A adaptação para as telas do clássico da ficção científica cyberpunk dos anos 80, Neuromancer, de William Gibson, anunciada em maio de 2007, enfim vai sair do papel.
Direto do mercado de Cannes, as produtoras Seven Arts Pictures e GFM Films anunciaram que conseguiram vender o filme, nos três primeiros dias de festival, para distribuidoras em alguns territórios, a maioria na Ásia, incluindo Coreia do Sul, Tailândia, Taiwan, China e Índia, além de Polônia e Oriente Médio.
Negociações com distribuidoras de Alemanha, EUA, França e Reino Unido estão em curso. Esses acordos de pré-venda são, em muitos casos, essenciais para bancar o orçamento de filmes médios. O comunicado avisa ainda que o trabalho nos efeitos visuais já começou e que a filmagem acontecerá em Istanbul, Tóquio, Londres e no Canadá, nos primeiros meses de 2012.
Na história, num futuro apocalíptico em que a comunicação "banda larga" se dá em nível cerebral, um hacker talentosíssimo cruza o caminho virtual das pessoas erradas e tem seu sistema nervoso danificado por uma droga potente, como forma de retaliação. Agora, incapacitado, destruindo-se com drogas e sexo no submundo do Japão, ele tenta achar uma cura no mercado negro da bioengenharia. É quando um grupo clandestino o tira das ruas e, em troca dos talentos do hacker, promete consertar seu sistema neurológico.
Assim como o trabalho anterior do diretor Vincenzo Natali, Splice, Neuromancer é uma produção canadense e europeia. O filme tem orçamento de 70 milhões de dólares.
Leia a crítica de Neuromancer
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