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Aos treze

Aos treze

Pedro Hunter
16 de Outubro de 2003

Aos treze
Thirteen
, 2003
EUA, Inglaterra
Drama - 100 min.

Direção: Catherine Hardwicke
Roteiro: Nikki Reed

Elenco: Evan Rachel Wood, Nikki Reed, Holly Hunter, Jeremy Sisto, Brady Corbet, Deborah Unger, Kip Pardue, Sarah Clarke, Vanessa Anne Hudgens

Quando um filme começa com uma linda adolescente olhando para a tela e pedindo para a espanquem, você sabe o que esperar dele: Apelação!

Aos treze (Thirteen, de Catherine Hardwicke, 2003) é uma daquelas películas feitas para alertar as crianças dos riscos de drogas, más companhias e sexo na adolescência. Contém todos os elementos do gênero: uma protagonista burra e com tendências autodestrutivas, uma amiga aproveitadora disposta a levar a coitadinha para o mau caminho e uma família completamente despreparada para educar uma adolescente.

O roteiro é exatamente o que se espera.

A jovem Tracy de 13 anos, impopular na escola embora mais bonita do que qualquer garota dessa idade que eu já tenha visto (não surpreende, já que a atriz Evan Rachel Wood tem mais de treze anos...), junta-se à popular mas descontrolada Evie Zamora, que rapidamente se infiltra na sua vida e a conduz para o mau caminho, aproveitando-se da incapacidade de sua mãe riponga (Holly Hunter, em boa atuação) e do resto da família em orientar a menina corretamente.

A trama é baseado nas experiências da atriz (e co-roteirista) Nikki Reed (que interpreta Evie Zamora) quando esta tinha 13 anos (sim, ela também já é mais velha do que isso...). Difícil dizer se os acontecimentos foram exagerados para propósitos dramáticos ou não, mas não vem muito ao caso. O propósito do filme é apenas chocar, e isso ele faz muito bem.

Porém, nem tudo é ruim na produção. As atrizes principais estão muito bem em seus papéis e a fotografia é criativa e eficiente.

Mais importante, o resultado não tem a aparência artificial e asséptica das produções hollywoodianas, mas também não parece uma tosqueira feita em casa com orçamento de três reais, isso lhe dá uma aparência de realidade que ajuda a contrabalançar os piores excessos do roteiro. Se isso não o torna algo mais do que um filme educativo bem disfarçado, ao menos, deixa-o mais convincente.

Enfim, leve as crianças se quiser alertá-las contra os malefícios das drogas. Se não houver necessidade, procure uma obra mais interessante.


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