62

Assista Agora

Crítica: Solomon Kane – O Caçador de Demônios

Criação de Robert E. Howard andava esquecida - e filme não ajuda

Érico Borgo
09 de Setembro de 2010

Solomon Kane – O Caçador de Demônios

Solomon Kane – O Caçador de Demônios

França / República Tcheca / Inglaterra , EUA - 104 min.
Aventura / Fantasia

Direção:
Michael J. Bassett

Roteiro:
Michael J. Bassett

Elenco:
James Purefoy, Max von Sydow, Pete Postlethwaite, Rachel Hurd-Wood, MacKenzie Crook, Jason Flemyng, Patrick Hurd-Wood, Samuel Roukin

Regular
Solomon Kane
Solomon Kane
Solomon Kane

Antes do bárbaro Conan, em 1929, o escritor Robert E. Howard (1906-1936) criou o aventureiro puritano Solomon Kane. Nas aventuras pulp da revista Weird Tales, com seu chapéu e trajes negros, o personagem vagava pela Europa do fim do século 16, início do 17, armado de espadim, adaga e duas garruchas, combatendo o mal em todas as suas formas - que geralmente envolviam algum tipo de feitiçaria.

O herói teve certa notoriedade no Brasil em sua versão em quadrinhos, que foi publicada aqui em revistas como Espada Selvagem de Conan, da editora Abril, nas décadas de 1980 e 90, mas nunca decolou de verdade nem aqui, nem no mundo. Agora, chega adaptado aos cinemas em Solomon Kane – O Caçador de Demônios (Solomon Kane, 2010).

Infelizmente, a fama do personagem refletiu-se na escolha do diretor. Para o trabalho foi chamado o inexpressivo Michael J. Bassett.

Para a adaptação, com dois filmes de terror britânicos de baixo orçamento no currículo, Bassett limita-se a repetir, ainda que com alguma competência, imagens e situações comuns do gênero, que hoje parecem completamente datadas. Há os obrigatórios momentos em que o protagonista perde aqueles que o acolheram, o ataque dos monstros ao vilarejo inocente, o climax em que o herói precisa encarar os erros do passado... enfim, nada de novo em conteúdo. A situação não é diferente em termos de estilo, já que as filmagens em locações na República Tcheca e a paleta acinzentada limitam-se a reproduzir visuais já conhecidos e a ação não traz novidade alguma. Pior, não consegue seguer seguir direito as regras que se propõe a acompanhar. Note como é apresentado, com toda a pompa, o demônio do primeiro ato - espadão em punho - para que passemos o filme todo aguardando um confronto final entre criatura e herói... que jamais acontece! Para o clímax surge um demônio novo, um genérico de Balrog de O Senhor dos Anéis - e o anterior é inexplicável e completamente esquecido.

Na trama, Solomon Kane (James Purefoy), outrora um capitão ganancioso, passa a temer por sua alma depois de encontrar-se com um emissário infernal. Sua chance de redenção chega na forma de uma garota, cuja família é assassinada, que é sequestrada pelo feiticeiro Malachi (Jason Flemyng). Solomon parte então para resgatá-la - e o destino o leva até as terras de seu pai, um lugar que ele abandonou há décadas e que esconde seus próprios segredos do passado.

James Purefoy (Coração de Cavaleiro, série Roma), à vontade como o herói do título, foi cercado de bons atores como Pete Postlethwaite, Max von Sydow e Jason Flemyng. Mas ainda que o elenco se esforce, é desperdiçado em papéis inexpressivos.

Solomon Kane também desafia lógicas de mercado ao tentar incompreensivelmente aproximar-se do infame Van Helsing - O Caçador de Monstros, fracasso de público e crítica. O figurino, ainda que fiel às ilustrações do puritano, é parecidíssimo com o usado por Hugh Jackman no péssimo filme de 2004 e os cartazes dos longas são semelhantes. Alguma originalidade seria interessante para afastar a produção desse tipo de comparação, mas até a distribuidora brasileira abraçou essas semelhanças com o título nacional, que limitou-se a trocar a palavra "monstros" por "demônios".

Ao tentar pegar carona em um fracasso, ao menos alguma intenção de Solomon Kane foi bem-sucedida.

Saiba onde Solomon Kane - O Caçador de Demônios está sendo exibido


Compartilhar

Comentários (62)

O Omelete disponibiliza este espaço para comentários e discussões dos temas apresentados no site. Por favor respeite e siga nossas regras para participar.
Partilhe sua opinião de forma honesta, responsável e educada. Respeite a opinião dos demais. E, por favor, nos auxilie na moderação ao denunciar conteúdo ofensivo e que deveria ser removido por violar estas normas.

Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

Felipe Augusto Felipe Augusto (25/03/2011 23:15:07)   1 0
Depois de ler a crítica e as críticas dos outros, posso fazer a minha:

Com a intenção de ser um 'Van Helsing mais convincente', como muitos comentaram, Solomon Kane e seu ator, James Purefoy, ganharam roupa preta e chapéu próprio para fazerem seu longa, da mais deliciosa gothic-looking que, por um momento, me lembrou Warhammer 40.000 e sua seção falando da Inquisição Imperial. Mas, mesmo assim, não é perfeito, mas também é uma cópia bem aproveitável. Por isso, se procura um filme de primeira, com direito aos seus monstros originais, cenas incríveis e tal coisa e coisa e tale, não se aproxime de Kane, continue, ao invés disso, tendo seus 'momentinhos' com a Arwin de 'O Senhor dos Aneis'.

Solomon Kane não é heroi bonzinho tampouco anti-herói e muito menos um santo. Isso já é falado logo de início ao matar um prisioneiro logo após interrogá-lo, e também matar um dos seus só por não fechar a boca. Ele adora riquezas e deixa seus homens para, inesperdamente, morrerem nas mãos de demônios. Claro que tudo tem seu preço, e isso é mostrado quando um Ceifador do Diabo (a.k.a Nazghul) aparece para coletar sua alma, por toda a podridão que ele tinha, logo após ele entrar na Sala do Trono.

E... pois bem, como ele próprio disse, 'não estava pronto para o Inferno'.

Anos depois, Kane curte sua vida 'pacífica' num hospício, quero dizer, monastério, tendo pesadelos quando ele era aínda um garoto mimado deserdado só por não querer obedecer o pai e virar padre, matou o irmão e saiu de casa. Porém, ele também é expulso do monastério só pelo Ábade ter pesadelos também, e então o herói, antes fugindo do inevitável destino, parte para, agora, achar uma forma de se safar de vez.

Caminhadas depois, sem falar na bela duma porrada que levou de salteadores, Kane se encontra com uma família puritana buscando refúgio no 'Novo Mundo', EUA, que passa a acolhê-lo, mesmo ele falando do que ele fez anteriormente. Porém, um grupinho de gente que se diz seguidores do Diabo, sob Malachi, pega a família e mata o pai e dois filhos, leva a filha e fere a mãe. Tudo isso na frente de Kane.

Daí, foi que perceberam: Provocaram o condenado errado. Claro que, numa onda de raiva, ele falou 'dane-se', no bom sentido da palavra, e desce a faca em uma boa parte dos guardas.

Mas daí vem um detalhe: O pai da moça fala: Salva minha filha que tú tá salvo do Inferno. Daí que tudo degringolou.

Não que a açougueria Solomon Kane & Sons começe á partir do pedido do pai: O início do filme já tem a sublime contagem de mais de vinte presuntos, sendo que Solomon despachou quase metade pessoalmente. O porém é que ele nem se interessa como matá-los, ele o faz e pronto. Tanto que ele já vem com suas duas espadas pras barrigas dos guardas de vez. Kane não é Machete, nem Dexter, tampouco Jigsaw, nem que seja cortar a cabeça de uma vez, ele mata. Ponto final.

Mas violência não é o único ponto forte do filme, mas também o fato de que Solomon só leva armas e mais nada, não que nem Hugh Jackman e sua besta-metralhadora, ou uma 'granada de sol', ou serrinhas automáticas. Aqui, Kane convence mais simplesmente por levar pouco: Espadas e pistolas. Só isso.

Claro que também tem suas falhas de roteiro, e uma delas acontece específicamente quando Kane interroga um soldado possuído e o joga aos zumbis pra morrerem. Sim, zumbis. Porém, ao invés dele seguir em frente e continuar procurando a garota, mesmo quando o soldado mentiu que ela morreu (E era evidente que era lorota, afinal, vilão não pega carinha-de-anjo sem razão que não um 'momentinho'.), vimos Kane... NO BAR! TRÊPADO!!! Claro que o roteirista tinha que botar um 'sad moment' de qualquer jeito, com direito á crucificação e tudo, mas vamos também respeitar a progressão do persona! Pelo menos dá pra pedir sinceras desculpas ao Kevin Costner e seu papel de Wyatt Earp, bancando o bêbado pela esposa ter morrido...

Outro problema é que a luta final poderia ser maior e mais ágil, mas pelo visto o filme tava ficando longo e aínda tinha a briga de Kane contra o Cavaleiro Negro e o Malachi. E claro, a cópia descarada do Balrog, ou pelo menos um kitbash disso com o soldado dourado de Hellboy II. Sem falar no happy ending que todo filme de Hollywood ficou acostumado a ter.

No fim, Solomon Kane é um remedinho para a ressaca absurdista de Stephen Sommers e o mix-up de Drácula, Frankenstein e o Lobisómen. Ao contrário de Hugh Jackman, ele tém propósito, tem só armas que todo mundo usa e, claro, seu chapéu, apesar de simples, é bonitninho...



Rodrigo Rodrigo (23/02/2011 13:56:38)   -1 0
Esse Filme é excelente,vale uma sequência



sem avatar Lisandro (13/12/2010 10:55:51)   0 0
Este é um daqueles tipicos filme fracasaso, mas que dão um ótimo filme pipoca. Já assisti 3 x o Van Helsing. Acho que este será igual. E se for será legal.



sem avatar Renan (12/11/2010 15:07:42)   0 0
renasn



sem avatar Renan (12/11/2010 14:59:47)   0 0
A muuito tempo leio as críticas do omelete!
Marcelo Hassel é um bom crítico mas muito poético em seus textos, porém muito melhor que o digníssimo Érico Borgo que ao meu ver, não conhece NADA de cinema PIPOCA, pra mim ele deveria ir "criticar" filmes "Oscarinianos" onde a maioria dos críticos é GAY e não gosta de filmes 'brutais ou oitentistas envolvendo mostruosidades'.
Fora Érico Borgo.



Darkseid Darkseid (22/09/2010 17:32:04)   368 0
Falar que esse filme não é brutal é muita ignorância. Que outro filme mostrou uma cena em que toda uma família é assassinada, inclusive uma criança que tem a sua garganta cortada?! Lógico, esse filme não mostrou aquele guri com a garganta cortada espirrando sangue na câmera, mas ficou muito claro o desfecho da cena. São muito poucos os filmes de terror que chegam a fazer qualquer menção em matar crianças muito jovens.



Kick Ass Kick Ass (13/09/2010 19:47:40)   -94 0
Concordo quase que totalmente coma crítica do Omelete. O filme é bem formulaico, um clichê atrás do outro. Quase dá para saber qual é a cena à seguir. na segunda aparição, deu pra advinhar quem era o mascarado. A trilha sonora é fraquíssima. As cenas de ação são muito ruins, muito mau dirigidas, fazendo uso da velha e saturada câmera lenta, que não é só tão chata quanta a câmera com Mal de Parkinson que surgio nos anos 90, fazendo que o público não entenda nada o que está acontecendo em cena. Porém, apesar dos terríveis defeitos, o filme ainda consegue empolgar.



sem avatar Ricardo (13/09/2010 13:19:56)   0 0
Conforme havia comentado anteriormente, fui assistir ao filme e pude constatar, como boa parte dos internautas que participam do coment, que a opinião do representante do Omelete está um tanto equivocada. Apesar de gosto não ser algo para se discutir, é visível a falta de informação e bom senso na hora de elaborar a crítica. Na minha opínião, três ovos para Solomon kane.



Luiz Luiz (12/09/2010 21:06:16)   39 0
O último Omeletv mostrou o que esta crítica ja mostrava: que o crítico não entendeu mesmo o filme, ou o assistiu com uma má vontade tremenda. Quanto ao filme ser criticado, tudo bem. O problema é que ele utiliza teses furadas para tal. Além de subverter a questão do plágio de Van Helsing (que ja expliquei la embaixo), é apontada uma expectativa inexistente de um embate com o demônio do início do filme, como explicou o P.H. aí embaixo.
Na minha humilde opinião, o filme não é ruim, dentro do que se propõem, que é fazer a pipoca "descer mais redonda".



Frank Frank (12/09/2010 19:02:20)   2 0
Coincidentemente o filme Centurion, que citei abaixo, tem uma cena de decapitação, e não três, mas vários golpes são dados com uma machadinha antes da cabeça do sujeito virar para trás pendurada apenas pela pele. Depende da arma, e da força do sujeito. É bem provável que Conan e sua espada de 10kg de aço realmente decapitara uma pessoa em um único golpe, sem parecer “surrealista”,como ocorreu.



Publicidade
sem avatar P. H. (12/09/2010 15:39:01)   0 0
Para padrões de Hollywood o filme é brutal. O problema é que Hollywood banalizou a violência em cenas visualmente chocantes mas surreais, que fazem com que a audiência ao se deparar com uma visão mais realista mas de menor impacto visual, achar aquilo "normal" ou "nada demais" (ex.: cena da degola de um dos capangas do vilão, são três golpes até a cabeça cair, se fosse hollywood era um só).

A crucificação é um dos (muitos) clichês religiosos do filme - é o momento em que Kane acha que acabou e, no momento de maior sofrimento, vê esperança - qualquer semelhança com a Bíblia é proposital.

O que é realmente interessante no filme é o paradoxo que ele apresenta para o conceito de redenção: Kane se condena e atinge a redenção fazendo a mesma coisa: matando.

Mas enquanto se comparar essa perspectiva com a de Van Helsing (aka Braddock vs Dracula), fica difícil a audiência discernir esse paradoxo.



Frank Frank (12/09/2010 15:18:32)   2 0
Tens razão, talvez se eu tivesse hoje a idade que tinha nos anos 80, e topasse com esse filme de Solomon Kane, teria achado magnifico, nem saberia o significado da palavra clichê. Mas claro que sei da existência de filmes feitos apenas para desligar o cérebro e assistir sem nenhum compromisso além de “divertir”. Para isso, sem abdicar da violência empregada no filme eu gostei muito mais de Centurion, de Neil Marshall.

Mas, convenhamos, dos anos 80 até hoje houve uma gigantesca mudança, isso é obvio, principalmente em termos de comunicação e acessibilidade, é claro que as “reclamações” são bem visíveis e bem mais abrangentes na atualidade. As gerações mudam as exigências mudam.



sem avatar Isadora (12/09/2010 13:37:23)   27 0
Eu tenho saudade dos anos 80 em que todo mundo fazia filmes com monstros e afins e ninguém reclamava "isso é clichê", "essa narrativa é sei lá o quê".

Não adianta dizer que nos anos 80 as histórias eram melhores. As histórias e as motivações dos personagens eram as mesmas e com efeitos especiais risíveis.

Acho que o pessoal, pra dizer que cresceu e que é adulto, esquece que existem filmes que é só pra divertir.



Frank Frank (12/09/2010 11:37:18)   2 0
Brutal? Você achou? Acho que meu coração se petrificou, pois eu não achei nada demais. Talvez porque eu já tenha assistido a tantos filmes realmente brutais. A própria crucificação já foi tão explorada, desde inúmeras Paixões de Cristo (a de Mel Gibson sim é brutalíssima) até seriados como Roma, o que torna nesse caso de Solomon, uma cena até piegas, e apelativa. Não importa que seja uma adaptação de algo bem antigo, o fato é que essas ideias já expostas na historia do cinema transformam, automaticamente, esse filme em uma salada de clichês, a cada momento. Talvez impressionem aqueles que não têm, digamos certa “bagagem”, mas outros, eu, por exemplo, só terão deja vu, e aí o desinteresse é inevitável. Experiência descartável, pelo menos para mim.



sem avatar Ricardo (12/09/2010 10:19:29)   0 0
Costumo ler as críticas do Omelete antes de assistir aos filmes, pois sempre confiei em sua opinião. De certa forma temos compatibilidade de gostos com relação a isso. Entretanto, achei essa crítica um tanto dura. Além do que, li muita coisa pertinente sobre a película. Dessa forma, resolvi conferi-la hoje e dar meu comentário posteriormente.
A propósito, não acho que o Site deveria limitar em 100 caracteres os comentários, uma vez que é optativo lê-los ou não.



sem avatar Leandro (12/09/2010 08:19:40)   0 0
Se eu dependesse das críticas daqui para ir ao cinema, não teria ido a nenhum filme este ano. O filme não é nenhuma obra prima, mas também não precisava pegar pessado. Estou pra ver uma crítica daqui elogiar um filme, mas está dificil.



Nozy-G Nozy-G (12/09/2010 03:10:26)   33 0
Ufa! Ainda bem q tem mais gnt além de mim q achou a crítica meio pesada. Acho q o Érico devia estar de mal com a vida, sei lá. Tava lendo a crítica e pensando "será q ele viu o mesmo filme q eu?" Pô nao é um SUPERFILME mais é bom, e comparado a muitas tosquices q hollywood tem feito, pode até ser mais do q bom.
Tem um pouco de má vontade nos escritos aí em cima sim.

E P.H., o q vc achou da cena da crucifixão? coisa doida né? Pois é, isso não se v em qualquer producao hj em dia... Bola fora seu Borgo...



sem avatar P. H. (12/09/2010 01:27:47)   0 0
só me cadastrei no omelete para comentar neste filme já que a meu ver a crítica é injusta e baseada numa opinião de quem não entendeu o filme.

Quem não viu o filme ainda, fique ciente que contém "spoilers" o comentário.

1 - Primeira inconsistencia: entendendo o ato I.
No ato I, quando Kane encontra o Ceifador, o mesmo fala que "o trato havia sido concluído" e que estava lá para coletar a alma gananciosa e homicida de Kane - tanto que Kane responde que não sabia de trato nenhum.

No fim do filme se mostra evidente que o trato pela alma de Kane fora feito pelo pai para salvar o irmão dele - "eu dei tudo que tinha para traze-lo de volta". Tanto que Malachi é enfático em falar que graças ao pai, Kane estava condenado.

Então o filme nunca gera a expectativa de um embate entre o Ceifador e Kane - já que o Ceifador só era um mensageiro.

2 - O herói que se redime.
Diferente de 90% dos filmes do assunto, o diretor adota figura do herói que é FORÇADO a se redimir - diga um filme recente do gênero fantasia que isto acontece? Não existe momento trágico na vida do personagem, simplesmente ele está na situação "beco sem saída".

Sua redenção não vem de forma "bonita ou bela", a família da moça em questão é brutalmente assassinada - sendo o velho patriarca que na beira da morte procura demonstrar que ainda havia salvação para Kane mesmo depois de todos os crimes dele.

3 - Vampiros Zumbis? Monstros que atacam a aldeia?
Já se demonstra que o crítico não é chegado ao gênero fantasia, ou anda vendo muito Eclipse. Na abadia abandonada, tem-se um tipo de "ghoul", ou em português, carniçal.

Não são monstros que atacam a aldeia, são seres humanos que decidiram seguir o demônio, tratando-se mais de uma conversão ao satanismo.

Nenhum dos vilões da trama é monstro no sentido de Holywood, mas sim seres humanos normais que por própria vontade desejaram seguir o demonio.

4 - Os vilões do Filme.
Os vilões do filme são o irmão de Kane e o feiticeiro que fez o acordo com o pai de kane. Quando o Malachi fala "tudo foi planejado para voce vir até aqui" é porque Kane havia se escondido num monasterio depois de se encontrar com o Ceifador - tanto que Kane é literalmente expulso no inicio do ato II, dado o temor do padre pela 'sombra' que se aproximava do monasterio e pelo 'sonho' que teve.

O motivo do Malachi querer Kane no castelo? Simples, quem fez o pacto com o demônio? O feiticeiro teria de honra-lo entregando Kane.

E o "balrog" foi enviado para que, desta vez, kane perdesse todas as esperanças de reação - tanto que no fim ele opta em salvar a garota invés de enfrentar o Balrog.

4 - Se aproxima de Van helsing?
Van Helsing é um filme de ação/ fantasia medieval, enquanto Solomon Kane se aproxima de horror gótico - tanto que os eventos são brutais - o que não existe nem de perto no filme Van Helsing.

Não é por ter seres fantásticos / mitológicos, que dois filmes tem a mesma perspectiva. E o certo é que o filme Van Helsing copiou o estilo de Solomon Kane, já que o Van Helsing de Stocker não é nem um pouco parecido com um puritano do século 16.

Uma crítica imparcial, teria se atido ao final do filme onde o Diretor comete um pecado de adotar um final feliz por inteiro - salva a garota e salva a alma- quando um final a lá Constantine teria sido mais adequado a proposta do filme.

Por isso tudo, eu aconselho aqueles que gostam do gênero fantasia / horror a ver o filme pois vale a pena - mas se adverte que o filme é brutal para os padrões hollywoodianos atuais.

Para o Omelete, o justo aqui seria 4 ovos.



Frank Frank (11/09/2010 18:05:28)   2 0
Marcell,

É só um ponto de vista, mais um entre tantos, bem diferente do meu, e um tanto quanto exagerado, para dizer o mínimo, mas é a opinião do cara.

Eu ainda acho que esse filme não vale o esforço e nem meu dinheirinho para ir ao cinema. Eu prefiro dormir em casa e de graça. Eu digo isso porque assisti o filme em casa.



Marcell Marcell (11/09/2010 15:57:17)   0 0
- Um filme fantástico e sem derrapadas como não vemos desde a trilogia "O senhor dos anéis".-

http://oglobo.globo.com/blogs/cinema/

E agora?



Publicidade
Romulo Romulo (11/09/2010 14:43:31)   14 0
Cara, sinceridade...As criticas do omelete já foram boas!!! Acho que eles não estão dando conta de escrever! O filme não é um filme para 4 ou 5 ovos, mas é um bom filme e prende sua atenção. E a história é bem legal. Vale a pena assistir. Acho q vc não fica com a sensação de dinheiro jogado fora!rs



sem avatar Michael (11/09/2010 08:42:24)   0 0
Juro que fiz uma conta no Omelete somente para comentar sobre essa critica.

Meu deus do céu, como alguem critica um filme e nem assite o filme direito?

O grande vilão do ato I, é o irmão dele, o mesmo cara que ele queima vivo antes de enfrentar o "demonio"
E o demonio a estilo "Balrog" não ofereceu uma "luta", ele foi mais um climax da historia, mostrando o verdadeiro "demonio" e a ideia de seu poder, e não um "ultimo inimigo".

A historia tende sim, ao classico heroi errante que encontra a vila destruida e bla bla bla, porem a grande diferença é a impotencia dele.
A ideia de que matar macularia ainda mais sua alma.

Sim é o classico heroi que apanha, depois resolve chegar lá e bater em todo mundo.
Porem é uma receita que vem dando certo deis de contos gregos... então não deve ser tão ruim assim.

Eu sinceramente acho que os criticos deveriam assistir o filme direito antes de fazer comentarios que não fazem sentido como o do "inimigo do ato I".

Todos os inimigos não erao demonios, mais pessoas possuidas, por isso no começo Salomon evitava mata-los...
O verdadeiro vilão final foi o Irmao dele, que é o cavaleiro com a espada que aparece deis do começo...
O "palpatine" da historia é o velho feiticeiro que comanda tudo...

Acho que ver o filme antes de comentar faz bem... so isso.






Virgilio Virgilio (11/09/2010 02:42:57)   1 0
Nossa, mediano é sacanagem, mesmo com muita boa vontade guarde os trocados e o tempo que gastar nesse filme tosco e vá ver alguma outra coisa, ou jogar uma partida de sinuca e tomar cerveja. Sinceramente - achei o filme tão dispensável e genérico (no pior uso possivel do termo) que não aconselho ninguem a perder tempo com isso - e olha que gosto do Robert E. Howard - por isso mesmo acho que o roteirista devia ler um pouco mais sobre o personagem. Dois ovos é muita boa vontade do pessoal do omelete com esse filme ruim.



Julio Julio (10/09/2010 20:40:10)   0 0
Esses comentários precisam de uma moderação, tá uma vergonha isso aqui.

O pessoal aqui parece que se ofende com crítica, sem motivos. Leia, absorva o que for conviente para você, decida se vai assistir o filme ou não, se tiver indeciso leia outras críticas ou abandone a leitura destas e fim.



Enishi Enishi (10/09/2010 16:49:18)   -8 0
pelo amor de Deus, direção do omelete, limitem os comentários a 100 caracteres. Please



Tuco Tuco (10/09/2010 15:57:47)   0 0
Aqui todo mundo entende pra caralho de cinema!!!hahahahaha

O filme é bem legal e vale a diversão, assim como centurion e outros que estão por vir!



Max Max (10/09/2010 15:46:29)   20 0
Esqueçam essa critica pré-menstrual e assista o filme, vale a pena!



sem avatar Alfonso (10/09/2010 13:34:27)   -2 0
Uma correção: Solomon Kane não estreou no Brasil nas edições de Conan nos anos 80. Estreou na série em quadrinhos Capitão Mistério da Bloch Editores da década de 70. Quanto a crítica (ou mesmo o filme): ZZZzzzZZZzzz...



Henrique Henrique (10/09/2010 13:13:28)   68 0
Contém Spoilers

Solomon Kane é um dos personagens criados por Robert E. Howard, escritor de fantasia consagrado no estilo "magia e espada", e faz parte do mesmo universo de "Conan - O Cimério", também criado pelo falecido autor, que se suicidou em 1936.

Observação: Além de contar com as adaptações que lançaram Arnold Schwarzenegger, Conan está para receber uma nova versão com estréia marcada para 2011, protagonizado agora por Jason Momoa.

O filme de Solomon Kane é bem sucedido em sustentar a atmosfera de fantasia do universo criado por Howard, através de um visual impactante, com uma bela fotografia nos planos abertos, mas infelizmente não vai muito além disso.

A sequência de abertura é a melhor da obra, bem escrita e "desenhada", com destaque para concepção dos espelhos com demônios aprisionados e o "Ceifador" com sua espada flamejante, mas ao contrário das expectativas que ela gera, não reflete o restante da aventura.

Acredito que para o "casting" de quem viveria Solomon Kane em carne e osso, a orientação do Diretor foi a seguinte: "consigam alguém que lembre Hugh Jackman", e para o figurinista deve ter dito: "vista-o como Hugh Jackman em Van Helsing". Mas no final das contas, James Purefoy ficou bem caracterizado, próximo do visual nos quadrinhos.

Há algumas cenas que despertam o interesse do espectador em conhecer mais sobre Solomon e seu destino incerto (uma vez que sua alma está prometida ao demônio e que ele busca uma forma de redenção), mas há muito mais cenas mal escritas, principalmente do meio para o final do longa, de forma que logo o interesse se esvai.

Em diversas situações, Solomon resolve seus problemas (ou seriam problemas do roteirista?) de forma pouco verossímil, como quando usa pistolas "a la" Dirty Harry. Este deve ser mais um filme patrocinado pela ANR - Associação Nacional de Rifles!

Em determinado momento, Kane assassina um capanga demoníaco durante interrogatório, jogando-o para zumbis-vampiros, pois não acredita nele (e também porque se revolta com a possibilidade dele estar dizendo a verdade), no entanto, ao invés de ir buscar a verdade, ele prefere assumir que sua busca está terminada e encher a cara em um bar. Em momentos como este se nota como o roteirista não respeita o próprio desenvolvimento do personagem e sua conduta.

A cena final representa o "auge do declínio", que de tão mal escrita acaba sendo cômica: um grande demônio, similar ao Balrog de "O Senhor dos Anéis", conjurado pelo feiticeiro Malachi, sai de seu espelho e começa a se mover como um robô mal engraxado atrás de Kane. Durante a perseguição alguns momentos lembram a direção de um episódio de Chapolin, principalmente quando o demônio derruba colunas e Solomon foge totalmente fora do "timing".

O feiticeiro Malachi supostamente arquitetou o grande plano para trazer Solomon precisamente até aquele local, mas porque diabos mesmo? Visto que a alma de Kane já era do Demônio devido a um acordo prévio de seu pai, e que podiam o ter matado em qualquer outro lugar, como de fato tentaram diversas vezes, principalmente na crucificação...qual era o grande plano de Malachi, senão ser derrotado de forma patética com um simples tiro de pistola, ao mesmo tempo em que o "demônio robô de fogo" some do mapa por "encantamento conveniente", em um dos clímax mais broxantes que já assisti?

Apesar de Kane conhecer bem o castelo onde se passam as cenas finais, pois foi seu lar durante a juventude, o modo como ele se locomove de um lugar para o outro é conveniente demais: do cativeiro de seu pai para a trupe de "loucos" que o seguiram, do grupo aliado para sala do trono...

Ah, e se um dia por acaso você topar com Solomon Kane por aí, nunca faça o que ele pede ou ordena. Sempre que ele disse à alguém "fique onde está", "mantenha a posição" ou "corra", este alguém morreu violentamente. E isso ocorre porque Solomon Kane é um dos "anti-heróis fodões" que menos possuem noção dos arredores, o que é comprovado pelas inúmeras vezes em que ele é pego de surpresa (tornando suas investidas de contra-ataques cada vez menos factíveis e empolgantes), e pelas vezes em que ele manda alguém correr... Correr para onde afinal de contas? Onde é que não tinham montes de carecas "semi-zumbis" adoradores do demônio? A mensagem principal deste filme é: "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".

Abraço!

Henrique Mumme



sem avatar Isadora (10/09/2010 11:52:39)   27 0
O ideal é assistir Solomon Kane como um filme de aventura para divertir. Só isso. Quem não quiser ver "clichês", "monstros" e pancadaria, que se contente com algum filme europeu qualquer, vencedor de algum festival de cinema europeu qualquer.



Publicidade
Frank Frank (10/09/2010 11:06:44)   2 0
Superar o catastrófico Van Helsing não é tarefa nem um pouco difícil. Filme esquecível, mas Solomon não fica atrás.

Talvez os spoilers sejam exatamente para você poupar dinheiro e tempo.



Lívia Lívia (10/09/2010 11:01:38)   63 0
PQP! A quantidade de spoiler nessa crítica é absurda!



sem avatar Eduardo (10/09/2010 10:43:05)   1 0
Xiiii... essas críticas estão ficando cada vez mais nerds, parciais e direcionadas um público que literalmente não frequenta o site.

Ou estão assistindo filmes pela metade ou estão com preguiça de escrever.

Quer dizer que pelo fato de já existir um filme de aventura, outros com temática semelhante não podem ser produzidos ???

A roupa é igual, o demônio sumiu, as cores do filme... estão perdendo a mão.

Também... o que esperar de quem deu 5 ovos para Homem de Ferro ?!?!?



sem avatar Joao (10/09/2010 09:55:12)   -1 0
Loguei para comentar somente sobre as infelizes palavras do tal de Alan Djordi.
Pessoa, sua opinião é realmente problema seu e pelo nível do seu comentário já da pra esperar muito pouca coisa, mas o que me fez querer criticá-lo, de fato: quando vc resolve externar todo esse seu potencial aí, faça isso com o mínimo de bom senso ou educação. Que raios tem a ver ficar xingando pessoas que você nem conhece porque discorda da opinião delas? Ninguém te dá ou deu educação nesse lugar que você vive? Ou vc é um daqueles pirralhos mimados que acham que sabem e podem tudo?
Sobre a sua dúvida, você realmente não deve entender nada de cinema como também não do mercado que está envolvido o cinema. E não estou falando tecnicamente, você também não deve saber ler a notícia de jornal (ou portal) mais banal que apareça. Talvez por falta de senso crítico, imaturidade, qualquer coisa que talvez fuja de seu controle no momento.
Se for pra escrever o que você escreveu, é melhor que o faça num papel e guarde na gaveta pra você mesmo, ok?

(não sei pq acho que acabei de alimentar um TROLL)



'Mother Fucker' Jones 'Mother Fucker' Jones (10/09/2010 09:00:32)   -13 0
Vou tentar esclarecer algumas coisas.
Vejam bem, na minha opinião, um crítico deve analisar o filme no modo geral. O que é apresentado e como é apresentado. Atuação dos atores e diretor. E como se desenrola. Alguns tendem a dar só a opinião própria, e isso é errado. Acabam influenciando outras pessoas, ao invés de esclarecer. E isso é o que se vê aqui no omelete. Além de opiniões pessoais, vemos informações erroneas. Como no caso das influências de personagens. Que para eles isso é péximo. É por isso que chamam de críticos, que manjam de filme, mas isso, muitas vezes por aqui não acontece. Um crítico deve esclarecer e não influenciar. Pq se alguem que fosse crítico aqui, e que gostou de Van Helsing, teria comentado '..é parecidíssimo com o usado por Hugh Jackman no ótimo filme de 2004'.

Outra coisa, qualidade do filme e gosto pessoal a parte. Sim, Van Helsing foi apresentado ao mundo em 1897, no livro de Bram Stoker. E como muitos já falaram, não tem nada a ver com o personagem do péssimo/ótimo filme com Hugh Jackman. Já Solomon Kane foi apresentado ao mundo desse jeito:

http://guiones-geniales.wikispaces.com/file/view/SolomonKaneCommission.jpg/116775219/SolomonKaneCommission.jpg

http://4.bp.blogspot.com/_EcPIkSX_XIU/SxBCjQk8JuI/AAAAAAAAA_E/rpBGJaEGei8/s1600/P1SolomonKane.jpg




Jackson Jackson (10/09/2010 08:27:54)   0 0
é realmente uma pena. o filme começa bem. Eu até gostei um pouco. Mas realmente a critica falou tudo, é só repetição. E acertou na comparação com Van Helsing, não só no clima e figurino, mas no ator. Eles conseguiram deixar ele com a cara do Jackman. E o tal trato entre ele e o domonio, motivo central da trama, que ninguem explicou?
www.filmespraquetequero.com



Nelson Nelson (10/09/2010 08:22:14)   -4 0
Ainda assim estou com vontade de ver o filme. Mesmo sendo ruim vale pagar metade da entrada!

hahahaha viva o cinema e a UNE!



Mario Mario (10/09/2010 01:01:41)   3 0
Com certeza é melhor que Van Helsing.

Não é nenhuma maravilha, mas é melhor.

Curiosidade: o Jason Flemyng está nos dois filmes.



Cicero Cicero (09/09/2010 23:05:05)   32 0
ô semana de filme ruim. E Solomon apenas reforça isso. Uma grande perca de tempo.



Frank Frank (09/09/2010 22:51:16)   2 0
Eu já havia assistido por meios “alternativos”, e alguns aspectos levantados nessa critica foram exatamente o que vi no filme. Não discuto aqui semelhanças de figurinos ambientes etc, porque simplesmente ignorei isso, nem pensei a respeito. Mas o demônio (Balrog cover como estão chamando) não me lembrou do balrog, e sim um Golem(acho que é esse o nome) gigante, com armadura em brasas que aparece no game Dragon Age I. É realmente um filme bem mediano, não convence em momento algum, meio que me arrependi de ter começado a assistir, pois tive que ir até o final, e de tão maçante pareceu bem mais longo do que é na verdade. Então de entretenimento o filme passou para “não tenho nada melhor para fazer no momento” rapidamente. Não pagaria para ir assistir, teria me arrependido bastante se o tivesse feito.




Publicidade
sem avatar Logan (09/09/2010 22:23:34)   0 0
Olha...o filme "Van Helsing" não é fiel ao personagem literário homônimo, que como quem leu sabe, é um médico que, apenas com uma grande inteligência e um plano quase infalível, conseguiu derrotar Drácula. Não usou bestas, espadas, saltos de 15 metros, licantropia ou qualquer coisa do gênero para sair vitorioso.

No filme, Van Helsing é descrito com uma inspiração clara em Solomon, tanto no visual quanto no comportamento. Os roteiristas foram espertos e "chuparam" as características de um personagem (Solomon), e colocaram em cima de um nome bem famoso (Van Helsing).


E agora, quando fazem o filme do Solomon...já tem outro quase idêntico pra fazerem as comparações! Além do fracasso nos quadrinhos, o coitado é praticamente acusado de plagiar...a si mesmo! Solomon definitivamente é um personagem muito azarado, heheh...



JxCxCarvalho JxCxCarvalho (09/09/2010 21:52:47)   7 0
Ah, só pra constar Solomon cane foi criado 1928 por Robert E. Howard, e Van Helsing muito antes, em 1897 por Bram Stocker.



@xandrelima @xandrelima (09/09/2010 21:52:23)   -1 0
Meu Deus, mais um filme super atrasado... Bem, quem queria ver já viu e não vai ver no cinema de novo.



JxCxCarvalho JxCxCarvalho (09/09/2010 21:48:08)   7 0
"o filme todo aguardando um confronto final entre criatura e herói... que jamais acontece!"

Poxa! Olha o Borgo contando o final!

Hessel!!! Salva aew! ahahahahhaha



Β•Я•Ц•Ŋ•Ø Β•Я•Ц•Ŋ•Ø (09/09/2010 21:37:33)   14 0
Ah ta, então a incoerência estaria no fato do filme imitar outro que já copia elementos do original deste. É, tem umas artes bem parecidas....
http://www.filmsy.com/wp-content/uploads/2010/08/Solomon-211x300.jpg
http://4.bp.blogspot.com/_TPNq08mMWYQ/TAU1B8WZJzI/AAAAAAAAAUo/EjLtjhinNYs/s640/vanhelsing.jpg



Luiz Luiz (09/09/2010 20:45:53)   39 0
Eu sei cara, mas o que estou falando é isso: o filme do Van Helsing, além de não ser fiel ao personagem Van Helsing, e uma cópia descarada do Solomon Kane original de Robert Howard. Por isso fiquei pasmo em ler o contrário na crítica.
Detalhe: pelo que me consta, Solomon Kane envolve direitos autorais, enquanto Van Helsing, a cópia, se abstem destes "problemas".
Sintam-se livres para discordar. Não sou o dono da verdade. Mas estou convencido disso desque que ví Van Helsing há anos.
Abraço.



Β•Я•Ц•Ŋ•Ø Β•Я•Ц•Ŋ•Ø (09/09/2010 20:35:22)   14 0
@Luiz, o Borgo se refere ao filme do "Van Helsing - O Caçador de Monstros, fracasso de público e crítica" de 2004, e não o personagem literário, não?



Luiz Luiz (09/09/2010 20:27:02)   39 0
Quanto ao filme, achei bem legal como entretenimento, e com certeza é melhor que Van Helsing. A não ser que, a exemplo do crítico acima, o telespectador espere avanços técnicos incríveis e bla bla. O monstro é realmente uma cópia do Balrog do Senhor dos Aneis. O que fiquei pensando é que se este filme utiliza alguns aspectos técnicos estabelecidos em Van Helsing, como figurino e arte, e este por sua vez é uma cópia deslavada de Solomon Kane de Robert Howard, então temos um círculo vicioso aqui.



@joaogisi @joaogisi (09/09/2010 20:12:36)   4 0
No contexto geral eu gostei de Solomon Kane. Um bom filme entretenimento. O que é foda é aquele monstro do final, é muito tosco cara. Aquele portal que o monstro sai é um vergonha. Parece que chegou no fim do filme, acabou o dinheiro e teve que ser de qualquer jeito mesmo.



Luiz Luiz (09/09/2010 20:11:35)   39 0
Acho que o Érico Borgo não soube identificar exatamente quem copiou quem.
Quando assistí Van Helsing, me passou pela cabeça que aquilo era uma cópia descarada do Solomon Kane de Howard (obviamente o filme com Hugh Jackman não é nem um pouco fiel ao personagem original de Bram Stoker - quem leu sabe disso). Agora leio a crítica acima e me deparo com a informação incrivelmente errônea de que o filme baseado em Howard é cópia de Van Helsing. Que bola fora, Érico.



Publicidade

Omeletop : cinema

None