J.J. Abrams sabe contar uma boa história. Disso, acho que ninguém mais duvida. Mas aos descrentes, vale dizer que na semana passada o Omelete teve a chance de assistir a 20 minutos de seu novo filme, Super 8, um dos mais esperados do ano aqui da Cozinha. Aproveitando ainda a empolgação pelo que vimos e o fato de o projeto só estrear por aqui em agosto, resolvemos fazer um preview, que nós apelidamos por aqui de "Da Frigideira".
Antes de mais nada, devemos destacar que o motivo de tamanha ansiedade desta vez não é só pelo trabalho de Abrams, mas também de seu parceiro nesta empreitada, um veterano de Hollywood chamado Steven Spielberg, que assina a produção executiva do longa-metragem. O projeto deve empolgar a todos os cinéfilos, principalmente aqueles que fizeram seus primeiros filmes justamente usando uma câmera Super 8.
Antes de mostrar aos presentes as cenas, o próprio Abrams aparece na tela do cinema para fazer uma introdução do que será mostrado. Ao todo foram três sequências.
A primeira colocava lado a lado Joe Lamb (Joel Courtney) e seu pai Jackson Lamb (Kyle Chandler). O clima é tenso e demoramos poucos segundos para saber que a mãe de Joe morreu há pouco e que naqueles hoje distantes anos 70, a distância entre pai e filho era muito maior do que a temos hoje. Por isso, Jackson entrega para o menino um folheto do acampamento de baseball onde ele deverá passar boa parte das suas férias de verão. "É o que nós precisamos", diz o pai. Antes de encerrar, vemos o menino dizendo que precisa antes terminar o filme que está fazendo com seus amigos.
A cena seguinte mostra Joe no meio da noite se arrumando para deixar a casa enquanto conversa com seu amigo pelo walkie-talkie. Ele vai se encontrar com a turma que está fazendo um filme de zumbis usando uma câmera Super 8. Quando estão todos parados na rua quando chega a condução: Alice Dainard (Elle Fanning) dirigindo um carrão amarelo. Quando vê Joe, filho de um policial, a menina fica irritadíssima, pois não tem habilitação para dirigir. Quando os nervos se acalmam, eles partem para uma estação de trem, onde vão filmar. Desde o começo dá para sacar o climinha entre Joe e Alice, que só aumenta. Depois de um ensaio de deixar marmanjo com lágrima no olho, é hora de rodar a câmera de verdade. Eles não querem perder a oportunidade de fazer a cena enquanto um trem está passando pela estação. Mas uma caminhonete vem andando junto ao trem, sobe no trilho e BUUUUUUUUUM! Na verdade, muitos buns! O trem vai se destruindo e acabando com tudo ao redor, inclusive o local onde os meninos faziam seu filme. Em um dos vagões dá para ver algo muito grande e forte batendo na porta, tentando escapar. Muita correria, explosões e medo depois, os garotos começam a se reunir e ver o tamanho do estrago que acabaram de presenciar. Joe conta para os outros que não foi um acidente, que ele viu a caminhonete desviando para cima do trem. Quando chegam perto do veículo (muito mais inteiro do que o trem que acabou de destruir), eles encontram o seu professor de biologia, que os manda sair dali o quanto antes, ou colocarão em risco até mesmo a vida de seus pais. Com uma arma apontada em suas direções e luzes vindo ao seu encontro, eles saem correndo dali - não sem antes pegar seu equipamento de filmagem e um estranho cubo metálico pesado.
A terceira sequência acontece em um posto de gasolina. Um adolescente que trabalha no local ouve seu novíssimo walkmen enquanto o xerife para por ali para abastecer sua viatura. Barulhos no escuro, cachorros fugindo em bando e, no reflexo, um ser enorme atrás do policial, que já era. A cena chega a ser engraçada, pois faz aquela já conhecida piada do jovem ouvindo som no máximo enquanto a destruição acontece atrás dele. Mas ele também não escapará ileso.
Foi isso. Vinte minutos que me deixaram com ainda mais vontade de ver o filme completo. A sequência do trem descarrilhando é de deixar maratonista sem fôlego. E as crianças, do pouco que foi mostrado, carregam uma mistura de Goonies com Conta Comigo (Stand By Me). São jovens se descobrindo, unidos por um ideal em comum e, acima de tudo, puros. Não é à toa que J.J. Abrams guardou alguns segundos de seu discurso para elogiá-los, dizendo que estava procurando crianças comuns, como você e eu, e não atores perfeitinhos de Hollywood.
O problema agora é esperar até 12 de agosto, quando o filme estreia aqui no Brasil. Antes disso, porém, o Omelete vai publicar entrevistas exclusivas com o elenco e o próprio J.J. Abrams que, entre outras coisas, falou sobre a campanha viral do filme e o aplicativo para iPhone, que foi usado para fazer a versão em vídeo (Super 8) deste artigo prévio. Veja abaixo:
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