A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2

Elenco / Direção

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A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2 (The Twilight Saga: Breaking Dawn - The final)

(Ruim)
País: EUA
Lançamento Brasil: 15/11/2012
Duração: 130 minutos

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A Saga Crepúsculo - Amanhecer - Parte 2 | Crítica

Amor de vampiro é para sempre

Natália Bridi
20/10/2014 - 16:31

Depois de quatro filmes sem fazer nada, apenas amando e sendo amada (ora por Edward, ora por Jacob), Bella é uma mulher completa: é esposa, mãe e vampira. A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2 encerra a confissão bilionária de Stephenie Meyer, retomando a necessidade feminina de ser, não apenas amada, mas preenchida por outro, não importa se humano, vampiro ou lobisomem.

Como é bom ser vampiro!

Vampiros não envelhecem, não dormem, não cansam, não sentem frio ou calor. A primeira parte do filme é dedicada a apresentar a irrelevância de ser apenas humano. Depois de 18 anos de mediocridade, Bella se torna forte e insaciável - "Como vamos conseguir parar?", questiona depois de descobrir o sexo sobrenatural. Ela nasceu para ser vampira. Uma vocação tão clara que, no ápice da fábula solar da franquia, a personagem logo consegue controlar sua sede por sangue humano.

De donzela em perigo, Kristen Stewart passa a ter uma missão: proteger a filha, Renesmee (Mackenzie Foy), dos malvados Volturi. Para defender a menina, novos personagens são introduzidos, expandindo também o conceito de vampirismo x-men criado por Meyer. Além de visões do futuro e leitura de pensamentos, chegam vampiros elétricos, seres que absorvem sentidos e manipulam visões. Bella, como uma boa mãe e esposa, tem o poder de bloqueio, da proteção do lar.

Nem os poderes, nem os novos vampiros, contudo, conseguem dar corpo à rasa mitologia da saga. Egípcios, irlandeses, índios e até mesmo tradicionais vampiros da Transilvânia são apenas um apanhado de sotaques forçados e caracterizações clichês. Eles estão lá como acessórios, para preencher vazios, não para dar consistência à trama.

Um cinema de outros tempos

Toda a Saga Crepúsculo representa um retrocesso cinematográfico, assumindo uma inocência dos primórdios do cinema falado. Do roteiro de Melissa Rosenberg à montagem, anos de evolução e desenvolvimento são esquecidos e uma coleção de close-ups marca bem o rosto das estrelas para o público - os atores são maiores que os personagens ou os diálogos.

Em Amanhecer - Parte 2 essa ingenuidade fica clara com a introdução de uma Renesmee feita em computação gráfica. A ideia do diretor Bill Condon era tornar verossímil o rápido desenvolvimento da personagem, mantendo os traços de Mackenzie Foy, que hoje tem 12 anos, desde o berço. O resultado é cômico (assim como são hoje os efeitos de filmes antigos), adicionando mais um elemento ao título de "tão ruim que é bom" que a franquia já conquistara com a corridinha e o brilho vampírico, os lobisomens sem escala e as maquiagens teatrais.

A Renesmee digital se torna ainda mais estranha sobre a proteção de Jacob (Taylor Lautner). O lobo trocou a mãe pela filha graças ao imprinting, termo usado por Meyer para justificar o amor à primeira vista na matilha. Nada é tão complexo quanto aparenta, contudo. O capítulo final continua fiel à receita dos seus predecessores: depois de 115 minutos de didatismo (pontuado pela trilha sonora e pela narração em off de Bella), não acontece nada.

Nem bons atores como Michael Sheen (Aro, o líder dos Volturi), Lee Pace (o vampiro Garrett) ou Dakota Fanning (a malvada Jane) conseguem dar corpo ao filme. Quando seus personagens começam a ganhar tridimensionalidade, são cortados. É preciso não perder o foco no amor.

Para sempre

Stephenie Meyer expôs ao mundo que nem todas as mulheres querem independência, carreira, igualdade de gêneros. Grande parte quer apenas amar e ser amada e é essa a fonte dos bilhões da Saga Crepúsculo. Nada de heroínas emancipadas, apenas mulheres que encontram em outra pessoa sua razão de ser. Basta saber se esse amor que não divide ou completa, apenas absorve o outro, vai sobreviver à eternidade estampada nos cartazes do filme.

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