais e filhos.
E nessa mistura de Sem Reservas com Ratatouille vamos vendo que para fazer um bom prato, ou um bom filme, não bastam os ingredientes. É preciso saber prepará-los com algo mais do que apenas carinho e dedicação. Cozinhar - e fazer filmes - continua sendo uma arte.
O Omelete disponibiliza este espaço para comentários e discussões dos temas apresentados no site. Por favor respeite e siga nossas regras para participar.
Partilhe sua opinião de forma honesta, responsável e educada. Respeite a opinião dos demais. E, por favor, nos auxilie na moderação ao denunciar conteúdo ofensivo e que deveria ser removido por violar estas normas.
Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.









