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Crítica: Pequenos Invasores

Aventura infantil não traz nada de novo, mas pode até divertir

Marcelo Forlani
24 de Setembro de 2009

Pequenos Invasores

Pequenos Invasores

Aliens in the Attic
EUA , 2009 - 86
Aventura / Infantil

Direção:
John Schultz

Roteiro:
Mark Burton, Adam F. Goldberg

Elenco:
Kevin Nealon, Robert Hoffman, Doris Roberts, Tim Meadows, Ashley Tisdale

Regular
Pequenos Invasores
Pequenos Invasores

Misturar computação gráfica com atores reais não é inovador já faz tempo. Aliens querendo invadir a Terra, então, nem se fala. Mas ao juntar tudo isso numa despretenciosa aventura infantil, com bons atores mirins, pais com cara de bobo, um cunhado metido a gostosão e uma vovó que luta artes marciais, até que o resultado pode ficar menos vergonhoso do que a ideia faz imaginar.

Pequenos Invasores (Aliens in the Attic, 2009) é o longa-metragem que cometeu essa façanha. A trama toda se passa em uma daquelas casas no lago, que aparentemente só servem de cenário para comédias e filmes de terror. Neste caso, como estamos falando de um filme-família, não há mortes ou sangue. No máximo, as explosões de fogos de artifício causam aquelas caras chamuscadas que conhecemos dos desenhos do Pernalonga.

Os Pearson estão todos reunidos para o feriado de 4 de julho, a independência dos Estados Unidos. De um lado estão o nerd Tom (Carter Jenkins), sua inocente irmãzinha Hannah (Ashley Boettcher) e a mais velha Bettany (Ashley Tisdale), já adolescente, que não se mistura. Do outro, o primo do estilo esportista Jake (Austin Robert Butler) e os gêmeos Art e Lee (Henri e Regan Young), ligados no 220V. No time dos adultos estão os pais da primeira família, o tio separado da outra e a vovó (Doris Roberts, de Everybody Loves Raymond). E tem ainda o penetra Ricky (Robert Hoffman), que aparece por lá já imaginando como será a noite ao lado da namorada, Bettany. É uma equipe respeitável de tipos bem diferentes um do outro, fáceis de identificar.

Contra eles todos está um grupo de alienígenas de não mais de 1 metro de altura. O líder é Skip. Tazer e Razor são o casal de soldados. E Sparks é o engenheiro, que não entende e nem quer entender nada de invasões a outros planetas, mas está ali para montar a engenhoca que está enterrada embaixo da casa e é peça primordial aos planos dos verdinhos.

Não há grandes invencionices no roteiro co-escrito por Mark Burton (ganhador do Oscar por Wallace & Grommit) e Adam F. Goldberg (Fanboys), tampouco na direção de John Schultz, que capta as crianças como crianças, se divertindo até mesmo com a possibilidade do fim de suas vidas como elas a conhecem. Há, porém, o ingrediente dramático auto-imposto por Tom, que quer deixar de ser o CDF e se tornar "descolado" como seu primo, mas não tem cacoete para tanto.

Faz pensar, no entanto, se as crianças realmente são daquela forma ou se essa é apenas a visão que os adultos fazem delas. Afinal, nem todos os "pequenos" têm a habilidade necessária para pegar um controle extraterrestre em suas mãos e sair dando hadoukens ou chutes giratórios à la Street Fighter. Principalmente quando no lugar da tela de TV está a sua avó. É forçado, mas pode divertir.

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Comentários (2)

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edgar edgar (16/05/2011 18:02:11)   110 0
Horrível!!

1 ovo.


sem avatar Toinho (26/01/2012 19:34:05)   0 0
Concordo, não sou nenhum especialista em cinema, só um adorador da arte, nunca nem comentei aqui... O fato é que o filme até tem uns momentos cômicos, os aliens principalmente, só que não gostei dos protagonistas. O "nerd" Tom, que tira notas horríveis na escola, não gosto disso, as suas irmãs que levam, no mínimo, uma vida fútil. Seu pai, sério e querendo sempre o melhor para os filhos, foi meu "personagem favorito", concordei em tudo o que ele dsse. O tio Neide é o que eu considero o perfeito babaca, e os filhos dele, herdaram o seu comportamento.

Saindo dos personagens, os efeitos, não foram ruins, só não gostei *spoiler* da parte em que os alienígenas soltam a granada de "gravidade", costumo pensar no lado científico da coisa, e o fato de a casa toda não ficar sem gravidade e eles não saírem esbarrando em todas as paredes a uma alta velocidade (1.700 km/h, velocidade de rotação da Terra, sem falar na de translação, 107.000 km/h ) me incomodou.

Fora que fiquei morrendo de inveja da vida que eles passam, viajam de férias, para uma casa de campo tranquila, onde vão pescar num lago, têm tecnologia de ponta no quesito consoles de games (tanto que os gêmeos não sabiam como era um telefone antigo).

Vish, como falei mal do filme, mas realmente me dá ódio personagens com vida assim sem aproveitar. Com relação ao resto de tudo (roteiro, fotografia, etc.), não ligo pra isso, gosto de todo tipo de filme... Até a próxima



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