Uma das minhas empresas de games favoritas, a Bethesda, trouxe à E3 2012 o seu novo game, Dishonored.
O jogo em primeira pessoa acompanha um assassino sobrenatural, Corvo, em busca de vingança em um mundo steampunk (subgênero literário em que a tecnologia desenvolveu-se a partir do vapor, do mecânico, sem o advento dos eletrônicos) com visual distinto, cujo intuito é parecer uma pintura em movimento.
Harvey Smith, co-criador do título, apresentou a novidades explicando que, diferente do que foi amplamente (e erroneamente) noticiado, Dishonored não e um jogo de mundo aberto. Trata-se de uma aventura linear em suas missões, mas cheia de opções criativas quanto à sua resolução. Cada cenário, afinal, é amplo e tem posicionamento randômico de objetivos - exigindo do jogador estratégias que se adequem ao tipo de jogo que ele prefere. A ideia aqui, garantiu, é fazer com que o jogador sinta-se o autor de sua história - mesmo que ela já esteja de certa maneira desenhada. Ações terão consequências e o jogo pode ser completamente finalizado sem uma morte sequer - cabe ao jogador descobrir como contornar os problemas usando missões paralelas ou opções de furtividade. Cada resolução tem seus prós e contras.
A trama se passa em Dunwall, uma cidade controlada pelo fluxo de óleo de baleia. Os espaços amplos e a geografia favorecem o uso dos inúmeros poderes sobrenaturais e habilidades de assassino do protagonista. Ele pode correr, escalar, usar cobertura, andar furtivamente e empregar suas magias - tudo em primeira pessoa.
Esses poderes sobrenaturais incluem a habilidade de possuir corpos de animais (os níveis mais altos permitem possessão de humanos, inclusive os alvos de assassinato!) e teleporte a curtas distâncias (como o do Noturno, dos X-Men). É possível inclusive saltar no espaço e teleportar-se no meio da queda, para a segurança. Outros poderes demonstrados foram a visão de raios-X, congelamento de tempo (com um excelente gráfico) o, rajadas de vento poderosas... são dezenas de poderes e também armamentos, que podem ser combinados com câmeras lentas com belos efeitos cinematográficos.
Na apresentação, pude ver uma fase sendo resolvida com extrema violência (com direito a partes de corpos cortadas e explosões de sangue) e de maneira cautelosa, assassinando unicamente os alvos. Tudo favorecido por um novo engine de som 3D realista, desenvolvido para o game, que abafa sons quando há obstáculos entre o jogador e a fonte emissora. A novidade dá uma nova dimensão no posicionamento de inimigos no mapa.
A Bethesda, assim, parece ter nas mãos mais um sucesso a ser distribuído. O lançamento acontece em outubro.
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