1

Assista Agora

Crítica: Mulheres... O Sexo Forte

Diane English esculhamba o sexo feminino em personagens estereotipadas

Érico Borgo
25 de Setembro de 2008

Mulheres... O Sexo Forte

Mulheres... O Sexo Forte

The Women
EUA , 2008 - 114
Comédia / Drama

Direção:
Diane English

Roteiro:
Diane English

Elenco:
Meg Ryan, Eva Mendes, Jada Pinkett Smith, Annette Bening, Carrie Fisher, Debra Messing, Candice Bergen, Bette Midler

Ruim
the women

Terrível, terrível, terrível esse Mulheres... O Sexo Forte (The Women, 2008). Creio que trate-se de algo inédito na história do cinema o desserviço que a roteirista e diretora Diane English fez ao sexo feminino em seu filme, supostamente inspirado em As Mulheres (The Women, 1939), de George Cukor.

O longa consegue estereotipar vergonhosamente cada uma de suas personagens, reduzindo as mulheres a 1) Shoppaholics/Workaholics, 2) Donas de Casa traídas, 3) Mães, 4) Vagabundas e 5) Lésbicas. Nenhuma delas - vividas nessa ordem por Annette Bening, Meg Ryan, Debra Messing, Eva Mendes e Jada Pinkett Smith - demonstra qualquer traço de personalidade que não os citados acima. Ah, tem a fofoqueira também, mas essa é atriz terciária.

É surpreendente como um filme feito por mulheres e para mulheres consiga ser tão restrito e superficial. É também inexplicável como atrizes do gabarito das protagonistas tenham aceitado fazê-lo, já que todas as personagens são absolutamente dependentes de seus homens, sejam eles família ou patrões, no início - um conceito jurássico para um filme moderno. Creio que a única razão da existência desse filme - e sua distribuição no Brasil - seja uma possível comparação com o fenômeno Sex and the City, que, com todos os seus problemas, oferece ao menos personagens críveis. Mas a comparação pára nas bolsas e sapatos fashionistas.

Salva-se apenas Candice Bergen (a Murphy Brown) como a espirituosa mãe da personagem de Meg Ryan e Cloris Leachman como a empregada. São as duas únicas que tem diálogos com alguma inteligência e saem ilesas, com alguma dignidade. Quanto à comparação com o original de Cukor, é apenas em termos de elenco. Como o filme da década de 1930 este tem apenas mulheres - os homens não aparecem em momento algum, o que desperta um interesse vago.

A desinteressante trama gira ao redor de uma dona de casa da alta sociedade (Ryan) que descobre que está sendo traída pelo marido. Seu apoio vem das amigas, especialmente da editora de uma revista de moda (Bening), que luta pelo seu posto enquanto a circulação cai. No entanto, quando uma amiga trai a outra visando lucros pessoais, o grupo é abalado e enfrenta algo muito pior que a separação marital, o rompimento da amizade.

Um projeto vazio e que passa todas as idéias erradas. Condução nota zero e amadora de Diane English.


Compartilhar

Comentários (1)

O Omelete disponibiliza este espaço para comentários e discussões dos temas apresentados no site. Por favor respeite e siga nossas regras para participar.
Partilhe sua opinião de forma honesta, responsável e educada. Respeite a opinião dos demais. E, por favor, nos auxilie na moderação ao denunciar conteúdo ofensivo e que deveria ser removido por violar estas normas.

Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

Gabriel Rodrigo Gabriel Rodrigo (06/04/2011 16:11:45)   -2 0
O filme não é tão bom, mas acho que é melhor que Sex and City, pois aborda o mesmo tema e é preparado para o mesmo tipo de público. 3 ovos




None