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O perfume - A história de um assassino

A adaptação para as telas do romance de Patrick Süskind

Érico Borgo
25 de Janeiro de 2007

O perfume - A história de um assassino

O perfume - A história de um assassino

Das Parfum - Die Geschichte eines Morders
Alemanha/Espanha/França , 2006 - 147
Suspense

Direção:
Tom Tykwer

Roteiro:
Andrew Birkin, Bernd Eichinger, Tom Tykwer

Elenco:
Ben Whishaw, Dustin Hoffman, Rachel Hurd-Wood, Alan Rickman, Francesc Albiol, Sian Thomas, Michael Smiley, Perry Millward, Alvaro Roque, Franck Lefeuvre, Sam Douglas, Jaume Montané, John Hurt

Bom
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Todo filme baseado num romance conhecido nasce coberto de apreensão e carregado de expectativa. Mais ainda quando é um best seller querido e cultuado por muitos, como o suspense O perfume, de Patrick Süskind.

Projetos desse tipo costumam passear por produtores e levam anos para serem produzidos. Com este não foi diferente. Até Ridley Scott esteve interessado um tempo em levá-lo para as telas, numa produção hollywoodiana. Mas trata-se de uma obra alemã e os fãs respiraram aliviados quando a adaptação desenvolveu-se totalmente no Velho Continente (co-produção Alemanha/França/Espanha), com um alemão na direção.

Tom Tykwer, famoso pelo "videoclíptico" Corra, Lola Corra, está irreconhecível na cadeira do diretor. Nada da correria de Franka Potente, nada de cortes bruscos e música alta. Nada de empolgação. O ritmo é lento e os planos são concentrados e fechadíssimos nos momentos em que o protagonista emprega suas excepcionais habilidades olfativas. Mais um pouco e dava pra ver os cravos dentro dos poros da pele de Ben Whishaw, que vive o aberrante Jean-Baptiste Grenouille, personagem que a trama persegue de maneira perturbadora.

A história se passa na França do século 18, quando um jovem nasce com uma anormalidade: Não tem odor algum, o que faz com que seu olfato seja extremamente apurado. Ciente de suas habilidades, conforme cresce Jean decide empregá-las como perfumista, passando a buscar a essência perfeita. Acontece que ele descobre que a base de seu perfume só pode ser extraída de uma fonte bastante incomum: Corpos femininos.

A técnica é perfeita, a direção de arte, figurinos, idem. Há até bons efeitos especiais, como quando as cidades, especialmente a imunda Paris do século 18, são mostradas de ângulos abertos. Tykwer só erra a mão na duração. Estende-se desnecessariamente em cenas diversas, encantado demais com o tema, seus planos e soluções. Faltou dureza na montagem - algo que Hollywood sabe fazer muito melhor que qualquer outro lugar do planeta quando o assunto é um filme comercial. Com 2 horas e 30 minutos, Perfume é longo demais.

Traseiros quadrados à parte, há o mérito de Tykwer ter conseguido filmar o infilmável - odores. Afinal, trata-se de uma obra sobre o menos artístico dos sentidos, que consegue de certa forma ser registrado na tela através de insinuações visuais e apelando para a memória olfativa do público.

E há o clímax, o sensacional desfecho, e esse só estando lá mesmo pra ver (e, quem sabe, sentir o cheiro).


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Comentários (4)

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Dark Dark (28/10/2011 10:25:06)   569 0
Li o Livro ano passado, não vi o filme ainda, mas o livro é muito bom, esta entre os melhores que já li.


Felipe Felipe (07/01/2012 12:54:32)   27 0
É um dos melhores livros alemães que eu já li, quanto ao filme, não vi ainda


Herp Herp (26/08/2011 11:27:30)   -94 0
gostei do filme..jah a critica nem fala das interpretaçoes q foram otimas..



Carlos Henrique Carlos Henrique (13/08/2010 18:03:02)   0 0
Mto bom! Encontrei por um acaso numa locadora no bairro onde eu moro! Levei para casa e fiquei fascinado com a história e a interpretação do ator Ben Whishaw! Bravo!




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