Galera, para que esse radicalismo? Gostei muito dos dois filmes! Vi o primeiro aos 16 anos, na primeira vez em que passou na Globo - podia tê-lo visto no cinema no ano anterior, mas não me interessei, na época. Curiosidade: quando foi lançado nos cinemas brasucas os "brilhantes" tradutores cortaram o "Karate Kid" do título e o filme foi exibido simplesmente como "A Hora da Verdade"! Um ano depois, em 1986, como a continuação estava para ser lançada, a Globo exibiu o primeiro filme e aí, sim, manteve o título original: "Karate Kid - A Hora da Verdade".
Vi o segundo Karate Kid 14 vezes NO CINEMA! Eram outros tempos, podíamos entrar nos cinemas de rua, e não de shopping, e ver quantas sessões quiséssemos, sem que nenhum funcionário viesse nos expulsar!
Digo isso para demonstrar o quanto essa série é nostálgica para mim - vi o terceiro filme, por exemplo, nos meus últimos dias de segundo grau, ou seja, prestes a encerrar uma etapa da minha vida. Coincidentemente, o Daniel Larrusso também estava se despedindo das telas, o que tem, para mim, um efeito um tanto simbólico daquela época.
Nada disso me impediu, porém, de apreciar o novo Karate Kid! Inclusive, a nova versão estimulou o lançamento em dvd dos filmes originais, o que me permitiu tê-los e assistir ao primeiro, finalmente, com som original! Achei o novo filme muito bem produzido e gostei muito das novas soluções para explicar a história - a perda da família do Sr. Han, diferente do que aconteceu com a família do Sr. Miyagi, por exemplo. E, sinceramente, o fato do Dre aprender kung-fu, e não karate, não me incomodou em nada. Na verdade, acho que o Ralph Macchio comeu mosca ao negar uma participação no filme! Eu adoraria revê-lo e talvez tivesse dado uma ajuda à sua carreira, que empacou depois que a série original acabou.
O filme me lembrou de uma época muito mais simples da minha vida, de pessoas com quem convivia (inclusive de colegas que foram comigo ao cinema ver os filmes antigos!) e que não vejo há muito tempo... E hoje o tenho em dvd aqui em casa, junto com os quatro antigos. É, tenho, também, o quarto filme, com a Hillary Swank!
Pessoal, estamos falando de filmes! De épocas diferentes! Não há razão para ofensas quando se trata de gosto, uma questão tão pessoal! Não vamos nos transformar em uma espécie de torcidas organizadas de futebol, nas quais um bando de boçais, infelizmente, não pensa em nada melhor para fazer do que xingar e embolachar (ou até pior...) os outros! Todos gostamos de cinema e acredito que essa nossa característica em comum é bem maior do que qualquer preferência por este ou aquele filme.
Um abraço para todos e desculpem o loooongo texto!