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Omelete Entrevista: Michael Katleman, diretor de Primitivo

Bate-papo online durou toda a exibição do filme

Marcelo Forlani
26 de Setembro de 2007

Primitivo

Primitivo

Primeval
EUA , 2007 - 93
Suspense

Direção:
Michael Katleman

Roteiro:
John D. Brancato, Michael Ferris

Elenco:
Dominic Purcell, Brooke Langton, Orlando Jones, Jürgen Prochnow, Gideon Emery, Gabriel Malema, Linda Mpondo, Lehlohonolo Makoko, Dumisani Mbebe

Regular
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Quem lê o Omelete há algum tempo sabe que nós recebemos convites dos estúdios para entrevistas com diretores, atores e produtores. Estes eventos em que você assiste ao filme e depois conversa com as pessoas envolvidas tem um jargão próprio: "junket". Filmes como Um Lugar Chamado Notting Hill (1997) e Os Queridinhos da América (2001) mostram um pouco do que é este universo de celebridades hollywoodianas e jornalistas. O custo de uma ação dessas é enorme, pois envolve hotéis de luxo, vôos e o próprio tempo dos "talentos", que todos sabem, é dinheiro.

Quando um filme é menor ou corre o risco de ser achincalhado pela crítica é comum fingir-se de morto e, no máximo, apenas fazer uma exibição. Bom, Primitivo não é exatamente um Piratas do Caribe (nem no aspecto artístico e muito menos no financeiro), mas a Disney arranjou uma boa ferramenta para divulgar o seu lançamento em DVD sem expor demais seu diretor: a Internet. Em um horário pré-agendado, colocou Michael Katleman na frente de um micro e chamou jornalistas dos mais diversos países para entrar online todos ao mesmo tempo e enviar perguntas enquanto o filme era mostrado em uma outra área do browser.

O papo durou o tempo de exibição e funcionou quase que como uma trilha comentada daquelas que ainda se encontra nos DVDs. Tudo bem que seria melhor ter visto o filme antes, no cinema ou até mesmo no DVD, para manter o foco apenas na entrevista, mas o resultado do "chat" acabou bem interessante. Veja abaixo as perguntas feitas pelo Omelete e as respostas do cineasta.

Como e quando você ouviu falar do Gustave pela primeira vez? E quais foram as fontes que você usou durante o período de pesquisas?

Um documentário da National Geographic foi provavelmente a nossa fonte mais completa, mas também vimos inúmeros outros artigos sobre ele.

Vamos falar um pouco das locações. Você encontrou dificuldades na hora de filmar? Dá para contar algum momento específico de dificuldade que vocês enfrentaram durante as filmagens?

As locações foram incrivelmente difíceis de filmar porque estávamos em reservas naturais. Por exemplo, um dia entrei em um daqueles banheiros químicos e dei de cara com uma cobra olhando para mim. Nunca passei nada parecido em Los Angeles! Uma outra vez, em uma tenda onde ficam as comidas, nós tivemos a visita de quatro rinocerontes que vieram ver o que estávamos fazendo por ali.

Por que você decidiu incluir a política como pano de fundo para a história do Gustave?

A história se passa no Norte da África, e é muito difícil ignorar política quando se está filmando por lá. E incluir a trama política também nos deu uma outra forma de explorar a ação, independente do crocodilo gigante.

Depois desta sua experiência na África, diga o que podemos fazer para ajudá-los lá?

Os problemas na África vão muito além do que isso que vemos no filme. Tem a AIDS, desentendimentos políticos, pobreza, racismo... Eu adoraria ter a resposta para estes problemas. Qualquer coisa que as pessoas façam para ajudá-los é um passo na direção certa.

Falando sobre o lançamento em DVD e Blu-ray... há diferenças entre eles? Mais extras e tal, ou a única diverença é a qualidade de som e vídeo?

Apenas a qualidade do som e vídeo.

Já que estamos aqui nesta junket online, o que você acha deste meio? Você usa bastante a Internet? E o que você pensa dos filmes que são tão facilmente baixados ilegalmente hoje?

Acho que é ótimo nós termos esta conversa globalizada em tempo real aqui e agora. E adoro a presença online dos filmes. É ótimo ter acesso a uma quantidade ilimitada de informação. Mas sobre a possibilidade de poder baixar filmes ilegalmente, eu não posso apoiar isso.

Claro que você não pode apoiar, mas ele existe. Você acha que existe uma forma eficiente de combatê-lo?

Não, eu não faço idéia de como combatê-lo.

Quem teve esta idéia de fazer uma junket online? Você acha que esta é a forma como os filmes com orçamentos menores serão promovidos no futuro? E onde você está de verdade? Em casa, no escritório? Em qual cidade?

A idéia foi da Disney e acho que tem um lado bom e outro ruim. O bom é que podemos alcançar o mundo inteiro de uma só vez e a má é a falta da interação pessoal de uma entrevista. Eu apoiaria a combinação da junket online junto com as entrevistas ao vivo para a promoção de um filme, independente do seu orçamento. Eu queria muito poder viajar o mundo para divulgar Primitivo, mas cá estou eu, preso em Burbank, na Califórnia.

Estamos quase no final do chat. Alguém já foi falar com você sobre uma continuação?

Não, acho que tive a minha cota de filmes de crocodilos.

É hora do almoço aqui no Brasil, e este não é exatamente um dos melhores filmes para assistir enquanto se está comendo (risos) Qual a pior coisa que você já assistiu enquanto estava almoçando ou jantando?

American Idol.

Leia aqui a crítica do filme


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