Crítica: Ilha do Medo

O cineasta das referências se entrega a elas em um filme de extremos

Marcelo Hessel
11 de Março de 2010

Ilha do Medo

Ilha do Medo

Shutter Island
EUA , 2010 - 138
Policial / Suspense

Direção:
Martin Scorsese

Roteiro:
Laeta Kalogridis, Dennis Lehane

Elenco:
Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max von Sydow, Michelle Williams, Emily Mortimer, Patricia Clarkson, Jackie Earle Haley, Ted Levine

Bom
ilha do medo
ilha do medo
ilha do medo

Surge do meio da neblina, como o carro no começo de Taxi Driver, a balsa que leva o agente federal Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) à Ilha do Medo. Se o autor do livro que serve de base ao filme, Dennis Lehane, já dizia que a sua ideia era homenagear gêneros, dos filmes B aos terrores góticos, na adaptação Martin Scorsese também abraça as múltiplas referências - a começar pela referência a si mesmo.

Como em Taxi Driver, a neblina é um enigma, simboliza um tormento. No caso, descobrimos rapidamente que Teddy está chegando ao presídio psiquiátrico na ilha Shutter, acompanhado do agente Chuck Aule (Mark Ruffalo), não só para investigar o desaparecimento de uma paciente, como também para resolver questões particulares que o assombram desde a morte de sua esposa, Dolores (Michelle Williams).

A partir daí a colagem de referências é tão intensa que Scorsese parece estar jogando pistas falsas para incitar interpretações do espectador. Filme de guerra (seria o hospital uma espécie de campo de concentração?), filme policial (estaria Teddy, como todo detetive de noir, sendo vítima de uma conspiração?) e filme-delírio (o que afinal é real na Shutter Island?) se misturam. Até o título nacional, que sugere um suspense sobrenatural, entra involuntariamente nesse jogo de espelhos.

E aí vai muito da disposição do espectador para entrar na brincadeira. Se você se incomoda com a mania de Lost, por exemplo, de apresentar novos personagens a cada temporada, vai se irritar com a quantidade de gente que, numa razão de 15 em 15 minutos, aparece do nada em Ilha do Medo. Herança dos filmes B, por sua vez, os diálogos variam do genérico ("o cais é o único caminho para entrar e o único para sair") ao hiperexpositivo (conte quantas vezes eles repetem que a Ala C é onde ficam os mais perigosos...).

O que deve agradar os fãs de Scorsese é acompanhar como o cineasta, um assimilador de referências por natureza, usa de seu estoque formal para se adequar às regras do gênero. Se a ideia é confundir o espectador, como nas cenas em que Teddy se encontra com Dolores, ele quebra o eixo de câmera descaradamente para "duplicar" Dolores (o que na mão de qualquer outro seria visto apenas como barbeiragem). Se o objetivo é exagerar na tensão, vamos logo de John Cage e "Music for Marcel Duchamp" na trilha sonora.

Ademais, quem mais abusaria de chicotes (aquelas pans rápidas que vão de um personagem a outro sem corte) de forma tão temerária? Ilha do Medo tem alguns momentos constrangedores (estátua de fauno, sério mesmo?) e outros transcendentais, como os flashbacks do Holocausto - um Holocausto meio barroco, reimaginado sob influência da química do hospício, o que não deixa de ser interessante. Ambos os extremos têm seu apelo. Não trata-se de tentar tirar uma média, mas de acompanhar, com certo prazer, como Scorsese passa do sublime ao desastroso sem se abalar.

No fim, olhando para os trabalhos do diretor na última década, recebidos de forma amistosa pela crítica e pela mídia, não é difícil aferir que Ilha do Medo é o mais ousado, para o bem e para o mal. Será recebido com opiniões polarizadas, mas pelo menos fica o alívio de que, depois do Oscar, o diretor não se acomodou.

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Comentários (95)

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sem avatar João (13/10/2013 19:31:38)   -1 1
Acabei de ler o livro ontem mesmo. Ótima leitura. Li em dois dias, simplesmente não conseguia parar de ler. Vamos ver qual é a do filme, agora.. Se tratando de Scorsese, vou com grandes expectativas..



sem avatar Cinéfilo (22/07/2013 21:53:59)   35 0
----CUIDADO,SPOILERS---

O FILME REALMENTE É LOUCO,Eu fiquei por uns dias Atordoado pensando o que realmente aconteceu e revi o filme 2x,assim como o personagem principal do filme eu não queria aceitar nos fatos,Dicaprio realmente é louco. O Filme merecia no minimo 4 Ovos.A Grande prova de sua loucura são as fotos dos filhos dele mostradas pelo diretor da Ilha.Disso não tem como fugir,e o filme acaba com um frase Épica.



sem avatar Anderson (25/11/2012 13:03:22)   6 2
Definitivamente, gosto não se discute. Porque eu adorei o filme, um suspense muito envolvente. Porém, pelos outros comentários, alguns não gostaram nada do filme.


Eu suspeitava que ele fosse louco, depois que li algumas pistas citadas por um comentário tive a certeza disso.


Ao rever o filme é nítido que as pistas estão desde o início da trama. Di Caprio só conheceu seu parceiro já no barco em alto mar, mostrando que algo não era normal. Quando chegam a ilha, eles são recebidos por vários guardas com armas em punho, tensos e tudo mais. Demonstrando que o paciente [Di Caprio] é muito perigoso, até porque teve treinamento militar. Outra grande pista, no portão do hospital, o chefe da guarda pede que eles entreguem a arma que provavelmente estavam descarregadas por causa da encenação. O parceiro do Di Caprio, mesmo tendo 4 anos de seu suposto trabalho como policial tem dificuldade em retirar a arma da cintura, demonstrando que ele não tem nenhum intimidade com a arma. justamente porque ele não é policial e nunca foi. Ele é o médico que trata do problema do Di Caprio. Tem muitas outras pistas, mas não quero me alongar.


Só no final, o Di Caprio realmente é curado tendo ciência do seu crime. A realidade era dolorosa demais para ele, por isso, criou uma realidade ficcional. A frase final resume bem isso. Ele prefiria morrer como um homem bom [realidade ficcional] do que conviver como um monstro [realidade do crime de seus filhos e esposa]. Por isso, mesmo curado, ele deixa sofrer uma lavagem cerebral, por isso, os enfermeiros o aguardavam e o levaram para o farol.


sem avatar Francisco (27/11/2012 10:31:52)   1 1
Mas até que enfim alguém que realmente entendeu o filme! Sério já tava indignado com quase todo mundo entendendo errado. Tem que olhar 2 ou 3 vezes pra perceber estes e outros detalhes que comprovam que ele era sim um paciente desde o início.

sem avatar Cinéfilo (22/07/2013 21:53:36)   35 0
----CUIDADO,SPOILERS---

O FILME REALMENTE É LOUCO,Eu fiquei por uns dias Atordoado pensando o que realmente aconteceu e revi o filme 2x,assim como o personagem principal do filme eu não queria aceitar nos fatos,Dicaprio realmente é louco. O Filme merecia no minimo 4 Ovos.A Grande prova de sua loucura são as fotos dos filhos dele mostradas pelo diretor da Ilha.Disso não tem como fugir,e o filme acaba com um frase Épica.

sem avatar João (14/10/2013 22:39:57)   -1 0
Não fica claro que ele está curado. O filme deixa duas hipóteses no ar: ou ele realmente volta aos delírios (de ser Ted), ou percebe que não suportaria viver sabendo de sua real condição e, então, se entrega à lobotomia.


sem avatar Gabriel (25/11/2012 11:40:17)   -1 -1
Bom o meu entendimento do filme foi o seguinte:

Teddy não era louco no começo, ele começou a ficar louco quando começaram a dar aquelas pilulas pra ele e tal. Mas ele tinha sim um trauma da guerra e um trauma sobre ter matado a mulher dele, tanto é que ele cria um homem na imaginação dele que matou a mulher dele, mas esse homem na verdade é ele mesmo.
O Chuck e o medico la do sanatório tentaram confundir a mente dele, mas no final ele aceitou a realidade, ele "se curou" porque ele lembrou que tinha realmente matado a esposa dele e que ele nao se chamava Teddy.. e no final na ultima cena, quando ele ta sentado na escada ele fingi pro Chuck que ainda esta louco e o chuck faz "não" com a cabeça pros caras la, e o "Teddy" percebeu isso ele sabia que ia morrer ele viu que nao tinha como sair da ilha mas ele nao queria viver como um monstro la, ele tava fingindo estar louco, porque o chuck chama ele por Teddy e ele nao responde. Então no final ele morre como um "homem bom"

Bom foi isso que eu entendi do filme



Gabriel Gabriel (20/11/2012 23:31:08)   13 0
Filme maravilhoso, não sei pq não recebeu 5 ovos, a própria crítica só fala bem dele! Será q foi erro técnico rs

gostei msm do filme, suspense q te envolve desde o começo ao fim



sem avatar gustavo (22/04/2012 20:14:35)   1 1
Esse filme é realmente intrigante, eu vim aqui atras de um final que fosse diferente do interpretado por mim, vi alguns controversos, e enfim cheguei a conclusão de que o expectador cria seu final..
No meu final, Teddy não é louco, ele é inteligente a ponto de fingir uma aceitação e conseguir levar a trama, no final, antes de soltar sua frase épica e chave para o filme, ele diz para seu parceiro, "nunca vao conseguir nos pegar" que retruca "somos espertos de mais para eles" ...enfim, quando ele diz "melhor morrer como um bom homem do que viver como um monstro" ele aceita que não conseguirá sair da ilha, e se entrega como cobaia das expêriencias lá feitas. Vemos isto quando o filme fecha no farol como o final...posso estar errado, essa é apenas minha visão, mais enfim, ÓTIMO FILME!!merece uns 5 ovos de avestruz ae, hahaha



Lucas Lucas (27/02/2012 21:58:46)   5458 0
Filme incrível, suspense em todos os momentos, muito bem feito, 5 ovos bem merecidos na minha opinião.


Gabriel Gabriel (20/11/2012 23:29:08)   13 0
5 ovos vem merecidos? Concordo plenamente, mas a questão é q eles ó recebeu 3 ovos ¬¬, e não entendo pq, merceia 5 msm

Lucas Lucas (31/01/2014 09:30:34)   5458 -1
''...5 ovos bem merecidos na minha opinião''


sem avatar Víctor (21/12/2011 00:12:04)   6 -2
pelo visto,muita gente não entende ilha do medo. É realmente um filme difícil de se entender. Cada pessoa que assiste,por favor preste bastante atenção no filme,e tire suas próprias conclusões. Mas pelo o que eu entendi,Teddy não é louco. Pelo menos não antes de chegar na ilha.Isso da para se entender pelo próprio filme. quando a mulher da caverna fala pergunta para ele se ele fumou cigarro de outra pessoa,bebeu,etc... que eles levaram Teddy para ilha para deixa-lo louco. E a mulher fala que eles levam os pacientes para torre para fazerem lavagem cerebral. E é isso que parece acontecer no final do filme. Sobre o parceiro de Teddy,ele nunca foi alucinação. Não é preciso nem entender o final do filme para saber disso. Ele apenas nunca foi policial. Bom,há outros motivos para que eu acha que foi isso que aconteceu. Mas não quero ficar o dia todo aqui. Mas é realmente um filme muito difícil de se entender,por culpa do próprio roteiro.E um desfecho horrivel. Por isso 3 Ovos,levando em conta as boas atuações.


sem avatar Alessandro (15/01/2012 18:41:40)   1 1
Mas a mulher da caverna não poderia ser simplesmente uma alucinação dele? Acho Ilha do Medo um filme fantástico justamente por possibilitar inúmeras interpretações. Esse debate prova que em nossa mende o filme não acabou.


Lauro Lauro (03/12/2011 19:56:53)   95 1
Um filme muito bem feito!O clima de suspense é perfeito,mostra que Martin Scorsese é um dos melhores diretores americanos de todos os tempos!



Diego Francisco Diego Francisco (13/11/2011 09:29:34)   897 1
A Ilha do Medo é um filme Noir cheio de mistérios e tensões, cheio de reflexões e duvidas do começo ao fim do filme que a frase “o que poderia ser pior viver com um monstro ou morrer como um homem bom?” ainda me dá varias duvidas. Com certeza este é um filme envolvente ate o final.
Este filme é louco(2).
Comparações de Ilha do Medo com A Origem:
1. Ambos estrelados por DiCaprio.
2. DiCaprio tem um parceiro FIEL.
3. DiCaprio vive vendo sua esposa nos seus sonhos e fora deles.


sem avatar Denis (25/11/2012 09:39:35)   0 0
2. DiCaprio tem um parceiro FIEL em A Origem? Quem é?


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sem avatar Roberto (08/11/2011 01:58:09)   1 1
Filme sensacional!!! Não tenho palavras. Acabei de assistí-lo e com certeza é um dos melhores filmes que assisti nos últimos anos. Lembrou-me muito da primeira sensação que tive ao assistir pela primeira vez o clássico \"Um corpo que cai\" do mestre Hitckcock, pois você percebe a trama bem depois de achar que todas as regras do filme estão estabelecidas. E não tem como não se questionar no final: ele é realmente um doente em tratamento ou um investigador traído por seu suposto parceiro para que o sistema não fosse desvendado? Vou assistir novamente um dia desses só para pegar as nuances que ficaram no ar.


Floriano Floriano (25/11/2012 03:30:05)   312 0
Roberto, é motivo dele ter ido pra ilha está bem claro: ele enlouqueceu devido ao fato da esposa doente mental ter matado seus tres filhos e ele não ter percebido que ela estava doente...lembra que ela contou a ele sobre o inseto que vivia dentro da sua cabeça , controlando ela? ele não deu inportancia quando ela contou sobre isso e se sentia culpado pelos crimes e acabou matando sua esposa no desespero...a partir daí ficou esquisofrenico e muito violento, tendo que ser levado para a ilha do medo para um tratamento mais pesado e experimental...está bem claro...pena que a titulo de um final dramatico, o tratamento dos medicos não surtem o efeito esperado...na verdade até curou, mas ele preferia sofrer uma lobotomia ou lavagem cerebral a viver pensando em tudo que perdeu...muito triste esse drama!!


João João (16/05/2011 21:32:19)   105 1
Merecia 5 Ovos!!!

Mais uma obra-de-arte do Scorcese!!



Victor Victor (18/04/2011 17:55:46)   55 0
Excelente filme, aliás, a parceria DiCaprio/Scorcesse tem se tornado algo como "não tem erro!"

Suspense bem feito, bem ambientado, e a loucura dos personagens vai devagarzinho nos perturbando, como é a intenção do diretor.

DiCaprio, competente como sempre, Ben Kingsley, idem, filme bom de assistir, debaixo da coberta (faz frio e chove lá no filme!), e curtir um ótimo suspense!



Walker Walker (21/03/2011 19:32:53)   6 1
"O que poderia ser pior? viver como um monstro ou morrer como um homem bom?"

amei essa frase no fim do filme. Tem que estar bem empolgado pra ver esse filme,porque ele é bemmmm parado do inicio até a metade, mas se você não prestar atenção se perde na história.



Patolino Patolino (08/02/2011 04:20:17)   184 1
eu assisti esse filme hoje é muito bom eu daria 5 ovos, excelente filme.



Rodolfo Rodolfo (31/01/2011 17:03:10)   7 0
Gostei muito do filme, mesmo achando ele meio enrolado... Merece 4 ovos...



sem avatar alberto (07/01/2011 23:15:42)   0 0
Chuck sempre foi alucinação?

Na parte do copo com água, em que supostamente a entrevistada pede ao parceiro de Teddy buscar água: mostra ele enchendo o tal copo e depositando na mesa, a senhora logo bebe, mas não existe copo algum, porém, ela recoloca o copo vazio novamente na mesa. No devaneio alucinógeno Chuck realmente da-lhe de beber a Sra. Kearns, os dois acreditam nisso, todavia é só mais uma "pista" para o final da trama.



sem avatar hudson (04/01/2011 16:05:58)   1 1
Pessoal depois de assistir o filme e ler os comentários fui rever
o filme e coloquei alguns tópicos para pensarmos juntos, pois pelo
que percebo agora, ele, Teddy era realmente loucão e estava em uma
espécie de ultima chance antes de ser lobotizado.
Percebi alguns detalhes revendo o filme, são sutis, mais que valem a pena prestar atenção:
1 - Quando aparecem no barco, eles não se conheceram - Pode dar a entender que ele foi colocado no barco sedado junto com o Chuck (psiquiatra)

2 - Teddy pergunta a Chuck a quanto tempo ele está no FBI ele diz 4 anos.

3 - Ao desembarcar guardas armados e aparentemente hostis estavam a sua espera -Dando a entender
que teddy já era conhecido por seu grau de violencia e note a expressão de Chuck, sempre com uma risada escondida.

4 - Teddy fala que os guardas estavam tensos e o Diretor fala no momento estamos todos tensos - Dando a entender que estavam todos
numa grande experiencia e encenação por causa dele.

5 - No diálogo quando chegam ao hospital Teddy fala que o Guarada age como se loucura fosse contagioso ele dá uma risadinha sarcastica
e uma rápida olhada para Chuck
(o psiquiatra), veja a expessão de Chuck

6 - veja a dificuldade de Chuck com 4 anos no FBI de tirar a arma da cintura e entregá-la, note a expressão de desdem do guarda,
é como se ele estivesse dizendo: Putz deixaram essa parte para um amador fazer... e note a expressão de desconfiança de Teddy por conta disso.

7 - Talvez esteja enganado mais a velha que aparece no jardim e pede pra ele ficar calado, é antes de tudo a primeira alucinação
dele e uma versão bem mais velha da mulher na foto que que o doutor Cowley mostra a Teddy em sua primeira conversa em seu escritório.
Nessa conversa o médico conta a história de todo o ocorrido com ele, a história verdadeira mas encoberta por personagens;

8 - Quando eles saem para procurar a Rachael, os guardas estão entediados, sentados, jogando pedras na água e ele percebe algo

9 - Quando ele interoga os funcionários e em particular uma enfermeira que disse que o Dr. Sheeham estava presente na ultima conversa
ela, a enfermeira olha para baixo e para o lado onde estava o Chuck ( o próprio dr. Sheehan ).

Depois continuo... tem muito mais detalhes...


sem avatar Marcos (08/06/2012 16:46:24)   1 0
concordo com vc...e no fim ele se entrega naum consegui viver como um monstro e sim morrer como um homem bom

Mel Gibson. Mel Gibson. (02/06/2014 20:30:39)   129 0
Em uma determinada cena,o Dr Jeremias Nahering (Max Von Sydow),deixa escapar que o Chuck é o Dr Sheehan naquela cena em que eles se encontram,quando o Dr Cowley perguntam a eles qual era a bebida que eles queriam:

-"Qual o seu veneno cavalheiros".

-"Centeio,por favor".

-"Doutor,você não discordava do alcóol?,estou surpreso..."

Nesse momento,Chuck olha pra ele com uma expressão de surpresa.


Pain Pain (03/01/2011 11:20:20)   0 0
Bom, desculpem o trocadilho da palavra, mas, o filme é muito louco!!! Adorei!

Bem, o filme tem momentos chaves de relevar o desfecho do mesmo, começando quando o doutor diz que a maneira dele tratar os pacientes é conversando. No final isso fica explícito quando ele começa a explicar o que está acontecendo com Teddy. O final quem prestou a atenção matou a charada, ele estava consciente da loucura, porém preferia continuar ali, ficou claro quando ele disse: "Melhor viver como um mostro, ou morrer como um homem bom?" ou seja, viver ele queria, porém como um mostro consciente... adorei a trilha sonora, perfeita pro tema do filme, realmente, fantástico, quero mais filmes desse tipo!



sem avatar marie (28/11/2010 00:29:49)   0 0
entao, eu nao gostei desse filme, tive que procurar depois na internet pra poder enteder e ainda nao entendi .
Se era tudo imaginação dele, como ele conseguiu chegar na ala C ? Por que ele tinha tanta liberdade com o doutor? e aquelas perguntas aos pacientes no começo do filme? haa é tudo muito confuso,queria que o final do filme explicase o que foi real,o que nao foi, enfim....


Matheus Matheus (20/09/2011 17:57:41)   34 0
[SPOILER: se não assitiu ao filme, não leia este comentário!]

Marie, assiti ao filme esses dias. Também não gostei muito, mas pelo motivo exatamente oposto ao seu. A história me pareceu óbvia demais desde o início.
O policial federal interpretado por DiCaprio é na verdade um paciente violento da Shutter Island, que sofre de alucinações com sua esposa morta. Ela matou os filhos do casal, e ela foi o responsável pela morte dela. Numa tentativa de fazê-lo entender isso, o diretor (Ben Kinley) e o psiquiatra de DiCaprio (Mark Ruffalo) fazem o lugar inteiro encenar um teatrinho, para que o paciente descubra por si só a verdade.


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sem avatar Christiane (12/10/2010 18:44:15)   0 0
O filme é muito bom. Sim, existem pistas o suficiente para o espectador "matar" o final, mas mesmo com todas as dicas eu não consegui prever o desfecho do filme. Mesmo imaginando ser Teddy o louco, e que ele era o paciente 67, há um enigma que só se desvenda no fim e que para mim foi surpreendente! Algumas coisas ainda me confundem, como por exemplo, se o louco da ala C era louco mesmo ou alguém que fazi parte do plano. Como ele conseguiu explodir o carro (não peguei o espírito da coisa) e qual era a intenção.

O jogo simbólico é muito interessante, como os "relâmpagos" que clareavam a face de Teddy (não era uma tempestade), uma alusão às lembranças que teimavam em vir e ele as reprimia, contrastando com a escuridão de algumas cenas, como a do cemitério. A caverna sendo o seu inconsciente; O labirinto da ala C, nossos próprios emaranhados de pensamentos; os elementos água e fogo, outro contraste sobre loucura e sanidade. Enfim, um excelente filme!



vinicius vinicius (04/10/2010 19:27:46)   16 0
3 ovos para o filme? merece 4 no minimo!
belo filme



Tony Tony (19/09/2010 22:27:35)   10 0
gostei do filme

sou fã do scorcese... admito q o começo me deu muito sono... mas depois ficou mto interessante...

sim, o filme é cheio de cliches, mas acho q isso nao tira o charme do filme

e galera, por favor ne? manerem nos spoilers ai...



gisele gisele (18/09/2010 14:52:27)   1 0
A CENA DO COPO EU TBM SAQUEI NA HORA,MAS NAO ENTENDI, PQ MESMO FOSSE PRA DAR PISTA DE ALGUMA COISA ELA NAO LEVA A LUGAR ALGUM.



gisele gisele (18/09/2010 14:50:23)   1 0
Vamos lá...rs.
Com certeza a maioria das pessoas que conhecem o formato logo de cara ja perceberam as duas unicas alternativas:Ou Teddy é louco, ou existe uma conspiração contra ele.Isso fica obvio,o que nao da pra saber é o motivo pelo qual existiria qualquer uma das duas situações , entao aos poucos Scorsese vai dando um pouco de cada pra no final deixar que a emoção de quem esta assistindo lhe de o final.

Pra quem conhece e gosta do estilo,percebe bem os detalhes fica nitido que Teddy se concientiza da sua loucura mas prefere nao considera-la visto que a realidade é muito mais dolorosa a ele.
As pessoa querem um final pronto, por pura preguiça...


Eu tenho uma video locadora e juro que esse filme nao saiu da prateleira pelo simples detalhe de que quem esclarece o final é o expectador.



sem avatar Murilo (03/09/2010 18:18:17)   2 0
Aonde que não está claro que ele era realmente louco? Existem várias cenas. Uma por exemplo é quando ele atira no Dr. Cawley e sai sangue, mas logo depois o sangue some e o Dr. ainda está de pé. Em seguida, sua arma vira brinquedo e ele a quebra ao meio.



sem avatar Murilo (03/09/2010 18:01:24)   2 0
Ahh, eu esqueci. Aqui está uma screen que tirei da cena: http://img814.imageshack.us/img814/1843/ilhadomedo.jpg Valeu!



sem avatar Murilo (03/09/2010 18:00:46)   2 0
De primeira eu já percebi a cena em que a mulher bebe água em um copo que não existe. Heheheh É uma mensagem clara de que tudo não passa de imaginação do personagem principal. Logo, no final, a tentativa de curá-lo não deu certo.



Dr Godinho Dr Godinho (25/08/2010 20:16:00)   1 1
pelo visto quase ninguém realmente entendeu o filme... a frase final pode ter tantos significados alem do obvio que todos vcs estao citando. por exemplo, pra poder fugir da ilha, ele teria q mentir sobre o que realmente acontece ali, seria praticamente um "cumplice", um monstro...

outro detalhe esquecido eh que, obviamente, nem todas as memórias sao reais... percebam que algumas sao fortemente relacionadas a AGUA e outras ao FOGO. "why are you wet, baby?", lembram??

5 ovos facil, facil.



sem avatar Carlos (18/08/2010 22:07:20)   0 0

Interessante o comentario da Claudineia, fiquei com a impressão que o Teddy foi assassinado pelo oficial nazista que estava ao chão ensanguentado. Mas não imaginei que subsequentemente, Teddy era fundo Dolores.



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Dennis Dennis (16/08/2010 20:59:34)   1 0
Que critica ruim hein!
Deixei de ver o filme no cinema por causa dessa crítica... mas o filme é ótimo!
Com certeza 4 ou 5 ovos! Eu daria até 5 mesmo!
Fora que o texto nao relata a interessante revelacao do filme (um pouco previsível, se voce estiver atento, mas muito interessante, MESMO APÓS DE REVELADA!).
Hessel fail... Reloaded!!!!!!!!



sem avatar claudineia (15/08/2010 22:04:08)   0 0
Acredito que para resolvermos o principal misterio desse filme devemos " captar " determinadas pistas: a mulher que aparece algemada proxima a um enfermeiro, qdo os detetives atravessam o patio do hospital, no inicio do filme é uma miragem ou é real? Penso que é uma miragem, ao ver o enfermeiro que acompanhava a "Raquel", "Teddy" imaginou-a.
As varias menções dadas as alas(A,maculina; B, feminina e C, a dos criminosos mais pirigosos) implica nos que disse "Teddy": " eu tenho certeza que ele( Laeddis) não está na ala B, e portanto está na ala C". Ora, porque "Teddy" não menciona a ala A? Isso deve-se ao fato de que "Teddy" esteve na ala B e não esteve na ala A.
Notem que após "Teddy"ter vertigens o dr. Cawley ordenou que "esse" fosse " levado" a um repouso,compartilhado com mulheres.
Nas suas fases finais, "Teddy" disse: prefiro morrer como um heroi a viver como um monstro. Quem cometeu o crime mais ediondo descrito no filme? Dolores....



sem avatar Valdeci (05/08/2010 18:13:36)   2 0
Realmente eu também percebi este "erro" em relação ao cópo d'água. Mas acredito que tenha sido mesmo um falha de continuidade.

Será? Agora fiquei na dúvida hehehehee



sem avatar Carlos Eduardo (04/08/2010 20:49:29)   0 0
Eu gostei demais do filme, mesmo com a chave na mão antes do final. Tem citações inúmeras e é uma bela homenagem mesmo aos filmes B da década de 40 e 50.
Mas fiquei com a pulga atrás da orelha numa cena. Gostaria de ter um entendimento. Foi erro de continuidade ou Scorcese tá tirando uma da nossa cara?
Não acredito no erro de continuidade.
Adssim, segue a cena.
No dvd faz parte da cena 6, aos 37 minutos e alguma coisa.
Teddy está estrevistando os pacientes junto com Chuck. Na cena em questão entrevista uma senhora que está fumando.
Pergunta se ela conhece o Laeddis. Ela, me parece, diz que não, pede que Chuck que lhe traga água! Chuck sai e vai buscar. Rapidamente ela pega o caderninho de Teddy e escreve alguma coisa nele e o devolve. Teddy lê e guarda o caderninho, olhando para Chuck ao longe. Chuck volta com a água, entrega a senhora que agradece.
Corta para uma média da senhora tomando a água no copo oferecido. Outro corte, ela deposita o copo vazio na mesa.
Tá, ok! Só que quando ela bebe a água, não existe copo em sua mão. NENHUM COPO!!!!! NADA!!!! E, em seguida, ela deposita o copo na mesa!
Alguém percebeu isso? Falei com algumas pessoas que viram o filme tanto no cinema como em casa no DVD e nada viram. Hoje, coloquei o DVD pra essas mesma pessoas verem. Elas ficaram abismadas!
Daí a pergunta: é brincadeira do Scorcese com a gente? Só pode ser!
Ou tem um significado especial, maior, escondido em toda essa história? Ela realmente pediu água ao Chuck? Ela escreveu no caderninho? É mais uma ilusão do Teddy?
Eu curti demais isso! Realmente!!!!!



sem avatar Valdeci (28/07/2010 18:25:00)   2 1
Tenho por hábito jamais ler comentários ou críticas especializadas sobre filmes que ainda não assisti. Até porque, não costumo frequentar mais as salas de cinema por falta de tempo e, como tenho locadora, espero o DVD chegar ao mercado para assistir aos filmes. Como isso ocorre uns quatro ou cinco meses depois que todo mundo já viu no cinema e a crítica já fez seus comentários procuro não deixar-me influenciar e também para não perder as surpresas que o filme me reserva. Gosto de assistir a um filme de mente aberta e olhos atentos e me deixar levar pelo roteiro e pela criatividade do trabalho do diretor em questão. Assim, ao começar a assistir ao filme Ilha do Medo, do grande mestre Martin Scorsesse já fiquei atento ao detalhe da trilha sonora pulsante e escandalosamente explícita do suspense que estava prestes a assistir. Quando o carro que transporta Teddy Daniels ao hospital presídio a trilha é arrebatadora e é impossível não se lembrar dos filmes de suspense e terror das velhas produções dos anos 30 e 40. Pensei com meus botões: Bem, será esta produção uma homenagem aos filmes daqueles tempos? Vários minutos depois esta impressão se confirmou com a homenagem a Alfred Hitchock, Briam di Palma e, pode ser exagero meu, mas consegui sentir a presença de David Lynch através da personalidade caótica de Teddy. A confusão deste personagem interessante e sua falta de perspectiva de perceber e diferenciar sonho e realidade, lembranças reais ou confusões mentais são muitíssimo reveladoras.
Em uma cena Teddy Daniels pergunta ao seu parceiro “É melhor viver como um monstro ou morrer como um homem bom?”. Está, como se diz popularmente, matada a charada do enigma dos minutos que faltavam para o término do filme. Não que eu tenha descoberto o final e a reviravolta que veria a seguir, mas era, sem sobra de dúvida, uma grande pista que me deixou com a pulga atrás da orelha. Confesso que fiquei com vontade de rever este filme (e o farei com certeza) tal o impacto que ele me causou. Gosto muito desta temática paranóica e aquele ambiente claustrofóbico que vive o personagem principal. Sua confusão mental e suas lembranças chegam a ser dolorosa para quem assisti. Ter praticado aquela carnificina com os soldados alemães ao libertar os prisioneiros judeus no campo de concentração foi um ato que marcou profundamente sua personalidade e Teddy Daniels deveria viver com esta angústia. Ou fugir deste pesadelo. Aquela fotografia espetacular, aqueles figurinos com suas cores sóbrias, os ângulos de câmeras fabulosos e claro a iluminação perfeita foram responsáveis para caracterizar um ambiente propício para a loucura dos personagens, bem como para transmitir ao espectador toda a pressão psicológica enfrentada por Teddy.
Para quem ainda não viu o filme Teddy Deniels (Leonardo DiCaprio) é um agente da FBI que, juntamente com seu parceiro Chuck Aule (Mark Ruffalo) seguem para Shutter Island Ashecliffe Hospital, em Boston para investigar o desaparecimento de Rachel solando (Emily Mortimer) uma paciente criminosa que teria matado, por afogamento, os próprios filhos. Ao iniciar os trabalhos investigativos no local, relata ao seu parceiro que também está procurando no hospício/presídio Andrew Leaddis (Elias Koteas) o homem que teria assassinado sua esposa. Ao ficarem isolado na ilha em razão de uma tempestade começa a desconfiar que no local devam estar havendo experiências humanas idênticas aos praticados pelos nazistas aos judeus. Lembranças de seus atos como soldado na segunda guerra interferem na sua capacidade descobrir o paradeiro de Rachel. Tais lembranças e o assassinato da esposa levam o espectador a cair em inúmeras armadilhas e a acreditar que descobriu o fim do filme. Mas Scorsese volta novamente a criar novas possibilidades e a desmoronar a certeza do entendimento final e assim, de armadilha em armadilha, vamos sendo guiados pela mão do mestre e seu roteiro muito interessante. Uma obra-prima de Martin Scorsese. Suspense na dose certa em um cenário muito bem construído para deixarmos presos nesta ilha de muitas surpresas e reviravoltas onde a verdade pode ser mais cruel que a imaginação psicótica.
Leonardo DiCaprio está perfeito como o conturbado Teddy Deniels e Mark Ruffalo desempenha seu papel de Chuck na dose certa com uma interpretação quase sutil de quem leva pela mão seu companheiro de investigação. Max Von Sydow como Dr. Reremiah é um achado e dá a esta produção um ingrediente de suspense bastante interessante. Pena que Ben Kingsley como Dr. John Crawley dá algumas pistas e parece ser o personagem mais caricato dos filmes de “cientistas malucos que fazem experiências com humanos” já vistos anteriormente em outras produções do gênero. Mas nada que comprometa.

Meu blog: http://maisde140caracteres.wordpress.com


sem avatar gustavo (22/04/2012 20:21:46)   1 0
e no final ...?


Juliozales Juliozales (17/07/2010 01:49:55)   47 0
Michele, creio que nesse caso não temos um final aberto não, quando no final o Teddy diz aquela frase que vc mencionou (no qual eu considero fantástica), [spoiler]fica claro que ele fez de propósito, ele simulou que ainda acreditava ser um agente, para que fosse dada a ordem de ser feito a lobotomia nele, pois ele não queria viver como um monstro.

Quanto ao pessoal que se gaba de ter sacado o final do filme logo no começo, tenho um amigo igualzinho a vcs, ele só não se gaba dos trocentos filmes que ele erra o desfecho, sem falar que nem todo mundo fica preocupado em tentar descobrir o final e sim em assistir ao filme, e curtir. Nada contra vcs viu, é que dá a impressão de que vcs estão se gabando disso, o que seria ridiculo.



Carlos Carlos (14/07/2010 23:12:25)   1821 1
Eu achei sensacional o filme...
Pra mim tudo no filme foi muito bom: a dose certa de suspense, o excelente diretor, as ótimas interpretações e o roteiro de 1º!!!
Acho que os 3 ovos foram pouco, eu daria uns 4 sem dúvida...



sem avatar michele (07/07/2010 01:09:34)   1 1
me indigna as críticas que dizem que este filme é previsível. Primeiro isso é um filme de autoria repleto de auto-referencia alguém acha q o scorsese ía fazer seguir a formula de Os outros ou o sexto sentido? Bom, o filme inteiro da pistas sobre vários desfechos ae obveo q numa interpretação final tu tem a impressão de q ja sabia. só q no fim mesmo n tem desfecho claro
p mim ele n era louco
por mais q fosse o obveo pq
ele diz: esse lugar me fez pensar
é melhor viver como um monstro ou morrer como um homem bom. Então ele segue com os medicos e guardas p farol. Outra coisa, as imagens que o cara via das crianças era por causa das lembranças do holocausto. Qual seria a lógica dos flashback do holocausto?? Além disso, a doutora diz que ele jamais irá conseguir provar o contrário e nem deixar a ilha quando ela cita kafka. Não tem nada nem uma respiração no filme sem ta amarrado na trama. Um fantástico o roteiro que demonstra que se o filme seguir o espectador vai continuar se contradizendo nas suas interpretações, um desfecho aberto que só define que não há fronteiras entre realidade e imaginação.




R@finha R@finha (05/07/2010 10:21:03)   20 0
Meio que foi previsivel o final, mas como disseram ai embaixo o que prendeu a atenção foi saber o que aconteceu com a esposa e os filhos!
Alguns "devaneios" em exagero e tal mais não é de todo mal 3 ovos tá bão!!!!

Ilha do Medo rules!!!!!



Luiz Gustavo Luiz Gustavo (30/05/2010 15:57:37)   39 0
Assim que eles pisaram na ilha e o Teddy comentou sobre a tensão dos guardas eu percebi que no final descobriríamos que ele era o louco.
A única dúvida que me acompanhou no decorrer do filme foi em relação ao papel do Teddy na morte dos filhos e da esposa.

Quanto ao comentário do Francis é preciso deixar claro que "explodir um carro, escalar penhascos, e ficar solto a sua boa vontade" foi justamente o estopim de tudo.
Quando ele escala o penhasco, seu "parceiro" já tinha considerado tudo aquilo como caso perdido. A partir desse momento todos tratam Teddy como paciente, desde o diretor do manicômio até o psiquiatra. A explosão do carro foi uma situação da qual eles não tiveram mais controle e, até então, Teddy JAMAIS havia ficado "solto a sua boa vontade".
Assista ao filme novamente e perceba que o método proposto pelo psiquiatra era apenas deixar Teddy viver sua fantasia, mas sempre sob supervisão do seu "parceiro".

Enfim... Apesar de ter matado metade da trama nos primeiros 10 minutos, o filme conseguiu me prender até o final.
Scorsese sabe o que faz.



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sem avatar marcyda (27/05/2010 10:10:30)   -1 0
Meus amigos que me desculpem, mas acredito que nenhum filme baseado em uma historia já publicada em um livro seja pensado para ser SURPREENDENTE!

Acho que o Scorcese nos proporciona uma experiencia muito maior que a historia propriamente em si, como já dito antes, batida e pouco original.

As interpretações do Di Caprio e do Ruffalo (pq não?) também são dignas de serem admiradas.

Acho que toda concepção muda quando o telespectador vê o que tem para ser visto e aprecia a obra sem se prender a coisas como "tentar advinhar o final".



Eduardo Eduardo (25/05/2010 23:17:48)   10 0
História nada original, mas o filme é bem dirigido e com boas atuações. Bom filme, apenas um bom filme.



Francis Francis (13/05/2010 00:55:31)   0 0
Filme nada original, com uma formula ja bem conhecida (Tire os fantasmas de Os Outros e Sexto Sentido e troque por loucos.) Apesar das otimas atuações o filme não me convenceu.
Simplismente nao posso concordar em que tudo aquilo desde o inicio foi pensado para fazer um louco "cair na real". Explodir um carro, escalar penhascos, e ficar solto a sua boa vontade... Pra mim a historia tentou ser grande demais, e não foi feliz.



Rachel Rachel (22/04/2010 08:58:10)   36 0
DEFINITIVO! É assim que eu defino o filme.
Um amigo meu havia assistido e me dado a chave essencial para o entendimento da trama: me contou que tratava-se da história de um psicótico pseudo-investigador. E tão somente isso.
Com a informação-chave em mãos, pude mergulhar na trama, pude entender cada assombro, cada pesadelo e cada surto que Andrew tinha.
O filme é muito bem amarrado, não existem cenas dispensáveis. Cada expressão, cada respiração e cada olhar desconfiado são de suma importância para o emaranhado de informações que torna a trama sedutora e ao mesmo tempo causa horror e susto.
Não há crítica negativa que possa tirar o brio da atuação impecável de Dicaprio, bem como do roteiro de Scorsese, fiel à risca e extremamente devotado ao gótico supertenso.

O filme é eletrizante. Quem o acompanha - desde o princípio - sabendo que trata-se de uma ilusão; pode apreciar cada mínimo detalhe da construção fantasiosa da mente de um psicótico.

Classifico com uma omelete inteira!!!



Ryan Ryan (21/04/2010 00:27:43)   10 0
A primeira 1:30 do filme é um saco, é só um enrolation do mal pro final que não é tão surpreendente assim (como ja falado visto em o sexto sentido)...

Ainda não sou capaz de gostar de um filme pelos seus aspectos técnicos e acho que uma trama mais bem elaborada e menos enrolativa seria melhor...

(dava pra tirar uns 30 minutos fácil) como em uma parte em que ele vai e volta pra beira do penhasco onde o "parceiro" dele estava atoa, ou a cena em que os dois saem no meio da tempestade e se abrigam numa casa... cena puramente pra enganar o espectador u.u, nada contra mas logo em seguida vem otra pra enganar mais ainda, fazendo com que o espectador mude de concepção a cada 5 minutos...

Valeu só pra ver o Rorschach



sem avatar tiago salvador (19/04/2010 19:16:56)   0 0
Hum..
Pra falar a verdade, achei que o filme deixou a desejar. A história é legal e prende a atenção, mas a idéia já tinha sido usada em "Refem do Medo"...o pessoal que assistiu comigo, conseguiu prever o fim, ou pelo menos a idéia do fim.
è sim um bom filme, com um elenco ótimo, mas a história poderia ser mais...



sem avatar Clayton (19/04/2010 00:45:06)   6 0
Muito bom o filme, eu recomendo.



Kethlyn Kethlyn (07/04/2010 10:27:01)   1 0
O Escorsese, Escorsese, pq faz isso conosco?
Digo isso pq não achei o filme previsível, o final é maravilhoso e é uma jogada proposital, isso que é filme!
O filme é tão eletrizante que se o espectador se deixar levar pela jogada, o mesmo se confundi.
Apesar que no início ele já mostra o que de fato é, porém eu só fui pensar nisso no fim. Assistam é muito bom!



Sandro Sandro (05/04/2010 11:25:36)   0 0
Antes de alguém me crucificar e começar a dizer que eu não entendo nada de cinema, de fotografia, de direção e blá blá blá, vo deixar claro aqui que é A MINHA opnião, e que ela pode muito bem ser diferente da opnião dos outros, gostando ou não, certo? Vivemos em uma democracia, aceitem isso. Eu sinceramente achei o filme UMA BOMBA sem tamanho! Detestei e me arrependi completamente de ter pagado 15 reais no ingresso. 15 não, 30 reais, pois ainda comprei o ingresso da minha namorada que também detestou o filme! Não consegui embarcar na viagem do Scorsese, achei o filme fraco, arrastado, previsível e muito mal contado. Do que me adianta gostar da atuação do DiCaprio ou da fotografia se o filme como um todo é uma bela porcaria? O Scorsese pode até ser o maior diretor vivo (o que eu também discordo), mas dessa vez ele errou e feio! E essa historinha de reviravolta no final já encheu a paciência! Desde sexto sentindo não cola mais. E a opnião geral da sala em que assisti, os comentários depois do filme e sussurros, foram quase unânimes: quase todo mundo saiu reclamando e falando mal, sem contar vários que abandoram a exibição antes do fim do filme. Só me lembro de uma reação tão negativa assim quando fui vê A Vila! É isso, assim como A Vila, Ilha Do Medo é uma porcaria, uma experiência que eu poderia ter deixado de lado e um dinheiro que eu poderia ter gastado em qualquer outra coisa, até em McDonalds seria mais bem investido que nesse filme!



João Gabriel João Gabriel (04/04/2010 15:27:41)   0 0
Achei o filme muito bom. Scorcese consegue dosar o clima noir com o suspense e a tensão. Um dos melhores filmes do ano, senão o melhor.



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