Elenco / Direção

Fúria de Titãs 2

Warth of the Titans
(Regular)

Ação, Aventura

  • Estreia: 30 de Março de 2012
  • País / Ano de Produção: EUA / 2012
  • Duração: 99 minutos
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Fúria de Titãs 2 | Crítica

Continuação melhora no 3D, mas perde em personalidade

17/10/2014 - 13:47 - Marcelo Hessel

Quando a Warner Bros. trocou Louis Leterrier por Jonathan Liebesman na direção de Fúria de Titãs 2 (Wrath of the Titans), a ideia era fazer uma continuação mais suja e "realista" do que o Fúria de Titãs fantasioso de Leterrier. Esse objetivo foi alcançado, mas o resultado é igual a todos os outros filmes de ação sujos-e-realistas que Hollywood lança regularmente desde que Ridley Scott estabeleceu essa estética como padrão em Gladiador e Falcão Negro em Perigo, em 2000 e 2001 (aliás, Liebesman diz em entrevistas que a ideia é emular justamente Gladiador).

A trama começa dez anos depois do primeiro filme. Após derrotar o Kraken, Perseu (Sam Worthington), o semideus filho de Zeus (Liam Neeson), leva uma vida de pescador e cria sozinho o seu filho de dez anos, Hélio. A descrença dos homens enfraqueceu os deuses, porém, e quando Hades (Ralph Fiennes) e Ares (Édgar Ramírez) fazem um trato com Cronos para capturar Zeus, o inferno do Tártaro periga se alastrar pela Terra.

Novamente Perseu reúne, então, aliados e artefatos contra criaturas mitológicas para salvar o dia. É a estrutura consagrada dos épicos de travessia, e assim como no filme de 1981 e no de 2010 a grande atração de Fúria de Titãs continua sendo os monstros (desta vez, quimera, minotauro, ciclopes e o próprio titã Cronos). A possibilidade de vê-los no IMAX - e em uma conversão para 3D de qualidade - seria o principal atrativo de Fúria de Titãs 2.

O problema é que não dá pra ver muita coisa num filme de ação sujo-e-realista dirigido por Liebesman - que depois de Invasão do Mundo parece ter se especializado em efeitos visuais desfocados (que obviamente custam menos que efeitos em foco). Com exceção de Cronos, que enche a tela com gosto, em seus gestos lentos de lava e cinzas, os demais não oferecem a mesma graça dos velhos monstros de stop-motion de Ray Harryhausen. No caso do minotauro, só dá pra vê-lo direito quando o monstro já foi derrotado.

A culpa não é, em si, da estética suja-e-realista, e sim da falta de talento de Liebesman para filmar a ação. Nos momentos em que ele opta por um plano-sequência (quando Perseu ataca a quimera ou quando os makhai avançam sobre o exército humano), ainda dá pra acompanhar o que acontece no quadro (quase sempre as criaturas avançam frontalmente em direção à câmera, movimento que facilita a conversão ao 3D mas que se desgasta com a repetição do seu uso). Já cenas mais picotadas que exigem vários pontos de vista (como a luta na entrada do labirinto) são uma confusão de perspectivas.

Somam-se a isso os clichês da moda (efeitos de áudio como os zunidos dos filmes de guerra; Agenor apresentado como se fosse um Jack Sparrow grego) e temos aí um épico genérico com elenco competente que atende a um desejo muito específico do público - filmes sujos-e-realistas são mais "respeitáveis" do que os fantasiosos e cartunescos - mas o Fúria de Titãs de Leterrier, apesar de seus defeitos, tinha muito mais personalidade.

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