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Crítica: Tio Boonmee, que Pode Recordar suas Vidas Passadas

O antídoto da mortalidade

Marcelo Hessel
20 de Janeiro de 2011

Tio Boonmee, que Pode Recordar suas Vidas Passadas

Tio Boonmee, que Pode Recordar suas Vidas Passadas

Lung Boonmee Raluek Chat
Reino Unido / Tailândia / Alemanha / França / Espanha , 2010 - 113 minutos
Drama / Fantasia

Direção:
Apichatpong Weerasethakul

Roteiro:
Apichatpong Weerasethakul

Elenco:
Thanapat Saisaymar, Jenjira Pongpas, Sakda Kaewbuadee, Natthakarn Aphaiwonk

Excelente
tio boonmee
festival de cannes
apichatpong

Apichatpong Weerasethakul adora janelas. Mas, como tudo em seus filmes, uma janela nunca é só uma janela.

Em Tio Boonmee, que Pode Recordar suas Vidas Passadas (Lung Boonmee Raluek Chat, 2010), a primeira a aparecer é a janela de um carro. O tio do título viaja com sua irmã, Jen, até a casa na floresta onde deseja passar os seus últimos dias; Boonmee sofre de insuficiência renal. Na estrada, Jen abaixa o vidro do passageiro e, com os sons de fora, invadem o carro, absorvidos pela lente da câmera, os primeiros raios de sol da manhã.

O risco de mitificar Apichatpong - ou Joe, como costuma ser chamado - está sempre presente. Nas suas mãos, o mundano se torna sublime sem esforço, e o desafio de interpretar o seu cinema sensorial pode ser um exercício não só dispersivo como arbitrário. Há alguns elementos recorrentes em seus filmes, porém, que permitem uma leitura exata. Um deles é a paridade. Tudo com Joe tem um duplo (as narrativas dípticas de Mal dos Trópicos e Síndromes e um Século, por exemplo), e as janelas surgem com frequência para fazer a passagem de uma face à outra.

Em Uma Carta para Tio Boonmee (2009), o curta-metragem que preparou terreno para o longa que viria a ganhar a Palma de Ouro em Cannes este ano, as janelas nunca estiveram tão presentes. Elas marcam a divisa entre os interiores das cabanas e a floresta tailandesa, entre a memória individual e a coletiva, entre o agora e o sempre. Já Tio Boonmee, o mais esotérico dentre os longas do cineasta, não demora muito em largar a cabana e se enfiar no mato. A janela aberta do carro seria o primeiro indício da jornada espiritual em que Boonmee e familiares estão ingressando, banhados de luz.

O convite se estende ao espectador. Depois do prêmio no festival francês, a curiosidade aumentou, e fala-se muito, com perplexidade diante da piração, do macaco-fantasma e do peixe comedor que aproximam Tio Boonmee do gênero da fantasia. Mas a viagem, antes de mais nada, é o contato mais imediato que se tem com o mundo. Ela exige apenas que se abram as janelas. Ouvir os barulhos da floresta com o excepcional desenho de som que Akritchalerm Kalayanamitr faz para Joe desde Mal dos Trópicos já é, em si, uma experiência imersiva.

Com Tio Boonmee, Apichatpong Weerasethakul, filho de médicos, realimenta a sua fixação pela medicina moderna versus o poder de cura do tempo (tema do mais cerebral Síndromes e um Século), cria com uma mera bolsa de diálise algumas das sacadas visuais mais pungentes que uma história de luto pode oferecer e fabrica diante dos nossos olhos um antídoto contra a mortalidade. É um filme fadado a cada sessão a renascer de novo.

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Comentários (42)

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Laís Laís (26/11/2011 22:24:26)   -2 -2
A cena final é a mais ridícula! Ri de pensar que todos estavam saindo do cinema com cara de abestados, "como somos bobos de vir ver um filme desse!"
E último paráfrafo do texto de Marcelo Hessel é tão bobo quanto.
Tinham que avisar que devíamos fumar antes de ir! hhsuahushaush



sem avatar Henrique (07/04/2011 02:54:13)   0 0
"Tio boonmee..." é um dos filmes mais emblemáticos dos últimos tempos. Algo que se deve ver sem carapaças...

Vale muito a pena!



sem avatar Fulvio (16/02/2011 12:22:46)   33 -2
olha o pseudo-intelectual atacando denovo...



Felipe Felipe (15/02/2011 00:25:40)   0 0
é um filme cult. e de todos os filmes cults que eu já assisti, esse é o pior e mais chato.
E ai você me vem falar que o diretor adora janelas?



sem avatar Carlos (12/02/2011 11:07:22)   0 0
superestimado demais! essa é a verdade... um filme que tem tudo pra ser incrivel! e que isoladamente tem otimas cenas e otimas ideias! mais que não funciona! não da vontade de ver depois do primeiro terço! depois de um determinado tempo se enrrosca na propria estrutura e morre sufocado!

uma pena... agora vamos ver se a critica se mostra poderosa como acha que é e faz esse filme passar pra historia como " a joia" do sec XXI



Luis Luis (28/01/2011 15:43:42)   0 0
Não gosto de pensar que o omelete dá 5 ovos pra filmes chatos e confusos, isso dá até pra aturar, mas dar 5 ovos pra "Se beber não case" é triste, viu.



Rike Rike (27/01/2011 14:38:55)   0 0
Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas foi para mim, ao mesmo tempo, uma das grandes promessas e uma das grandes decepções dos últimos tempos. Fui ao cinema empolgado, não apenas pelo filme ter ganho a Palma de Ouro em Cannes, em 2010, mas principalmente por ser, desde a adolescência, um grande admirador do cinema asiático. Além disso, toda crítica, especializada ou não, descrevia o filme do diretor tailandês Apichatpong Weerasetakhul com adjetivos mais do que elogiosos, o que, sob alguns aspectos, não deixa de ser verdade.
A cena ao redor da mesa, onde Boonmee se reune com sua cunhada, sobrinho, o espírito de sua esposa morta e o filho desaparecido metarfoseado em macaco fanstasma nos dá a quase certeza de estarmos em contato com algo realmente único. O realismo fantástico exposto logo no início do filme em contraponto a uma fotografia crua e realista cria uma atmosfera pra lá de favorável e inovadora para a história. O momento em que uma princesa faz sexo com um bagre falante, as composições poéticas que exploram janelas e partes da floresta, os longos planos sequência que apresentam sutis e despretenciosos diálogos, tudo aponta para um filme de rara beleza, não fosse pelo simples fato de Tio Boonmee ser, com o perdão da palavra, muito chato.
Durante boa parte do filme fiquei tentando me deixar levar pela narrativa e mesmo tentando me convencer que o problema de não conseguir entrar no clima do filme era meu. Provavelmente, eu é que não estava em um bom dia, ou não estava percebendo algo, ou mesmo, não tinha sensibilidade o sufuciente para perceber o que fez grandes cineastas e exímios conhecedores de cinema quase “chorar no cantinho” ao falarem do filme. Mas depois de quase uma hora, várias pessoas inquietas na poltrona e, algumas, até saindo no meio da sessão, percebi que o problema não era meu, ou, pelo menos, não só meu.
Como disse anteriormente, Tio Boonmee tem todos os elementos necessários para surpreender e sensibilizar, porém, até mesmo o fato de propor uma linguagem diferenciada se perde em meio a uma enfadonha jornada cinematográfica. Analisando friamente, é possível perceber um filme com diferentes camadas, capaz de oferecer ao público inúmeros sentidos e, até mesmo, cenas isoladas que funcionam como uma espécie de poesia visual que passa longe da estética convencional. E o simples fato de Tio Boonmee fugir da narrativa hermética de Hollywood, se distanciando das fórmulas narrativas consagradas já seria, para mim, fator suficiente para adorar o filme. Mas, enquanto resultado final, mais bocejei que amei.
É dificil dizer em que ponto da mistura o bolo fílmico de Apichatpong desandou a ponto de me fazer namorar, durante um bom tempo, o letreiro luminoso que indicava a saída de emergência da sala de cinema. As quase duas horas de filme parecem sofrer uma espécie de milagre da multiplicação do tempo, num arrastado exercício de paciência. Quase no final, quando o letreiro passou a fazer mais sentido que o filme, tive que sair. Alguns amigos mais resistentes e, segundo eles mesmos, teimosos, ficaram até os créditos começarem a subir e me contaram o que acontece no desfecho da história (o que não vou fazer aqui).
Com certeza, a grande maioria dos críticos vai discordar de mim, assim como toda galera cult de plantão, que não vai se sentir à vontade para dizer que não gostou de um filme eleito pela revista Bravo como um dos mais importantes da década. Mas, tudo bem. Tio Boonmee de fato não é um filme que passa batido e, de certa forma, pode até ser tudo o que estão falando por ai. Mas que é chato, é chato! E ninguém me tira da cabeça que a crítica especializada decidiu testar seu poder de fogo e transformar Tio Boonmee em algo maior do que realmente é.



J u a r e z J u a r ... (25/01/2011 17:23:06)   0 0
Uma segunda opinião por favor.



Ad Samp Ad Samp (25/01/2011 05:44:19)   184 1
@Ricardo

Isso é "Um sonho dentro de um sonho".

Só que ele não quer adimitir.

Marcelo Hassel finalmente foi pego pelo

BAAUUUUUUNNNNN...



sem avatar Ricardo (25/01/2011 00:39:23)   0 0
Desculpe, Marcelo Hessel, mas seus comentários só me levam a conclusão de que o Sr. - assim como todos nós que postamos comentários aqui - também nada entendeu do filme. Sabe por quê ? Porque seus comentários só valorizam as "experiências sensoriais e imersivas", e as "sacadas visuais" do filme. Estou bastante acostumado ao cinema oriental, mas este filme realmente extrapolou em simbologias. Diga-me, Sr, Marcelo, como você interpretou aquele peixe comendo a princesa ? E o budista deixando seu corpo vendo tv para ir jantar ? Qual sua percepção sobre o por quê do filho que se tornou macaco ? Talvez sua visão a respeito possa nos ajudar...afinal, críticos também devem prestar este serviço à comunidade cinéfila.



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sem avatar Larioscine (24/01/2011 19:17:54)   -2 0
"É um filme fadado a cada sessão a renascer de novo."

Só um detalhe Hessel. A frase acima é redundante!!!

Valeu



sem avatar Larioscine (24/01/2011 19:12:35)   -2 1
Sou um amante confesso da sétima arte, principalmente cinema feito do outro lado do planeta. Tento entender o povo místico e a cultura que fielmente os acompanha ao longo dos séculos (Kim ki Duk por exemplo é um excelente exemplo). Mas esse filme tailandês é de "doer". Pretencioso e superestimado, de fato é uma obra de difícil compreensão. Apesar de suas qualidades técnicas, cheguei a conclusão que "Tio Boonmee" não tem muito que entender. Apenas apreciar ou não, os devaneios de Apichatpong Weerasethakul.

Mas tiro o chapeú pela crítica bem embasada de Marcelo Hessel que soube analisa-la de forma pertinente. Em contrapartida o "CRÍTICO" mais famoso do Brasil, não apenas esculachou a película, como menosprezou a Tailândia juntamente com toda sua cultura. Um ultraje a categoria de críticos de arte.



sem avatar Ale (24/01/2011 13:04:12)   0 0
Não sei o que Marcelo Hessel tomou pra ver o filme. Eu queria ter tomado também. Pipoca e Coca-Cola não foram o suficientes para abrir as portas da minha percepção.

Simplesmente me senti participando de uma pegadinha. Aquilo não pode ser à sério.



Gabriel Rodrigo Gabriel Rodrigo (24/01/2011 10:22:50)   5 0
"Apichatpong Weerasethakul adora janelas. Mas, como tudo em seus filmes, uma janela nunca é só uma janela."

Essa frase de Hessel , ja me faz perder a vontade de ler o resto ...



Ben Ben (23/01/2011 20:15:59)   -1 -1
@Felipe, entendo o que diz, mas não é por aí. Eu curto o cinema alternativo, gosto de filmes europeus e japoneses e continuarei gostando, independente dessa bomba tailandesa.
O que me deixa irado é que cinema é junção de imagem e som, com alguma história (independente de ser boa ou não). Esse filme comete o abuso de ficar muitos segundos em um frame sem ter por que. Paisagens bonitas são bem retratadas em outra arte, a fotografia.
A história(?) não tem sentido e concordo que os que dizem que esse filme é bom está indo na onda dos 'especialistas' de Cannes.
Ah, por favor.



Felipe Felipe (23/01/2011 19:54:31)   0 0
Falou falou e não falou nada.

Se um gênio do cinema falasse que esse filme é uma merda, então seria uma merda. Mas o gênio falou que é bom, então é bom. Eu vejo muita gente falar bem desse filme só por que todo o mundo cult tá falando bem.

De fato é que nós, reles mortais, não entendemos nada, é um filme lento, muito lento e sem sentido. E chega a ser prejudicial ao expectador mais simplório.

Se há uma distância grande entre o grande público e o cinema não americano, esse filme só faz aumentar o abismo. Quem já não é engajado com o cinema mais alternativo, toma essa experiência como uma decepção, e materializa seus preconceitos contra os filmes alternativos.



Edu Edu (23/01/2011 15:38:39)   -3 0
Acho que o Hessel fumou meu tênis verde.

Brincadeira, não vi o filme ainda mas dou muita credibilidade para as críticas do Hessel e do Omelete por que, ao contrário do que acontece com muitos, elas sempre combinaram com meu gosto, e isso por que sou fã de filmes pipoca e Two and a Half Man, mas nada me impede de assistir um Antichrist por exemplo e gostar.

O problema é que você tem que se desligar pra ver alguns filmes, deixar seus preconceitos fora da sala, não falo dos seus critérios cinematográficos e da sua base de cinema, esses ficam com você, mas aquilo que você "pensa" que é bom pode ficar lá fora, o resultado pode ser uma grande surpresa.




sem avatar Edinei (23/01/2011 11:47:13)   -2 0
O que o Hessel fumou antes de escrever este texto???



Ben Ben (23/01/2011 03:47:39)   -1 0
Vi o filme hoje e IMHO não merece nem uma gema, quanto mais cinco ovos, afff.
É lento, muito lento, tediante e não faz sentido algum. Me faltam palavras pra expressar a decepção.

Fato é que de hoje em diante passarei longe de filmes muito elogiados pelo Hessel. Aliás a crítica faz juz ao filme "...o desafio de interpretar o seu cinema sensorial pode ser um exercício não só dispersivo como arbitrário." O quê?

Triste.



Renan Pacheco Renan Pacheco (22/01/2011 01:09:22)   -2 0
Esse é aquele tipo de filme que para aproveitar ao maximo e entender todas as idéias que o diretor quis trasmitir é só ir ao cinema depois de fuma um baseado.

Esse 5 ovos não quer dizer nada, o Anticristo também recebeu a nota alta, e puta filme chato.



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Marlos Marlos (22/01/2011 00:30:03)   434 0
Pareceu interessante. Verei.



Diego Calixto Diego Calixto (21/01/2011 23:41:28)   4 -1
Ah! Saquei! Voces só dão 5 OVOS para filmes CABEÇA... AHHH Eu sou um idiota mesmo... Vou começar a fazer as minhas próprias críticas!!!!!!!!!!!



sem avatar Lucas (21/01/2011 10:21:06)   1 1
O filme é lindo mesmo e não tem muito o que entender - é só você pensar que por duas horinhas da sua vida você não é um fã desesperado de filmes de super herois, que é a única coisa que interessa 99% dos leitores desse site. É uma outra forma de ver filmes, apenas, você precisa colocar sua cabeça em outra frequência, em outra forma de entender imagens. E que não tem nada de muito complicado - o enredo é até simples.

O gosto pelo cinema pop não tem nada de recrminável e diversão apenas pela diversão pipoca é muito legal - só que isso significa que há a necessidade desses preconceitos bestas que apareceram por aqui por causa de um filme um pouo diferente. De gente que não viu e não gostou, isso que é o pior.
Vocês podem até se entupir de two and a half man, mas não falem besteira antes de ver o filme ou saber do que se trata.

Quanto a crítica, há dois problemas: tá curtíssima e não justifica 5 ovos, mas até aí ok. O segundo problema é que é mais sério: não há necessidade de um texto tão polido , de vocabulário tão enrolado, visto que o público do ometele é visivemente outro. Mais legal seria comentar esse mesmo filme numa linguagem mais pop, menos abstrata e mais acessível, o que provavelmente levaria mais pessoas a ir ver o filme e compartihar da mesma visão de 5 ovos que o crítico.

No mais, Tio Boonmee é um nome muito legal e "Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas" ficou muito bacana enquanto nome nacional.
E, reitero, o filme é lindo.



Carlos Carlos (21/01/2011 09:14:59)   1944 0
Eu me sinto tão burro quando leio as críticas do Hessel. [2]

E esse filme parece ser bem louco...
E nesse tipo de filme que o Hessel deve concentrar suas energias!!

Deixando os filmes pipocas pro Forlani e o Borgo que conseguem diferenciar melhor os gêneros sem esperar muita complexidade e intelectualismo de filmes feitos para divertir o público e fazem suas críticas baseadas nisso...



Ad Samp Ad Samp (21/01/2011 03:09:52)   184 2
"o desafio de interpretar o seu cinema sensorial pode ser um exercício não só dispersivo como arbitrário"

Entender esse paradigma de Hessel, é um exercício maior do que entender o filme.



Edu Edu (21/01/2011 02:05:47)   -3 0
Esse eu vou assistir no cinema com meu tênis verde.



sem avatar Osmar (21/01/2011 00:44:26)   0 0
gente critico tem gostos estranhos mesmo, por issu vo pelo senso comum e visito o IMDB para tem noção de pontuação pois la quem vota eh o povo



Tuno Tuno (20/01/2011 22:34:42)   -1 0
Realmente ta dificil de ler a críticas do Hessel sem um dicionário.



Leandro Leandro (20/01/2011 21:13:06)   6 0
Esse negócio de vidas passadas e floresta me lembra o Anticristo, de Lars von Trier. Deve ser massa...



DDanilo DDanilo (20/01/2011 21:00:53)   -146 0
@gabriel sDm
Li uma critica sobre Mr Nobody cara diz que o filme é excelente!!
Ta ai o link da resenha

http://www.sobaminhalente.com/mr-nobody/

Obs: não tem propaganda no blog, ok? galera do Omelete!!



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DDanilo DDanilo (20/01/2011 20:17:08)   -146 0
O Hessel deu 5 ovos???????????????
Esse filme deve ser melhor do que Cidadão Kane!!!!!!!!!!



sem avatar Gabriel (20/01/2011 19:36:34)   110 0
sinceramente, esperava algo bom.

mas putz, a crise que o Weerasethakul tem em querer fazer um filme "cabeça", só deixa ele mais chato.

really Hessel? 5 ovos pra esse, mas pro "Escritor Fantasma" do Polanski só 2? Really?



DR. Zaius, ministro da ciência e defensor da fé! DR. Zaius, ministro da ... (22/10/2010 20:08:31)   815 0
um maravilhoso filme sem pé nem cabeça, que ninguém entende do início ao fim, fo HEAD, dos Monkees. Não entendo como não ganhpu a palma de ouro em Cannes...



gabriel sDm gabriel sDm (14/10/2010 12:59:56)   -1 0
Éh..fiquei curioso pra assistir, sempre bom ver algo mais alternativo pra variar. Hessel vc resenhar "Mr. Nobody"? estou curioso pra ler algo a respeito.



sem avatar lucas (13/10/2010 16:32:51)   8 0
Os filmes do Apichatpong são tão dificies de entender quanto seu nome.

Vc não pode simplesmente querer entender o filme pelas imagens, tem sempre uma metafora maluca.

Eu assisti um monte dele no CineSesc e não posso dizer que sai entendo 100%.

Mas os filmes dele sempre têm um requinte diferente.



sem avatar Ritter (13/10/2010 15:42:38)   0 0
Paulo Vinicius, não é realmente muito longe do que você escreveu não... :-)



sem avatar Paulo Vinicius (13/10/2010 13:41:48)   64 0
esse filme é bonzão ele mostra uma bexiga no teto e nos faz refletir sobre a condição da leveza quanto sentido metafisico da existencia e no fim com o estouro do balão nos faz refletir sobra a fragilidade que existe na própria existencia... UAU



sem avatar Ritter (13/10/2010 12:13:26)   0 0
Os comentários do Hessel estão muito na linha do que os críticos têm dito por aí sobre o filme. No entanto, eu vi Tio Boonmee e posso dizer que eu não entendi nada e, mesmo não exigindo que os filmes façam sentido (afinal, gosto muito de Buñuel), e Tio Boonmee não faz muito sentido apesar de eu ter certeza que há muitos significados enterrados debaixo de escombros enigmáticos, eu ao menos quero que os filmes não sejam chatos. Tio Boonmee é um filme muito, mas MUITO lento, chato mesmo, com cada seqüência de 20 a 30 minutos, uma sem conexão direta com a outra. Foi uma tortura assistir e, creio, fui acompanhado nesse sentimento (ignorante, talvez) por todo os demais no cinema já que ninguém falou nada quando saiu e ficou todo mundo com a maior cara de interrogação (isso sem contar os que foram embora antes de acabar).



sem avatar Tarcizio (13/10/2010 11:44:45)   0 0
Eu me sinto tão burro quando leio as críticas do Hessel.



sem avatar Capitão Obviedade (13/10/2010 11:39:27)   -10 -1
Eu já não tinha gostado do nome do diretor - "Apichatpong Weerasethakul"? - fala sério! Agora, depois de ler essa crítica, que não chego nem perto de um cinema que esteja essa coisa em cartaz.

Vou ver "Two and Half Men" que faz mais sentido...



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sem avatar Gabriel (13/10/2010 10:59:51)   110 0
taí um filme que quero mto ver... acho Weerasethakul um ótimo cineasta. Uma pena que esse deve demorar mto para estrear no circuito nacional...




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