A Entidade

Elenco / Direção

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A Entidade (Sinister)

(Bom)
País: EUA
Lançamento Brasil: 12/10/2012
Duração: 110 minutos

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A Entidade | Crítica

Terror cria tensão com competência, mas não trabalha bem o sobrenatural

Érico Borgo
11/10/2012 - 22:08

É curioso que o novo filme produzido por Jason Blum, A Entidade (Sinister, 2012), tenha problemas tão semelhantes ao seu longa anterior, Sobrenatural.

O filme dirigido por Scott Derrickson (O Exorcismo de Emily Rose, O Dia em que a Terra Parou) começa muito bem. O estabelecimento do mistério é aterrorizante e valorizado pelas ótimas cenas filmadas em Super 8mm - vilão bom é vilão velha guarda, que filma em película - que captam assassinatos de famílias inteiras. Porém, conforme as respostas são reveladas e aprofundam-se os elementos sobrenaturais, diminui o terror - e o impacto do filme. É exatamente o mesmo problema de Sobrenatural, mas sem a qualidade fotográfica do antecessor.

Na trama, um autor de livros policiais (Ethan Hawke) luta para encontrar a história do seu próximo livro e se muda com sua família para uma casa onde uma família inteira foi assassinada. Porém, depois de encontrar uma caixa de filmes que revelam que outras famílias foram mortas em circunstâncias semelhantes, sua investigação começa a enveredar pelo sobrenatural.

A seu favor, A Entidade tem o elenco, já que é totalmente centrado em Ethan Hawke, que nunca havia realizado um filme sobrenatural e se entrega com entusiasmo ao papel principal. Ator competente, ele valoriza a bagagem e os conflitos e obsessões do protagonista, indispensáveis para a credibilidade de suas ações - e do andamento da trama - algo raro em um filme de gênero assim.

Com Hawke à frente, a ótima fotografia (que evita que os poucos cenários pareçam cansativos) e seu excelente desenvolvimento de tensão, talvez A Entidade comece competente demais para seu próprio bem. O roteiro de C. Robert Cargill (o jornalista Massawyrm que fez nome no site Ain't it Cool News) e o próprio Derrickson emprega com qualidade os clichês do gênero, mas a mão do diretor pesa bastante quando os elementos mais fantásticos começam a surgir na tela. As maquiagens são toscas demais para serem levadas a sério (quase risíveis) e a música intrusiva entrega acontecimentos antes da hora - e o clímax limita-se ao corre-corre e sustos previsíveis.

Fica a impressão que se A Entidade não fosse sobre "entidades", mas um filme de assassino serial ou algo mais terreno, funcionaria muito melhor.

A Entidade | Cinemas e horários

A Entidade | Entrevista Ethan Hawke

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