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Kirikou 2 - Os animais selvagens

Pequeno africano de Michel Ocelot ganha nova aventura nos cinemas

Fábio Yabu
13 de Setembro de 2007

Kirikou 2 - Os animais selvagens

Kirikou 2 - Os animais selvagens

Kirikou et les bêtes sauvages
França , 2005 - 75
Animação / Fantasia

Direção:
Michel Ocelot e Bénédicte Galup

Roteiro:
Philippe Andrieux, Bénédicte Galup, Marie Locatelli, Michel Ocelot

Bom
1
2

Você certamente não verá uma miniatura de Kirikou no McLanche Feliz. Um menino africano totalmente nu, rodeado pela sua tribo igualmente pelada não é algo que ajude a vender sanduíches. Mas isso não quer dizer que o personagem principal de Kirikou 2 - Os animais selvagens (Kirikou et les bêtes sauvages, 2005) não seja interessante.

A trajetória de Kirikou, de Michel Ocelot, começou em 1998, em Kirikou e a Feiticeira. Vencedor de múltiplos prêmios ao redor do mundo, o filme rendeu uma sequência em 2005, que as salas brasileiras só estão recebendo agora. A nova aventura, dividida em quatro curtas, se passa antes do final do primeiro filme, quando Kirikou já é adulto.

Seu pensamento é tão rápido quanto as suas pernas, que percorrem a savana africana levantando poeira por onde passam. Eloquente, ele contesta as decisões dos adultos em sua tribo e assume sozinho a liderança quando a Feiticeira Karabá apronta suas maldades. Entre um triunfo e outro, a tribo comemora cantando uma grudenta canção que vai fazer adultos e crianças sairem do cinema cantarolando alegremente algo que lembra o francês.

Assistir a Kirikou é quase como ouvir uma história sendo contada por nossos pais ou avós, em que os fatos relatados se apóiam muito mais na imaginação do ouvinte do que em estímulos visuais. Por isso, verdade seja dita, certas cenas do filme, como os "Feitiços", são pouco mais do que desenhos estáticos arrastados pela tela. Já outras, como o passeio de Kirikou agarrado à cabeça de uma girafa, trazem uma experiência visual mais agradável, e conseguem capturar a variedade de cores e formas da África.

E como em toda fábula africana, aqui não há espaço para animais humanizados. Os tais "animais selvagens" do título assim o são por todo o filme, sem espaço para maniqueísmos ou recursos disneyescos. A hiena ataca a tribo de Kirikou ao se sentir ameaçada, as abelhas o picam sem dó, e enquanto os "Feitiços" querem esfolá-lo vivo, a girafa só se preocupa em comer. Isso sim é Hakuna Matata.

A animação, que consumiu 4 anos de trabalho e meio milhão de desenhos feitos à mão, conta também com algumas cenas em 3D. As crianças menores certamente não vão reparar, mas talvez seus irmãos mais velhos, criados a base de PS2, Nemos e Shreks, fiquem incomodadas com a limitação da técnica, por vezes parada demais. A comparação com os gigantes é um tanto injusta, mas explica porque o filme chegou com 2 anos de atraso ao Brasil e em apenas poucas salas. Afinal, Kirikou pode salvar sua tribo de Karabá, fazer e vender vasos de barro, mas em se tratando de sanduíches já é bem diferente.



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