Atividade Paranormal 4

Elenco / Direção

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Atividade Paranormal 4 (Paranormal Activity 4)

(Ruim)
País: EUA
Lançamento Brasil: 19/10/2012
Duração: 89 minutos

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Atividade Paranormal 4 | Crítica

Filme consegue piorar o legado da franquia

Thiago Romariz
17/10/2014 - 14:42

Não há um gênero condizente com Atividade Paranormal 4 (Paranormal Activity 4). A tensão característica dos suspenses não é criada, o pânico recorrente dos filmes de terror não aparece e não há alívio cômico suficiente para ser uma comédia. São 95 minutos que se preocupam apenas em perpetuar uma das séries mais lucrativas da história do cinema, mecanicamente.

Partindo do final do segundo longa da franquia, quando Katie (Katie Featherston) e o bebê Hunter desaparecem, Atividade Paranormal 4 conta a história de Alex (Kathryn Newton), uma jovem de 15 anos que tem mania de andar com a câmera do celular/computador sempre ligada. Ao lado de seu amigo Ben (Matt Shivley), ela começa a acompanhar os passos do seu estranho vizinho, o garotinho Robbie, vivido por Brady Allen. Dar mais detalhes da trama, como faz a sinopse oficial, é uma forma de entregar as revelações nada surpreendentes do filme, que desde os primeiros minutos deixa claro quais reviravoltas escolherá.

Enquanto o elenco principal se mostra limitado mas não chega a irritar, os atores coadjuvantes conseguem piorar a situação do longa. Nas poucas cenas em que aparecem sozinhos, os pais de Alice não conseguem convencer ou transmitir alguma sensação legítima, afinal, há algo anormal acontecendo na casa. O roteiro de Christopher Landon carece de diálogos dignos do cotidiano de uma família comum e sequer deixa espaço para interpretações do espectador, fazendo sempre questão explicar o quê e por quê algo está acontecendo.

A inclusão de um cinegrafista na história do terceiro longa justificava uma fotografia menos amadora, com planos longos e que aumentavam as possibilidades para os repentinos acontecimentos em situações de câmera estática. Agora, os diretores Henry Joost e Ariel Shulman mantêm tal proposta com uma adolescente viciada em videochats, o que não sustenta o posicionamento milimétrico das câmeras ao redor da casa. Dessa forma, o estilo da filmagem se torna, acima de tudo, uma incoerência com o perfil da personagem. Se eles tivessem optado logo por retornar à estética amadora, resgatariam o principal trunfo do primeiro filme - mas no fim este quarto filme acaba ficando num meio termo indeciso.

Com aparições e assassinatos óbvios que não assustam os mais medrosos, além da narrativa didática, Atividade Paranormal 4 se sacramenta como o ponto mais baixo da série ao escolher um final aberto que atesta: o que importa é manter o espectador retornando a cada continuação.

Atividade Paranormal 4 | Cinemas e Horários
Confira a nossa entrevista com o consultor de fenômenos sobrenaturais do filme

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