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Azul é a Cor Mais Quente | Crítica

Vencedor da Palma de Ouro em Cannes desmistifica o sexo em busca de um sentido mais profundo de alteridade

Marcelo Hessel
05 de Dezembro de 2013

Azul é a Cor mais Quente

Azul é a Cor mais Quente

La Vie d'Adéle
França , 2013 - 180 minutos
Drama

Direção:
Abdellatif Kechiche

Roteiro:
Abdellatif Kechiche, Ghalia Lacroix, Julie Maroh (HQ)

Elenco:
Adèle Exarchopoulos, Léa Seydoux, Salim Kechiouche, Benjamin Siksou, Mona Walravens

Ótimo
azul é a cor mais quente
azul é a cor mais quente

Nos seus melhores momentos, Azul é a Cor Mais Quente (La Vie d'Adéle) intercala cenas de privacidade, na cama, na mesa, com demonstrações de coletividade, no colégio, numa parada gay, em festas, sempre com música étnica, na França tipicamente mestiçada dos filmes do diretor tunisiano Abdellatif Kechiche. Essa passagem constante do individual para o coletivo é essencial, porque Azul é a Cor Mais Quente é um filme sobre o desafio de tatear o mundo e de encontrar-se e identificar-se no outro.

Kechiche ignora o desfecho da HQ de Julie Maroh em que o filme se baseia e se concentra nos primeiros anos da relação entre Adèle (Adèle Exarchopoulos), estudante descobrindo o sexo, e a pintora Emma (Léa Seydoux), poucos anos mais velha. Como o longa tem "Capítulos 1 e 2" no título em francês, talvez Kechiche planejasse no futuro filmar o resto da história das personagens - o que é improvável que aconteça, já que a problemática filmagem de cinco meses deixou suas marcas, acusações de abusos, e as duas atrizes publicamente disseram que nunca mais trabalham com Kechiche de novo.

Tretas à parte, Azul é a Cor Mais Quente não soa incompleto ou exploratório. O estilo cru de filmagem de Kechiche, que desnuda as pessoas sem pudor em situações vulgares - nos filmes dele, como O Segredo do Grão, sempre tem gente pega pela câmera comendo de boca aberta, em close-up -, serve para desmistificar o corpo.

Essa disposição é central em Azul é a Cor Mais Quente: só tirando do sexo lésbico toda a sua carga de vergonhas e medos e preconceitos (e Kechiche remove essa carga à custa de muita piada de duplo sentido envolvendo frutos do mar) é possível partir para o verdadeiro problema, que é a questão da alteridade. Como convidar outra pessoa para a sua vida pode ajudar você a se conhecer melhor?

O filme de Kechiche é muito político nesse sentido (como são todos os quatro anteriores, aliás), porque entende que achar-se no outro, mais do que combinar no sexo ou acreditar em fantasias de "almas gêmeas", é uma questão de harmonia social. Tentar dar uma ordem ao mundo é, no fundo, a grande aflição na vida de Adèle, e as cenas dela como professora no jardim da infância, alfabetizando crianças, dão conta desse esforço de organização, que obviamente leva a sucessões de frustrações. Nada se faz sozinho.

Talvez Adèle tenha se apaixonado por Emma porque, no primeiro encontro das duas no parque, ganhara da pintora um retrato seu, sem defeitos, uma representação ideal. Esse choque entre a representação e a realidade - todo o início da trama se dá numa relação de vida imitando a arte - ajuda a entender porque a protagonista parece tão insatisfeita com suas projeções para sua vida, sua carreira. Embora seja afetuoso como só filmes franceses conseguem ser, Azul é a Cor Mais Quente não se rende às ilusões do romantismo, e nisso reside sua atualidade.

Azul é a Cor mais Quente | Cinemas e horários



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Comentários (65)

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sem avatar Sérgio (16/08/2014 21:46:41)   4 0
Prezados,

sugiro também o seguinte texto sobre o filme:

http://cinematographecinemafilmes.wordpress.com/2013/12/09/azul-e-a-cor-mais-quente-2013/

Abraço



Pyro Pyro (10/08/2014 21:45:42)   912 1
Quanto comentário idiota. O ser humano deveria evoluir, não retroceder.

O filme é bem mais que a cena de sexo.



sem avatar Marcio (20/06/2014 21:52:23)   -7 1
Infelizmente apesar de tanta evolução tecnológica não conseguimos evoluir interiormente. Até hoje o ser humano não aceita que cada um tem o tão famoso livre arbítrio. Basta tocar no assunto sobre a sexualidade que começa a incomodar. Até hoje, mesmo que se tenha melhorado, em conversas, sentimos uma não aceitação da escolha sexual por iguais. Eu não estou falando de religião e sim da aceitação por parte do ser humano. Azul é a cor mais quente se torna um manifesto sobre a descoberta interior de um ser humano.
Adele (Adèle Exarchopoulus) é uma garota que conhece sua sexualidade (pensa que sabe). Ao sair com um garoto de seu colégio, pela primeira vez, se sente incompleta na hora do sexo. Há algo que faltou naquele momento. Ao encontrar em um bar uma mulher de cabelos azuis, chamada Emma vivida pela atriz Léa Seydoux, (mulher essa que ela já havia cruzado na rua) se tornarão muito mais que amigas e a partir desse encontro Adele fará uma jornada interior para se auto descobrir.
Neste filme premiado em Cannes 2013, assistimos a um crescimento emocional de nossa protagonista Adele através de sua descoberta sexual. Mais do que isso, nas três horas que seguem, seremos testemunhas de um crescimento emocional, degrau por degrau, construído de maneira cadenciada, de uma personagem extremamente palpável. A interpretação das duas atrizes é intenso e real. Onde as cenas de sexo não são gratuitas e sim vem nos mostrar um envolvimento emocional vigoroso entre ambas. Uma entrega física incrível mostrando descobertas de um prazer ainda não tocado pela nossa protagonista Adele. Cada troca de olhar reflete no rosto da outra um amor inquestionável ou uma tristeza irreparável. Adele vai se auto descobrindo, mas ao mesmo tempo experimentando ambos os lados para chegar ao final, apesar de um viés claro para um lado, ainda gerar um mínimo de dúvidas sobre o futuro de sua sexualidade. Por isso o filme se torna tão real. Tão humano. Em qualquer momento de nossa vida a experimentação pode ser muito mais um acerto para a felicidade do que um erro (é óbvio que essa generalização está sujeita a inúmeras exceções e sabendo disso a generalização é uma forma de sugestão e não de definição).
Inspirado na história em quadrinhos "Le Bleu Est Une Couleur Chaude" de Julie Maroh, o roteiro adaptado pelo diretor Abdellatif Kechiche com Ghalya Lacroix utiliza as interrogações na sala de aula para preparar cenas que estão por vir. Utiliza a cor azul praticamente em todo quadro do filme. Há raras cenas que não tenha esta cor ao fundo. Destaco a cena em que Adele está no mar, rodeado por um azul em que até seu cabelo parece se tornado azul. Uma evidência de o quanto Emma está na vida dela. Abdellatif transforma através de uma iluminação fria a falta de conhecimento interior de Adele e quando ela encontra Emma no bar utiliza uma iluminação quente, enaltecendo esse amor que está por vir. O preconceito é obvio que esteja no filme e também é importante que realmente esteja. Não gostar do que dizem que é certo ainda incomoda a sociedade.
Um filme sensível, realista e com uma bonita história de amor. Muito bem construído e que além de falar de preconceito traduz em imagens uma descoberta/crescimento emocional pouco visto na história do cinema.

http://embriagadospelocinema.blogspot.com.br/2014/06/critica-azul-e-cor-mais-quente_20.html



ɯɐıן ʞɹɐʇs ɯɐıן ʞɹɐʇs (05/05/2014 16:29:00)   31 0
falta de um cabeção Vermelho Quente, isso sim.



sem avatar Nathalia (09/03/2014 00:08:23)   0 0
Amei o filme, acho que todas as cenas pessoais que as pessoas chamam de "desnecessárias" ou "repetitivas", não são nada disso, muito pelo contrario, tornam o filme pessoal e tocante, uma verdadeira obra prima francesa, muito melhor do que vários filmes vencedores do óscar, sem falar que a atuações de Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux (principalmente a de Adèle) são maravilhosas, mas desde quando o óscar é justo não é minha gente!



danilo danilo (29/01/2014 03:45:09)   0 0
Não gostei muito do filme por ser extremamente longo.

Não gostei da nota dada pelo Omelete, pois, mesmo com toda carga dramática apontada pelo autor do artigo, não dá para ignorar a repetição das cenas monótonas, como por exemplo os momentos que Adèle fica caminhando por estradas diversas sem nada relevante acontecer. Muitos vão falar sobre a cena das duas meninas se pegando como motivo principal para ver o filme, mas independente do envolvimento das personagens, o filme ficou extremamente cansativo e mórbido.

Recomendo apenas para aquelas pessoas que já são bastante familiarizados com cinema francês.



sem avatar Alexandre (08/01/2014 14:42:59)   3 0
Chegar ao fim do filme preso às duas cenas é sinal de que seu conteúdo não foi compreendido. Tem uma crítica em www.artigosdecinema.blogspot.com/2014/01/azul-e-cor-mais-quente-la-vie-dadele.html



Dernhelm Dernhelm (17/12/2013 20:28:13)   40 1
O filme supera a HQ por muito, gostei muito do diretor ter ignorado não só o final como muitas outras passagens da HQ que são super dramáticas. As personagens são mais interessantes e nada tontas, como na HQ.

O filme é uma história de amor simplesmente, não de primeiro amor ou amor de colégio. Mas é evidente o peso de temática: auto-descoberta ou a falta dela. Adéle está presente nas três horas de filme, mas quando acaba você tem a sensação de não a conhecer, e de que ela não se encontrou. Os poucos momento em que ela sorri são momentos íntimos com Emma.

E descordo com o Hassel quando ele sugere uma continuação - que não vai acontecer pelas circunstancias das filmagens. Acho nunca houve uma intenção de continuação. O livro "La Via de Marienne" que aparece no filme logo te situa, coloca o tom do filme, descreve muito da personagem principal. Acho até que o nome do filme em francês é uma referencia ao livro. E assim como o filme esse romance é inicabado.

Mas concordo com os 4 ovos.



These aren't the droids These aren't the droids (15/12/2013 12:35:14)   97 0
Gostei muito do filme.
Muito bonito, bem filmado, bem escrito.
Tem diálogos ótimos e cenas maravilhosas (por exemplo a cena no bar e a o fim da cena no banco da praça)

Sobre a polêmica das cenas de sexo: se o filme não as mostrasse seria tão bom quanto. Só não entendo esse moralismo todo.
O filme quis mostrar as cenas, e elas foram bem feitas, de bom gosto. Se alguem quer somente ver sexo lesbico, o redtube ta ai, não precisa ficar vendo um filme de 3 horas com uns 15-20 min de sexo. Na minha opinião as cenas foram bacanas.



sem avatar Igor (11/12/2013 10:13:05)   5 -2
É um filme muito bonito. As interpretações são incrivelmente realistas, e os diálogos e reações bem espontâneos. As cenas de sexo são longas e muitas, e isso pode chocar uma audiência mais conservadora, no entanto não há bizarrices, fetiches, somente cenas de sexo entre pessoas, ora do mesmo gênero, ora de gêneros diferentes. Quem tem feito sexo nos últimos tempos sabe como é. É compreensível que as atrizes estejam sentindo algum desconforto...foram atuações densas, intensas. De consolo, sempre restará a elas a opção de fazer comédias românticas ao estilo americano, porém, sinceramente, creio que elas não pretendam ser a próxima Kate Hudson.



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sem avatar Luandra (09/12/2013 11:25:18)   2 3
Filme super sexista! Incentiva a mulher a ser objeto sexual! Filme pra pervertido. Esse mundo tá perdido!



sem avatar Sérgio (09/12/2013 07:26:16)   4 1
Prezados,

sugiro também o seguinte texto sobre o filme:

http://cinematographecinemafilmes.wordpress.com/2013/12/09/azul-e-a-cor-mais-quente-2013/

Abraço



Roberto Roberto (07/12/2013 22:34:37)   52 -7
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.

Tatiane Tatiane (10/12/2013 16:20:57)   -1 -1
ahhh =/, tô super ansiosa pra ver esse filme, fico lendo os comentários pra ver o que o pessoal está achando, mas não imaginava que fosse saber o que acontece na relação delas lendo seu comentário =/

sem maldade, mas frustrei agora rs

Roberto Roberto (14/12/2013 10:16:33)   52 1
Olá rapeize.
Esclareçam pra mim o porque de meu comentário ter sido "mal avaliado" pelos leitores. Porque isso? Porque eu disse que as protagonistas são gostosas? Crescer é necessário pessoal, e respeitar as opiniões diferentes é um sinal de evolução.

Abrax.

These aren't the droids These aren't the droids (15/12/2013 12:26:29)   97 0
Roberto, os outros eu não sei, mas eu te dei negativo pq vc contou o final do filme.

Abs


sem avatar Pedro Ivo (07/12/2013 19:04:49)   247 4
Me comprazo de Marcelo Hessel. Fazer crítica de filme europeu para geeks americanóides que só devem saber o que é uma mulher através de mangás japoneses deve ser dureza.



sem avatar Miss Scarlett (06/12/2013 23:26:47)   434 2
Só observando e rindo da infantilidade de alguns leitores deste site.



James Spader Zuero James Spader Zuero (06/12/2013 17:29:26)   110 -2
Alteridade? O que é isso?

Não importa, todo mundo verá esse filme só por causa das duas gostosas se pegando.

E quem negar isso está mentindo!


sem avatar Dakota (08/12/2013 23:42:17)   7 -3
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.


João Vitor João Vitor (06/12/2013 13:44:11)   8 1
Velho, essa mina aí do cabelo azul, muito linda, nível C. Moretz.
_________________________________________

http://youtu.be/m_M5RDMnoQc
___________________________



sem avatar Eduardo (06/12/2013 12:50:20)   -4 -4
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sem avatar dinorah (08/12/2013 02:22:34)   -4 -3
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É que me escapoliu.... É que me escapoliu.... (06/12/2013 12:37:00)   24 1
HUMMMM!!

A liberdade é azul!! Quem gosta do filme da Carrie ou do Linha de Frente, provavelmetne não vai gostar do filme das meninas!

Então, não há que se comparar filme de situações reais, com bobagens de terror ou filminho de ação que nego resolve tudo na porrada!

Então quem não gostou nao veja e pronto!

Se o filme é bom é outra história, mas não achei pelo trailer tão interessante não!



sem avatar sandro (06/12/2013 11:58:06)   -32 -2
É esse tipo de filme que o punheteiro do Hessel gosta, põe ele pra fazer crítica desse tipo de filme, vai ser melhor para todos aqui do site, já tá mais do que comprovado que Blockbuster's ou filmes mais comercias não servem para o Hessel fazer crítica. Cabe agora ao bom senso do Omelete, saber dividir as tarefas com cada um que faz as críticas no site.

Gente chata, que ver sentido poético ou artístico em tudo, tem que ver filme desse tipo mesmo.

É com essas coisas que deixam a gente revoltado aqui, o cara dá 1 ovo para o remake de Carrie e dá 4 ovos para um filme desse.


sem avatar Pedro Ivo (07/12/2013 18:56:59)   247 2
Vc viu o filme? Por que tá reclamando? Pra vc, um mundo perfeito é aquele em que filminhos comerciais recebem dez estrelas, e filmes mais "complicados'", sobre coisas que existem neste mundo nosso, são ignorados?



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Jéssica Jéssica (06/12/2013 10:16:08)   321 -2
Um filmaço como Linha de Frente ter dois ovos e este filme oportunista ter 4 ovos?! Fala sério!
Não tenho intenção de ver um filme de um velho pervertido que explorou duas jovens atrizes.
A própria Lea afirmou que se sentiu abusada, explorada por ter sido obrigada a fazer cenas que não queria.
Enfim, é só pra atrair punh... de plantão que gosta de ver filme de sapatões bonitas.
E quem achar que to exagerando em meter o malho, imaginem suas: irmãs, filhas e namoradas sendo exploradas por um diretor em busca de bilheteria.
Sem mais.


sem avatar Eduardo (06/12/2013 10:43:24)   -114 3
Se elas são atrizes, e escolheram essa profissão, então não existe esse papo de "fazer cenas que não queriam". Ainda mais num filme com esta temática.

sem avatar Igor (06/12/2013 12:37:31)   5 3
Linha de Frente? Filmaço? Sério?

sem avatar Miss Scarlett (06/12/2013 13:10:27)   434 -3
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Alexandre Alexandre (06/12/2013 13:13:58)   82 3
Existe sim Eduardo, já fui ator de teatro e sei muito bem disso. Quando é apresentado um papel para o ator, antes de assinar o contrato e realizar o trabalho, tanto o diretor quanto o produtor passam um panorama para o ator sobre o que se trata o trabalho, o que vai ter e o que não vai ter, nisso ele aceita fazer ou não, ficando ao seu critério.
Ou seja, no caso deste filme, elas sabiam que haveria cenas de sexo entre as personagens? Elas sabiam, o que aconteceu foi que extrapolaram, este foi o problema, você assina para fazer X, só que este X tem mais coisas do que foi tratado e esta virando Z, não dando para recorrer ao contrato pois ele é completamente genérico, e o ator/atriz tem de cumprir o que está disposto no contrato, pois se não será penalizado pelas multas contratuais, estou falando do ponto de vista jurídico.
Pois bem, não é por que ele é ator/atriz que tem de estar disponível aos caprichos de diretores, antes de assinar o contrato ele pode dizer que não quer fazer o personagem e pronto.



Alexandre Alexandre (06/12/2013 13:35:53)   82 2
Um adendo: em relação aos grandes astros de Hollywood, que possuem dinheiro para contratar bons advogados, o contrato é minuciosamente analisado e o ator já impõe o que quer e o que não quer. Um exemplo disso é o Brad Pitt, que foi estabelecido no contrato para fazer o filme Inimigo Íntimo X e acabaram fazendo Y, tendo várias confusões entre os atores, o diretor e os produtores deste filme.
Hoje em dia o que ocorre com o Brad Pitt é o seguinte: se o diretor começa a viajar muito nas ideias, o Brad Pitt sai fora, e sem pagar multa, pois o contrato foi imposto do jeito que ele quer, por ser um ator já consolidado (ex.: A Fonte da Vida, do Darren Aronofsky, onde o Brad saiu no meio da pré-produção do filme), isso não vale para o Guerra Mundial Z, que é produção dele. Beleza!

Pedro Paulo Pedro Paulo (06/12/2013 16:43:09)   263 0
Papapapa. Seguinte, vamos analisar algumas coisas.

1º Ponto - Você diz que o diretor abusou das atrizes em busca de bilheteria, o que não é verdade. "Azul é a Cor Mais Quente" possui classificação etária máxima em todos os países em que é permitida sua exibição, o que elimina cerca de 90% do grande público que constitui de menores de idade, que nem acompanhados podem entrar. Outra questão é que esse filme é claramente filme-festival, feito para exibições somente em festivais e premiações, e pelo burburinho que causou e prêmios, resolveram lançar comercialmente em circuito FECHADÍSSIMO.No máximo você pode dizer que explorou as meninas por prestígio/prêmios, aí pode-se até pensar que sim.

2º - Deve-se ver as coisas de uma maneira cética. Antes de ganhar a Palma de Ouro em Cannes, Léa e Adéle eram só elogios, abracinhos, agradecimentos, etc para Kechiche, dizendo quanto sentiam orgulho do filme, como foi ótima a oportunidade. Se estiver duvidando é só buscar as entrevistas, as fotos. Agora eu acho meio estranho que antes de ganhar o prêmio elas estavam cheias de amor por ele, e depois surge essa história de exploração, de terem feito cenas que não queria e tal. Kechiche teria forçado elas a fazerem aqueles elogios? Seria pressão psicológica? Não estou afirmando nada, nem defendendo ninguém, mas acho importante ver todos os aspectos.

3º e último, mas não menos importante-
Filme pra punheteiro UMA PINÓIA,pra não dizer coisa pior rs. Filme pra punheteiro é filme pornô, que literalmente um filme para pessoas se masturbarem. "Azul é a Cor mais Quente" é um filme sério, só porque são lésbicas e bonitas, e incluí cenas de sexo significa que é apelativo ou material para punheteiros como você disse. Ora, "O Segredo de Brokeback Mountain" tinha dos Galãs de Hollywood como casal gay principal e não vi ninguém falando que o filme era pra fangirl yaoi, ou pra siriqueira, ou coisas do tipo. Foi tratado como o filme sério que é, e concorreu a prêmios como este, sendo uma pena não ter ganho o Oscar.

Enfim esses são meus pontos de vista e espero que não tome como agressão, estou apenas expondo coisas a se pensar.

Galo Galo (06/12/2013 17:19:06)   1070 1
Quer dizer então que o filme não merece os 4 ovos por sua qualidade, mas pelo que aconteceu nos bastidores?



Luiz Eduardo Luiz Eduardo (06/12/2013 18:14:19)   -309 0
Concordo com o Pedro, não tem objetivo nenhum o diretor forçar cenas de sexo para vender ingresso. Quem entende o minimo de cinema sabe que um monte de diretores não fáceis de trabalhar com, não é questão de ser cena de sexo ou não, Stanley Kubrick quase matou a coitada da Shelley Duvall durante O Iluminado e ninguém fica falando que ele era machista, e não me venham me falar que é diferente o papel dela no Iluminado e o das atrizes deste filme, pois ambas sabiam que tipo de filme estariam fazendo e ambas foram exploradas (há controvérsias, é a palavra dela contra a dele) dentro daquilo que elas estavam aptas a fazer. O negócio é que o diretor imagina a cena de um modo e ele VAI QUERER a cena daquele modo. E também concordo com o Galo, o que tudo isso tem a ver com o filme em si?


Enfim, conheço gays/lésbicas que gostaram do filme (e também tem esse ótimo texto: http://lebiscoito.wordpress.com/2013/12/06/azul-e-a-cor-mais-quente-de-porque-defendo-o-filme/)

Luiz Eduardo Luiz Eduardo (06/12/2013 18:17:24)   -309 0
E vocês ai criticando o machismo, mas o próprio conceito de 'CENA LONGA DE SEXO LÉSBICO = PRA PUNHETEIRO' é machista, tsctsc

Esquizofrênico Racional Esquizofrênico Racional (06/12/2013 19:15:55)   -3 -7
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.

Luiz Eduardo Luiz Eduardo (06/12/2013 21:47:12)   -309 -1
Que medo desses fakes negativando tudo hein... O comentário da Jéssica tinha 5 positivos hoje de tarde, o do Hélio nenhum, mas nada explica esse -8, quero apenas deixar claro que eu não tenho envolvimento algum nisso.

Pedro Paulo Pedro Paulo (06/12/2013 23:08:59)   263 0
@Luiz
Eu ia citar Kubrick e como as pessoas diziam que ele era insuportável como diretor no meu comentário, ai citar inclusive o caso d' "O Iluminado" mas achei melhor deixar do jeito que tava haha

sem avatar Pedro Ivo (07/12/2013 19:02:24)   247 0
Jéssica, meu amor, você deve entender tanto de cinema quanto eu entendo de física quântica. E detalhe: sou formado em Direito.

Jéssica Jéssica (07/12/2013 22:00:58)   321 2
Para Barata Satânica.

Não sou "entendida" não meu caro. Sou bem casada com um lindo homem coisa que você NÃO é(não to nem aí se vc é feio ou bonito, digo no caso HOMEM, isso com certeza vc não é)!!
"Bunda mole", kkk, já participei de catálogo de lingerie, caso não saiba, manezão.
Não tenho admiradores, dos quais vc chamou de "cheiradores", apenas alguns comentaristas concordaram com minha opinião, e claro, respeito todos que discordaram de minha opinião.
Se acha tão "esperto" e "corajoso" e no entanto usa um nick tão ridículo e ao mesmo mostra o quanto não passa de um covarde, kkkk.

Jéssica Jéssica (07/12/2013 22:07:29)   321 2
Para Eduardo

Sim, o filme tem temática gay e as atrizes sabiam disso, mas, uma coisa é a insinuação, outra é a cena simulada, outra o "realismo".
Não vi o filme.
Talvez tenha boas qualidades, mas, não achei correto o que ocorreu com as atrizes.
Um exemplo: vi Flores Raras, particularmente não gostei, embora tenha uma bela fotografia. Mas, as cenas entre a Glória e a Miranda foram simuladas.

Não to entrando no mérito do filme ter ou não qualidades, ser bom, etc. Sim, na questão dos limites que um diretor tem, e no entendimento do que o ator ou atriz pode ou não fazer. Sim, elas são atrizes, mas não deixam de mulheres, nem seres humanos. E nem todo diretor deixa CLARO, sobre o que seus atores e atrizes devem fazer durante uma obra de cinema, teatro ou tv.

Jéssica Jéssica (07/12/2013 22:21:20)   321 3
Para Alexandre

Querido, concordo com td que escreveu e faço algumas observações.
A primeira, se trata do filme ser "francês". Na Europa, os atores e atrizes são bem mais expostos que em Hollywood. Às vezes o resultado é positivo, outras não.
Um exemplo? O filme italiano "Malesdocencia" que tinha três atores adolescentes (duas meninas e um menino), teve várias cenas de nudez e sexo. O filme ficou proibido por um bom tempo, mas, se fosse nos EUA NEM seria filmado!
Não teria problema desse filme francês "Azul é a cor mais quente" ter cenas eróticas realistas se as atrizes tivessem sido alertadas com antecedência do que iriam fazer!
Quanto ao Brad Pitt, ele é um astro e por isso está mais "blindado" contra certas armadilhas. Quando se é uma atriz(ou seja...mulher) e ainda por cima jovem e com pouca experiência é impossível NÃO cair em armadilha.
Cito um exemplo que descobri em pesquisa. Nos anos 90 a bela Kim Basinger foi contratada pra estrelar a bomba "Encaixotando Elena", porém, tinham cenas eróticas e mais cenas de nudez que NÃO estavam no script original da personagem dela. Resultado? Ela foi embora das filmagens e teve que pagar uma multa exorbitante. Só um detalhe quem dirigiu este filme foi uma diretora e esta não pensou na situação da atriz!
Outro exemplo clássico de EXPLORAÇÃO foi o horrível Calígula que destruiu a carreira de seus atores principais!
Uma coisa é extrair o melhor do elenco, outra é explorar. Digo do ponto de vista "por trás das câmeras", já trabalhei como roteirista e assistente de direção e no primeiro filme(um curta) os personagens ficavam de cueca(no caso do homem) e de camisola(no caso da moça), mas eles foram avisados com muita antecedência.
Arte NÃO precisa se desvincular de ÉTICA!!

sem avatar dinorah (08/12/2013 03:43:06)   -4 -1
Falta INFORMAÇÃO, veja a entrevista da Adèle, http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-104712/, houve comprometimento inicial com a natureza do trabalho e os quadrinhos são famosos, anteriores ao filme, elas tiveram acesso a eles. Terrível mesmo é ver irmãs, filhas, namoradas sendo abusadas, assassinadas impunemente numa sociedade preconceituosa, segregadora. E chatíssima é a persistência do cinema comercial valorizando violência. Acho.


nilton nilton (06/12/2013 09:32:08)   -2056 3
parece ter bastante pega pega lesbico pela critica



Anderson Anderson (06/12/2013 00:44:35)   433 8
Eh já to vendo... os marmanjos baixando o filme só para ver "um sentido mais profundo de alteridade"....


sem avatar Roberto (06/12/2013 08:41:07)   157 3
kkkkkkkkkk....Ah, a "beleza" da sétima arte.


sem avatar Marcelo Reis (06/12/2013 00:43:00)   2 1
Muito bacana a crítica do Hessel, mas para complementar a matéria sobre o filme "Azul é a Cor mais Quente", vocês podiam fazer uma crítica da HQ de Julie Maroh (que foi lançado há pouco no Brasil) em que o longa é baseado.



sem avatar William (06/12/2013 00:07:48)   8 -4
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.


sem avatar Marcos (05/12/2013 23:13:35)   369 0
Mais que no filme, estava interessado na HQ. Mas depois da resenha do Hessel, deu vontade de ver também.


sem avatar Marcelo Reis (06/12/2013 23:00:39)   2 0
Marcos, a HQ é ótima. A história é super bonita e envolvente. O filme pega a trama básica da HQ, mas não é fiel em termos narrativos (o cineasta Abdellatif Kechiche tomou liberdades com a trama). Gostei de ambos, mas aviso que são diferentes.


sem avatar Augusto (05/12/2013 22:29:20)   143 0
só lambe lambe esse filme


G. brucew G. brucew (05/12/2013 22:58:29)   1622 -9
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.

sem avatar Augusto (05/12/2013 23:43:32)   143 0
estou falando das cenas se sexo das duas



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