Frankenstein: Entre Anjos e Demônios

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Frankenstein: Entre Anjos e Demônios (I, Frankenstein)

(Ruim)
País: EUA, Austrália
Lançamento Brasil: 24/01/2014
Duração: 93 minutos

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Frankenstein - Entre Anjos e Demônios | Crítica

Do conto clássico, apenas o nome

Thiago Romariz
17/10/2014 - 14:20

Não fosse pelo título, Frankenstein - Entre Anjos e Demônios poderia ser confundido por uma sequência da franquia Anjos da Noite. O visual soturno, as criaturas grotescas, os combates em câmera lenta e a luta de classes se repetem, agora com a inclusão do monstro Frankenstein, ou melhor, uma nova versão de Frankenstein: com cicatrizes estilosas, cabelo impecável e heroísmo no código de conduta.

A estranheza clássica retratada por Mary Shelley no romance original, de 1818, dá lugar a uma criatura cheia de charme e canastrice. Aaron Eckhart vive um Frankenstein amargurado pela falta de alma, mas com atitudes e estilo humanos - do apreço à vida do próximo ao agasalho adolescente. A comparação com Michael Corvin, o híbrido vivido por Scott Speedman em Anjos da Noite, é imediata e válida - apenas expressão carrancuda do monstro diferencia um do outro. De resto, as habilidades, a força e até a escolha de lado na guerra são os mesmos.

A réplica continua na construção das classes. Demônios tomam o lugar dos lobisomens e os gárgulas dos vampiros. O suposto bom mocismo é atrelado aos seres de pedra, que integram uma ordem divina feita para exterminar os soldados do inferno. Bill Nighy repete os trejeitos do sanguessuga Viktor ao viver o Principe Naberius - comandante demoníaco que quer Frankenstein como aliado para poder criar um exército de monstros iguais a ele.

Sem protagonistas importantes, a guerra sugerida por Entre Anjos e Demônios se torna irrelevante. Essa falta de profundidade no confronto surge como um cenário ideal para os questionamentos de Frankenstein. A não ser pela revolta com seu criador, conceito atrelado à origem do personagem, todas as questões propostas pelo monstro são risíveis - a começar pelo romance com Terra (Yvonne Strahovski). Resumir séculos de batalhas e conhecimento a um amor pueril é o maior descaso que o roteiro de Stuart Beattie faz com o público.

A boa parte de Frankenstein - Entre Anjos e Demônios é que os fãs de Mary Shelley não terão motivos para se revoltar; no máximo reclamarão do título. Por trás do nome, o filme é apenas uma réplica de uma subfranquia de ação dos anos 2000. Não há motivo algum para a lendária escritora inglesa se revirar no túmulo, pois não há vestígio algum da essência de Frankenstein aqui.

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