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Crítica: Guerra ao Terror

Um retrato digno de Oscar do vazio existencial da guerra

Marcelo Hessel
04 de Fevereiro de 2010

Guerra ao Terror

Guerra ao Terror

The Hurt Locker
EUA , 2008 - 131
Drama / Guerra

Direção:
Kathryn Bigelow

Roteiro:
Mark Boal

Elenco:
Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Guy Pearce, Ralph Fiennes, David Morse, Evangeline Lilly

Excelente
guerra ao terror
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Hoje um favorito ao Oscar, Guerra ao Terror (The Hurt Locker, 2008) foi lançado inicialmente no Brasil direto em DVD porque, entre outros motivos, o gênero vem com um histórico recente de má bilheteria. Outro motivo é a falta de nomes estrelados no elenco - mas aí já é, mercado à parte, uma questão que interessa à diretora Kathryn Bigelow (Caçadores de Emoção, K-19).

Não só escolher desconhecidos e jovens para os papéis principais, como também relegar os famosos e os "adultos" a participações especiais, é fundamental para o que Guerra ao Terror propõe: retratar a guerra não como um espetáculo spielberguiano, uma passagem obrigatória à maioridade, mas como uma espécie de purgatório, um serviço da mais baixa escala do trabalho que eventualmente é executado - por caipiras, negros, latinos, suicidas - com alguma dignidade.

Não por acaso, já se tornou lugar-comum entre críticos e cinéfilos compará-lo aos filmes de guerra de Howard Hawks, em que o homem comum tem sua trajetória confundida - por mérito, não por predestinação - com a dos heróis. Em Guerra ao Terror, o herói, ou anti-herói, é o sargento James (Jeremy Renner). Ele chega à companhia Bravo dos fuzileiros em Bagdá faltando 38 dias para ser dispensado, e certamente vai viver cada um como se fosse o último.

O uniforme de James - que envolto em fumaça parece um astronauta na superfície estéril do Iraque - é o verdadeiro "armário da dor" do título original, uma roupa de proteção para os marines que desarmam bombas largadas em áreas civis. É uma rotina de operariado, mas do ponto de vista da dramaturgia tem um apelo bastante forte: um filme inteiro sustentado naquele clímax clássico, cortar o fio vermelho ou o azul do detonador.

Bigelow sempre teve mão boa para a ação - e, como ressalta o crítico Filipe Furtado em seu blog, toda informação sobre os personagens é dada no filme em função da ação - e nesse ponto Guerra ao Terror não decepciona. Inerente à ação há também a reflexão sobre a natureza catártica da guerra. Como diz a epígrafe que abre o filme (tirada do livro War is a Force That Gives Us Meaning, do jornalista e correspondente de guerra Chris Hedges), "a guerra é um vício".

Essa leitura psicologizante - martelada na figura constante do médico coronel da base militar - nunca é perdida de vista. O que diferencia Guerra ao Terror de produções recentes sobre o vazio existencial dos pelotões - de A Conquista da Honra e Soldado Anônimo à minissérie da HBO Generation Kill - é o reforço no conceito psicanalítico do desejo de morte.

Porque não há dignidade maior da perspectiva do soldado-operário, já que a questão é dar algum sentido a guerras administrativas como essa do Iraque, do que tê-la como cicatriz - e mesmo debaixo de todo o armário da dor o sargento James vivencia a guerra na carne. Quando ele entra debaixo do chuveiro sem tirar a roupa, ainda assim escorre sangue pelo ralo.

James respeita o sangue porque sabe, inconscientemente, como todo homem comum digno da eternidade do cinema, que a verdade está nos atos, e não no discurso. Repare nas cenas em que ele está de volta à sua casa: o sargento limpa a calha, lava cogumelos. Começa a falar do Iraque na cozinha e a esposa interrompe, com uma cenoura na mão, "corte isso aqui pra mim". Aquela máxima de que "o trabalho dignifica o homem" continua valendo, mas em Guerra ao Terror o trabalho é mais essencial: ele dá ao homem não só dignidade, mas uma identidade.

E se cortar legumes não basta mais para James, paciência. Ele não é o primeiro nem será o último a viver de guerrear. É, de qualquer forma, uma escolha mecânica, alienada, essa de viver da guerra. Na cena do sniper no deserto, o pente de balas já vem sujo de sangue mesmo antes de disparar.

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Comentários (27)

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Leonardo Leonardo (01/01/2012 21:16:19)   29 0
POR FAVOR SE VOCÊ NÃO CONCORDAR COM MINHA OPINIÃO OU ACHA O FILME ÓTIMO ME AJUDE.

Estou me sentindo um lixo, a algum tempo estou tentando ter uma visão mais critica de cinema, tentando observar tudo que criticos ou cinéfilos conseguem absorver.

Esse filme ganhou o Oscar, acabei de assisti-lo, e realmente não me senti atraído em nada além das ótimas atuações.

O filme cumpre bem seu objetivo, mas é muito fraco.
Ele tenta deixar uma tensão, que acaba sendo cansativa. Aonde a verdadeira mensagem do filme tem sua introdução depois dos 100 min.
Os "zooms" parecem amadores, realmente me irritaram, mas não atingem tanto a experiência.

Mas até agora não entendi se o garoto Beckham morreu ou se era uma lembrança de James. E o personagem principal não tem nenhuma evolução na trama, não aprendemos nada com ele. Apenas o fato de que ele ama somente o filho e continua querendo ir a guerra.

Não sei se o filme é ruim ou se eu realmente não sei valorizar o que o cinema oferece de bom.
Mas realmente não gostei, 2 ovos.


sem avatar Mr (06/01/2012 04:45:38)   108 1
Você não é obrigado a ter a mesma opinião do que outros criticos, caro Leornado.

Continue fazendo o que faz: praticando.


Flávio Flávio (07/10/2011 17:46:07)   623 2
Um clássico Moderno, retrata muito bem o que e a guerra!!



Romualdo Romualdo (29/07/2011 10:58:39)   601 2
Não gostei do filme Guerra ao terror não! Achei enfadonho, mas isso é uma questão de gosto porque o povo do omelete deu 5 ovos na crítica daquilo! Esse filme é bem pra Oscar mesmo, ainda mais com todo esse sentimento nacional americano envolvido (Eu é que não gasto pra ver os filmes dessa mulher)! Vamos quantas estatuetas ele leva pra casa (Ou quantas framboesas)!



João Luiz João Luiz (20/07/2011 22:01:51)   23 0
O filme é EXCELENTE e mereceu ter ganho todos os prêmios que recebeu mesmo!! É uma obra-prima sem dúvida!!

O pessoal tem que colocar os neurônios pra raciocinar um pouco... o problema é que tem gente que não tem nem a capacidade de tirar conclusões ao final de um filme... quer tudo explícito, tudo dado, bem explicadinho pra não se cansar... essas pessoas eu entendo pq acharam o filme ruim e/ou chato. Evitem decepções e assistam o "Transformers" ou "Crepúsculo"... esses sim, tem um elevado grau de reflexão e complexidade!!



DDanilo DDanilo (20/03/2011 21:57:01)   -165 0
Um bom filme,mas não acho que mereceu levar o oscar!!



Silvio Silvio (20/02/2011 04:53:18)   0 0
Detestei sua crítica sobre A Origem, mas essa crítica aqui tá perfeita. 5 ovos it is...

Parabéns pela crítica bem fundamentada.



Alex Alex (27/09/2010 19:37:24)   4 0
se vc leu a critica deve ter percebido que o filme na epoca da critica ainda não tinha ganho o oscar era apenas o favorito ¬¬



sem avatar Cristiano (24/08/2010 21:43:24)   -3 0
Marcelo na boa, vc é o cara mais alienado que eu já vi nessa vida, aposto eu disse APOSTO se esse filme não tivesse ganho o oscar vc daria 1 ovo para esse filme mas como essa PORCARIA ganhou o oscar vc deu vergonhosos 5 ovos e ainda tenta fazer uma justificativa do porque dos 5 ovos. Na boa, faça sua critica e não seja alienado pq está ficando feio.



Jack Jack (07/08/2010 19:03:19)   0 0
"Excelente! A qualidade dessa obra vem justamente de sua essência ser tão diferente de TODOS os filmes de gurra: aki a guerra ñ é glorificante, ñ é emocionante. É sim, indigna, sem honra. Muito diferente do q muitos pensam com seus clichês, a exemplo dos cometarios de muitos. Não é um "filme de gurra" é um filme sobre um vício. "

Colega desse comentário: assista "Nascido para matar" de Stanley Kubrick e "Apocalipse now" do Coppola, depois você vai reduzir seu conceito sobre "Guerra ao terror" e nunca mais falar algo como "sua essência é diferente de TODOS os filmes de guerra..."

Fikdik



gabriel sDm gabriel sDm (05/08/2010 00:15:02)   1 0
Excelente! A qualidade dessa obra vem justamente de sua essência ser tão diferente de TODOS os filmes de gurra: aki a guerra ñ é glorificante, ñ é emocionante. É sim, indigna, sem honra. Muito diferente do q muitos pensam com seus clichês, a exemplo dos cometarios de muitos. Não é um "filme de gurra" é um filme sobre um vício.



Dalton Dalton (31/07/2010 15:49:05)   312 0
horrivel ! nao mereceu ganhar o oscar ! avatar nao e um filme espetacular + pelo menos vc nao dorme vendo ! ja esse.......



sem avatar Valdeci (10/07/2010 20:01:56)   0 0
Na época do Oscar sempre surge uma velha questão: O Oscar influencia a bilheteria de algum filme? Eu tinha minhas dúvidas sobre este fato. Mas é inegável que em um caso específico ele foi fundamental. Estou me referindo ao filme Guerra ao Terror que levou o Oscar de Melhor Filme na última edição. Dirigido por Kathryn Bigelow (também agraciada como a Melhor Direção) este filme surpreendeu a todos pela visibilidade inesperada e por ter recebido seis estatuetas douradas.
Neste caso específico o Oscar influenciou a bilheteria. Não só isso, fez com que os próprios produtores corressem atrás do prejuízo comercial e lançassem o filme novamente em uma maior quantidade de salas americanas. No Brasil, ele se quer foi lançado no circuito de salas de cinema, passando direto para DVD. Eu, como dono de locadora ha 17 anos também não acreditei no filme e, na época do seu lançamento há mais de um ano, também não disponibilizei na locadora. Agora estou correndo atrás do prejuízo. Sinal direto da premiação do Oscar. Até então, ninguém tinha procurado por Guerra ao Terror na locadora e, a grande maioria, nem sequer sabia de sua existência. Depois daquele domingo no Teatro Kodak a coisa mudou. E muito.
Só fui assistir ontem à noite a Guerra ao Terror. O filme realmente impressiona pela qualidade da direção de arte, pela direção competente de Bigelow e pelo excelente desempenho de Jeremy Renner na pele do destemido sargento William Jemes. Apesar de ser um filme de guerra (assim foi classificado), eu diria que é um bom filme de suspense muito bem articulado visto que as cenas de explosões e tiroteios, que se esperaria de um filme do gênero, não acontece de forma gratuita. A cena que o pelotão fica encurralado pelo inimigo escondido num casebre é fantástica. Assim como a cena do Sargento William James desmontando as bombas escondidas num carro em frente ao prédio da ONU.
Mas a razão deste comentário, no entanto diz respeito a uma outra cena e num ambiente bastante diferente. Seria cômica não fosse trágica. A cena em questão é a seguinte: Ele termina sua missão e volta para casa depois de ter desmontado inúmeras bombas e ter colocado a sua vida (e a de seus colegas) em risco por diversas vezes. James, a esposa e o filho pequeno estão no supermercado e ela pede que ele vá pegar os sucrilhos em outra estante. Ele encontra um corredor enorme com centenas de pacotes do cereal. De todas as formas, cores, tamanhos e preços. Olha pra esquerda tem sucrilhos, olha para a direita tem mais sucrilhos ainda. E agora? Qual levar? A cena fica alguns minutos neste “suspense”. Ele deve ter pensado: É mais fácil ter que escolher o fio azul ao vermelho em uma bomba letal do que escolher sucrilhos! Na cena seguinte ele aparece embarcando novamente para 365 dias de novas missões como o destemido homem que desarma bombas.
Interessante este aspecto colocado por Bigelow. Parece uma cena trivial e até engraçada. Mas ela quer dizer muito mais que isso. Não fosse o fato de mostrar, na cena seguinte, que ele desiste da família para voltar para o campo de batalha. Evidentemente não foi a compra do maldito sucrilho que desencadeou todo este processo. Mas fica claro que ele não tem um relacionamento familiar completo com a mulher e, apesar de amar o filho, também não tem um vínculo afetivo tão forte para mantê-lo por perto. Apesar de salvar vidas de estranhos e de se importar muito mais com outras pessoas, ele não consegue ter vínculos com sua família. Prefere arriscar a vida e neste aspecto buscar um sentido para ela a ter que ficar e criar raízes. É mais fácil para ele salvar a vida dos outros do que salvar a sua própria. No filme isto fica bem claro pela forma quase irresponsável como ele atua no desarmamento destes artefatos letais.
Um filme para se assistir por diversos ângulos e perspectivas. Mas a cena do supermercado foi a que mais me impactou e a que mais me fez refletir sobre esta obra. James poderia fazer uma guerra ao descaso familiar e, antes de salvar a humanidade, salvar a si próprio. Talvez seja este o recado do filme.


Meu blog: http://maisde140caracteres.wordpress.com



Lorraine Lorraine (17/06/2010 15:04:01)   0 0
Esse filme eh o filme mais lixo q eu jah vi, nao sei como ganhou o oscar.
e olha q eu curto filme de guerra mais esse foi mto lixo. LIXOOO



luiz luiz (13/06/2010 20:43:59)   20 0
[O filme é]Muito longo!



sem avatar Pedro Henrique (01/05/2010 23:43:54)   2 0
Achei o filme simplesmente espetacular, tendo merecido as premiações que recebeu (igualmente merecidas por Bastardos Inglórios).



Jack Jack (30/04/2010 15:09:20)   0 0
Nossa,
esse filme é bom, e SÓ.

Acho que a Bigelow sabia que tinha em mãos um tema que podia resultar numa obra-prima ou em uma catástrofe; então, creio, ela optou por ser mais contida.

O filme é bom, mas depois de um tempo perde a força e apela para tramas paralelas fracas que não convencem muito.
Ao retomar o discurso de grandes obras como Apocalipse Now ou mesmo Nascido para matar, ela acaba por se prender unicamente ao discurso da guerra como um vicio e é incrível como ela se sustenta somente nisso. Esse fato resulta em um filme que após 50 minutos, perde a força e só retoma essa força nas cenas finais, que são de longe os melhores momentos da obra.

A montagem também incomoda, o esquema de filmar de centenas de ângulos e depois montar tudo freneticamente faz um contrapeso com a direção ora totalmente presente e documental e ora totalmente frenética.

Gostei, mas acho que faltou um discurso mais forte.



Dennis Dennis (28/04/2010 08:19:50)   -1 0
Que bom que ganhou do Avatar. Avatar (o filme em si, e não a tecnologia) é muito mais ou menos... uma aventurazinha sem nada demais... o George Lucas faria melhor (o problema é que não fez :P)



Paulo Paulo (13/04/2010 11:47:04)   1 0
o filme não é ruim, mas também não é essa maravilha, na minha opinião ganhar o oscar de melhor filme e tantos outros não foi merecido, prefiro mil vezes o filme, falcão negro em perigo, ali sim vc vivencia o inferno que é uma guerra, onde para avançar apenas 100 metros, os soldados tinha que dar um passo de cada vez, pois tinha milícias em todos os cantos armados até os dentes, e baseado em fatos reais, pô os soldados de guerra ao terror faziam ate compras no supermercados iraquianos!



Alessandro Alessandro (11/04/2010 12:12:09)   8 0
Sabe, este é o tipo de filme que ganha Oscars.
Pouco importa a ação, pouco importa todas as respostas na trama (como as citadas abaixo). É o tipo de filme que você tem que absorver a idéia, dar atenção aos detalhes.
A premissa inicial "a guerra é uma droga" é seguida a risca durante todo o filme. As cenas de ação, como Hessel disse, é só para nos demonstrar as personalidades das personagens.
E o que se leva no final do filme é: você é o que vive, e quando pára de viver sua realidade, já não existe.

Muito o bom o filme, um pouco desanimado, mas ótimo! Merece o Oscar pelo ideal!



sem avatar maurici (08/04/2010 18:00:38)   0 0
O filme tem muitos defeitos. A sequência do sniper é muito rídicula (afinal, o que aqueles soldados disfarçados de civis estão fazendo no deserto, sozinhos, se são atiradores tão ruins?). Claro! O heroi do filme precisa matar os bandidos. E na sequência em que o taxi passa pela barreira americana sem levar um tiro. Novamente o heroi do filme precisa resolver a situação. Será que os soldados americanos (ou de qualquer país) não iriam atirar? Acho que o pessoal do omelete não está a par dos noticiários sobre a guerra do Iraque. Um filme desses não merece premio algum.



sem avatar Osvaldo (07/04/2010 12:44:24)   1 -1
Um lixo!
E pior: uma tristeza o Omelete exaltar um filme tão fraco, dando-lhe 5 ovos!!!
Discordo, a exemplo de todos os outros colegas acima, da avaliação. Prêmio framboesa.



Kethlyn Kethlyn (07/04/2010 10:43:50)   0 0
Filme Bom!
Mais não à ponto de ganhar o oscar de melhor filme, Avatar sem dúvidas deveria ter ganho. Pena.



sem avatar ALINE (05/04/2010 13:17:01)   0 0
Horrivelllllllllll, muito ruim, odiei.. demais uma bosta...



sem avatar Benjunior (30/03/2010 22:38:57)   0 0
Seis Oscar? Está mais para aquele outro prêmio, framboesa, certo? Um dos maiores "ABACAXIS" que já vi!!!



André André (28/03/2010 12:13:21)   2 0
Concordo com vc Namor, esperava muito mais desse filme, nao me impressiono e nem me chocou, é um bom filme mas já vi melhores....nao é um filme pra oscar.



sem avatar Namor (26/03/2010 10:10:31)   0 0
NÃO SEI QUAL IMPACTO O FILME CAUSOU NOS CINEMAS COM TELA GRANDE E AQUELA ESCURIDÃO,MAS NO MEU VELHO TOCADOR DE DVD,PARECEU SÓ MAIS UM BOM FILME,OBS:OMELETE DEVERIA CRIAR COMETÁRIOS FEITOS ESPECIFICOS POR PESSOAS QUE VIRAM O FILME NO CINEMA E NO FORMATO DO DVD,EXISTEM FILMES QUE FUNCIONAM MELHOR,PARECEM MELHORES EM CERTOS FORMATOS OU TELAS E PIOR EM OUTRO.




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