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Um sonho de filme em forma de pesadelo

Um sonho de filme em forma de pesadelo

Marcelo Forlani
02 de Novembro de 2001

Requiem em latim significa repouso. Requiém para um sonho, o terceiro filme do diretor Darren Aronofsky, propicia ao espectador vários sentimentos. O repouso, com certeza, não é um deles. Desde o início, é a tensão quem dá as cartas.

Mais do que pela história dos três jovens viciados (Jared Leto, Marlon Wayans, Jennifer Connelly) em cocaína e heroína e da mãe (Ellen Burstyn) de um deles, cujo maior (talvez único) sonho seja participar de um programa de TV, este filme merece atenção pelas suas qualidades cinematográficas. Começando pelo cuidado estético, muitas vezes sujo, outras tantas claro e quase bonito. Quase! A trilha sonora incidental é angustiante e uns "tic tacs" catalisam este sentimento e o elevam à nona potência. A montagem tem momentos de videoclipe quando mostra o trio se drogando, por exemplo, e até divide a tela em dois, mostrando ações distintas de diferentes personagens.

Requiém é um filme diferente do que normalmente se vê por aí. Ele é pesado. Sair do cinema tenso e com os ombros pesados é inevitável. Diversão&qt& Nem pensar! Os tradicionais clichês de Hollywood ficaram talvez para um dos próximos filmes do diretor, Batman - Ano Um, programado inicialmente para 2002. Compará-lo com outra obra é bem complicado também. Tem um pouco de Magnólia, umas pitadas de Trainspotting e, claro, um clima parecido com Pi, a estréia de Aronofsky na direção.

O cineasta, tido como uma das maiores promessas dos últimos tempos, brinca com o ritmo da sua história como um DJ muda o pitch (batida) das suas pick-ups. Fora isso, conseguiu quatro ótimas atuações. Ele foi buscar uma perdida Ellen Burstyn, que não fazia nada tão forte desde "O Exorcista" (The Exorcist, 1973), e conseguiu arrancar dela uma atuação que lhe rendeu uma indicação ao Oscar com direito a ser tratada como grande favorita. A sua transformação durante os 102 minutos da fita é brilhante. Sobre os outros atores, saí do filme com uma pergunta: por que será que atores que fazem papel de viciado sempre se sobressaem tanto&qt& Pensem comigo: Ewan McGregor em "Trainspotting" é sensacional e Leonardo di Caprio está impecável em "Diário de um Adolescente". Quem souber a resposta, por favor, me escreva. Mas antes, vá ao cinema ver Requiém para um sonho.


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Comentários (2)

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sem avatar Rafael (06/04/2011 05:49:48)   2 2
Verdade.
Não é nada emergencial, mas poderiam fazer conforme os diretores fossem reaparecendo no mercado como é o caso do Aronofsky.



gabriel gabriel (12/02/2011 21:31:10)   2 1
vcs do omelete podiam fazer uma ronda pelo site e reavaliar as criticas antigas e dizer quantos ovos valem!
seria uma boa opçao contra a preguiça do leitor...




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