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A Rede Social | Crítica

Enquanto o Facebook conecta pessoas, David Fincher isola Mark Zuckerberg em um filme sobre dissonâncias

Marcelo Hessel
02 de Dezembro de 2010

A Rede Social

A Rede Social

The Social Network
EUA , 2010 - 120 minutos
Drama

Direção:
David Fincher

Roteiro:
Aaron Sorkin, Ben Mezrich (livro)

Elenco:
Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake, Armie Hammer, Rooney Mara, Max Minghella, Rashida Jones

Ótimo
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A Rede Social (The Social Network) vence o espectador logo na primeira cena por exaustão, quase por W.O., antes mesmo dos créditos iniciais. Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg) fala sem parar sobre os QIs dos gênio e as fraternidades mais exclusivas de Harvard numa velocidade que a sua namorada, à sua frente, não consegue acompanhar. O barulho no Thirsty Scholar Pub é alto, toca "Ball and Biscuit", e no momento em que Zuckerberg finalmente leva um fora da garota nós podemos ouvir o climático solo de guitarra da música do White Stripes ao fundo.

A trilha sonora executada como extensão do conturbado fluxo de consciência de Zuckerberg é uma das ferramentas de que o diretor David Fincher dispõe para manter o espectador conectado à sua verborrágica história oral da criação do Facebook. Isso fica claro no instante seguinte, a saída do pub, os créditos do filme, quando toca fora de cena a primeira faixa composta por Trent Reznor e Atticus Ross especialmente para a trilha, "Hand Covers Bruise" (é a mesma música que fica ao fundo no site oficial). Nela, acordes simples ao piano vêm acompanhados de um zumbido que nos deixa ao mesmo tempo apreensivos e anestesiados.

Há um clima de urgência se instalando em A Rede Social, como se Mark Zuckerberg, depois do fora, corresse ao dormitório por predestinação, chamado a cumprir um papel milenar que lhe cabe. O nerd não é um macho alfa, de qualquer forma, e como o nosso narrador tem à mão a Internet, o seu fluxo de consciência logo vira uma série de posts rancorosos no velho Livejournal. Para se vingar das mulheres, Zuckerberg hackeia do seu quarto em Harvard algumas redes de faculdades e cria um site que ranqueia fotos de universitárias. Começa a germinar aí a ideia da rede social que o tornou bilionário.

O Zuckerberg real afirma que nunca houve a tal namorada, mas para o filme isso não importa. Como uma advogada diz mais adiante, "todo mito de criação precisa de um diabo", e o gênio overachiever de Harvard não é muito diferente de outros magnatas da comunicação que acabam virando arquétipos de tragédia no cinema - homens que ligam pessoas e terminam sós, que lidam com as palavras mas não conseguem se expressar - como o próprio Charles Foster, o Cidadão Kane.

A Rede Social, então, funciona em dois níveis. O primeiro é o mundo como o narrador Zuckerberg vê, um borrão cor de musgo cheio de eventos desinteressantes. O próprio Fincher - sempre um niilista - em cenas como a da regata, onde o protagonista não está presente, reproduz essa visão (a mecanicidade eterna dos gêmeos remadores é o contraponto ideal aos arroubos de articulação de Zuckerberg). O segundo nível, em oposição, é o mundo de fato - que em seu movimento inercial não se deixa alterar pelos atos de Zuckerberg, ao contrário do que o nosso anti-herói, na sua mania de grandeza, gosta de pensar.

Perguntas como "tenho sua atenção?" e "você está ouvindo o que estou dizendo?" surgem um par de vezes. No fim das contas, embora o Facebook trate de conectividade, David Fincher está fazendo um filme sobre a dissonância. É como o ruído que persiste na trilha de Reznor, literal e metaforicamente.

Nesse sentido, talvez A Rede Social esteja tão próximo de Zodíaco, o melhor filme do diretor, quanto de Cidadão Kane. A impossibilidade de redenção e a estrutura temporal baseada num longo flashback são as mesmas do clássico de 1941, e Zuckerberg tem seu Rosebud pessoal, evidentemente. Já a sensação de impotência é comparável à de Zodíaco, um filme com personagens que também projetam no mundo relações irreais de causa e efeito, para preencher seus vazios. No suspense, o jornalista e o cartunista procuram pistas de um assassino que talvez não exista mais. Em A Rede Social, Zuckerberg, desde aquela primeira cena no bar, enxerga segundas intenções em tudo.

O Mark Zuckerberg da realidade tem todo o direito de reclamar do seu retrato ficcional, que afinal é simplificado para se encaixar num certo perfil, num certo arco. Mas o Zuckerberg do filme, embora pareça, não é uma vítima das circunstâncias ou do seu temperamento. É, sim, vítima de seu tempo.

Assista a cinco cenas de A Rede Social
A Rede Social | Horários e cinemas



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Comentários (83)

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sem avatar Guenia (03/09/2014 20:58:36)   0 0
Achei o filme fascinante, descreve muito bem a criação do Facebook e a discórdia gerada entre seus criadores. O motivo da sua criação, o "fora" que Mark Zuckerberg leva da namorada também é interessante, assim como a maneira vingativa como ele escreve sobre ela na Internet.
Guenia Bunchaft
http://www.sospesquisaerorschach.com.br



Otto Otto (22/10/2012 07:52:58)   8 2
Trilha sonora Otima! feita pelo grande Trent Reznor



Berna Berna (01/05/2012 21:09:06)   8 2
esse filme é sensacional! para todos que gostaram do filme, vale a pena assitir a produçao, nas informaçoes especiais do dvd, e ver as locações maravilhosas, o tratamento do fincher com os atores e a fotografia e direçao impecavel desse filme. nao me canso de assistir.



Joselito Joselito (01/02/2012 16:27:02)   304 1
Melhor filme de 2010 depois de Inception! Merecia 5 ovos sem duvida!



sem avatar Víctor (21/12/2011 02:58:47)   6 3
Filme muito bom. Melhor filme de 2010,na minha opinião. Realmente Trilha Sonora muito boa. A única coisa que eu não gosto nas críticas do omelete é que muitas vezes fazem comparações sem sentido.



LordMarcio LordMarcio (04/08/2011 15:15:44)   87 -4
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Jose Antonio Jose Antonio (16/03/2011 15:57:50)   -4 -3
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bomdiavermes bomdiavermes (10/03/2011 13:28:29)   -20 -4
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Acir Acir (10/03/2011 10:58:32)   -2 0
Parabéns à crítica, muito antes do prêmio do Oscar, omelete percebeu a importância da trilha, "A trilha sonora executada como extensão do conturbado fluxo de consciência de Zuckerberg é uma das ferramentas de que o diretor David Fincher..."



Victor Victor (04/03/2011 23:13:53)   234 1
demorei para comentar sobre o filme, apesar de te-lo assistido no cinema HAEUHOAUHUEAHUE. É ótimo o filme, acho q merecia o Oscar; msm ainda nao tendo assistido O Discurso do Rei (acho vou ver nesse final de semana, rsrs).



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sem avatar Rafael (23/02/2011 23:07:07)   85 -4
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sem avatar bruxo (15/02/2011 17:20:57)   -75 -4
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edgar edgar (13/02/2011 21:21:15)   146 2
A Rede Social é o melhor do Fincher!é um dos melhores filmes da historia!!!!!!!!!!!!!!

a direção desse filme e impecavel,as atuações são todas perfeitas,a fotografia e pra qualquer cínefilo babar,a trilha sonora está no meu Top5 de melhores já feitas,a edição e perfeita,o elenco e perfeito,o roteiro um dos melhores já FEITOS,esse filme é o que considero o que tem os dialogos mais poderosos tanto que já fui atras de vários,mais o melhor é a montagem que e simplesmente A MELHOR DA HISTORIA DO CINEMA,cara poderia ficar aqui o dia todo colocando meus elogios ao ver essa obra prima!


sem avatar Rafael (01/04/2012 15:28:25)   1 0
Quer um elenco perfeito? Um roteiro perfeito? Um filme com diálogos perfeitos? Uma direção perfeita? Então, vá assistir "Network" (Rede de Intrigas, 1976). "A rede social" é brincadeira de criança perto desse filme!


Carlos Carlos (13/02/2011 16:06:38)   1823 0
A Rede Social é um bom filme, mas é um pouco superestimado!
Eu daria 3 ou 4 ovos também, mas o filme não é nenhuma obra-prima...
É somente bom.

Jesse Eisenberg atuou muito bem e foi merecida a indicação dele ao Oscar...
O Garfield e o Timberlake mandaram bem também!



Henrique Henrique (06/02/2011 12:18:07)   98 1
David Fincher volta à boa forma e ao seu dinamismo depois do horrível "O Quarto do Pânico", do bom, mas insosso "Zodíaco", e da versão mais lenta de Forrest Gump: o chatíssimo "O Curioso Caso de Benjamin Button". "A Rede Social" deixa a realidade mais interessante do que de fato é, conseguindo contar a história da criação do Facebook, com algumas licenças poéticas é verdade, no ritmo de um thriller, desenvolvendo muito bem os personagens, inclusive o brasileiro Eduardo Saverin, co-criador (patrocinador) do site.



DEIVSON DEIVSON (05/02/2011 23:48:33)   0 0
Nunca desejei fazer parte de outras redes sociais que não fosse o “velho” e já bem familiar Orkut, na verdade não despertei a curiosidade necessária para ter “perfil” com outra rede social, e assim, perder mais horas e horas numa atividade qualquer da rede. Recebi diversos convites para o “Facebook”, tão é voga atualmente! Mas se antes eu não tinha interesse, depois que assisti ao filme, excelente por sinal, eu definitivamente decidi realmente não querer participar dessa rede em especial! Confesso que o filme prendeu minha atenção e me deixou com um sentimento ambíguo, misto de uma admiração, até determinado aspecto, e também de raiva de Mark Zuckerberg, um dos criadores da rede. O filme retrata um garoto indiscutivelmente genial e também muito tímido, além de mimado, revoltado, vingativo, muito ganancioso, trapaceiro, extremamente arrogante, frio e que passa boa parte do dia de chinelo e moletom. Na hora em que assistia ao filme, por alguns minutos perdi minha atenção, lembrei de algumas pessoas com o mesmo perfil emocional e psicológico do rapaz, inclusive pessoas que hoje se aproveitam dessas e outras redes sociais não para conhecer amigos ou conhecer quem sabe alguém especial, mas para agir com a mesma frieza e arrogância do jovem criador da rede. Mas isso é só um detalhe de “elucubrações” pessoais e... Experiências desagradáveis, como a vivida pela jovem do filme, namorada do rapaz, que ao perceber estar se relacionando com um grande otário, frio, egocêntrico e insensível resolve dar o fora, antes, claro, desabafando seus sentimentos e falando ao rapaz tudo o que sentia e achava sobre ele!
O longa metragem, que estreou no Brasil em três de dezembro, manifesta-se como a história do Facebook, a maior rede social do planeta, segundo dados da própria rede, com mais de 500 milhões de usuários. Mas uma coisa que à priori pode-se saber do filme, é que o mesmo relata parte do trajeto da vida de Zuckerberg, tido como um prodígio da computação que se tornou bilionário aos 23 anos, cuja história serve para Fincher, o diretor, traçar um retrato crítico da juventude atual... Vê, porque me lembrei de alguém?! E quase como um antropólogo, o diretor comprova sua capacidade de analisar o homem, seja ele um assassino em série, como fez em: SEVEN, um repórter policial ou um nerd. “A rede social” tem como cenário a famosa Universidade de Harvard, no ano de 2003. Zuckerberg, muito bem representado pelo ator Jesse Eisemberg, é um jovem estudante que acaba de ser largado pela namorada. Para se vingar, insatisfeito com as verdades ditas pela moça, ele então se torna se um blogueiro sociopata (meu Deus, o filme é de fato um retrato quase que fiel da atualidade, das ações de gente fria, mentirosa, infiel, enganadora e que pratica, só como um dos exemplos, o já conhecido Bullyng, atrás de suas telas, em seus quartos, próximos aos seus “armários”, sem coragem para mostrar a cara, mas impiedosamente.). Continuando, o que Zuckerberg faz após ter seu comportamento desprezível nomeado e enumerado pela garota é voltar para casa e destruir a reputação dela e, em seguida, cria ao lado do programador brasileiro Eduardo Saverin (Andrew Garfield) um aplicativo batizado de Facemash, cujo mote é ranquear e promover uma disputa de beleza entre as universitárias. O que acontece? Qual o resultado disso? A invenção o torna popular pela primeira vez. Três amigos, vendo o potencial do rapaz, o convidam então para ajudar a pôr no ar um projeto pessoal: Uma rede social universitária, de nicho, em que os cadastrados poderão se relacionar sabendo exatamente quem é a pessoa por trás da tela do monitor. Enquanto os amigos investem no site, Zuckerberg se tranca em seu quarto e, num cômodo processo de copia e cola, pega os elementos desses colegas e os aprimora para aquilo que se tornaria o seu “The Facebook”, aceito instantaneamente em Harvard e em outras faculdades americanas e européias. O sucesso, no entanto, o leva a complicações na vida social e profissional. Muito mais do que um filme do Facebook é um retrato de um indivíduo realmente complexo, e claro, genial. A direção está brilhante no desenvolvimento da trama e na forma como o elenco foi conduzido. A narrativa não é linear, mescla cenas do passado com o presente, como Zuckerberg hora programando e hora, se defendendo no tribunal universitário de seus ex-colegas que lutam pelo crédito a que têm direito. Essas cenas de disputa são bem tensas e apresentam uma geração promissora de novos atores. Eisemberg interpreta com uma arrogância silenciosa: Ele não sorri nem altera o tom de voz e tem uma forma de falar meio que atropelando as palavras. Já o ator Garfield, brevemente o novo Homem-Aranha, destaca-se pela carga dramática que emprega ao seu personagem, numa passagem triste e indignante em que o melhor e praticamente único amigo de Zuckerberg leva uma rasteira daquelas.
O filme é atualíssimo não por ter apenas o Facebook, contudo, por abordar questões pertinentes como o bullying virtual, que fiz referência e a falsa sensação de poder que a internet pode criar. Sem falar em outras questões... O filme é um drama que tem vários elementos favoráveis para ganhar o prêmio mais desejado da indústria cinematográfica, o tão reverenciado Oscar, que acontecerá no final de fevereiro. É praticamente dado como certa, em várias apostas feitas por críticos e especialistas da área, que a película será agraciada a “melhor” de 2010. Existem outras indicações também, uma delas, justa no meu ponto de vista, é a de melhor ator, mas a Academia não costuma premiar, numa categoria tão importante, atores iniciantes, sem outros papeis significativos, aliás, o ator mais jovem a vencer o prêmio como melhor ator foi Adrien Brody, por The Pianist, com então 29 anos. Tudo indica que este ano o vencedor da categoria será o excelente ator Colin Firth, indicado no ano passado por sua boa atuação no filme: “A single man”, apesar da atuação de Jesse Eisenberg mostrar de forma espetacular uma pessoa fria, calculista, ambiciosa, sem medo de processos e de ninguém, mas que no fundo se sente arrependido e sozinho, sem demonstrar tais fragilidades. Como dito anteriormente “A Rede Social” é muito mais do que um simples filme sobre a criação do Facebook, o longa mostra também uma história de amizade destruída por dinheiro, ambição, insegurança, caráter (falta do mesmo ou ao menos duvidoso) e desejo de obter fama. A Rede Social é um excelente filme, de certa forma passa-nos uma lição de vida, sem tal intenção, pois aí seria chato ficar tanto tempo sentando na poltrona para receber lições de moral, mas despretensiosamente nos diz que tudo na vida tem um preço... E tem mesmo. Um dos lances mais legais do filme é mostrar que a obsessão do louco em criar uma ferramenta que estabelecesse um elo entre as pessoas, mesmo que inicialmente superficial, foi responsável por desfazer a única união verdadeira (de amizade) que ele tinha no mundo real. Isso é algo que não pode passar despercebido. The Social Network (no original) é sim um dos melhores filmes de 2010, apesar do ano não ter tido grandes safras, mas o filme merece ser conferido com atenção por retratar, dentre outras informações, como um sujeito nada social, maquiavélico, alheio aos sentimentos dos outros e realmente gélido, foi capaz de criar algo que para muitos significa alegria, interesse caracteristicamente humano ao possibilitar reencontrar amigos queridos, a euforia e a sorte de unir corações carentes, unir gente com as mesmas afinidades, propiciar muitas paixões, e até relações sólidas e reais, enfim, histórias na grande maioria felizes, tudo isso promovido por essa pessoa fria, criadora da maior e mais celebrada comunidade social da internet, mas que em meio aos seus bilhões parece ser e estar no íntimo tão só... Seria muito intrigante tal condição se a história não tivesse mostrado tudo o que ele fez, ou deixou de fazer, com arrogância, mentira, traição, engano, covardia, vingança e egoísmo, para satisfazer apenas seus interesses pessoais!
DEIVSON CERQUEIRA GONÇALVES DAMASCENA.


Joselito Joselito (01/02/2012 16:31:34)   304 0
Mais pra que esse texto?...


Nathanael Nathanael (26/01/2011 20:06:31)   20 4
Hoje apenas um filme, no futuro um clássico. Pode ser que considerem um exagero o que eu vou dizer, mas é a minha opinião, pra mim o filme é perfeito e o melhor do ano sem duvida! Fincher criou o Cidadão Kane moderno!!!!



Dalton Dalton (24/01/2011 14:47:40)   327 3
Excelente filme! Rítimo frenético assim como é a vida de quem trabalha com internet, mesmo pra quem nao é do meio o filme consegue prender pelo ótimo enredo



thiago thiago (11/01/2011 01:07:44)   0 -1
Esse tipo de filme é difícil criticar...

Como é baseado em fatos reais não posso reclamar, mas me irritou ao extremo as discussões sobre dar carne de galinha para uma galinha...

Eu esperava diálogos mais inteligentes.. mas nos 3 primeiros minutos de filme já percebi que não seria bem assim.

É um bom filme, não posso reclamar da competência dos envolvidos.. 4 ovinhos merecidos.






sem avatar Clayton (31/12/2010 04:30:11)   6 1
Assisti o filme hoje. Como não sou critico de cinema me limitarei a dizer que gostei bastante.
Um ponto a destacar da história é o quanto é interessante saber como um brasileiro ajudou a criar, foi passado para trás e correu atrás dos seus direitos em um empreendimento desse porte no velho mundo.



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Eustaquio Eustaquio (31/12/2010 00:35:05)   1 0
tema do anoO...
corre risco de ganhar o oscar por causa dissoO...
mesmo caso do GUERRA AO TERROR...



sem avatar atico (29/12/2010 08:15:10)   3 1
Fincher é para mim uns dois melhores diretores de cinema da atualidade, até hoje não há no seu currículo um filme que se possa dizer que é ruim. Torço para que a academia finalmente o premie, porque já passou da hora.



sem avatar thiago (26/12/2010 23:21:35)   -2 -2
Como disseram, o grande feito do Fincher foi transformar uma história fraca num filme médio. Quem acha que esse filme é grande coisa é pq ou é louco da cabeça e portanto a exemplo da equipe do Omelete, detestou a Origem, este sim o filme do ano...



Marcelo Marcelo (19/12/2010 20:59:56)   3 2
Realmente é um ótimo filme, sem dúvidas merece todos os elogios q vem recebendo.E Jesse Eisenberg é a minha aposta para faturar os principais prêmios de ator pq ele trabalha muito.



Pedro Pedro (18/12/2010 17:01:06)   1 2
Esee filme, vi ontem, dia 19 de dezembro, simplesmente impecavel. Eu sai da sala do cinema muito feliz com que tinha visto na tela do cinema. Ele contém aquilo que o público quer ver, com dialogos intrigantes. Recomendo, daria 5 ovos na lata.



Juliano Cézar Juliano Cézar (16/12/2010 02:48:26)   0 0
Tem um trilhão de filmes do Fincher melhores que Zodíaco: Clube da Luta, Benjamin Button e o próprio Rede Social. Mas é questão opinião. Eu não sei se minha visão do que deve ser uma crítica está errada, mas acho que uma crítica deve conter comentários sobre a atuação, a parte técnica, e não focar somente no enredo.



mayana mayana (15/12/2010 17:27:45)   1 -1
ötima critica gostei do filme, mas ainda prefiro clube da luta



sem avatar ana (15/12/2010 00:20:39)   -2 -2
Pessoal, na boa: um filme sobre um babaca para quem tem valores de babaca. Intolerável.


sem avatar Lourival (14/10/2011 04:18:01)   2 2
Na boa, seu comentário foi totalmente inútil. Além disso fale por você quando diz que o filme é sobre quem tem "valores de babaca"


sem avatar Marcelo (08/12/2010 17:38:00)   0 0
Quero ver esse filme, mas quero que Toy Story 3 ganhe o oscar ^^

Eu acho que o Hessel tem conhecimento mais que suficiente para falar se um filme é ruim ou bom. O pessoal tem que crescer um pouco antes de vir aqui nos comentarios pra falar se a CRITICA do filme é boa.

Creio eu que os comentarios do omelete foram permitidos para que os leitores comentassem do filme.

Quero ver que se abilita a colocar um breve curriculo antes de detonar a critica do hessel.

Não quero puxar o saco de ninguem, mas os caras que trabalham no omelete são super inteligentes e se eles falarem um dia que Titanic é uma merda é porque eles tem anos de experiencia com cinema e jornalismo para afirmar isso.

Ou seja se não gostarem de CRITICA guardem pra vocês a maioria dos leitores ta afim de ver comentarios sobre o filme.



edgar edgar (07/12/2010 10:21:47)   146 0
não acho o melhor do fincher seu melhor filme sem dúvidas e se7en um dos meus favoritos.



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edgar edgar (07/12/2010 10:21:04)   146 1
asssti o filme e daria 5 ovos na lata!
o jeito que fincher conta a historia e única,as atuações ótimas(destaque para o andrew garfield o proximo homem aranha é os gemeos)a trilha sonora e a cereja do bolo só digo uma coisa a briga do oscar vai ser pesada.



sem avatar João Marcos (06/12/2010 17:33:18)   1 0
"Há uma frase no roteiro de A Rede Social, dita pelo verborrágico Sean Parker (Justin Timberlake), que não só resume bem as motivações por trás da criação do maior site de relacionamentos do mundo, o Facebook, como expressa de forma eficiente a crença - consciente ou não - que leva cerca de meio bilhão de pessoas ao redor do mundo (sem contar os usuários de redes semelhantes como Orkut, MySpace e Twitter) a estabelecer a ferramenta criada por Mark Zuckerberg como uma espécie de alter-ego virtual, ainda que em troca da própria privacidade e, em casos mais extremos, de relações verdadeiras com outros seres humanos de carne e osso: "Antigamente nós vivíamos na fazenda. Depois passamos a morar na cidade e agora, viveremos na internet"."

Esta é a introdução da minha crítica ao filme. Quem quiser lê-la inteira, acesse meu blog: http://pipocadosoutros.blogspot.com/2010/12/rede-social.html

Abraços!



Jardel Jardel (06/12/2010 14:53:02)   5 -1
Critica é critica e vice-versa, mas essa foi horrorosa.

Pela critica em si eu pensei que nem tinha dado nota ao filme, não sei se foi para tentar igualar nos diálogos do filme e no QI Zuckerberg, mas a critica foi horrorosa.

Um dos melhores filmes que assisti esse ano, se não tivesse visto o antes e lendo essa critica não iria a uma sala de cinema.

Não sei se é imprenssão minha, mas uma critica assim é no minimo tendenciosa.

No mais, quem nao assistiu, gosta de filmes eu recomendo, só que leia outra critica antes, essa foi de doer os ovos.



Raissa Raissa (06/12/2010 14:10:11)   1 0
Uma critica muito boa, como eu já pensava, esse filme tem grandes chances para o Oscar, só dizendo. Vou torcer.



Carlos Eduardo Carlos Eduardo (06/12/2010 11:10:40)   -14 0
kkkkkkkkkkk, esse hessel ate dando 5 ovos ele acharia defeitos pra falar do filme.
Se você ja da 3 ovos pra cim,a é implícito que aponte os pontos positivos da bagaça.
O hessel sempre, bom ou ruim o filme, fala mal.



T-101 T-101 (06/12/2010 09:27:42)   30 0
Caramba com certeza um dos melhores filmes desse ano. Gostei da crítica do Hessel que deu 4 ovos, não querendo criticalo(cada um da sua nota sem problema) mas eu dou 5 ovos!



sem avatar Lucas (06/12/2010 09:15:38)   1 0
meu, que chatice, parece que o omelete virou uma central de críticos para críticas de cinema.



sem avatar Fernando (05/12/2010 23:57:55)   0 0
Assisti na estreia... Vale a pena... MUITOOOOO



Madame Madame (05/12/2010 23:06:45)   5 0
ahh, crítica boa, com alguns detalhes que não percebi....



Madame Madame (05/12/2010 23:03:42)   5 0
Assisti e a-do-rei! Um dos melhores filmes do ano, com certeza! Não diria que é o melhor de fincher, é muito difícil superar se7en e clube da luta... mas mantém ele num nivel de muito respeito! recomendo!



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Nilson Nilson (05/12/2010 16:40:21)   -8 -1
Assisti e gostei muito. Pena que Piratas da Informatica e Caçada Virtual nao tiveram o mesmo tratamento, apesar de considerar Pirats da Informatica excelente, mesmo tendo cara de sessao da tarde... David Fincher é um otimo diretor e nao deixa a peteca cair.



Ronny Ronny (05/12/2010 14:52:59)   136 0
se o filme é tudo isso ou nao,eu nao sei

mas eu queria saber pq diabos nao foi eu q criei esse bobagem chamada facebook?

eu poderia se retratado d qualquer forma no cinema q nao estaria nem ai ......



Ronny Ronny (05/12/2010 14:47:38)   136 0
vi o filme ontem,e´bom sim

mas esse grande diretor tem melhores



sem avatar Tiago (05/12/2010 14:07:32)   6 0
Apesar de ser um bom filme discordo que Zodiaco seja o melhor filme de Fincher,pra mim ele só é melhor que O Quarto do Pânico e Alien 3,o melhor apesar de achar todos bons(exceto Alien 3 que é razoável)sem dúvidas é Se7en.



Rafael Rafael (04/12/2010 11:49:35)   31 0
Achei o filme meio chato, mas Zodíaco é pior ainda. Tá longe de ser o melhor filme do ano. Apesar de ser meio arrastado eu indico esse filme, vale a pena. Pelo menos deu pra ver que Andrew Garfield é um excelente ator e foi a escolha certa para viver Peter Parker



Rodolfo Rodolfo (04/12/2010 02:04:06)   1 0
Hessel, suas críticas são ótimas. Mas você fala mais do ovo ausente do que dos 4 ovos presentes.

Falou, falou e não disse praticamente nada que justificasse essa nota 8. Lendo somente a crítica, apostaria que você deu 2 ou 3 ovos.



DR. Zaius, ministro da ciência e defensor da fé! DR. Zaius, ministro da ... (03/12/2010 23:22:05)   1031 0
@Victor, "quem quer ser um milionário é realmente de lascar! Foi o "Guerra ao terror de 2008"...



sem avatar Paulo Vinicius (03/12/2010 21:09:09)   123 0
zuckenberg ta longe de ser a vitima dessa história tanto real quanto ficcional...

hessel vc compara o filme com cidadão kane e da 4 ovos pra ele??? e existe maior senso de impossibilidade de redenção e impotencia que o final de seven??? a gente tenta te defender mas ta ficando dificil...



Victor Victor (03/12/2010 20:56:49)   60 0
Excelente crítica Hessel!!

Concerteza verei no cinema.

Todos falando de Zodíaco,Clube da Luta.Mas para mim, o melhor filme do David Fincher foi,O Curioso Caso de Banjamim Button.Um filme espetacular.Só não ganhou o Oscar,porque "Quem quer ser um milionário"
é uma "obra de arte".

ps:pelo primeiro "termômetro",A Rede Social vem forte para o Oscar.



Henrique Henrique (03/12/2010 18:59:58)   51 0
Marcelo Hessel e suas críticas pseudo-intelectuais, hehe.
Ainda bem que temos três críticos de cinema...




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