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O Homem da Máfia | Crítica

A crise financeira de 2008 transposta para a Boston de George V. Higgins

Marcelo Hessel
29 de Novembro de 2012

O Homem da Máfia

O Homem da Máfia

Killing Them Softly
EUA , 2012 - 97 minutos
Policial

Direção:
Andrew Dominik

Roteiro:
Andrew Dominik, George V. Higgins (livro)

Elenco:
Brad Pitt, Scoot McNairy, Ben Mendelsohn, James Gandolfini, Richard Jenkins, Vincent Curatola, Ray Liotta, Trevor Long, Max Casella, Sam Shepard, Slaine, Linara Washington

Bom
o homem da máfia
o homem da máfia
o homem da máfia

"Vou te contar uma coisa", diz James Gandolfini para Brad Pitt a certa altura de O Homem da Máfia (Killing Them Softly), um filme falado, essencialmente feito de negociações, conversa mole e uma ou outra confissão forçada. "Sabe o que é bom de verdade? O c* de uma jovem judia que se prostitui. You take that to the bank, my friend."

Essa expressão em inglês - "leve essa para o banco" significa algo como "pode confiar, é a mais pura verdade" - diz muito sobre a cultura dos EUA e sobre uma tradição de confiança nas instituições financeiras que foi quebrada na crise de 2008. Hoje entende-se que o colapso foi motivado em boa medida pela política de desregulamentação do setor, nos governos Clinton e W. Bush. Se confiamos nos bancos acima de tudo, afinal, para que botar o governo ou alguma agência reguladora para vigiá-los?

Deu no que deu. Bush terminou seu mandato naquele ano autorizando uma intervenção pesada e uma injeção monstro de dinheiro nos bancos de investimento para conter a sangria de Wall Street. A recessão tem sido ostensivamente tratada em filmes como Trabalho Interno e Margin Call - sem contar os que abordam a crise indiretamente, como um estado de espírito da nação - e com O Homem da Máfia não é diferente.

Na verdade, o longa do australiano Andrew Dominik não se limita a tratá-la como metáfora; há tantas referências e tantos paralelos ao longo do filme que conhecer, pelo menos por cima, os eventos da crise de crédito se torna um requisito para entender o que Dominik está tentando dizer. Ele pega o romance de 1974 Cogan's Trade, de George V. Higgins (autor de histórias de máfia em Boston como o livro que deu origem ao clássico Os Amigos de Eddie Coyle), e traz a trama para 2008 justamente para falar do colapso.

Jackie Cogan, o personagem de Brad Pitt, por exemplo, o tal "homem da máfia", é um interventor como Hank Paulson, o Secretário do Tesouro dos EUA que liderou a manobra no auge da crise. Jackie surge depois de uns 30 minutos de trama, enquanto no rádio ao fundo (o filme é cheio de rádios e TVs sintonizadas no noticiário) se escuta sobre a intervenção do governo - o que define o paralelo entre os dois. Como Paulson foi um megabanqueiro antes de se tornar Secretário do Tesouro, dá pra dizer que ele, assim como Jackie, também é um "homem da máfia".

Na trama, Jackie serve de interventor "estatal" dos gângsteres de Boston para investigar quem praticou o assalto a um jogo de pôquer de alto nível que ocorria sob proteção da máfia. Bem vestido e penteado, de fala tranquila e movimentos suaves, Jackie é o típico Mr. Wolf, o solucionador que só se irrita quando presencia a incompetência dos outros. Em O Homem da Máfia, os "outros" são basicamente todas as pessoas que reclamam da falta de dinheiro e de oportunidades por conta da crise.

Dominik filma uma Boston que parece estar já no auge da recessão, uma cidade largada desde o primeiro plano, quando a câmera sai de um túnel em direção a um páteo cheio de lixo. A pouca ação de O Homem da Máfia acontece em noites chuvosas, ruas desertas e bares vazios - um cenário de apocalipse. Quando um personagem é assassinado num cruzamento, chega a ser cômico o momento em que o carro dele é atingido por outros dois veículos; em nenhuma outra cena do filme se vê tanto tráfego.

Essa ambientação é o ponto forte de Dominik, mais do que o discurso. Ela dá o tom de um filme soturno e desesperançado que pesa a mão na literalidade do seu Retrato da América e que fica no limite entre o engenho e a pretensão, assim como o filme anterior do diretor com Pitt, O Assassinato de Jesse James.

Talvez, no fim das contas, seja mais negócio assistir a Grande Demais para Quebrar (Too Big to Fail), de 2011, o melhor filme sobre a crise, em que Curtis Hanson refaz o percurso da intervenção - com William Hurt excepcional do papel de Hank Paulson - e que é, aí sim, um assombroso thriller de máfia cheio de ação.

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Comentários (69)

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sem avatar Marcio (22/04/2013 11:44:36)   -9 0
Terceiro longa metragem do diretor Andrew Dominik, O Homem da Máfia, elabora um retrato da América no fim do governo Bush e o começo de Obama.
Quando Dominik dirigiu Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford nos mostrou um faroeste com muitos diálogos e uma câmera muito mais preocupada com a reação dos atores. A ação não era tão importante. Assim, quando ele trata de um tema como a máfia, não seria diferente. Parece que é esse seu estilo de filmagem. Não espere ação desse filme. Tiros e outras coisas mais. O cartaz mostrando Brad Pitt com uma arma em punho é só mais um marketing para pensarmos que estamos embarcando em um filme de ação.
A história narra o desenrolar dos acontecimentos após um assalto em uma casa de carteado que é controlada por mafiosos. Quem tomava conta dessa casa era Markie Trattman (Ray Liotta), um cara boa praça que a máfia tinha certo “carinho”. O problema é que essa casa já fora assaltada por capangas que trabalhavam a mando de Trattman. E pior, após um tempo ele ainda admite que realmente fora ele. Assim quando há um novo assalto os olhos recaem sobre ele. Para resolver de maneira clara a máfia resolve chamar um assassino profissional e dessa maneira somos apresentado a Jackie Cogan (Brad Pitt).
O filme não vai agradar ao publico que esperar muita ação e planos mirabolantes para desenvolver os fatos. Agora quem aceitar a história ser narrada com uma câmera tranqüila sem movimentos bruscos, interessada nos personagens, nos diálogos e nas imagens só tem a ganhar. O filme faz uma analogia clara com o momento em que os EUA viviam na época da eleição em que Obama ganhou pela primeira vez. Um EUA em grande crise econômica, que acabou deixando o mundo da mesma maneira. O foco é principalmente o que Bush fez para tentar contornar a crise e o discurso que Obama pregava para ganhar as eleições: Change (mudança). Cogan não deixa barato esse discurso e define em poucas palavras o que são os EUA.
Dominik que dirige e também é o roteirista, filma de maneira perfeita. Desenvolve assassinatos em câmera lenta enfatizando a destruição em que as balas fazem em um corpo. Mostra assassinatos da maneira como são: brutos, crus. Elabora efeitos para nos mostrar o quanto um personagem está drogado e como ele sai da realidade e volta. Filma rimas visuais como a entrada e a saída de um personagem por portas específicas. Ruas decadentes, assassinos da mesma maneira, ambientes sujos enaltecendo a vida de alguns personagens e ruas vazias sem casas ratificando a decadência americana. Há quadros em que há casas deterioradas e uma casa é apresentada até sem paredes. Existe móveis onde algum dia existiu uma casa e não é à toa. Estamos falando de um filme que é narrado no tempo em que há uma crise provocada por empréstimos hipotecários. Quando foram pagar os empréstimos os juros estavam altos demais e o preço dos imóveis baixos. Os imóveis não serviam para pagar o grande volume de empréstimos. A crise veio daí por diante.
Um filme muito bom que recompensa quem está interessado a buscar nos filmes muito mais do que só um passatempo.

http://embriagadospelocinema.blogspot.com.br/2013/03/critica.html



Jefferson Madeira Jefferson Madeira (11/03/2013 12:14:44)   1421 2
Pretensioso!

Sem mais...



OOooo



sem avatar Gian (02/03/2013 15:47:07)   -11 1
Não gostei,esperava muito mais,um dos poucos filmes do bradd em que achei que ele pisou na melancia e não rolou.



sem avatar Marcelo (04/02/2013 08:57:59)   0 0
Filme bom, apesar de o trailer vender um filme que parece que vai ser corrido cheio de ação do Snatch, mas praticamente toda ação que o filme vai ter está mostrada no trailer, o filme passa um ritmo lento arrastado com muitos dialogos que lembra a série The Sopranos inclusive por ter três atores da série no filme.
Acho que o maior detaque do é a excelênte fotografia.
No final minhas duvidas foi , pra que raio serviu o Mike, o drogado teve sua divida paga com a Máfia e Ray Liotta só serviu de saco de pancada?



sem avatar Pedro (28/01/2013 19:11:11)   0 0
Para acabar com a confusão, o filme SE PASSA em Boston, mas foi FILMADO em New Orleans. Gostei de algumas colocações da crítica, mas achei que faltou ressaltar pontos importantes. Não vi por exemplo a discussão sobre o reflexo da decadência do "american way of life" refletido na decadência da máfia, antes tão glamourizada pelo cinema norte-americano. Discordo veemente de que o filme, "beira a pretensão", acho a crítica do Dominick muito válida e acredito que ele seja um diretor de grande talento por ter conduzido muito bem a trama, com planos bem pensados e não aleatórios. Outra, discordo novamente ao dizer que não há tensão nesse filme, a cada aparição de Jackie você se coloca na posição de vítima desse cara totalmente imprevisível (sem contar na sequência do roubo à casa de jogos magistralmente conduzida que transmite um suspense incrível). Pode melhorar a crítica.



Alerson Alerson (10/12/2012 19:06:23)   1287 1
Esse filme mereceu os 3 ovos,pois ele tem um início excelente,depois tem um desenvolvimento que vai ficando cada vez mais chato(é sério,fiquei com sono),e depois tem um ótimo final,com uma cena final excelente.



Rafael Rafael (10/12/2012 18:57:19)   141 0
Olha, alguns estão com essa dúvida: Se é Boston ou New Orleans. O que eu sei é que no filme são citados alguns lugares, como Primrose e Wollaston. Pesquisei no google e ambos são de Boston. Mas eu vi outra crítica dizendo que se tratava de New Orleans, então, sinceramente a dúvida ainda paira.

E o filme é excelente!



sem avatar Daniela (10/12/2012 15:12:13)   8 0
Filme BRILHANTE. Simplesmente...
Não é para todos os públicos, obviamente.
A cena final é épica.
Cada vez mais admiro o trabalho do Brad Pitt que faz um Jackie Cogan IRRETOCÁVEL.



sem avatar Julio Cesar (07/12/2012 01:12:46)   43 -3
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.

Pedro Paulo Pedro Paulo (12/12/2012 11:21:25)   146 1
E ão entendo pq vc escreve "xato"...

Faake Faake (17/02/2013 12:11:06)   176 -1
E eu não entendo como uma pessoa entra aqui pra falar mal de um filme, mas mal sabe escrever.


Darkseid Darkseid (04/12/2012 21:41:26)   2153 -1
Quando eu li o seguinte parágrafo:

"Essa expressão em inglês - "leve essa para o banco" significa algo como "pode confiar, é a mais pura verdade" - diz muito sobre a cultura dos EUA e sobre uma tradição de confiança nas instituições financeiras que foi quebrada na crise de 2008. Hoje entende-se que o colapso foi motivado em boa medida pela política de desregulamentação do setor, nos governos Clinton e W. Bush."

-Eu parei a leitura e pensei comigo mesmo: Quem será o autor desse texto??? Quem mais poderia se aprofundar em um tema diverso e tentar estabelecer uma conexão com a história do filme em sua crítica, mesmo que isso possa parecer uma loucura??? Só pode ser ele!!! Não é possível que não seja!!!

Só após essa indagação eu fui ver o nome do autor da crítica e minhas suspeitas se concretizaram: Marcel Hessel!!!


Darkseid Darkseid (04/12/2012 21:46:45)   2153 -1
*Marcelo


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sem avatar João (04/12/2012 13:36:28)   2 -1
Pouco me interessa essa crítica sem sentido, nem leio, aqui é site para ver notícias, crítica é outro nível.

Agora os comentários, são bons demais.



Lauro Lauro (04/12/2012 12:25:56)   3377 1
Gostei muito do filme, tem um excelente estilo, um bom roteiro, ótima edição e fotografia, que passa exatamente todo o clima "estranho".

Realmente me passou a impressão de decadência total, de falta de esperança e até um cinismo extremo.

Quem queria um filme de ação com Brad Pitt, ou mesmo um esquema estilo "Poderoso Chefão", pode correr desse filme, que novamente aqui no Brasil foi "vendido" da forma errada.

O filme coloca mais a questão do submundo, algo mais no estilo de Guy Rithchie e Tarantino, mas sem tanto humor.

Não há qualquer tipo de redenção, de reviravolta milagrosa, mas sim uma sensação de inevitabilidade de que tudo retorna ao status quo.

O diálogo final (ou seria monólogo?) é excelente, e mostra muito como as coisas são para os próprios norte americanos. Mudanças verdadeiras não existem.



curisco curisco (03/12/2012 10:06:02)   662 1
Entenda as notas do Hessel:

- Se o filme for ´pipoca', tipo residente Evil, use a fórmula NOTA_REAL = 1/NOTA_HESSEL

- Se o filme for realmente bom, cerebral, é NOTA_REAL = NOTA_HESSEL + 2



sem avatar Ricardo (26/12/2012 18:37:19)   3 3
Esse tal de Hessel é um esnobe. Uma vez ele disse que não lê os comentários dos leitores de suas críticas. Isso só mostra o quão pouco interessado e profissional ele é. Um crítico de verdade (não um fanfarrão do tipo dele) se importa com o 'retorno' dos leitores, mesmo que, muitas vezes, tal 'retorno' não o agrade. Ao meu ver, é importante ter noção do 'impacto' ou 'efeito' daquilo que o crítico escreve em relação aos seus leitores. Vejo, por ex., Pablo Villaça (o melhor crítico brasileiro - na minha opinião) que lê e responde os comentários dos seus leitores ou daqueles que assistem seus respectivos vídeos, de crítica, sobre os filmes. Em suma, esse tal de Hessel, para mim, não é um crítico sério, pois faz seu trabalho de modo egoísta pouco se importando com seus leitores. Ele é orgulhoso e mesquinho, e, de certa forma, pseudo-intelectual - metido a crítico. Por isso que deixo um conselho à vocês, leitores de Hessel: Parem de ler essa porcaria de crítica, leiam críticas sérias, não essas porcarias.

sem avatar Ricardo (03/01/2013 00:53:54)   3 0
Pois é Letícia, te entendo perfeitamente.


sem avatar Cristiano (03/12/2012 09:58:01)   -18 1
Assim, seria muito legal, se o Hessel e os demais criticos do Omelete comentassem aqui nos tópicos, ou mesmo se manifestassem quanto os comentários que suas criticas sofrem.

Aumentaria os laços com o leitor e tornaria o site muito mais dinâmico.



curisco curisco (03/12/2012 09:55:43)   662 0
Uma crítica muito boa mesmo. Parabéns desta vez!

MAis uma vez erra a mão na nota. Mas críica não é o forte do Omelete. Um 4 seria mais adequado.

Mas poderia ficar melhor se falasse das atuações também (inúmeras impecáveis), a fotografia, o tom lento mas pesado... filmão mesmo.

A lado do fabuloso 'Drive', temos mais um pequeno clássico sobre filmes de 'bandidos' num estilo decadente dos anos 2010, e não aquele estilo charmoso dos anos 30. Mais um filme de pequenos bandidos mas grandes personagens.



Rafael Rafael (05/12/2012 12:06:32)   12 0
Concordo,

Apesar do filme exige um pouco de conhecimento sobre o tema, foi um filme de bons profissionais, os caras eram muito bons, tanto a parte técnica: fotografia, iluminação, roteiro, etc. quanto a parte da arte: direção atores, tudo muito bom.

Como falei o filme exige um conhecimento sobre o tema, o que levou muitas pessoas a sairem do cinema, e tipo, de 40 pessoas que tinham na sala só ficaram umas 10. Acho que queriam ver Pitt como um poderoso chefão, ou um triller de açao.

Gostei muito!


Dente-Azul Dente-Azul (01/12/2012 11:45:32)   167 0
In Hessel We Trust!



sem avatar joel (01/12/2012 10:36:22)   31 1
Gosto do Hessel! Mas vou conferir, pq nada me tira da cabeça que esse filme é no mínimo merecedor de 4 OVOS!


Rafael Rafael (05/12/2012 12:06:51)   12 0
concordo!


Pablo Renan Pablo Renan (30/11/2012 19:46:23)   8 3
Gostei muito da crítica do Hessel, quando vocês verem o filme verão que a crise de 2008 realmente faz parte da trama, e portando o Hessel tinha mesmo que disseca-la na critica.

E sim Hessel comenta a atuação de Brad Pitt, ao compara-lo com Mr. Wolf de Pulp Fiction e mencionar o modo do personagem se vestir e comportar.


Mas tem um detalhe que me fez ate mesmo a pensar que Hessel não viu o filme:

"Dominik filma uma Boston que parece já estar no auge da recessão, uma cidade já largada desde o primeiro plano"

Mas como assim Hessel, o filme se passa em New Orleans não em Boston, essa eu não entendi. Talvez no livro a historia se passe em Boston, mas o filme não, portanto como Hessel pode dizer que a Boston do filme aparece suja desde o primeiro plano


sem avatar Santos D. (30/11/2012 21:59:32)   1250 0
No livro a trama é situada mesmo em Boston.

Pablo Renan Pablo Renan (01/12/2012 13:14:48)   8 0
Foi o que eu pensei Santos D. no livro a trama se passa em Boston, mas na critica o Hessel deixou claro que a cidade do filme é Boston, o que não é. Por isso não sei porque ele achou que era Boston, e deve haver no minimo dois dialogos no filme que os personagens comentam que aquilo ali é New Orleans. Realmente não sei de onde o Hessel tirou Boston, mas isso não diminui a critica dele, que mesmo com esse deslize eu considerei excelente

sem avatar Gillian (01/12/2012 19:16:50)   -2 0
Esse lance de trocar N. orleans por Boston foi uma gafe e tanto. Ate parece que ele nem viu o filme. Tem gente que viu e sem levar em consideração esse lance filosofico-economico achou o filme muito ruim. Eu prefiro pagar pra ver.


Danilo Danilo (30/11/2012 18:43:24)   220 0
Independente da nota, quero assistir. Me chamou muito a atenção, e além disso, tem o Brad Pitt, que é sempre competente.


Rafael Rafael (05/12/2012 12:08:09)   12 0
Não só ele mas todos os atores dão um show.


sem avatar JAMIESON (30/11/2012 18:19:26)   32 2
Tem uma coisa que realmente gosto nas críticas do Hessel, os comentários da galera! hahahahaha, quando vi que foi ele nem me dei ao trabalho de ler, fui direto pro comentários.
Morro de rir sempre! hahahahahaahah



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sem avatar Miss Scarlett (30/11/2012 15:26:56)   336 2
Acho engraçado que o povo aqui mete o pau no crítico quando ele dá uma nota abaixo do esperado para um filme que a galera já acha que é o filme mais foda do ano sem ter assistido. No entanto, tenho que concordar que esta crítica está filosófica demais, e não fala dos detalhes básicos como roteiro, direção, etc. Tá parecendo crítica da Isabela Boscov da VEJA, que gosta de contextualizar demais. Ou seja, não há uma análise do filme. Concordo com o comentário da Daniela, o mais sensato, educado. Fez uma crítica construtiva, sem desrespeitar o crítico. No mais, tenho vontade de ver esse filme, me parece ser muito bom e como alguém comentou aí, Brad Pitt vem fazendo bons filmes nos últimos anos.



Decko Decko (30/11/2012 13:11:55)   37 -3
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.


Raul Raul (30/11/2012 12:08:45)   169 3
hahahha embora a intenção do Hessel tenha parecido boa, de 'ambientalizar' o mais desatento para digerir melhor o filme, de fato ele esqueceu da crítica mesmo.

Agora, a galera tem que entender que não dá para querer comparar a quantidade de ovos entre um filme e outro. Tem filmes que particularmente acho péssimo, dentro dos meus critérios de gosto pessoal, mas que achei justo receberem mais do que outros filmes que eu gostei bem mais, em detrimento do deste. Tudo tem haver se o filme atingiu o objetivo máximo dentro de sua própria proposta. Porém no final das contas é normal num sistema de votação subjetivo ocorrerem polêmicas deste tipo.


sem avatar Miss Scarlett (30/11/2012 15:38:54)   336 1
Concordo!


nilton nilton (30/11/2012 10:30:14)   -2465 -1
voces nao entenderam o filosofo de kaboom ainda, os ovos nao valem para um filme em relaçao a outro!!!! parem de mimimimi RE teve 5 ovos e skyfall merecidos 3 ovos

os ovos valem do filme em relaçao ao proprio filme, é uma critica existencialista da essencia em relaçao ao devir na sua metafora paroquiana, dai sim pode-se analisar se os ovos sao justos ou nao



João Pedro João Pedro (30/11/2012 10:24:26)   18 2
As criticas do Hessel estão me desanimando com esse site.
E olha que eu venho aqui a bastante tempo...

Se esse filme for tão bom quanto "A Origem" que também levou 3 ovos ta ótimo.


curisco curisco (03/12/2012 10:00:33)   662 0
O Hessel deve ter problema de L.E.R. na hora de dar notas.

Ou ele é destes pseudo-cult que adora ser do contra para 'causar'. A despeito de que ele não fala mal deste filme. Aliás, mal fala do dilme. E taca um 3 de 5. Mas a contextualização dele foi muito rica.


ian ian (30/11/2012 09:00:03)   100 3
Esperar uma critica minimamente ordenada e coerente deste Hessel é esperar demais de um cara que se acha intelectual e acima do bem e do mal. Depois que ele deu nota maxima para o lixo de resident evil o melhor e ignorá-lo completamente.


Rafael Rafael (05/12/2012 12:13:16)   12 0
Também acho.


sem avatar The Godfather (30/11/2012 08:39:44)   6 2
Crítica fraca. Esperava mais. Há tempos espero por esse filme.
Hessel é um cara curioso. De acordo com as notas dele Resident Evil 5 (que é um tremendo lixo) é melhor que esse filme...
É.. veremos...



sem avatar José Vitor (30/11/2012 01:51:37)   14 2
98% de aprovação pela crítica especializada no rottentomatoes...
e o Hessel me vem com um texto desses...não me atreveria a chamar isso de crítica.

Odeio esse chavão ao qual me submeto agora, "o crítico de crítica", mas perante uma falta de educação com o leitor do omelete, tive que me pronunciar



Fábio Fábio (29/11/2012 23:36:59)   16 2
Cara, não tem uma crítica do Hessel que eu goste.

Se não bastasse algumas um tanto quanto equivocadas ou cínicas, vem essa que mal fala sobre o filme. Tá difícil.



Comentarista Comentarista (29/11/2012 23:24:47)   500 2
Primeiro a tara com símbolos fálicos e fluidos corporais, e agora essa obsessão com a crise econômica de 2008. Vai entender.

Penso que seria mais interessante comentar/criticar o filme em si do que explicá-lo, já que todos temos um cérebro e podemos fazer isso.



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Denis Denis (29/11/2012 22:22:48)   863 7
Impressão minha ou essa crítica do filme não fala nada sobre o filme?



Willie Willie (30/11/2012 16:12:56)   780 1
Só acontece com críticas do Hessel. Parei de ler as dele faz um tempão.


Gene Gene (29/11/2012 21:20:14)   772 8
Hessel metaforizou tanto que esqueceu de fazer a crítica.



sem avatar Daniela (29/11/2012 20:50:37)   8 6
Hessel:

Esse é um dos filmes mais esperados do ano para mim. Eu li inúmeras reviews sobre o filme, a maioria, reviews americanas.

Todas exaltaram o roteiro, e a atuação do elenco.

Estava esperando ansiosamente a crítica do omelete. Mas no seu texto não há nenhuma análise sobre o filme.



Carlos Carlos (29/11/2012 20:31:57)   1815 9
Crítica fraca, quero ver o filme.

Brad Pitt não se mete mais em filmes ruins... É um dos melhores atores da atualidade.


Dente-Azul Dente-Azul (01/12/2012 11:51:21)   167 0
Cara,isso é a mais pura verdade,Pitt não se mete em filmes ruins não,ele tem ótimos agentes!

curisco curisco (03/12/2012 10:00:38)   662 0
Os agentes e o peso dele permitem ele escolher o que fazer.

Mas é legal porque está numa de fazer um filme pipoca aqui e uns 3 clássicos ali! Coisa que o De Niro esqueceu.

Tem valido a pena ver quase tudo que o Pitt faz. E ele está fenomenal neste papel.


sem avatar Santos D. (29/11/2012 20:27:07)   1250 4
A intervenção estatal em 2008 teve um desfecho tipico de filme de gangster.
O governo americano injetou quantidades gigantescas de dinheiro publico para salvar os bancos privados mas dizem que nunca foi feita uma prestação de contas para mostrar onde exatamente o dinheiro foi aplicado.
Acredita-se que boa parte da grana foi parar nos bolsos dos executivos de Wall Street.


Pliskin Pliskin (29/11/2012 23:10:02)   302 3

Isso mesmo.Tinha visto uma vez que o governo americano em um ano deu mais dinheiro pra salvar banqueiro quebrado, do que com famintos na Africa em 30 anos.
E o que é pior, todos os responsáveis por essa pequena brincadeira se aposentaram com salários milionários.

Dai que surgiu a máxima: "No capitalismo de hoje, se privatiza os lucros e se socializa as perdas.



Narayana (Rodrigo) Narayana (Rodrigo) (21/05/2013 20:21:53)   153 0
Depois de ler oq escreveram, resolvi ficar quietinho e não tentar colocar meu ponto de vista sobre oq achei do filme.


sem avatar Santos D. (29/11/2012 19:40:03)   1250 3
Para falar sobre o filme é necessario falar sobre a crise e o contexto em que ela ocorreu.
O diretor Dominiak declarou ter optado situar a trama no periodo da crise de 2008 justamente para traçar um paralelo entre as instituições financeiras e o mundo do crime.A ideia é mostrar as semelhanças entre os mundos das altas finanças e dos gangsters mostrando que a unica diferença entre o executivo e o mafioso é que um usa a caneta e o outro usa a metralhadora.Ambos usam metodos sujos sem arrependimentos.



sem avatar Francisco (29/11/2012 19:37:08)   309 3
Sim, fora ter comparado o filme há outro na crítica... Me diga uma coisa Hessel... Como foi a atuação do Pitt? E a trilha sonora? Fale-me do filme, por favor!



Diogo Diogo (29/11/2012 19:05:41)   27 5
Teria como fazer uma crítica sobre o filme???



Tyler Durden Tyler Durden (29/11/2012 18:43:35)   2888 11
Caralho Hessel, eu quero saber sobre a porra do filme, mas você vem me dizer sobre o Secretario de tesouro dos EUA, Gergo BUSH!!!!!???? Tradição das intituiçoes financeiras e um besteirol.

E o Filme ? ainda estou esperando a Crítica!


Raul Raul (29/11/2012 20:33:13)   1064 2
E o filme? Deve ser muito bom ou no mínimo interessante!

Tyler Durden Tyler Durden (29/11/2012 20:59:10)   2888 2
Pois é né ? eu ansioso para saber se o filme era bom ou não, ai vem uma critica que não fala sobre o filme.

Dente-Azul Dente-Azul (01/12/2012 11:49:25)   167 1
Cara,quando o Hessel solta spoiler sobre filmes,todo mundo reclama (teve até 1 Omeletev que o Borgo disse que o Hessel solta muito spoiler),agora quando ela faz a crítica sem soltar nêgo reclama também? O que vocês querem?


Raul Raul (29/11/2012 18:18:14)   1064 5
3 Ovos? Melhor filme do ano vindo por aí!



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sem avatar Adriano (29/11/2012 18:17:39)   -70 4
fala tudo menos do filme..q critica chata!




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