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Omelete Entrevista: Jon Turteltaub, diretor de A Lenda do Tesouro Perdido - Livro dos Segredos

Cineasta conta como foi processo de filmagem, o possível terceiro filme da série e o que acha das te

Marcelo Forlani
05 de Agosto de 2008

A Lenda do Tesouro Perdido: O Livro dos Segredos

A Lenda do Tesouro Perdido: O Livro dos Segredos

National Treasures: Book of Secrets
EUA , 2007 - 124
Aventura

Direção:
Jon Turteltaub

Roteiro:
Marianne Wibberley e Cormac Wibberley

Elenco:
Nicolas Cage, Justin Bartha, Diane Kruger, Jon Voight, Helen Mirren, Ed Harris.

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a lenda do tesouro perdido: livro dos segredos
a lenda do tesouro perdido: livro dos segredos

Em mais uma entrevista virtual, o Omelete conversou com o Jon Turteltaub, diretor de A Lenda do Tesouro Perdido - Livro dos Segredos. Sem medo de dizer o que acha, o cineasta falou do processo de filmagem, o possível terceiro filme da série e teorias da conspiração. Leia abaixo os melhores momentos do chat.

O que você acha que fez de A Lenda do Tesouro Perdido - Livro dos Segredos (National Treasure: Book of Secrets) um sucesso maior nas bilheterias do que o primeiro filme?

A seqüência se deu melhor porque o primeiro filme e seu DVD foram bem. Quando começamos, ninguém nos conhecia. Não havia um boca-a-boca para impulsionar a estréia. Neste segundo capítulo, já tinha um pessoal esperando para ver o que íamos fazer. O boca-a-boca é essencial para sustentar uma grande estréia. Então, com um bom início e muita gente comentando conseguimos superar o primeiro filme.

Com A Lenda do Tesouro Perdido, vocês têm uma franquia de sucesso, e a pressão deve ser enorme. Fazer filmes com orçamentos de mais de 100 milhões de dólares não te bota medo? Como você lida com esse tipo de pressão?

Por incrível que pareça, tenho menos medo de trabalhar em filmes caros. Quando o orçamento chega a um patamar desses, o estúdio não tem outra chance a não ser dar todo o apoio. Tinha medo quando fazia filmes menores, como Jamaica Abaixo de Zero (Cool Runnings) e Enquanto Você Dormia (While You Were Sleeping). Esses filmes envolviam o risco de desaparecer e enterrar minha carreira. Projetos gigantescos como A Lenda do Tesouro Perdido, mesmo envolvendo o risco de ser um fracasso colossal, têm muito suporte atrás deles. E, no fim das contas, não são meus 100 milhões de dólares que eu estou gastando. É a Disney que tem de ter medo, não eu.

Quanto tempo até termos um terceiro filme da série?

Acho que ainda vai demorar uns anos. Até termos uma idéia descente e transformá-la em um quebra-cabeças complicado e inteligente, já vai ser pelo menos 2009. Daí ainda teríamos que fazer toda a preparação, achar elenco e tal... pode colocar uns três anos aí.

Quando está pensando em um filme como esse, o que te serve como inspiração - Indiana Jones ou os clássicos?

Eu me foquei mais nos suspenses românticos do Hitchcock. Sempre achei que A Lenda do Tesouro Perdido era menos Indiana Jones e muito mais Cary Grant.

O Livro dos Segredos é um filme para a família. Mas o protagonista é um personagem que passa o tempo todo cometendo crimes para seu próprio bem (e para sua família). Dá para dizer que Ben Gates é um exemplo para este gênero?

Nós não vemos Ben Gates como uma pessoa egoísta de forma alguma... E isso era parte primordial que as pessoas também entendessem assim. De todas as pessoas, Jerry Bruckheimer sempre foi o mais enfático que seus protagonistas fossem caras em uma cruzada nobre, nunca guiados pelo egoísmo.

Como você convenceu Helen Mirren e Ed Harris a entrar em um projeto de ação e aventura?

Nenhum desses atores teria subido a bordo se não tivessem gostado do roteiro ou de seus papéis. Começa por aí. O próximo passo é a confiança estabelecida no trabalho de Jerry [Bruckheimer, produtor] e meu. Terceiro: eles gostaram dos outros atores com quem trabalhariam. E quarto, bom, é meio óbvio... eles não trabalham de graça.

A chegada do vídeo de alta definição mudou o seu trabalho?

Ainda não. Mas vai mudar. Os saltos tecnológicos que estamos vivendo vão ter um efeito enorme no futuro do nosso negócio. Você vai ver o efeito disso na televisão muito em breve. Do Blu-ray ao V.O.D. [vídeo sob demanda] ao streaming na Internet e iTunes, produtoras de filmes e televisão vão ter de adaptar o jeito como trabalham.

Pela sua experiência pessoal, que tipo de extras as pessoas mais gostam de ver nos DVDs?

Sem dúvida alguma, as pessoas gostam é de erros de gravação e cenas deletadas... que são coisas que eu odeio colocar em um DVD. É como pedirem para você montar um álbum de casamento só com as fotos em que você parece gordo e seus olhos estão fechados. Como diretor, eu quero sempre proteger meus atores, nunca mostrar seus erros. E quanto às cenas deletadas, enquanto algumas até valem a pena serem mostradas, elas foram deletadas por um motivo!

Na sua opinião, por que as pessoas agora estão malucas com as teorias da conspiração? É conseqüência da crise internacional, o terrorismo ou simplesmente uma forma simples de tentar explicar o que é complicado?

As pessoas estão tão interessadas como antes. Não chega a ser uma nova mania. As conspirações são as histórias de fantasma da atualidade. Nós descobrimos que o que nos assombrava e maravilhava no passado (o Monstro do Lago Ness, a partilha do Mar Vermelho, as caçadas aos dragões) são provavelmente mitos. Então, os novos mitos são sobre histórias humanas. De qualquer forma, eu diria que a grande virada das teorias da conspiração vieram com o assassinato de Kennedy. Mudou tudo! Daí, o Watergate veio e fechou o pacote.

Há teorias em que você acredita?

Eu sou bom em destrinchar conspirações e tirar dali toda a estupidez possível da nossa cultura. Por exemplo, é até desrespeitoso e idiota gastar tempo discutindo a verdade sobre o programa Apollo. Nós chegamos à lua! Conseguimos! Foi um feito e tanto e deveríamos comemorar! E só para constar: não existe Pé-Grande, astrologia é furada e Elvis está morto.

O livro do presidente que vocês mostram no filme é só uma capa de couro com páginas em branco ou o pessoal da produção colocou lá alguns segredos sobre a Área 51 e coisas do tipo?

O livro está recheado com todos os tipos de coisas conspiratórias. O departamento de cenografia ADORA fazer coisas como essa. E eles pesquisaram muito, e encheram o livro com fotos e histórias sobre filhos ilegítimos de Thomas Jefferson, o vestido de Monica Lewinsky e o os Legos favoritos de George Bush.

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