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Os Seis Signos da Luz

Nova fantasia baseada em livro tem ação, mas esquece da história

Marcelo Forlani
17 de Janeiro de 2008

Os Seis Signos da Luz

Os Seis Signos da Luz

The Seeker: The Dark is Rising
EUA , 2007 - 94
Fantasia

Direção:
David L. Cunningham

Roteiro:
John Hodge

Elenco:
Alexander Ludwig, Ian McShane, Frances Conroy, Christopher Eccleston, Gregory Smith, Amelia James Cosmo, Jim Piddock, Amelia Warner, James Cosmo, Emma Lockhart

Regular
os seis signos da luz - 1

Qualquer avó que se preze ensina ao seu netinho que "qualquer coisa em excesso faz mal". Geralmente, elas estão falando das manias infantis de enfiar na boca oito brigadeiros, não sair da piscina antes de estar com a pele parecendo um maracujá de gaveta ou passar a manhã inteira sentado na frente da TV. Infelizmente, Hollywood não tem avozinhas como as nossas para dizer que já chega de filmes de fantasia adaptados de livros e estrelados por crianças escolhidas para salvar o universo.

E assim, apenas algumas semanas depois de ver A Bússola de Ouro, já voltamos ao cinema para acompanhar as aventuras de Will Stanton (Alexander Ludwig) em Os Seis Signos da Luz (The Seeker: The Dark is Rising, 2007). Nascido nos Estados Unidos, Will é o sétimo filho de um sétimo filho e, junto com seus pais e irmãos, acaba de se mudar para a Inglaterra. Nada de coincidências aqui. A família Stanton está, na verdade, voltando para casa, já que naquela cidadezinha um de seus ancestrais fez parte de uma sociedade que decretou a vitória dos guerreiros da Luz sobre os soldados da Escuridão séculos atrás. O que ele não sabia é que o lado negro estava ganhando novos poderes e agora cabe a ele liderar a nova batalha entre o bem e o mal.

Mas não imagine que o jovem vai ter muitas dúvidas sobre o destino que arromba a porta à sua frente. Logo depois de viajar pela primeira vez no tempo e espaço atrás dos tais Signos da Luz que dão nome do filme nacional, ele já age com a naturalidade de um experiente e quase começa a dar ordens aos mais velhos. A culpa não é do ator, mas sim do diretor David L. Cunningham, que não adiciona qualquer tipo de dramaticidade ao papel ou mesmo à história, que vira um pastiche de cenas de ação com orçamento mediano.

Se às vezes dizemos que determinado filme apresenta uma prazerosa aura de Sessão da Tarde, o mesmo não se pode dizer de Os Seis Signos da Luz. No máximo ele ganharia um título daqueles festivais de filmes de verão que ninguém vê porque está na piscina ou comendo brigadeiros. Na frente da TV é que não daria para ficar.


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Comentários (1)

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sem avatar Rodrigo (21/11/2010 20:04:55)   0 0
Que porcaria de filme! Muito ruim mesmo.




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