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Crítica: Heróis

Superpoderes em ambientação realista

Érico Borgo
28 de Maio de 2009

Heróis

Heróis

Push
EUA / Canadá / Inglaterra , 2009 - 111
Ação / Ficção científica

Direção:
Paul McGuigan

Roteiro:
David Bourla

Elenco:
Chris Evans, Dakota Fanning, Camilla Belle, Djimon Hounsou, Cliff Curtis, Ming-Na, Neil Jackson

Bom
Heróis Push
Heróis Push

O título nacional do filme Push, Heróis, não poderia ser mais condizente com o teor da produção. Afinal, trata-se de uma mistura de aventura e suspense que lembra bastante o universo da série televisiva Heroes - e, como o programa, ecoa também a trilogia X-Men.

Mas filmes de super-heróis não são a única inspiração do longa. A construção de um universo intrigante e misterioso traz à mente Matrix com seus agentes, grupos de resistência e segredos escondidos da população. Já a câmera e soluções visuais criadas pelo diretor Paul McGuigan (Xeque Mate) são obviamente inspiradas na trilogia Bourne. Desse último vem especialmente a atmosfera urbana e cheia de viva, obtida com a ajuda de câmeras escondidas e filmagens frenéticas e bem fotografadas em locações reais em Hong Kong, sem que as pessoas ao redor soubessem que estava sendo rodado um filme ali.

No universo de heróis há vários tipos de superpoderes. Há os "pushers", capazes de distorcer memórias; os "movers", que movem objetos com a mente; os "watchers", que vêem o futuro; os "seekers", capazes de encontrar qualquer um; os "bleeders", com seus gritos sônicos, os curandeiros "stitchers"... entre outros. A trama acompanha Nick (Chris Evans, o Tocha Humana dos filmes do Quarteto Fantástico), um "mover" fracassado escondido na China que recebe a visita da jovem Cassie (Dakota Fanning). Ela precisa da ajuda dele para encontrar uma misteriosa "pusher" (Camilla Belle) que pode ser a chave para o futuro de todos. No encalço do trio está um poderoso agente vivido por Djimon Hounsou.

A mistureba funciona a contento na maior parte do filme, mas a trama tem seus escorregões e exageros, que ferem o resultado final. Em especial, alguns poderes bastante exagerados, como o dos "shifters", capazes de transformar objetos em outras coisas durante um curto período de tempo. Apesar do personagem de Cliff Curtis roubar suas cenas, o poder é uma invencionice que exige suspensão de descrença demais pra funcionar. Como ele é crucial para o plot, fica a impressão de que alguma coisa não encaixou direito.

Além disso, apesar do frenesi das cenas de ação, o miolo perde ritmo e as explicações se estendem além do necessário. Quando o filme volta a correr, o faz num daqueles planos de ação superelaborados que parecem até interessantes na telona, mas não fazem o menor sentido quando você pensa no que acabou de ver.

De qualquer maneira, com a critividade compensando o baixo orçamento, Heróis vale uma visita dos fãs do gênero.

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Comentários (1)

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sem avatar Hugo (22/11/2010 15:07:27)   0 0
Que isto, este pessoal aqui só pode estar de brincadeira.Primeiro me dão 3 ovos para "Gamer" e agora outros 3 para "Heróis"?Fala sério!São duas bombas!Este "Heróis" é tão sem ritmo e nexo que chega a ser constrangedor!




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