0

Omelete analisa o roteiro do novo Rambo

Conheça nossas impressões sobre o texto de Sylvester Stallone

Érico Borgo
09 de Dezembro de 2007

Rambo
Rambo
Rambo

Como todas as análises de roteiros de filmes que eventualmente fazemos aqui no Omelete, esta não é diferente. Simplesmente não há como saber qual é a versão do texto que obtivemos e se ela foi a registrada em película. No entanto, com base nas fotos e trailers do filme, é quase certo que o roteiro que lemos, criado por Sylvester Stallone, que também dirige o filme, é uma das últimas revisões do filme que estreará em 25 de janeiro de 2008 nos Estados Unidos.

Rambo abre com uma seqüência de texto e imagens de arquivo, que narra os fatos históricos na região de Mianmar, a antiga Birmânia, país que é palco de uma das mais longevas guerras civis do planeta. Logo depois, vilões e suas práticas são apresentados - numa cena de aposta que lembra alguns dos momentos mais dramáticos de O Franco-Atirador (The Deer Hunter, 1978).

A "poderosa figura de Rambo", como o texto o descreve, ainda será mantida oculta mais alguns momentos. Primeiro somos apresentados a seus ajudantes tailandeses (que aparecem o filme todo mas nem nome têm, coitados), que auxiliam o ex-boina verde a capturar cobras venenosas que ele vende para uma casa noturna. Quase vinte anos se passaram desde que o guerreiro matou pela última vez - e ele tenta levar uma vida simples nesse lugar esquecido.

Mas basta aparecer uma mulher (o fraco do personagem desde o segundo filme da série) para que Rambo lembre-se rapidamente de seus velhos hábitos. Bom... não tão rapidamente assim... a primeira cena de ação que, convenhamos, é a única razão de existir da franquia desde o segundo filme, só acontece aos 30 minutos de filme. Ela dura menos de 10 segundos, tempo suficiente para que Rambo faça seis vítimas. Mais 30 minutos se passam até que vejamos a segunda... outros quatro birmaneses que estavam no lugar errado e na hora errada. Tudo sem muita graça, primeiro com uma pistola e depois com um estiloso arco retrátil.

A carnificina começa mesmo 15 minutos depois, lá pelos dois terços da história, quando Rambo estréia sua novíssima faca (ou melhor, facão), no melhor estilo Jason Vorhees. A partir daí a coisa esquenta. Especialmente quando ele coloca suas mãos naquela metralhadora montada no jipe que aparece no frenético trailer. Explosões e pedaços de inimigos (e alguns amigos também, já que ele não partiu sozinho para sua missão) devem pintar a tela de vermelho ao som de frases de efeito, fazendo a alegria dos fãs do gênero.

Mas se você procura algum resquício do primeiro filme, aquela excepcional metáfora para os problemas sociais decorrentes da guerra, baixe suas expectativas. Nem mesmo Stallone parece lembrar-se de como o texto baseado no romance de David Morrell era cheio de nuances e significado. O roteiro maniqueísta do quarto Rambo sofre dos mesmos problemas que o segundo e terceiro filmes - explora apenas a violência e não procura qualquer ângulo além do "vamos salvar inocentes em perigo" já tantas vezes explorado. Se Rambo começa Franco-Atirador, termina mesmo é Sexta-Feira 13.

Mas, novamente, os fãs do terceiro volume devem adorar este. É explosivo, tem alta contagem de corpos e sadismo. E também a informação de que Stallone parece realmente empolgado com o que escreveu - tanto que deixou ali no finalzinho do texto uma indicação de que Rambo V pode acontecer...


Compartilhar

Galeria de vídeos

Comentários (0)

O Omelete disponibiliza este espaço para comentários e discussões dos temas apresentados no site. Por favor respeite e siga nossas regras para participar.
Partilhe sua opinião de forma honesta, responsável e educada. Respeite a opinião dos demais. E, por favor, nos auxilie na moderação ao denunciar conteúdo ofensivo e que deveria ser removido por violar estas normas.

Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.


Cinemas e Filmes em cartaz

Omeletop : cinema

None