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Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo - Entrevista com elenco e cineastas

Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton, Ben Kingsley, Jerry Bruckheimer, Mike Newell e Jordan Mechner falam sobre o filme

Marcelo Forlani
03 de Junho de 2010

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo
Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo
Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo
Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo
Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo
Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo
Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo

No começo de maio, o Omelete foi escolhido pelo Walt Disney Studios para hospedar o video-chat com Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton, Ben Kingsley, o produtor Jerry Bruckheimer, o diretor Mike Newell e o criador do game, Jordan Mechner, para promover o lançamento de Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo.

O bate-papo, que teve perguntas do mundo todo (começando com uma daqui da Cozinha!), durou cerca de 30 minutos e foi bastante descontraído, com os atores brincando constantemente entre si. Como a entrevista foi ao vivo e toda em inglês sem legendas ou tradução simultânea, nós conseguimos uma transcrição do que foi discutido por lá. Confira abaixo os melhores momentos:

Alex Zane [mediador]: Olá, sejam benvindos a este web chat global exclusivo com os cineastas e elenco de Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo. Obrigado por enviar perguntas, tivemos centenas de perguntas e vamos tentar responder ao máximo possível. Deixe-me apresentar nossos convidados: primeiramente o diretor do filme, Mike Newell, o roteirista e criador do videogame original Jordan Mechner, os atores Sir Ben Kingsley, Gemma Arterton, Jake Gyllenhaal e, é claro, o produtor Jerry Bruckheimer. Obrigado a todos pela presença.

Jake Gyllenhaal: Obrigado por nos receber!

Gemma Arterton: Obrigado.

Sir Ben Kingsley: Obrigado por nos receber.

É um prazer.

Sir Ben Kingsley: Desculpe, estou um pouco devagar.

HAHAHAHAAHAHA

Gemma Arterton: Ele sempre foi assim, não?

Sir Ben Kingsley: Eu acho que estou com um problema de fuso horário aqui. Desculpe.

Jake Gyllenhaal: Alguém pode reiniciar o Ben?

HAHAHAHAAHAHA

Jordan Mechner: Jake, você está com a sua adaga do tempo?

HAHAHAHAAHAHA

Mike Newell: Deixe ele em paz! hahahahahaha Deixa ele trabalhar?

Vamos começar com uma pergunta para você, Jake. Esta foi enviada por Marcelo Forlani, do Brasil.

Jake Gyllenhaal: Uau.

Jerry Bruckheimer: Legal.

Diz ele: "Este é seu primeiro grande blockbuster - vamos desconsiderar O Dia Depois de Amanhã, ok? - mas com certeza este não é o primeiro convite que você recebe para o gênero. O que esse projeto tinha de diferente que te fez aceitar?"

Jake Gyllenhaal: Meu Deus. Bom, acho que foi uma questão de timing. Acho que senti que estava em um momento da minha vida em que não preciso mais me levar tão a sério, e nem queria mais isso. E aí, quanto ao outro filme que ele citou... HAHAHAHA

Sir Ben Kingsley: Por que todos estão rindo?

HAHAHAHAAHAHA

Jake Gyllenhaal: Ainda não, Ben. Você ainda não está rindo.

Sir Ben Kingsley: Ah, desculpa, desculpa.

Jake Gyllenhaal: Então, não me levar muito a sério e, ao mesmo tempo, todos os elementos do filme eram tão extraordinários que seria muito difícil dizer não. E, sabe, me pareceu que seria incrivelmente divertido.

Esta pergunta é da Rebecca, de Berlim. É para você, Jordan. Diz ela: "Eu sempre gostei do aspecto de um príncipe sem nome no jogo. Por que você escolheu dar um nome para ele e como você criou o nome Dastan para o filme?"

Jordan Mechner: Bem, o príncipe nunca teve um nome no jogo porque ele era um estranho, chegando em um lugar estranho, onde ninguém o conhecia. E esse filme é quase um drama familiar shakespeareano, sabe? Ele tem irmãos, um tio, um pai. Teria sido muito estranho passar o filme inteiro encontrando razões para que ninguém o chamasse pelo nome. hahahaha Então, claro, ele precisava de um nome, e o nome Dastan veio do The Shahnameh, um livro de reis persas. O nome significa trapaceiro, impostor, que é o arquétipo de personagem que o Príncipe da Pérsia sempre foi.

Jake Gyllenhaal: Eu ouvi dizer hoje que também pode significar duas mãos.

Jordan Mechner: Sério?

Jake Gyllenhaal: Sim, duas mãos. E eu achei muito interessante porque ele faz parkour e muitas coisas do parkour você tem que usar as duas mãos, obviamente. hahahahahahaha

Jake Gyllenhaal: E eu só achei que era interessante.

Jordan Mechner: E Dastan também significa história, uma história lendária de heróis. Aí, nesse caso, a palavra é pronunciada com outra vogal, mas também é apropriado.

Já que o filme é inspirado por um game, Marcella, de Madri, pergunta para Mike: "como você fez para manter o encanto e originalidade do jogo no cinema?"

Mike Newell: Ok, olha só, uma das coisas mais importantes para mim e que não me dei conta quando entrei no projeto é que era um game! E eu sou péssimo em videogames. Eu mal mando um e-mail, então entrei em pânico imediatamente e disse pro Jerry, "Jerry, é o game? Você quer os games?". E ele disse, "Calma, calma, faça como você acha que deve ser feito". Agora, acho que o game era muito importante para Jerry, mas ele sabia como lidar comigo. Então, o que eu fiz, incapaz de jogar videogame do jeito que sou, foi trazer meus assistentes para jogar para mim. hahahahahaha E nós escolhemos os melhores momentos. Sabe, escolhemos as cerejas do bolo. Porque se dependesse de mim, ele cairia nas facas o tempo inteiro.

HAHAHAHAAHAHA

Essa pergunta veio do Albert, do Brasil, e me parece muito apropriada neste momento. É para você, Sir Ben. Você já jogou os games do Príncipe da Pérsia ou tinha jogado antes de aceitar o papel?

Sir Ben Kingsley: Não. Temo que sou muito, muito ignorante para videogames. Desde que entrei nesse filme, com esses caras muito legais, eu virei uma voz num videogame, então estou entrando nessa cultura com orgulho. Mas, de qualquer maneira, era um roteiro tão bom que nem precisava de uma referência externa. Claro que você percebe que isso faz parte de algo maior, de uma cultura maior, mas eu adorei o roteiro, ele prendeu minha atenção. E também ouvi dizer que Nizam significa "ordem". Estou certo? Significa mesmo ordem? Uma das mulheres persas do elenco disse que significava...

Mike Newell: Sim, significa ordem.

Sir Ben Kingsley: Ordem.

Mike Newell: Sim, Ben, significa ordem.

Gemma Arterton: Ótimo.

HAHAHAHAAHAHA

Jerry Bruckheimer: É uma coisa que está faltando nessa sala.

HAHAHAHAAHAHA

Essa é pergunta é para o elenco: é mais divertido atuar em um filme grande como este ou em filmes pequenos? E qual é mais difícil?

Gemma Arterton: Eu acho que cada filme tem sua jornada, sabe? Cada um tem seus benefícios, seus prós e contras. Aqui você tem mais elementos para brincar, e você tem mais tempo. Fazer um filme pequeno significa que você não terá todas essas coisas, mas isso também pode ser muito libertador.

Mike Newell: Mas é apenas diferente, não?

Gemma Arterton: Sim, é completamente diferente.

Mike Newell: Todos nós já fizemos filmes pequenos e filmes grandes e cada um simplesmente pede por um arsenal diferente de ferramentas.

Sir Ben Kingsley: Sim, sim.

Jake Gyllenhaal: Depende também qual sua definição de diversão, eu diria.

HAHAHAHAAHAHA

E qual seria sua definição de diversão, considerando este filme?

Jake Gyllenhaal: Bem, eu diria que, para mim, nesse filme, foi como quando eu ia ao cinema com a minha família, as coisas que eu achava que eram legais quando era criança. Então, fazer esse filme foi esse tipo de diversão, porque você pode fazer as coisas que adoraria fazer quando era uma criança de 8 anos. Sabe, sair pulando por aí e lutar contra os caras malvados. Para mim, foi como acordar a criança que existe dentro de mim... foi divertido nesse sentido. Agora, posso me divertir de outros jeitos também hahahaha, mas esse filme...

Gemma Arterton: Tipo o quê?

Jerry Bruckheimer: Nós nem vamos te perguntar quais são esses outros tipos de diversão.

Jake Gyllenhaal: hahahahahaa Não!

Gemma Arterton: É, vamos deixar você passar com essa resposta.

Jake Gyllenhaal: É, vamos manter a ordem, vamos manter a ordem.

Jerry, essa pergunta é para você, do Nick, da Irlanda. Ele diz que como este é um projeto que você está produzindo pela Disney, é inevitável fazer comparações entre Príncipe da Pérsia e Piratas do Caribe. Você compara estes dois filmes, em algum aspecto?

Jerry Bruckheimer: Bem, ambos são filmes de fantasia, então acho que podemos fazer uma comparação quanto a isso, mas acho que é só. São dois filmes completamente diferentes, sabe? Um é uma aventura de piratas que se passa lá por 1700 e o outro se passa no ano 600... São completamente diferentes. Quer dizer, nós usamos atores, então acho que isso é igual.

HAHAHAHAAHAHA

Mais uma para Jake, do Paolo, na Argentina: "você fez muitas das cenas de ação sozinho?"

Jake Gyllenhaal: Bem, você nunca faz uma cena de ação sozinho, isso é certeza. Tem centenas de pessoas ali o tempo todo para garantir que você faça a cena de um jeito seguro, ou ao menos parcialmente seguro, então eu nunca diria que faço uma cena de ação sozinho.

Gemma Arterton: Mas você não fez alguma na sua casa, quando não tinha ninguém olhando? hahahahahaha

Jake Gyllenhaal: Sim, sozinho.

Gemma Arterton: Sabe, só para treinar.

Jake Gyllenhaal: É, eu cheguei em casa e fiquei com tanta saudade de vocês que simplesmente comecei a pular no telhado da minha casa. hahahahahaha

Você já nem usa mais a porta da frente, né?

HAHAHAHAHAHAHA

Jake Gyllenhaal: É uma vergonha, mas é verdade. Já tem tantas janelas quebradas naquela casa agora. Hmm, não. Eu fiz algumas, diria que fiz menos de três quartos das cenas de ação, porque, sabe, elas são muito perigosas. A verdade é que eu fiz as que eram mesmo mais perigosas e aí deixei as mais fáceis pros dublês. hahahahaha

Mike Newell: Isso é totalmente verdade.

Gemma Arterton: É legal da sua parte dar uma chance pra eles, né? hahahaha

Jake Gyllenhaal: É, é legal de vez em quando dizer, "E aí, caras, vocês estão com cara de que não estão fazendo muita coisa. Que tal tentar uma coisinha que é meio perigosa?" hahahahahahahaha

Próxima pergunta é para você, Jordan. É do Ivan, da Bulgaria. Qual foi a lógica da mudança dos nomes dos personagens, como por exemplo a mudança do nome da princesa que no filme é Tamina e não Farah?

Jordan Mechner: Bem, no game As Areias do Tempo, no qual o filme se baseia levemente, a Princesa Farah é indiana. No filme nós mudamos isso para uma princesa persa, Tamina. Esse é um jeito de demonstrar aos gamers que por mais que eles estejam familiarizados com o Areias do Tempo, eles não devem esperar exatamente as mesmas histórias do jogo. Claro que existem muitos elementos em comum que eles vão reconhecer, mas a trama do filme, na verdade, vai em outra direção. E isso acontece simplesmente porque a história do game foi criada para ser jogada com um controle na sua mão, e o filme é para ser compartilhada com uma plateia, então são duas coisas muito diferentes.

Esta pergunta é para você, Jerry: quanto tempo levou para fazer este filme e qual foi o dia de filmagem mais difícil, de toda a produção? Essa pergunta foi enviada pela Jennifer Schmucker, do Missouri.

Jerry Bruckheimer: Oi Jennifer, tudo bem com você? Acho que filmamos em 100 dias, certo Mike?

Mike Newell: Sim.

Jerry Bruckheimer: E sobre a cena mais difícil, acho que você deveria responder, já que você que teve que filmá-la.

Mike Newell: Bem, a cena mais difícil foi o Portão Leste, sem dúvida.

Jerry Bruckheimer: É, eu diria a mesma coisa.

Mike Newell: Nós filmamos a cena do Portão Leste durante quatro meses, com intervalos. hahahahahaha

Jerry Bruckheimer: É uma cena de batalha muito grande que temos no início do filme. Foi muito difícil de encenar. Tínhamos muitos atores e cenas de ação muito perigosas e levou muito tempo para filmar.

Sir Ben, como ator, você lembra de ter cenas muito boas ou muito difíceis?

Sir Ben Kingsley: Eu não sei. Eu me diverti tanto nesse filme, e foi o que Jake estava dizendo esses dias, que você sente uma dose de adrenalina quando vê o tamanho e a escala da produção, e a responsabilidade. É um filme grande. E eu me diverti muito, não consigo expressar em palavras. Agradeço muito ao Mike e Jake que pude dar uma conclusão para meu personagem, fazendo aquela cena de luta com Jake. Eu realmente gostei muito, muito disso. Foi uma luta feia. É cruel, é uma luta até a morte e é uma luta incrível. Eu fiquei muito feliz com isso.

Esta pergunta é para você, Gemma, veio da Claire, da Austrália. Faz só três anos que você se formou na Royal Academy of Dramatic Art e você já fez um filme do 007, Fúria de Titãs e agora este filme. O que te ajudou a ter sucesso tão rápido?

Gemma Arterton: Mike? hahahahahaha Eu não sei! Não tenho ideia! hahahahaha

Realmente, é uma pergunta delicada.

Gemma Arterton: É, eu não sei. Acho que é uma questão de ser muito, muito cara-de-pau, hahahahaha e não se levar muito a sério. Talvez, não sei... E acho que trabalhar com dedicação.

Sir Ben Kingsley: Outra pessoa deveria responder essa pergunta.

Gemma Arterton: Sim, outra pessoa seria melhor.

Sir Ben Kingsley: Ela é muito, muito boa no que faz.

Mike Newell: Sim, ela é maravilhosa naquilo que faz. Eu conheci Gemma três meses depois que ela se formou na RADA, e era muito legal ver a delicadeza dela, inocência e, ao mesmo tempo, como ela é uma ótima atriz. Era claro para mim que devíamos escolher Jake e Gemma.

Esta pergunta é da Diandra, da Jamaica: você tem algumas características parecidas com a Princesa Tamina?

Gemma Arterton: Acho que tenho algumas, sim. Ela é teimosa e tem uma voz forte e definitivamente se faz ser ouvida. Acho que sou um pouco parecida com ela, nesse aspecto. Mas ela também é muito mais espiritualizada que eu, e ela é uma princesa, é suntuosa e graciosa e eu não diria que sou assim, necessariamente. Então, sim, tem uma coisa no espírito dela que é muito parecido com o meu.

Essa é para você, Jake, enviada pela Justina, na Filadélfia: Quando o filme é uma adaptação de um quadrinho ou um game, a expectativa é muito grande. Fica mais difícil interpretar um personagem com essa pressão extra?

Jake Gyllenhaal: Bem, acho que sempre é difícil. Isso só acrescenta uma pressão extra. Quer você esteja interpretando um personagem que é uma pessoa real, ou que é conhecido em um livro ou game, acho que você deve interpretá-lo do jeito como você acredita que deve ser. Isso significa que a atuação deve vir de você, mesmo que outra pessoa já tenha interpretado esse personagem. É o único jeito de ter sucesso. Acho que as melhores adaptações de qualquer coisa foram aquelas em que o diretor ou o ator conseguem ter voz própria e liberdade para fazer mudanças de acordo com o que é mais verdadeiro para eles. E o que é verdadeiro para alguém sempre será benvindo. Para mim, o grande problema das adaptações de games já feitas é que são muito literais, tentaram copiar o game exatamente como ele era. E todas as pessoas aqui trabalharam juntos e usaram seus talentos para dar à plateia uma coisa que nunca viram antes, seja num game ou no cinema.

Essa pergunta é para todos vocês: esse filme foi como subir a um novo patamar, em relação aos outros filmes que já fizeram?

Sir Ben Kingsley: É um filme enorme, numa escala que não consigo comparar com nenhum outro filme que já fiz - e já fiz uns filmes grandes. Para qualquer lado que você olhava, te chamava atenção o detalhamente de um canto do palácio ou o drapeado de uma seda. Os figurinos de cada um dos figurantes era diferente. Eu adoro pinturas orientais e às vezes parecia que estávamos dentro de uma pintura. Não economizaram em nada que poderia ser traduzido em beleza. Foi maravilhoso.

Jake Gyllenhaal: Eu devo dizer também que nunca fiz parte de um filme em que, ao assistir o trailer ou ver um pôster, eu pensasse "Meu Deus, tem tanta coisa por trás disso que as pessoas não viram ainda". Sabe, é enorme, com muitas reviravoltas, muitos detalhes que não dá para você colocar em um comercial de 30 segundos, ou 2 minutos. Então, para mim, é impressionante porque esse filme é enorme, tem tanta coisa acontecendo e é tão espetacular que você não consegue comprimir isso num trailer, sabe?

Temos agora uma pergunta do Ninja [Gemma ri]. Não sei se ele é mesmo um ninja, mas seja benvindo. Jake, você usou uma peruca?

Jake Gyllenhaal: E aí, Ninja? Beleza? hahahahahaha Isso é uma coisa que eu sei e que você nunca descobrirá! hahahahaha Quer dizer, não, passei uns seis meses deixando o cabelo crescer e foi um processo difícil.

Gemma Arterton: Nunca antes você lavou tanto o cabelo.

Jake Gyllenhaal: Não. Na verdade, uma coisa que sinto falta de fazer esse filme é lavar o cabelo duas vezes por dia. Não importava onde estivéssemos, se estivéssemos no deserto, eu jogava um pouco de água na minha cabeça... hahahahahaha E sempre passava xampu.

Gemma Arterton: E condicionador.

Jake Gyllenhaal: Mas muito obrigado pela sua pergunta. Foi muito importante. Muito obrigado, Ninja. hahahahaha

E os avestruzes no filme eram de verdade também?

Jerry Bruckheimer: Eram reais.

Jake Gyllenhaal: Posso falar sobre os avestruzes?

Por quê?

Jerry Bruckheimer: São os animais favoritos do Jake.

Jake Gyllenhaal: Vamos pular essa pergunta.

Gemma Arterton: É muito difícil para ele falar sobre isso.

Jake Gyllenhaal: Não, tudo bem. Estou bem.

Essa é a oportunidade perfeita para você lidar com seus demônios, hahahahaha.

Jake Gyllenhaal: Eu morro de medo de avestruzes.

Antes do filme você já tinha esse medo?

Jake Gyllenhaal: Não, é que criaram essa atmosfera ao redor deles. Todos falavam, "Jake, não chegue perto dos avestruzes porque eles podem arranhar seu rosto".

Gemma Arterton: Era só para você que eles estavam falando isso, Jake. hahahahahaha

Jerry Bruckheimer: Para os que não sabem, ele é perseguido pelos avestruzes.

Jake Gyllenhaal: Todos ficavam dizendo, "Fique quieto perto dos avestruzes. Eles vão arranhar sua cara e arrancar seus olhos", e eu disse "Ok, ok" hahahahahaha. Quer dizer, eu levo coisas desse tipo a sério! Quando eles dizem "Você vai pular 7 metros e precisa cair desse jeito", eu levo a sério. E quando me dizem que os avestruzes vão arrancar meus olhos fora hahahahahahaa eu penso, "Talvez isso possa mesmo acontecer". Então eu sempre ficava quieto perto deles e aquele dia for terrível para mim. hahahahaaha Existe veracidade naquela cena em que estou correndo dos avestruzes.

Jerry Bruckheimer: Aquela expressão no rosto dele não era atuação, era real.

Mike Newell: Sim, havia 20 avestruzes e foi absolutamente real.

Jake Gyllenhaal: Sou um grande covarde.

Jerry Bruckheimer: Sim, totalmente.

E como foi para você filmar com os avestruzes? Você já tinha filmado um avestruz antes?

Mike Newell: Eu nem me importei, porque eu estava atrás de uma cerca então só gritava: "Pode jogar ele lá dentro!" hahahahaha

Jake Gyllenhaal: Maravilha! E ele dizia: "Faça mais uma vez! De novo!" hahahahahaha

Alguma coisa durante as filmagens deu totalmente errado?

Sir Ben Kingsley: Não, não, não!

Mike Newell: Claro que tivemos! Tivemos toda a discussão sobre o destino versus decisões e tudo mais. E tivemos também a questão do amortecedor marroquino, que tudo ficava cheio de barulho de motor ao ponto que não podíamos mais filmar.

Jake Gyllenhaal: O que é um amortecedor marroquino? Isso é metáfora para alguma coisa?

Mike Newell: Não, receio que não. Você sabe o que é um amortecedor americano?

Jake Gyllenhaal: Sim.

Mike Newell: É aquela coisa que vai embaixo do carro.

Jake Gyllenhaal: Sim, sim.

Mike Newell: Certo. Então, os amortecedores marroquinos estavam muito estragados e não dava para ouvir nada do que vocês estavam dizendo. Era completamente impossível ouvir então tivemos esse momento totalmente filosófico no filme.

Gemma Arterton: Ah, eu sei qual cena é! É a cena em que estamos no cavalo?

Mike Newell: Viu, nem eles sabiam? hahahaha

Jake Gyllenhaal: O amortecedor marroquino. Eu gosto disso, vou usar. hahahahaha Sério, acho que esse vai ser meu apelido na internet. Ninja, se cuida!

HAHAHAHAAHAHA

Gemma Arterton: Fique esperto com o Amortecedor Marroquino.

Jake Gyllenhaal: O Amortecedor Marroquino está vindo para te pegar. Esse é um filme que eu quero ver: o Amortecedor Marroquino contra Ninja. Mas na verdade, eu quero ver esse game primeiro. hahahahahaha

Infelizmente acabou nosso tempo, muito obrigado a todos que entraram em contato nesse web chat.

Jerry Bruckheimer: Obrigado, pessoal.

Gemma Arterton: Obrigada.

Jake Gyllenhaal: Obrigado, galera.

Mike Newell: Obrigado a todos.

Sir Ben Kingsley: Sim, obrigado.

O Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo já está em cartaz no Brasil.


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Comentários (11)

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RAFAEL RAFAEL (09/06/2010 22:53:09)   8 0
Pretendo assistir............



Douglas Douglas (06/06/2010 10:28:04)   12 0
meu caro Daniel te dou o maior insentivo
pro seu trabalho, mas muitos dos desenhos que eu vi era baseado naquelas revistas que ensinam a desenhar, se quizer continuar nessa proposta,comece a deixar seus traços mais marcantes, e q seja os seus proprios traços.....flw



Daniel Daniel (05/06/2010 22:46:26)   0 0
Pessoal, eu gostaria de divulgar o blog em que apresento um pouco da HQ que venho fazendo recentemente. Tomei esta iniciativa porque acho que é importante que o Brasil avance na criação de quadrinhos nacionais.

Aí vai a sinopse:

"Quando dois homens decidem travar sua batalha final, a queda de um e a ascensão do outro faz com que o mundo entre em perigo novamente. Para impedir que o mal vença, o inesperado se faz necessário na pele de homens que decidem abandonar suas vidas normais para assumir suas identidades secretas em tempo integral. Assim nascem os Desertores e você verá o início da formação da equipe."

O link do blog é: http://desertores-saga.blogspot.com/


Obs.: Há também um vídeo, em que mostrei alguns dos desenhos. Não há tanta coisa porque pretendo divulgar mesmo depois de começar a vender (ou seja, quando eu tiver umas 3 edições prontas).


Enfim, deixo a vocês o meu muito obrigado desde já.


Abraços.



sem avatar Guilherme (05/06/2010 19:08:00)   0 0
Achei o filme legal, talvez o maior problema tenha sido o final que ao meu ver não deixou espaço para uma boa continuação mas a atuação do personagem principal que era duvidosa se mostrou boa, ele é arrogante e com o passar do filme o personagem desenvolve uma certa consciência, gostei bastante nesse ano foi o melhor filme já lançado :D



sem avatar Leandro (05/06/2010 17:15:17)   0 0
eu vi o filme e gostei.
nao eh tão pomposo como o avachato, mas rende umas otimas horas de diversao.
mesmo pra quem conhece o jogo tem muitas surpresas e as cenas das fugas mirabolantes e as acrobacias legais estao presentes.



VAGABUNDO VAGABUNDO (04/06/2010 15:22:32)   33 0
Voçê conhece um dos filmes mais baixados pelos usuários de comunidades sobre horror no Orkut?

Se você é daqueles alienígenas que nunca leu nada sobre A Centopéia Humana(THE HUMAN CENTIPEDE), apesar do bombardeio de informações via internet, segue uma explicação sobre a proposta do vilão do filme. Ele pretende criar uma “centopéia humana” a partir de três seres humanos, seguindo esta ordem lógica:

1.Operar os tendões dos joelhos das vítimas para que elas nunca mais possam andar sobre duas pernas, forçando-as a se locomover de quatro.
2.Arrancar os dentes e os lábios da segunda pessoa e costurar o que restar da sua boca ao ânus (!!!) da primeira pessoa da fila. A mesma operação será realizada na terceira vítima, cuja boca será costurada no fiofó da segunda.
3.Conectar os intestinos e órgãos digestivos das três vítimas para que as duas partes inferiores da “centopéia”, com suas bocas ligadas ao ânus, sejam alimentadas pelas fezes da primeira parte da criatura!

E se isso parece revoltante no papel, imagine até ver a “centopéia humana” no filme, certamente uma das coisas mais doentias é bizarras já mostradas pelo cinema fantástico desde a invenção do cinematógrafo lá no século 19!

Dizem as lendas que circulam pela internet que um médico “de verdade” teria orientado o desenvolvimento do argumento, e que a operação para criar a “centopéia humana” seria 100% verossímil.
Esse filme segue a linha do “body horror” ou “biological horror” (filmes sobre mutações e/ou experiências médicas) produzido por cineastas respeitados como David Cronenberg e Shinya Tsukamoto (da série “Tetsuo”).

Mesmo com a polêmica e as opiniões divergentes, THE HUMAN CENTIPEDE levou para casa vários prêmios de Melhor Filme em festivais conceituados, como o Screamfest Horror Film Festival, de Los Angeles, ou o Fantastic Fest, realizado no Texas. Também teve participação celebrada em eventos concorridos, como o London FrightFest Film Festival, na Inglaterra, e o tradicionalíssimo Festival de Sitges, na Espanha.

Curioso é que o filme está chegando aos cinemas (lá fora, claro) com um esquisito subtítulo entre parênteses, “First Sequence” (Primeira Sequência). Isso porque o diretor-roteirista Six anunciou que já está produzindo uma continuação para lançamento em 2011, chamada “The Human Centipede (Full Sequence)”, ou seja, “Sequência Completa”, que trará uma nova centopéia humana, desta vez ligando 12 pessoas (!!!).



sem avatar Mario (04/06/2010 14:29:22)   1 0
Pra que adaptar a historia pro cinema? Os games de hoje, em sua maioria, tem otimos enreds, em muitas vezes melhores que de muitos filmes.
Se pegassem a historia do jogo como ela é e trouxessem pro cinema, teriam chance de fazer filmes melhores.
A serie Prince of Persia é um exemplo.
Cada um dos captulos tem a sua trama fechada.
Outro exemplo é Max Payne.
A histria do primeiro game daria um otimo flme noir.
Mas não, tem que se adapitar, mudar a historia, e fazer as merdas que fazem.



sem avatar kiya (04/06/2010 12:18:50)   0 0
bem eu nunca joguei Prince of Percia mais ficava de papaguaio vendo meu amigos jogarem. bem espero q pelo menos a fluidez do jogo eles tenham respeitado....



sem avatar Andrei (04/06/2010 00:26:47)   0 0
É um filme adaptado da trama de um jogo, mas ainda é um filme, e querendo ou não terão mudanças que a maioria dos fãs não vão gostar, principalmente se eles não entenderem isso.

É um filme, e o que constroi um bom filme é um bom script, boa equipe, bom diretor e bons atores.

É claro que se eles forem realmente competentes, tentaram fazer um filme bom e o mais proximo possivel do material primário, mas isso é uma obrigação e não algo que se faz apenas se for fã do jogo/gibi.

Tinha gente reclamando do fato dos atores serem de naturalidades diferentes às dos personagens. FODA-SE, o que importa é se fazem um bom trabalho ou não.



sem avatar Flávio Henrique (03/06/2010 22:25:00)   0 0
Concordo Renato mas nós gamemaníacos, dependemos totalmente desta adaptação para a grande invasão dos games ao cinema e parar de ficar babando ovo de qualquer porcaria que aparece de hq nos cinemas.



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Renato Renato (03/06/2010 20:35:04)   106 0
Foda, esse diretor é bom, mas não é nem fã dos jogos...Pra mim uma coisa só sái perfeita quando as pessoas envolvidas gostam do que estão fazendo e no caso de adaptação, têm um certo conhecimento do que está sendo adaptado, vide Zack Snyder, Sam Raimi...

Mas eu li a crítica e o filme parece acima da média pra ser uma adaptação de videogame, então tá valendo.




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