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Crítica: Up - Altas Aventuras

A nova lição de cinema da Pixar

Érico Borgo
03 de Setembro de 2009

Up - Altas Aventuras

Up - Altas Aventuras

Up
EUA , 2009 - 96 min.
Animação / Aventura

Direção:
Pete Docter e Bob Peterson

Roteiro:
Bob Peterson

Elenco:
Christopher Plummer, Edward Asner, Jordan Nagai

Excelente
Up
Up
Up

Inverno de 2008. Passo a tarde encarando o monitor, buscando alguma inspiração para escrever sobre um dos filmes mais geniais do ano e uma das melhores animações de todos os tempos, Wall-E. Enquanto tento encontrar uma frase de abertura digna do longa-metragem, penso em como o Pixar Animation Studios muito provavelmente alcançou seu ápice.

Inverno de 2009. Passo a tarde encarando o monitor, buscando alguma inspiração para escrever sobre um dos filmes mais geniais do ano e uma das melhores animações de todos os tempos, Up - Altas Aventuras. Enquanto tento encontrar uma frase de abertura digna do longa-metragem, penso em como o Pixar Animation Studios muito provavelmente jamais alcançará seu ápice.

A cada ano, a cada filme, o estúdio de animação mais autoral do cinema mainstream segue sua carreira de constante superação. E daí se os analistas da indústria acham que um filme estrelado por um velhinho será um fracasso, derrubando com a declaração as ações da Walt Disney Pictures?

Enquanto as gravatas lógicas vivem num presente feito de preconceitos e "cases de sucesso", John Lasseter e sua equipe operam numa criativa dimensão paralela, em que méritos passados são mero guia do que não fazer a seguir. Na Pixar, nada é amainado para vender mais bonecos ou facilitar a comercialização... o que interessa é o desafio de deturpar o estabelecido, criando algo novo no processo e reinventando o que se entende como um filme-família - ainda que a inovação signifique um retorno às raízes do cinema.

E se o mercado anseia por robôs gigantes, ação mutante descerebrada ou sextas partes de sagas, o estúdio de animação apresenta a mais inusitada Dupla Dinâmica que se tem notícia: Carl Fredricksen, 78 anos; e Russell, 8. O primeiro é um amargurado vendedor de balões aposentado e viúvo. O outro, um alegre e esforçado escoteiro. Na aventura, ambos voam inadvertidamente juntos ao sul, em uma casa içada por milhares de balões multicoloridos. A trama inclui ainda elementos da história clássica de Arthur Conan Doyle, O Mundo Perdido (1912), em que um explorador traz de uma expedição à América do Sul ossos de um pterodátilo. Denunciado como uma fraude, o aventureiro retorna à selva com o intuito de capturar um espécime vivo.

Pete Docter (Monstros S.A.) e Bob Peterson, os diretores e roteiristas de Up, conseguem fundir essas premissas longínquas - e o fazem com ação intensa e uma dose de emotividade que só encontra paralelo nos antigos clássicos Disney (a cena em que Carl encontra coragem para abrir o diário da esposa falecida produz lágrimas suficientes pra salgar o saco de pipoca). A Era de Ouro das animações, aliás, é referenciada em vários momentos, uma homenagem dos animadores-autores de hoje aos seus antecessores-desbravadores da Disney.

A aula de história do cinema não para por aí. Se Wall-E deu uma abordagem clapliniana à ficção científica, o novo filme abusa de outros recursos consagrados - e lamentavelmente quase esquecidos - da Sétima Arte, usando de maneira brilhante lições aprendidas com mestres como Orson Welles. "Eu não acredito que palavra alguma possa explicar a vida de um homem", disse um dos personagens de Cidadão Kane, e a introdução de Up - que traz à mente a famosa cena da mesa do filme de Welles - é prova incontestável disso.

Realmente, palavras jamais fariam justiça à vida de Carl Fredricksen. Essa honra cabe apenas à Pixar.


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Comentários (10)

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Diego Francisco Diego Francisco (09/01/2012 09:58:42)   810 1
Que filme emociante, drama puro.

Merecia uma granja inteira.



sem avatar Christian Ordoque (25/08/2011 21:21:01)   1 1
Filme bom, ainda que meio ralo, bons momentos de ternura. A Pixar faz animação para adultos, achei um pouco longo, mas emociona muito em alguns momentos. Nota 7



recon recon (10/02/2011 20:05:08)   12 0
Omelhor omelestre filme de 2008!



edgar edgar (09/02/2011 11:50:59)   110 1
Épico...
não achei Wall-e o melhor da Pixar pra min era Ratatouille o melhor!hje é Toy Story 3 más em 2009 eu acreditei que a pixar não conseguiria superar UP!
Hje eu sei que pra Pixar não existe barreiras...

personagens carismaticos,Trilha sonora linda,animação perfeita,roteiro FODA,Direção épica,edições de som como todos os filmes da Pixar vale oscar
5OVOS NA LATA.



R@finha R@finha (29/12/2010 16:27:01)   5 1
Otimo um dos melhores de 2009!



sem avatar Thyn (24/07/2010 21:42:09)   1 1
Muito bom mesmo... Nunca pensei em chorar vendo desenho.



sem avatar Dérick (22/06/2010 00:01:48)   -24 0
Achei que o começo vale mais do que o resto do filme.
É incrível ver a tragetória dos dois, muito emocionante.

A Disney, como sempre, consegue fazer uma simples história se transformar em algo incrivelmente fantástico.


Luis Luis (21/02/2012 16:56:39)   -78 0
A Pixar né.. Quando a Disney faz algo sozinha não sai nem metade de quando trampa com a Pixar!

www.grupoluisfernandoinc.blogspot.com


LordMarcio LordMarcio (25/03/2010 17:37:30)   -13 0
fantástico!!!
É de se emocionar... achei até pesado d+ a dramaticidade p/ criança ver! rsrsrs



Alessandro Alessandro (23/03/2010 00:16:42)   5 0
Meu, realmente é um filme lindíssimo! A pixar é demais mesmo, sem dúvidas, está além de estereótipos!
As cenas mudas da vida de Fredricksen são perfeitas...

nota mil




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