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Escorregando para a Glória

Will Ferrell e Jon Heder em comédia de patinação artística

Érico Borgo
09 de Agosto de 2007

Escorregando para a Glória

Escorregando para a Glória

Blades of Glory
EUA , 2007 - 93
Comédia

Direção:
Josh Gordon e Will Speck

Roteiro:
Jeff Cox, Craig Cox, John Altschuler, Dave Krinsky

Elenco:
Will Ferrell, Jon Heder, Will Arnett, Amy Poehler, Jenna Fischer, William Fichtner, Craig T. Nelson, Romany Malco

Bom
2

Costumamos reclamar das receitas de sucesso de Hollywood para comédias - mas o fato é que quando eles as seguem direitinho, não dá muito pra resistir ao resultado.

Escorregando para a Glória (Blades of Glory) é uma sucessão de clichês, uma piada pronta com 93 minutos. Mas Will Ferrell (Mais estranho que a ficção, Ricky Bobby - A Toda Velocidade) está lá. E Jon Heder (Napoleon Dynamite, Escola de idiotas) também.

Os dois estão hoje entre os atores mais engraçados da indústria - em parte porque levam extremamente a sério seus projetos e não têm medo algum do ridículo. Caras-de-pau mesmo. De que outra maneira um filme sobre caras de colante espalhafatoso dando piruetas coreografadas no gelo daria certo?

Escrita pelos estreantes Craig e Jeff Cox, a comédia fala de dois astros rivais da patinação artística - a "máquina do sexo" Chazz Michael Michaels (Ferrell) e o "jovem prodígio" Jimmy MacElroy (Heder) - que, depois de serem banidos das Olimpíadas de Inverno por conduta violenta, precisam deixar a rivalidade de lado para retornar ao pódio. Para tanto, descobrem uma brecha nos regulamentos do comitê olímpico e formam a primeira dupla masculina da história do esporte. Will Arnett e Amy Poehler, veteranos do Saturday Night Live, interpretam seus arquiinimigos no esporte, um casal de irmãos um tanto incestuoso.

As piadas mandam o politicamente correto às favas: caçoam de grupos de apoio (uma das melhores cenas do filme), escracham o esporte olímpico pouco, digamos, "macho", e pioram a já homoerótica modalidade trocando as curvas da parceira por uma barriga de chope. As coreografias - o 69 circular e especialmente o doloroso choque dos assoalhos pélvicos, clímax da primeira, que os classifica para os Jogos de Montreal - são histéricas.

Ferrell e Heder, que não sabiam patinar nem pra salvar suas vidas parecem ter se divertido como nunca - e isso faz toda a diferença. Vale o ingresso, nem que seja pra se safar da "Dança no Gelo" do Domingão do Faustão.


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