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Omelete Entrevista: Tim Story, diretor de Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado - Parte 1

Cineasta conta como foram as filmagens

Juliano Zappia
28 de Junho de 2007

Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado

Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado

Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer
EUA , 2007 - 92
Ação / Aventura / Ficção científica

Direção:
Tim Story

Roteiro:
Don Payne e Mark Frost

Elenco:
Ioan Gruffudd, Jessica Alba, Chris Evans, Michael Chiklis, Julian McMahon, Kerry Washington, Andre Braugher, Doug Jones e Laurence Fishburne (voz).

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surfista prateado
Coisa e doutor destino
quarteto fantástico

Londres é parte fundamental de Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado. É lá que acontece uma das cenas mais empolgantes do filme, envolvendo, claro, os quatro heróis da Marvel e o Surfista, arauto do Galactus, o Devorador de Mundos. E por tudo isso, a Fox Films escolheu a capital inglesa como palco principal para a divulgação do longa-metragem, mais uma vez dirigido por Tim Story. O Omelete foi o único veículo online do Brasil que esteve por lá, subiu no London Eye, aquela roda mais do que gigante, e conversou com o diretor sobre o filme. Veja como foi:

Esta é sua primeira vez em Londres e no London Eye, apesar do filme ter cenas passadas exatamente aqui. Como você se sente?

Tim Story: Na verdade, é bem esquisito. Nós filmamos em tela azul, e por computação gráfica destruímos a London Eye e a arrumamos, e esta é a primeira vez em que realmente piso nela. É bem surreal, especialmente pelo tamanho real disso aqui, que eu não tinha idéia.

E você está gostando de Londres e do passeio?

Estou adorando Londres! Muito mesmo.

E como foi a idéia de ambientar aquela seqüência aqui?

Originalmente, queríamos que o Quarteto salvasse um grande número de pessoas em alguma atração de parque de diversões, uma roda gigante de preferência. Aí pensamos a respeito e alguém teve a idéia de fazer com que fosse esta, já que é a maior do mundo. E aí começamos a inventar em cima, imaginando como seria legal se ela começasse a cair e o grupo conseguisse colocá-la de volta no lugar. Aí foi uma questão de conseguir autorização de todo mundo para destruí-la.

E como foi feita a cena?

Eu e os atores nunca viemos filmar aqui. Quem veio foi a equipe secundária, que gravou as cenas da London Eye nos ângulos que precisávamos. Depois, as usamos em cima do fundo azul no qual os atores filmaram.

Esse foi o maior desafio do filme?

Sem dúvida. Para as outras seqüências já tinhamos experiência, já que são mais ou menos parecidas com o que fizemos no primeiro filme. O desafio na London Eye foi a escala da coisa, já que nossos atores eram ínfimos perto do tamanho dela. Por causa disso, essa foi uma das primeiras seqüências em que começamos a trabalhar.

Como você escolheram as locações?

Ah, ficamos olhando na internet uns lugares legais - lugares que gostaríamos de conhecer como Egito, Paris, Londres, China... e ao mesmo tempo queríamos que esses lugares fossem icônicos, algo que todos pudessem reconhecer. Então seguimos mais ou menos essa linha.

Qual a diferença do primeiro para o segundo filme?

Bom, desta vez temos mais ação. Acho que agora nós com certeza damos aos fãs mais opções de locais para onde eles devem olhar. E nós trouxemos o Surfista Prateado. Adoro a idéia desse cara que consegue segurar o mundo. Espero que as outras pessoas também gostem.

Olhando para trás, em direção ao primeiro filme, o que você mudaria nele?

Eu acho que não mudaria. Aquele filme servia para estabelecer os personagens e assim conseguir mostrar o que nós fizemos agora. Eu não gosto muito de pensar no que mudaria, mas talvez eu colocasse mais ação.

Você encarou esse segundo filme de uma forma diferente?

Na verdade, não. Eu queria fazê-lo maior, com mais aventura e mostrando que o Dr. Destino é um ótimo vilão. Isso é mais ou menos o que eu acho que faz um filme melhor. Você sempre vai tentando alcançar um novo patamar, melhorando o que você acha que funcionou legal.

O que você acha que pode ser o grande chamariz para as pessoas assistirem a este segundo filme?

O humor. O fato de ser um filme-família, algo acessível para todo mundo. E com certeza o Surfista Prateado, que é um dos personagens mais cool que existe. Todo mundo fala sobre ele, de Quentin Tarantino a qualquer outra pessoa.

Qual foi o momento em que você pensou "eu tenho que incluir o Surfista Prateado neste filme"?

Em termos de história, ele é um dos melhores personagens, um dos mais famosos do universo. Achava que era a melhor saída para superar o primeiro. Eu queria mostrar o mundo em perigo e sabia que este personagem me daria isso. Sem contar que ele tinha um ótimo visual. Foi uma escolha meio óbvia para mim, até.

Tem alguma coisa que você teve que deixar de lado porque não teria como desenvolver?

Não. Eu meio que consegui tudo o que eu queria fazer. Nós tínhamos, porém, algumas coisas que queríamos fazer com o Reed Richards, mas não achamos a situação ideal para encaixá-las, Este é um dos problemas com os filmes de ação, você tem que encaixar as suas idéias dentro das seqüências de ação que você tem. Mas eu estou bem satisfeito com as escolhas que fiz.

De todos os vilões do Quarteto, por que colocar o Surfista Prateado como o inimigo deste filme?

Bom, o Doutor Destino, que é o principal vilão deles - e um dos maiores do Universo Marvel - já havia aparecido, então começamos a pensar em quais seriam os mais legais para aparecer agora. Obviamente, o visual do Surfista é incrível, e ele é um personagem muito querido pelos fãs. Então optamos por ele, além do que agora temos recursos de efeitos especiais para criá-lo. Mas Victor Von Doom é o original. Meio como Magneto e os X-Men, sabe? Não dá para pensar nestes filmes sem seus principais vilões. Todo mundo sabe que o Surfista Prateado não vai ser do mal pra sempre. Ele está ali para cumprir seu trabalho. Já com o Destino é diferente. Ele é do mal.

Então ele deve estar novamente no próximo filme do Quarteto Fantástico.

Se tiver um terceiro filme e eu estiver envolvido, com certeza vou tentar trazê-lo de volta, mas ainda não é uma certeza. E quem sabe o que poderíamos fazer... Depois que tivemos seres vindo do espaço neste filme, tudo é possível.

Após ouvir as cobranças dos fãs, como você decidiu o que mudaria no Dr. Destino em relação ao primeiro filme?

Desta vez tive a chance de redesenhá-lo e deixá-lo mais como eu gostaria de vê-lo. Usamos mais preto e cinza, o que o deixa mais sombrio e do mal. E deu para mostrar também um pouco da Latvéria, que é o seu berço. Ele é um cara brilhante, e fico muito feliz que consegui mostrar um pouco mais dele.

A Latvéria vai aparecer mais no próximo filme?

Claro! Nos nossos planos iniciais, a Latvéria seria o palco do clímax do filme, mas nós decidimos seguir um outro caminho. Com certeza ainda vamos voltar para lá.

O retorno dos fãs em relação ao primeiro afetou o desenvolvimento deste filme?

Sim, comecei a conversar com eles através da minha página no MySpace, acompanhei as discussões em diversos sites de filmes de super-heróis e li blogs por aí, para ver o que as pessoas acharam do primeiro. Aí notei que ele foi bem aceito ao redor do mundo. Então entendi o que as pessoas esperavam do segundo - mas sem perder o foco e realizando meu próprio filme, melhorando o que eu acho que deveria ser melhorado. É divertido trabalhar assim. Eu poderia muito bem me fechar no estúdio e fazer só o que eu acho que é certo. Mas acho que tenho a obrigação de fazer algo que os outros queiram ver. Eu preciso do apoio dessas pessoas.

Você pode dar alguns exemplos dessa interação entre fãs e você?

Alguém sugeriu que, pelo Quarteto agora ser um grupo de celebridades, eles deveriam ter uma loja de lembranças. E chegamos a filmar essa cena, dentro da loja, mas ela acabou cortada na edição. Também ouvi muitas sugestões sobre como o Destino deveria ser e opiniões sobre o título do filme, entre outras coisas.

Esta é a segunda vez que você trabalha com este elenco e equipe. Como essa relação prévia facilita o trabalho?

Com os roteiristas foi muito simples. Já nos conhecemos agora, sabíamos exatamente onde queríamos chegar e como ir até lá. Foi muito fácil. Já o trabalho com os atores ficou ainda mais prazeiroso, pois agora somos todos amigos e todos conhecem muito melhor os personagens - o que torna as conversas sobre eles muito interessantes. Este segundo filme foi muito mais divertido de fazer por conta disso tudo.

Já falou-se bastante sobre como este filme servirá como plataforma de lançamento para a série própria do Surfista Prateado. Você está envolvido nessa nova série?

Não. Meu envolvimento é apenas com o Quarteto. Eu acho que já fiz minha parte com o personagem e agora é a vez de outra pessoa subir a bordo e levar o Surfista para seguir seu próprio caminho. Mas sei que o filme lidará com a origem do Surfista e como foi seu primeiro encontro com Galactus. Veremos o planeta de onde ele veio, coisas assim. Mas não sei muito mais que isso não... vou ver o filme junto com vocês.

Falando em Galactus, houve muita polêmica entre os fãs sobre como ele deveria ou não se parecer. E, no final, ele não aparece. Fale um pouco sobre isso, por favor.

Bom, desde o início soubemos que o filme do Surfista viria depois do nosso, então não quisemos pisar nos calos dos cineastas que virão depois de nós - deixando a eles as escolhas sobre como esse personagem deve ser no cinema. Então ficou tudo propositalmente vago.

Leia mais sobre o Quarteto no Especial Omelete


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