21

Crítica: Um Olhar do Paraíso

Na escala de cores de Peter Jackson não há meios-tons

Marcelo Hessel
18 de Fevereiro de 2010

Um Olhar do Paraíso

Um Olhar do Paraíso

The Lovely Bones
EUA , 2009 - 135
Drama / Fantasia

Direção:
Peter Jackson

Roteiro:
Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson, Alice Sebold (livro)

Elenco:
Saoirse Ronan, Mark Wahlberg, Stanley Tucci, Rachel Weisz, Susan Sarandon, Rose McIver, Reece Ritchie, Michael Imperioli

Regular
um olhar do paraíso
um olhar do paraíso
um olhar do paraíso

O azul e o amarelo predominam na paleta setentista de cores de Um Olhar do Paraíso. Estão em contraste tanto nas cenas pós-morte (o mar e a areia, o campo e o céu) quanto na realidade (cortina alaranjada, livro de fotos azul, papel de parede amarelo, roupas azuis). Até o cabelo descolorido e a lente de contato de Stanley Tucci seguem esse esquema.

No mais, amarela é a calça e azul é a blusa de Susie Salmon (Saoirse Ronan), a protagonista e narradora da história, menina de 14 anos que depois de assassinada passa a observar, do além, a vida das pessoas que viviam ao seu redor. Existiria na escolha de cores do diretor Peter Jackson alguma intenção?

Coincidência ou não, azul e laranja são também as cores mais usadas em pôsteres de filmes hollywoodianos de uns anos pra cá. O contraste que já foi ferramenta de egípcios, impressionistas e já serviu ao filme Amor Além da Vida hoje está em todos os lugares. Teoricamente, são tons complementares: o azul transmite calma, o laranja, energia.

Mas o que há entre esses dois extremos de sensações? Essa é a pergunta que pontua o filme inteiro.

A dualidade se estende ao roteiro. De um lado temos o espectro de Susie em paisagens bucólicas observando tudo aquilo que perdeu, é o drama e a fantasia de Um Olhar do Paraíso, a cor azul. Do outro, a trama continua a se mover. Sempre que Susie sai de cena o mistério da morte se intensifica; é o lado suspense do filme, a cor amarela. Para ligar as duas pontas há mementos no além, como a bola de borracha, a menina oriental ou as cenas submersas, servindo de pistas policialescas.

Embora sejam vistosos os efeitos visuais que Jackson saca para pontuar esses mementos de ligação, ele tem dificuldade em conciliar as duas metades do filme. Há quem diga que o diretor trata muito levemente um tema pesado - afinal, a menina de 14 anos que agora dança fora antes estuprada e esquartejada - mas no fundo a questão é anterior. O que pega é que Um Olhar do Paraíso parece mesmo dois filmes opostos. Quando se fundem, como na cena de amor no final, a estranheza é inevitável.

Talvez a intenção seja essa: demarcar tudo o que diferencia a Terra do além. Aqui embaixo, vivemos em simulacros de felicidade - a casa de bonecas, o mundo supostamente perfeito da snowball, os barcos nas garrafas. O shopping, em particular, e o subúrbio das casas idênticas, de modo geral, são versões ampliadas dessas redomas. Não por acaso um outro claustro, o cofre, é peça-chave no filme.

Já no além tudo é horizonte e luz infinita. Câmera sempre em movimento lateral, com música. Não há ironia quando uma outra fantasma diz para Susie: "É claro que tudo aqui é lindo, aqui é o paraíso". Se Jackson, criado no gore, desconfia da beleza e da perfeição que nos cerca - um laço vermelho gigante não impedirá uma menina de morrer de leucemia, frisa-se no começo do filme -, o paraíso é à prova do céticos, onde cafonices como rosas gigantes, coretos e amantes latinos são instantaneamente aceitos, um terreno que dispensa reflexão.

Não há ironia no paraíso, mas talvez haja na frase final de Susie, desejando "uma vida longa e feliz" para nós. Dentro desse filme onde tudo é bicolor, estar vivo, para Jackson, é o verdadeiro motivo de luto.

 


Compartilhar

Galeria de vídeos

Comentários (21)

O Omelete disponibiliza este espaço para comentários e discussões dos temas apresentados no site. Por favor respeite e siga nossas regras para participar.
Partilhe sua opinião de forma honesta, responsável e educada. Respeite a opinião dos demais. E, por favor, nos auxilie na moderação ao denunciar conteúdo ofensivo e que deveria ser removido por violar estas normas.

Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

Mario Mario (16/12/2011 00:32:41)   49 0
achei esse filme bom, merecia mais 1 ovo.



Everaldo Menezes Hartmann Everaldo Menezes Hartmann (03/06/2011 21:10:32)   0 0
Nunca defendi o Marcelo em suas criticas . Mas, especificamente nesse filme (um olhar do paraiso) , o Jackson foi desacerbado demais no aspecto visual, num assunto que a simplicidade transparece sua pureza. o paraiso de jackson parecia mais o "país das maravilha " de Lewis carroll.
Acho que na epoca , as mortes recente de seus pais, influenciaram no seu trabalho .



nehemias nehemias (19/04/2011 10:15:28)   -4 -1
Fiquem quietos. Não adianta tentar defender. =x

O filme é bonito visualmente, mas é extremamente confuso em seu roteiro. Só um cabeça de amendoim para não perceber isso.

Sem falar que é pretensioso, ao empurrar essa crença de que você pode interferir na vida aqui, depois que já morreu.

A imagem do paraíso em si é bonita, mas não é capaz de dar a dimensão do que seria a vida após a morte, principalmente porque em qualquer espiritualidade séria se sabe que este corpo fica aqui. Portanto ter a imagem do corpo terreno em um lugar espiritual serve apenas para ilustrar isso ao espectador, para que ele não se perca e não desmonte a esperança que alguns tem de pensar que a vida após a morte seria parecida com a daqui.

Outras duas coisas visivelmente "duvidosas":
- A mulher que não consegue superar a dor e vai colher orquídeas.
- A vó das crianças vivida pela Susan Sarandon que chega na casa e protagoniza cenas pitorescas de pôr fogo no fogão sem querer e jogar espuma nas crianças ao lavar roupa, em meio a uma trama de suspense, em que o pai da menina tenta encontrar o assassino.
- A cena de romance com a fantasma, sem explicação alguma.

A gente precisa separar o emocional, nesses casos. Se você gostou muito do filme, parabéns. Mas não adianta você superestimar o filme, dando a ideia de que ele é melhor do que realmente é. Porque as pessoas percebem isso.

Peter Jackson também não é o melhor diretor da atualidade. Pelo menos a guria que ele escolheu pro filme é linda.

Sabe que eu achei o filme interessante e o que segurou foi mais o suspense do que a parte dramática e fantasiosa, que foram terríveis, mas o filme apesar de longo, segura a gente a ver até o fim. Mas o fim também é mal resolvido. Fica difícil. Alguns personagens, como o da menina morena, que parece ser fundamental, depois o diretor joga tudo fora num desfecho sem sentido.

E se for deixar seus sobrinhos ou filhos verem isso, avisem que se trata de um filme de que nada tem a ver com a realidade. Enfim, se for resumir o filme em uma só palavra é: confuso.


Mariana Mariana (06/11/2011 21:21:17)   0 0
Nehemias, acho que o fato de haver ou não vida após a morte, na realidade, não vem ao caso para avaliar o mérito do filme.

Tentar ver o filme sem a lente de nossas crenças e preconceitos é difícil, eu sei, mas é a melhor forma de avaliar corretamente. Claro que não dá pra falar do filme de uma forma totalmente neutra, sem levar em conta nossas simpatias e antipatias, mas como eu disse e repito, deve se tentar, ao menos, fazer assim quando se pretende analisar um filme.

Além disso, não entendi o que vc quis dizer com "coisas visivelmente duvidosas" ao se referir à reação da mãe e ao comportamento da avó no filme. Acha que não é possível que alguém, sem saber como lidar com a perda da filha num cenário de forte pressão familiar não poderia sentir necessidade de se afastar de tudo, fugir e procurar fazer algo mecânico com que ocupasse a mente para não sofrer? Acho perfeitamente pertinente no filme essa reação.

E, porque que vc acha que, por ser um filme carregado de suspense não poderia caber nenhuma cena que fugisse desse ritmo? Na sua opinião a única coisa que considera no filme é o suspense, a perseguição e o desfecho. Mas o filme é mais do que isso, mesmo que vc não tenha conseguido alcançar o resto. Vai ver foi por essa razão que vc o achou confuso.

Não, não acho que o diretor seja genial, mas acho que ele é muito bom e conseguiu fazer um filme inteligente, comovente, interessante e instigante, mesmo através de uma história inverossímil. Mas, quem disse que a arte cinematográfica deve reproduzir fielmente a realidade para ter valor?

Eu gostei principalmente da beleza e sensibilidade mostradas no paralelo entre o que ocorria na vida do pai e do que a menina sentia no "além". As imagens são muito bem feitas e, principalmente as que vc achou confusas como o buraco fundo que se abre na frente da garota, por exemplo, e o gelo que aparece quando ela conversa com a outra menina no além... tudo tem uma ligação com a história.

A cena do pai lembrando do assassino no dia do crime enquanto olha pra ele com a rosa seca na mão tb foi muito bem feita. Enfim, pode não ser uma obra prima, mas o filme não é tão raso como vc diz.

E essa coisa de "fiquem quietos, não adianta tentar defender" é muito bobo. E a pretensão foi sua em achar que o filme deveria dar a dimensão do que seria a vida após a morte. O filme dá a versão dele e isso é o que interessa na estória... ou vc não sabe ouvir uma estória?


Eduardo Eduardo (13/03/2011 15:05:36)   -8 0
O que o significado da escolha das cores no filme e etc, se são as cores mais usadas em pôsteres de filmes hollywoodianos de uns anos pra cá... Isso realmente interessa e é interessante?... Putz, fala sério, algum ser normal só se preocuparia com atuação, historia, climax e tantas outras caracteristica do filme e vc Marcelo Hessel, me vem com essa critica besta quanto sua cara de parede emassada!... Pega um pouco de bom senso com o Borgo. Infelizmente sua critica foi um desastre!



sem avatar Josy (15/02/2011 14:57:35)   2 0
Que me perdoe o critico, mas PJ é de longe o melhor diretor atual, e esse filme é uma obra incrivelmente completa.



sem avatar Popeye (03/01/2011 21:03:21)   -1 -1
Eu vo te contar viu,o Omelete deve escolher melhor seus criticos, porque o cara escreveu umk monte ai em cima e não disse nada. Não estamos interessados em saber das cores que o filme tem, so queremos saber se o filme é bom ou ruim, e isso ele não disse!!!

Vc abre o site e tem até preguiça de ler um texto enorme desse que não diz nada!!

O filme é muito legal! Não é um ótimo filme, mas convence sim!!



Matheus Matheus (20/11/2010 20:14:15)   31 0
Embora as criticas negativas, eu gostei desse filme, e me fez ter um interesse maior em seus atores, já conhecia a maioria, mas por poucos filmes. Acho que a expectativa foi exagerada, mas é o Peter Jackson...



sem avatar SAMUEL (01/10/2010 15:39:04)   -1 -1
Aff, que crítica mais "no-sense".

Só fui assistir o filme essa semana por causa desses "críticos" metidos a intelectuais que estão mais preocupados com as "cores do filme" do que a obra propriamente dita.

Pô galera do Omelete, se liga né? Isso é crítica de filme ou de Cromoterapia?

Fala sério né?

Tem uns críticos que se preocupam tanto em filosofar, que se esquecem do principal ao escreverem uma crítica: Falar se o filme é bom ou ruim!

Mais simplicidade ajuda!



sem avatar liajfmg (30/09/2010 21:25:07)   -1 -1
Por que que crítico sempre se acha???????
Fazem uns comentários idiotas sem pé nem cabeça... querem filosofar???? vão fazer faculdade de filosofia!
Por favor Srs. críticos, se limitem a dizer se o filme é bom, ótimo ou ruim....
Eu assisti esse filme e amei!!
Ainda bem que nunca leio "crítica" de supostos críticos antes de assistir.. prefiro eu mesma tirar minhas conclusões..



Diego Diego (22/08/2010 16:23:55)   1 1
Há um tempo eu não me conectava tanto com a emoção que um filme está tentando transmitir, sendo na hora da tensão, como quando o assassino surpreende a irmã da garota morta, ou no drama, como quando Susie encontra as outras garotas, ou quando ela volta e em vez de se preocupar em impedir o assassino, ela apenas faz o que queria fazer se estivesse viva... lindo filme, linda trilha, emocionei demais, em todos os sentidos!!!

Realmente concordei muito com o que o Alexandre falou... "Hoje no Brasil estamos condenados a ter meia duzia de criticos filosóficos ..."



gisele gisele (18/07/2010 15:44:53)   -1 0
de fato um filme para quem tem fé(no sentido amplo da palavra)de resto historias boas pouco exploradas, o filme ficou muito concentrado justo no assunto que o diretor menos criou que é o plano intermediario entre ceu e terra,nao me agradou ,muito surrealista e muito fisico,Rachel Weisz nada fez neste filme,papel jogado fora,levo em consideração do filme, as interpretações de Saoirse Ronan e Stanley Tucci.toda a dinamica do assassino é muito boa e curiosa,daria um filme a parte.



Jose Antonio Jose Antonio (12/07/2010 19:27:35)   -1 1
Maravilho! Uma pena que tenha sido massacrado pela crítica que parece não ter lido o livro. O maior mérito do filme foi não usar a violência que é muito comum nesse tipo de produção.
Peter Jackson acertou novamente! Um misto de O Mistério da Libélula com Amor Além da Vida.
Merece destaque Stanley Tucci, em mais uma atuação impecável - um dos melhores atores da atualidade.



Ricardo Ricardo (12/07/2010 16:21:31)   0 0
Fraco. Nota 6. Boa história, porém mal aproveitada. Sem ritmo. Sem conexão entre as cenas do "paraíso" com a vida real. Parecem 2 filmes diferentes. Arrastado. 20 minutos a menos faria bem.
Tudo muito over. Sr. Jackson, menos ainda é mais, nestes casos. Isso vale para a narração em off também, totalmente desnecessária.

http://viajandocomocinema.blogspot.com/



Igor Igor (29/06/2010 10:11:58)   68 0
Achei um ótimo filme. Quero ter o livro assim que puder.



RG Filmes Inc. RG Filmes Inc. (23/06/2010 03:43:00)   -1 0
Um Olhar No Paraíso
Um aviso aos cineastas de todo o mundo se você tem filme pessoal para fazer e não for James Cameron com seu Avatar desencane não faça pelo bem do cinema Peter Jackson que o diga o cara veio da trilogia O Senhor dos Anéis e depois o bom e muito bem feito remake de King Kong de repente muda de gênero e decide fazer este drama espírita.
Por que tinha tudo para dar errado M.Nigth Shymalan estava em seu auge foi fazer a Dama da Água sua carreira foi pelo ralo. isso e constante entre atores e diretores são raras exceções que dão certo como A Paixão de Cristo de Mel Gibson e errado são varias como,Waterworld, de Kevin Costner entre outros.
Um olhar no paraíso poderia ser um bom filme tem um temo comercial espiritismo ainda mais retratado pelo olhar de uma garota violentada e morta pelo vizinho pedofilo.
Resumindo pegue uma mistura de Amor Alem Da Vida (longa sucesso de publico em 1998) com um assunto emergente em evidencia pedofilia e ainda mais com um diretor respeitadíssimo por trás o que aconteceu adivinhem não deu certo o filme tem uma bela fotografia e um bom ator coadjuvante Stanley Tucci e só.
A historia e sobre Susie Solmon que tem uma boa família e um forte elo com seu pai interpretado Mark Walberg ate maior do que com sua mãe interpretada pela sempre bela e competente Rachel Weisz. Susie um dia após a aula acaba encontrando seu visinho(Tucci)famoso por tratar bem a todos no bairro e ser acima de qualquer suspeita no caminho ate sua casa e acaba sendo convencida a conhecer um esconderijo que segundo ele e só para crianças chegando La a garota se encanta pelo local mas logo decidi ir embora e acaba sendo morta e violentada por seu vizinho e seu corpo não e encontrado .Dai a angustia da família em busca pela filha começa e junto com a deles também de Susie que m,esmo morta não se desliga de nosso mundo por inteiro e vive numa espécie da realidade(com direito aquele velho clichê do gênero que já vimos em outros longas do gênero onde este lado pôs morte parece com uma pintura com direitos a paisagens e etc.) paralela nos observando sem saber de inicio o que houve com ela e aos poucos conforme vai descobrindo o que aconteceu pelas as atitudes e tristeza de seus familiares e de outras garotas que ela encontra neste outro universo e se da conta da verdade.
O filme se arrasta e se corna cansativo em sua meia hora final juro que parecia mais de uma hora não só 30 minutos tem o desfecho previsível que todos já esperávamos.
Agora se ele vai mudar a carreira de Peter Jackson e a pergunta, mas interessante a se fazer por que sobre o filme não me deixou perguntas nem curiosidade nenhuma no fim a não ser de quanto tempo faltava para acabar.
Avaliação:
Filmes Inc. 5
Publico: 7,5
Critica: 5



Β•Я•Ц•Ŋ•Ø Β•Я•Ц•Ŋ•Ø (19/05/2010 22:39:15)   16 0
Soooooono. Só na terceira tentativa consegui seguir com o filme até o final. Talvez por isso ñ entendi algumas coisas como: o pq de o sujeito construir aquilo naquele lugar (sem ngm perceber) e dps dar àquilo aquele fim (idem), só pra fazer aquilo lá uma única vez, e ainda deixar vestígios; estou exigindo mta lógica de um filme do gênero?

Talvez pq li a crítica antes, fikei reparando nas cores e isso me incomodou mto. Oq salvou mesmo, pra mim, foi Stanley Tucci.



sem avatar Alexandre (26/04/2010 10:07:24)   0 0
O filme é ótimo, o pessoal do omelete com sua critica de cromoterapia me fez desistir de ir ao cinema na primeira vez e depois com um impulso de ser normal sem "simulacros de felicidade", fui e gostei.
As criticas estão cada vez mais confusas, saudades dos comentários do EPIPOCA e da revista SET.
Hoje no Brasil estamos condenados a ter meia duzia de criticos filosóficos ..



sem avatar Luiz (25/03/2010 09:30:19)   0 0
Ótima fotografia! Um filme igual a todos do gênero, mas interessante de ver! Estou achando apenas que o cinema está meio apagado ultimamente, histórias medianas, mesmos assuntos de sempre e filmes muito parecidos uns aos outros... acho que acabaram as idéias..



Silmara Silmara (23/03/2010 19:45:57)   0 0
Não posso negar meu nível de empolgação em saber que Peter Jackson estava nos bastidores deste filme...e tal foi minha surpresa com o que presenciei no cinema. Belas imagens, uma narrativa interessante, as cenas mundo real x paraíso são bem interessantes e no quesito interpretação eu daria o mérito a Stanley Tucci pelo seu personagem...e mais, até que foi possível segurar a trama, mesmo depois de sabermos o assassino (o que pode-se considerar até incomum), mas este longa poderia ter acabado uns 30 minutos antes... onde não me sentiria profundamente frustrada com a cena em que a doce Susie Simon "volta dos mortos" para concretizar o tão almejado primeiro (e último) beijo; bem como a cena da morte do assassino, que é de uma imbecilidade astronômica, sem contar na afronta a inteligente de qualquer ser pensante!
I ovo e 1/2!

Inté!



Davidson Davidson (22/03/2010 22:57:04)   -2 0
Se não funciona como filme dramático, a história policial não ajuda muito. Não vejo muita graça quando o assassino é informado logo de cara.
Saoirse Ronan faz um belo trabalho como Susie. Se falta algo ao filme a culpa não é dela assim como também não é de seus "pais" (Mark Whalberg e Rachel Weisz), que convencem bastante. Realmente Jackson ainda está devendo algo que se equipare ao filmes que ganharam tantos prêmios.

Esse resenha completa e outras resenhas em : http://resenhafilme.blogspot.com/




None