0

Assista Agora

EXCLUSIVO: Omelete entrevista Kevin Spacey

O Lex Luthor de Superman - O retorno

Marcelo Forlani
12 de Julho de 2006


A primeira imagem divulgada de Spacey como o vilão Lex Luthor

Spacey e Parker Posey

No set com Brandon Routh
e Bryan Singer

No set do trenzinho

A bordo do Gertrude

Demorou mais do que o esperado, mas finalmente conheci Kevin Spacey. Eu ia entrevistá-lo há uns três anos, na época do lançamento do thriller A vida de David Gale, mas ele acabou cancelando na última hora. Desta vez, não tinha como escapar. Fui convidado pela Warner Bros. a ir até a cidade do México para cobrir a première latino-americana de Superman - O Retorno. Logo depois da entrevista coletiva, tive cinco minutos de conversa com o astro de Beleza Americana e Os suspeitos. Trajando um belo terno, Kevin Spacey não foi o mais simpático dos convidados (veja nos próximos dias entrevistas com Kate Bosworth, Brandon Routh e Bryan Singer), mas não nos deixou na mão.

Antes deste filme sair houve outros projetos para um filme do Superman e seu nome esteve atrelado a alguns deles. Você chegou a ler algum dos roteiros?

Kevin Spacey: Não. Eu cheguei a me encontrar com o Tim Burton uns nove ou dez anos atrás, tivemos uma prazerosa reunião, mas nunca me ofereceram o papel e eu nunca fiz o filme.

O que chamou sua atenção neste projeto?

O que eu mais queria era trabalhar com o Bryan Singer novamente porque o conheço e confio nele. Depois de conversar sobre o que ele queria fazer e tendo a impressão de que ele era o diretor certo para este projeto, eu aceitei o papel antes mesmo de ler o roteiro. Depois, quando recebi o script eu disse Claro! Ele sabe mesmo o que está fazendo. Todo o resto é uma conseqüência de um motivo principal chamado Bryan Singer.

Fisicamente, a diferença entre você e o Lex Luthor é obviamente mínima, apenas o cabelo raspado. Mas, como pessoa, são duas coisas completamente diferentes. Você fez algum trabalho específico para achar o personagem?

Ou o personagem está no papel, ou não está. Neste caso, estava, e eu tinha também um diretor que sabe o que quer e que, seguindo sua visão do filme, consegue passar não só para os atores, mas para todos os departamentos tudo isso. Meu trabalho é interpretar a idéia de outra pessoa. Tudo o que eu fiz foi ter a sorte de contar com dois roteiristas e Bryan, que tiveram ótimas idéias.

Qual foi o grande desafio?

Eu não uso palavras como desafio quando estou fazendo um filme. Em especial quando é um filme tão divertido e leve que te proporciona tantos bons momentos. O que todos queríamos era tentar honrar a idéia de que este filme era uma continuação do longa feito pelo Richard Donner. E, no meu caso, tentar fazer um personagem que tivesse algumas similaridades, mas fosse diferente dos anteriores.

É diferente fazer um papel que já foi interpretado antes?

Não, porque eu venho do teatro. E nós temos uma filosofia de que não possuímos os papéis, nós os tomamos emprestado por um tempo. Eu já vi inúmeros Ricardo III e Hamlets e acho que a parte legal é justamente ver o que os outros atores farão com o mesmo papel.

Em alguns momentos, Lex Luthor é cômico e em outros é sombrio. Como é para você levar o personagem de um sentimento para o outro?

Isso faz parte do ser humano. Todos somos assim. Qualquer um pode ser engraçado em um momento, triste no outro, bravo no seguinte. Tento achar o ser humano dentro do personagem, em vez de fazer um [fazendo aspas com as mãos] vilão ou agora ser malvado. Você tem que achar as palavras que vão ligar e fazer o personagem ganhar vida. Você não pode interpretar tudo isso. Você tem que conseguir trazer à tona o máximo de profundidade possível para torná-lo um ser humano e não apenas uma idéia.

Você já está contratado para as seqüências?

Se eles decidirem fazer, eu estou dentro.

Mas não tem contrato para isso ainda...

Acho que ainda nem foi decidido se eles vão fazer outros filmes, então, não há como eu ter contrato.

E, pra terminar, que história é essa de você andar pelo set puxando um boneco do Superman?

[Carregando sua voz com ironia] Eu queria que o Brandon se sentisse bem-vindo, seguro e protegido. Então, montei este carrinho de golfe com várias kryptonitas em volta, o logo do Superman cortado na frente, e ficava o tempo todo puxando um boneco do Superman com uma corrente e usando uma buzina que falava Superman deve morrer! Superman deve morrer! (risos)

Especial Superman - O retorno


Compartilhar

Comentários (0)

O Omelete disponibiliza este espaço para comentários e discussões dos temas apresentados no site. Por favor respeite e siga nossas regras para participar.
Partilhe sua opinião de forma honesta, responsável e educada. Respeite a opinião dos demais. E, por favor, nos auxilie na moderação ao denunciar conteúdo ofensivo e que deveria ser removido por violar estas normas.

Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.


None