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O Som ao Redor | Crítica

O volume opressor da história

Marcelo Hessel
04 de Janeiro de 2013

O Som ao Redor

O Som ao Redor

Brasil , 2012 - 131 minutos
Suspense

Direção:
Kleber Mendonça Filho

Roteiro:
Kleber Mendonça Filho

Elenco:
Irandhir Santos, Gustavo Jahn, Maeve Jinkings, W.J. Solha, Irma Brown, Lula Terra, Yuri Holanda

Ótimo
o som ao redor
o som ao redor
o som ao redor
o som ao redor

Assim como Os Donos da Noite, que parte de fotos reais em preto e branco para situar, dentro desse recorte da realidade nos anos 1980, a sua narrativa de ficção, O Som ao Redor também começa com uma seleção de imagens p&b. No caso do filme do Kleber Mendonça Filho, porém, são fotografias mais antigas, de fazendas dos tempos dos senhores de escravos.

Não é apenas uma contextualização, portanto, que o diretor pernambucano está procurando estabelecer neste seu primeiro longa-metragem de ficção, mas uma relação histórica. Os latifúndios nunca saíram de moda no Brasil, afinal, e O Som ao Redor tenta mostrar que, no século 21, a exploração do trabalho e a obsessão com a posse só ganham novas expressões.

A trama se ambienta na vizinhança onde Mendonça mora no Recife, em meio aos edifícios altos de Boa Viagem. São três ou quatro ruas que a família do senhor Francisco (W.J. Solha) domina. Quando chega por lá, porém, uma equipe de vigilância propondo aos vizinhos um serviço de segurança 24 horas (que todos contratam na hora), a influência e o poder de Francisco se enfraquecem. Com os vigias alertas, enfim, todos podem ter seu próprio latifúndio em paz.

A chegada dos vigias é o pretexto para Mendonça fazer em O Som ao Redor um panorama da convivência problemática que temos hoje com os espaços públicos e privados nas grandes cidades, situação de hostilidade que passa pelas relações domésticas de trabalho. O mal estar que zumbe ao longo do filme, presente na trilha do DJ Dolores e na edição de som que ressalta os barulhos do dia a dia (motores de elevadores, cães, música alta), é semelhante ao mal estar de Trabalhar Cansa, que escolhe lidar com a classe média e com as relações de trabalho em chave surrealista.

Já a chave de O Som ao Redor é hiperrealista. Além dos efeitos de som, que trazem para dentro de casa todos os barulhos da rua que grades na janela não conseguem conter, os close-ups dos câmeras Pedro Sotero e Fabricio Tadeu são bastante arrojados, e alguns zoom-ins são tão longos que chegam a deformar a imagem (como no plano noturno do vigia recém-chegado). Embora utilize a janela mais horizontalizada do Cinemascope para achatar o teto e ampliar os espaços laterais dos apartamentos, é nesses close-ups que a claustrofobia de O Som ao Redor se dá de forma mais angustiante.

Filmar uma "coisa normal com um tratamento não tão normal" é uma explicação prosaica que Mendonça dá para falar do seu longa. Embora cite como influência o cinema opressivo de John Carpenter (para o brasileiro, Carpenter é sempre "uma presença"), talvez O Som ao Redor tenha mais em comum com outro cineasta que Mendonça, enquanto crítico de cinema, costuma elogiar em seus textos: o palestino Elia Suleiman. A ideia de encenar a rotina como uma panela de pressão (metáfora que Suleiman inclusive usa literalmente) e associar, por sugestão, o mal estar do dia a dia com um contexto histórico (no caso do palestino, o conflito com Israel) é aproveitada aqui por Mendonça com máximo efeito. A cena da bola de futebol que cai no vizinho em O Som ao Redor parece saída direto de Intervenção Divina de Suleiman.

A estrutura de roteiro do palestino, em forma de vinhetas, que à primeira vista não têm relação umas com as outras, mas formam um painel crescente de pequenos desconfortos, rendem em O Som ao Redor momentos de percepção fina (as estrelas coladas no teto do quarto que sumiram debaixo de uma mão de tinta), de fantasmagoria (o aspirador de pó que a mulher usa para fumar cigarro parece que lhe suga a alma) e de puro terror carpentiano (a luz do sensor do alarme domiciliar é o símbolo perfeito do estado de emergência em que vivemos).

Como bom crítico, Kléber Mendonça Filho sabe colher as melhores influências para seu trabalho, e depois de quatro curtas premiados em festivais, ele agora pode, a partir da consagração internacional de O Som ao Redor, fazer do seu estilo uma assinatura própria.

O Som ao Redor | Trailer

O Som ao Redor | Cinemas e horários



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Comentários (36)

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G. brucew G. brucew (12/11/2013 22:16:21)   2041 0
Filmaço mesmo, dá uma certa mostra de quequando as oportunidades são dadas, qualquer lugar do mundo demonstra seu potencial, os americanos e europeus possuem apenas uma máquina de cinema mais estruturada.



Dernhelm Dernhelm (21/10/2013 01:07:45)   40 1
Acho que 4 ovos é uma boa avaliação.

O filme começa com fotos antigas que estabelece uma contextuação e uma relação histórica com os tempos de senhores de engenho; de uma sociedade, como Hessel apontou, latifundiária e escravocrata, mostrando essas novas expressão de relação entre a terra e as pessoas que nela vivem.
As relações intimistas entre padrão/empregado são típicas do "homem cordial" de Sergio Buarque de Holanda, que pressupõe o predomínio dos comportamentos de aparência afetiva, inclusive suas manifestações externas, não necessariamente sinceras nem profundas; um traço definido brasileiro.
O filme possui múltiplas narrativas que parecem compor um retrato da vida urbana – onde as paredes e teto isola um inferno particular que de sons nos e se atravessam, além de janelas e sacadas demarcando uma distância gigantesca (não apenas física) entre seus indivíduos.
E esse retrato do Brasil não estaria completo sem o "jeitinho" brasileiro que permeia todo o filme, como o traficante que é entregador de água para passar a droga; a dona de casa resolve a sexualidade que não tem com o marido “traindo-o” com a lavadora de roupas; a diarista leva as netas para o apartamento do patrão porque a filha tem um compromisso; a empregada diz que vai à lavanderia, mas vai se encontrar com o segurança para uma transa durante o expediente; e a vizinhança que encontra a solução contra a violência em um serviço amador de segurança privada.

Uma pena que filmes brasileiros bons como esse - que são raros - só adquirem o merecido respeito no Brasil quando - e se - concorrem a prêmios no exterior.



sem avatar Rafael (20/09/2013 15:43:00)   -1 -1
gosto é igual aquilo! Mas achei o filme muito ruim, pra mim sobrevalorizado. Consigo identificar coisas bacanas, mais na técnica. Concordo com o que outro colega comentou, sobre alguns diálogos que são incompreensíveis. Em fim, boa sorte.



Ricardo Ricardo (28/06/2013 01:40:44)   1812 2
Passei grande parte do tempo do meu pós-exibição tentando montar o arrojado quebra-cabeças que Mendonça propôs no filme. Durante esse tempo, a palavra "ressonância" não me saía da cabeça.

Segundo aquilo que consegui compreender, podemos fazer uma relação da situação das pessoas no filme com as imagens do começo. Tempos diferentes mas condições semelhantes de vida. Uma realidade causa ressonância à outra, assim como a ação e comportamento de uma personagem ressona na ação e comportamento de outra. Como o próprio som ao redor da gente. Percebemos muito pouco aquilo que acontece ao nosso redor, preferimos bnos encrustar em nossas próprias "prisões". E por causa disso às vezes a comunicação falha. Assim como quando não conseguimos ouvir direito algo. A discussão de João com seu primo sobre o rádio do carro pra mim foi um grande exemplo disso.

Achei especialmente doce a cena em que João levanta Sofia para tocar a estrela no teto de sua antiga casa. Como se tivesse tentando resgatar o seu passado, tentando entrar em contato com coisas há muito esquecidas ou deixadas de lado em sua vida. Foi um momento muito bonito. Fiz isso quando retornei à casa onde cresci com meus pais e por isso me identifiquei com essa cena.

Todo mundo no filme tenta ter um pouco de conforto e felicidade apesar dos tempos difíceis. E mesmo com tudo aquilo que há de errado no país, há os fortes, como o guarda-noturno que perdeu um olho. Achei simbólica a frase dele para o velho, quando este disse que Lampião não tinha um dos olhos e acabou sendo morto, ao que o guarda responde que "antes de cair, derrubou muito". Simbólico. Mostra a garra e a persistência de alguém em viver em uma realidade que não oferece muita motivação para se viver.

Minha pergunta é o que pode ter acontecido após o diálogo final entre os seguranças e o velho. Talvez isso tenha sido deixado para nós decidirmos. O que importa é, aconteça o que acontecer, nada some. O som, os prédios, tudo permanece.

E terminando, gostei muito de rever o Fraga de Tropa 2 nesse filme. Meio diferente, parecendo um pouco menos fracote e mais encorpado, mas foi bom revê-lo.

Enfim, filme muito bom, possivelmente o melhor filme brasileiro desses anos de 2012 e 2013. Muitas metáforas e figuras de linguágem que, a princípio, parecem dar um nó no cérebro mas quem se concentra consegue captar muita coisa bacana.



Gory Gory (08/06/2013 01:48:09)   235 0
Eu não sei se estou ficando surdo mas metade dos diálogos no filme são incompreensíveis. Isso foi proposital no filme ?


sem avatar Abner (09/01/2014 03:01:13)   0 0
Percebi isso também. Acho que, na verdade, a intenção era mostrar que os diálogos são, muitas vezes, irrelevantes para a compreensão de um todo, pois não passam de conversas cotidianas, rotineiras e dispensáveis. O real foco do áudio é mostrar os sons que rodeiam a sociedade, como o homem riscando o carro, a batida no trânsito, o próprio cachorro, a máquina de lavar etc.


sem avatar karla (27/04/2013 20:30:11)   0 0
O filme não foi feito pra ser uma grande produção. O tema do filme é bem realista. É possível ver a relação e a interação entre pessoas de uma vizinhança. As tensões mostradas de forma típica revelam os conflitos e as situações que estão presentes na vida cotidiana de muitos brasileiros. Os sons ganham vida e interagem com os personagens de forma clara e concisa. A relação das máquinas na vida das pessoas é trabalhada com delicadeza e dureza ao passo que dão ao filme uma ótica mais intimista. Enfim, adorei o filme.



sem avatar Sérgio (11/04/2013 16:31:39)   4 0
Prezados,

sugiro a seguinte crítica sobre "O som ao redor".

http://cinematographecinemafilmes.wordpress.com/2013/04/11/o-som-ao-redor-2012/

Abraços



sem avatar Rafael (11/04/2013 01:40:33)   -2 -2
Vocês vão me perdoar, mas que filme ruim. Ou eu não entendo nada de cinema mesmo, ou esse filme é chato, 50 minutos maior do que deve, e parado. Sem graça total. Mas não tô falando pra provocar. Adoraria entender qual é a desse filme. Cadê o brilhantismo que todos tem visto nele? Porque eu achei bem sem graça.


sem avatar Renan (12/11/2013 14:42:47)   10 0
Acho que você que não entende nada de cinema mesmo...


sem avatar Alessandro (18/01/2013 14:37:35)   -25 0
Kleber Mendonça era um dos melhores críticos de cinema do Brasil, sempre acompanhava suas criticas no Cinemascópio, ainda não vi o filme, mas desejo sucesso a ele, e que aproveite todo acumulo de conhecimento que teve como excelente critico, que foi.



Roberto Roberto (15/01/2013 12:02:06)   52 -1
Vamos com calma pessoal. O filme é bom, e é isso. nada fantástico, revolucionário, nem excepcional. Endeusar nao é o caso, nem exageros. O cinema nacional anda melhorando muito nos últimos anos, e isso é ótimo. Oscar? Não é pra tanto.


sem avatar Hugo Ernesto (30/01/2013 03:41:43)   2 2
convenhamos, o oscar nunca foi a prova maior de qualidade, um prêmio extremamente imparcial, muito político, prêmia muitas vezes uma produção por sua grandeza e não por sua genialidade... já vi muitos absurdos na cerimônia, guerra ao terror deve ter sido dos piores filmes que vi na vida... além de muitos outros casos, Gwyneth Paltrow fraca em shakespear apaixonado e levou o oscar... primeiro que duvido que o som ao redor vá concorrer a um prêmio como oscar ou globo de ouro, esse tipo de filme geralmente concorre em festivais mais alternativos, mais críticos como cannes ou o urso de ouro em berlim... e é inegável! é dos melhores filmes brasileiros dos ultimos tempos... as referencias, o roteiro a construção da trama, tudo, é um filme excelente, lembra o jeito tradicionalmente brasileiro de se fazer filme, me lembra glauber rocha ou o também pernambucano claudio assis, não no tema, mas na forma da narrativa, na fotografia social, tudo isso lembra aquele premiado cinema da fome da década de 50, grandes produções, baixos orçamentos =)
n tome o oscar como selo de qualidade...
e não menospreze o tom excepcional do filme!



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sem avatar Alexandre (08/01/2013 16:18:15)   3 1
É muito bom ver os cineastas brasileiros driblando a falta de dinheiro com criatividade! Ótimo filme, tem uma crítica em
www.artigosdecinema.blogspot.com/2013/01/o-som-ao-redor.html



Marco Aurélio Marco Aurélio (07/01/2013 20:57:48)   -4 0
E aí pessoal! Disponibilizo meu site de críticas para quem quiser acessar e dar uma conferida...

http://www.cinemarcocriticas.blogspot.com.br/



sem avatar Adriano (07/01/2013 14:40:36)   -2 -2
O filme é bom. Mas como não entendo dessas técnicas de filmagem citadas na crítica, a meu ver o filme é mal iluminado parecendo filme caseiro e o som é péssimo. Alguns diálogos são incompreensíveis, seria melhor colocar legenda.


sem avatar Renan (12/11/2013 14:44:30)   10 0
kkkkk meu deus...ó senhor perdoai-vos eles não sabem o que dizem!


sem avatar Ulisses (06/01/2013 01:44:06)   30 0
O filme está em cartaz apenas no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Recife, totalizando apenas 13 salas.

Infelizmente, pessoal, tanto melhor distribuição quanto melhor divulgação dependem de recursos financeiros. Não é só filmar e finalizar que custa grana.

Quem quiser ficar mais atualizado sobre a estreia em outras cidades, seria interessante seguir os perfis da produção no Twitter e no Facebook.



Felipe Felipe (05/01/2013 23:04:03)   21 0
Uma das melhores críticas do Hessel, se não a melhor, mas eu queria que ela fosse além, fosse maior. Adoro as críticas do omelete, mas acho que elas tinham que ser maiores, mais detalhadas e que fossem mais profundamente nas obras. Enfim, sei que não é muito provável porque não são muitos os leitores que querem isso. Mas seria muito bom. Sobre o filme, quero muito ver, ainda não chegou aqui em Porto Alegre.


Rafinha Rafinha (11/02/2014 11:27:11)   0 0
Concordo plenamente com você. Sempre que leio uma crítica aqui, fico com "gostinho de quero mais". Eu adoraria que a crítica fosse mais extensa.


sem avatar Tiago (05/01/2013 01:56:35)   57 0
Quando li a critica pensei: É o nosso cinema, não vamos dá só um passo em cada intervalo de anos e pensar baixo com os pés que fizemos toda uma caminhada.



sem avatar sara (04/01/2013 20:56:39)   6 2
filmaçoooooooooooooooooo. adorei. é também um filme inteligente e talz. precisamos mais de filmes assim.



Joker Flash Joker Flash (04/01/2013 19:48:24)   1135 -1
Esse filme tá em cartaz? Em quais cinemas?

Agora fiquei ansioso! Filme que deve ser bom (esse O Som Ao Redor) não entra em cartaz, mas lixo (De Pernas Pro Ar 2. Quer dizer, tem filmes melhores) dominam as sessões. Brasil, um país de tolos!

Introduza um pouco de anarquia!



Stuart Stuart (04/01/2013 14:38:40)   998 0
O Som Ao Redor é um dos raros casos de filme brasileiro que estreou primeiro nos Estados Unidos e depois aqui.



Carlos André Carlos André (04/01/2013 14:23:03)   4 3
Também não sei se concordo que o problema central seja a divulgação, Paulo. Acho que é uma dificuldade combinada com a distribuição. Tenho ouvido falar muito bem desse filme e conheço um certo número de pessoas aqui em Porto Alegre que está muito curioso para assisti-lo, mas ele não estreou ainda aqui no Sul.
Esse é o típico caso, me parece, de um filme que está se impondo apesar das dificuldades mas tem seu crescimento atravancado por elas em igual medida: não tem uma superestrutura com centenas de cópias, então tem de viajar aos poucos pelo Brasil.


Lobo Lobo (04/01/2013 14:36:15)   -45 0
Você está certo, Carlos.

O problema é bem mais profundo que isso.
Não é só a divulgação, mas tem a questão de distribuição e exibição do filme também.

Mesmo em São Paulo, onde ocasionalmente vou, são poucas as salas que exibem filmes como "O Som Ao Redor", notoriamente Espaço Itaú (antigo Espaço Unibanco) na Augusta e na Frei Caneca.



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sem avatar kauã (04/01/2013 14:08:18)   21 1
Impressionante como "O Som Ao Redor" perdeu sua indicação ao Oscar para "O Palhaço", impressionante...


Yuri Yuri (04/01/2013 16:03:25)   16 1
Rapaz. Pela data de lançamento, o filme não poderia ter sido indicado. Mas já ouvi boatos que ele tentará indicação ano que vem. Eu acredito que o som ao redor irá, pelo menos, concorrer. Pelos elogios nos exterior e etc, acho que vai ser o primeiro filme brasileiro a ganhar um oscar. O que seria lindo, principalmente para um Pernambucano, como eu.

Marcelo Marcelo (04/01/2013 16:07:48)   108 6
O Som ao Redor não competiu com O Palhaço. Só vai valer para o Oscar do ano que vem.

sem avatar kauã (30/01/2013 03:23:00)   21 0
Infelizmente a questão de datas influencia e muito o Oscar. Talvez nem chegue a concorrer ano que vem, uma pena... assisti ao filme hoje de novo. Foda, uma porrada. Melhor filme nacional em anos... é isso, isso é cinema porra.


Bruno Bruno (04/01/2013 10:59:41)   61 0
Ótima crítica, Marcelo!
Pena que aqui na minha região acho difícil que esse filme passe no cinema.


Lobo Lobo (04/01/2013 13:54:27)   -45 0
Essa é a parte foda de filmes brasileiros "pequenos" e de filmes independentes estrangeiros: exibição restrita a cinemas de capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, etc).

Teoricamente a exibição digital deveria democratizar isso. Teoricamente. :-//



Gleybson Gleybson (04/01/2013 10:05:39)   116 5
é um orgulho pra mim Recifense ver um filme puramente pernambucano ficar entre os 10 melhores filmes de 2012 segundo o The New York Times e mais orgulho ainda é ver o Hessel dando 4 ovos pra um filme nacional parabéns Kléber Mendonça Filho que caprichou nessa obra de arte.



sem avatar djjrviber (04/01/2013 09:09:23)   21 2
Infelizmente abafado pelos Blockbusters!


Lobo Lobo (04/01/2013 10:22:11)   -45 0
Só 4 ovos, Hessel?!?...
Achei que fosse dar 5 ovos para o filme.

Não sei se concordo com "abafado pelos blockbusters". Em parte, talvez.

O que eu acho que está faltando para o longa do KMF é DIVULGAÇÃO!

Espero que o boca-a-boca do público, se houver, pelo menos ajude na divulgação do filme, senão pode passar batido nas (poucas) salas de cinema e ninguém sequer perceber.




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