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Crítica: De Repente, Califórnia

Filme inaugura selo de distribuição de filmes LGBT no Brasil

Érico Borgo
04 de Junho de 2009

De Repente, Califórnia

De Repente, Califórnia

Shelter
EUA , 2007 - 97
Romance

Direção:
Jonah Markowitz

Roteiro:
Jonah Markowitz

Elenco:
Trevor Wright, Brad Rowe, Tina Holmes, Jackson Wurth, Katie Walder

Regular
De Repente, Califórnia

Primeiro filme a chegar ao Brasil pelo Filmes do Mix, selo de distribuição especializado no nicho LGBT, o romance De Repente, Califórnia (Shelter, 2007) pode até ter algum apelo dentro de seu público-alvo, carente de produções que se destinem a ele. No entanto, como cinema, sua relevância é mínima.

A produção independente tem boas soluções visuais, uma fotografia interessante e direção de arte caprichada, mas isso era esperado do diretor estreante Jonah Markowitz, já que cuidar das partes estéticas de filmes era sua função na indústria até a estreia como cineasta. É justamente no equilíbrio entre esse interesse pelo estilo e na necessidade de contar uma boa história que a produção se perde. As longas sequências com música alta, mostrando surfistas, skatistas ou mesmo cenas de cotidiano dão ao longa um tom de videoclipe, denunciando certa falta de assunto.

A trama é superficial. Não fosse o fato do romance envolver dois homens, um dos quais desconhecia seu interesse pelo mesmo sexo, De Repente, Califórnia não traz qualquer novidade ao típico e estruturado "homem conhece mulher - casal se apaixona - obstáculo surge entre eles - clímax de superação" conhecidíssimo do gênero.

A história acompanha o jovem Zach (Trevor Wright), artista urbano que coloca seus sonhos de lado para ajudar a família. Sua irmã, Jeanne (Tina Holmes), é mãe solteira de Cody (Jackson Wurth), criança que tem em Zach sua única figura paterna. A vida do rapaz muda quando surge o escritor Shaun (Brad Rowe) e a amizade casual que surge, inicialmente motivada pelo surf, se desdobra em intimidade.

Por mais que o filme traga algumas lições de tolerância e responsabilidade, superficial como é, jamais conseguirá deixar a esfera para a qual foi realizado. E, convenhamos, não é esse o público que precisa ser convencido que "não há nada de errado com isso", como diria Jerry Seinfeld.

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Comentários (1)

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sem avatar Josy (15/02/2011 15:44:11)   2 0
Eu achei o filme fabuloso, não pelo romance, mas pelo espirito abnegado do Zach, que não poupa esforços para que a familia fique unida, e acaba se tornando a "mula de carga" da irresponsavel irmã.

O romance é bonito, bem exposto, nada que choque olhos não acostumados a cena.




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