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Recém-Chegada

Renée Zelwegger é a estrela de mais uma comédia romântica sem novidades

Marcelo Forlani
30 de Abril de 2009

Recém-Chegada

Recém-Chegada

New In Town
EUA , 2009 - 97
Comédia / Romance

Direção:
Jonas Elmer

Roteiro:
Kenneth Rance, C. Jay Cox

Elenco:
Paul Brooks, Peter Safran, Darryl Taja, Tracey E. Edmonds

Ruim
Recém Chegada
Recém Chegada

Vamos direto ao ponto: Renée Zellweger não está na lista das minhas atrizes favoritas. Quando surgiu, em Jerry Maguire (1996), ela era uma boa promessa. Ainda pouco conhecida do público geral, ganhou fama e reconhecimento com Enfermeira Betty e Eu, Eu Mesmo e Irene, mas a texana estourou mesmo depois de encarnar o sotaque britânico em O Diário de Bridget Jones. Depois disso, parece que ela só repete o que fez e deu certo. Sua cara é a mesma. A boca fazendo biquinho e as bochechas rosadas. Não importa se é no drama de época Cold Mountain ou em Miss Potter.

A mesmice fica ainda mais aparente quando o assunto são as comédias românticas que, sejamos francos, são todas iguais. Mudam apenas os atores (quando mudam) e o cenário. Em Recém-Chegada (New In Town, 2009), Renée é Lucy Hill, uma executiva de uma empresa da indústria alimentícia que mora na ensolarada e agitada Miami e num piscar de olhos está de mudanças para a fria e pacata New Ulm, Minnesota, cidade com pouco mais de 13 mil habitantes.

Além do choque climático, a loira sente também a diferença das pessoas com quem tem de tratar. Em vez dos cínicos com quem dividia o escritório, ela agora trabalha e mora em uma cidade onde tudo é compartilhado com os vizinhos em segundos - das comidas aos segredos. E seguindo o histórico dos chefes anteriores, há entre os cidadãos de New Ulm um bloqueio generalizado contra a moça, que leva a discussões e brigas em vários níveis.

Seguindo à risca a fórmula das comédias românticas, uma de suas rusgas acontece com o chefe do sindicato local, Ted Mitchell (Harry Connick Jr.), viúvo que mora ali com a sua filha adolescente. Neve vai, neve vem, Lucy começa a entender o funcionamento da cidade e se dar bem com as pessoas por ali, se sentir em casa e, finalmente, aceita pela sociedade. Ato 2 - o problema: vem da matriz a ordem de fechar a fábrica, o que praticamente mataria a cidade. Bom, o ato 3 é aquele que tenta ser bonitinho, charmoso e produtor de lágrimas.

A falta de iniciativa do diretor Jonas Elmer em tentar fazer algo minimamente diferente traz como brinde indesejado uma completa falta de simpatia entre o público e os personagens. Se no final a fábrica fechasse e todos tivessem que sair daquele lugar, talvez eles ficassem até melhor. Principalmente porque Renée não estaria mais por ali usando salto alto na neve e fazendo biquinho toda vez que termina uma frase.



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