Em meio a várias reclamações quanto às grandes sagas, que exigem que os leitores comprem diversos gibis para entender tudo o que está acontecendo, uma nova iniciativa da DC Comics está tentando interligar seu (novo) universo de uma forma diferente: crossovers sem crossovers.
É o que explica Dan DiDio, co-publisher da editora, ao Newsarama, a respeito do encontro da série que escreve, O.M.A.C., com outra das Novas 52, Frankenstein: Agent of S.H.A.D.E. Os dois personagens monstruosos vão interagir nas edições 5 de suas respectivas séries, mas uma história não será continuação da outra: serão perspectivas diferentes sobre o mesmo acontecimento.
"Vamos fazer o equivalente dos quadrinhos a Rashomon [filme japonês de 1950 escrito e dirigido por Akira Kurosawa que criou essa estrutura no cinema]. Você terá uma história completa do ponto de vista de O.M.A.C. na série dele. Se quiser a história completa do ponto de vista de Frankenstein, aí você compra a outra revista. Elas se complementam", explica o co-escritor e desenhista de O.M.A.C., Keith Giffen. "Se você ler O.M.A.C. e não ler Frankenstein, não vai perder metade da história. Vai perder um esquema ponto-contraponto que só enriquece o que está sendo contado."
Apesar desta variedade de crossover não ser novidade, DiDio dá a entender que esta maneira é o "jeito certo" de fazê-los e acabar com a reclamação de quem se vê assolado por histórias que se espalham por diferentes séries.
Ou seja, a DC deve testar esta estratégia com mais frequência nos próximos meses.
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