A nova versão de Scarface, que a Universal oficializou em setembro, encontrou um roteirista: David Ayer, que escreveu Dia de Treinamento e dirigiu policiais como Os Reis da Rua.
O filme dará um tratamento contemporâneo ao gângster. A ideia não é realizar um remake ou uma continuação, mas apenas usar os elementos em comum dos Scarface de 1932 e de 1983: um imigrante, alguém estranho a um ambiente, que embarca na carreira criminosa para conseguir, através de violência, sua própria visão distorcida do "Sonho Americano".
No primeiro filme, de Howard Hawks, o personagem era um italiano (vivido por Paul Muni). No segundo, de Brian De Palma, estrelado por Al Pacino, tornou-se cubano. O novo Scarface é produzido tem participação do produtor do filme oitentista, Martin Bregman.
Ayer falou ao Deadline sobre o desafio: "Eu estudei tanto o original de Ben Hecht e Howard Hawks quanto a versão de DePalma e Pacino, e encontrei temas universais. Ainda estou achando como traduzir isso, mas os dois primeiros filmes tinham um lugar, uma especificidade, a violência sem pudor e um personagem principal que assustava socialmente as pessoas mas tinha seu próprio código de honra. Cada um deles foi fiel ao submundo de sua era. Há oportunidades demais no mundo real hoje que permitem contar essa história direito. Se eu tentasse refazer o filme de 1983 não daria certo".
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