Elenco / Direção

(Ruim)

Terror

  • Estreia: 4 de Fevereiro de 2005
  • País / Ano de Produção: EUA, Austrália / 2004
  • Duração: 103 minutos
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Crítica: Jogos Mortais VI

O filme mais gore da franquia vai ser o seu último?

05/11/2009 - 17:00 - Marcelo Forlani

Na teoria (e nos planos de Marketing), Jogos Mortais VI (Saw VI, 2009) seria o último da série. "O Jogo Completa Seu Ciclo", diz o anúncio. Mas assim como This is It, o making of do não-show do Michael Jackson, não ficou apenas duas semanas em cartaz conforme prometido, estou disposto a apostar um rim de que a série ainda volta para mais armadilhas, torturas com relógios em frenética contagem regressiva e sangue escorrendo.

O filme começa mais uma vez de onde parou o capítulo anterior, desta vez com o detetive Hoffman (Costas Mandylor) matando um outro agente que investigava as mortes com a marca do Jigsaw (Tobin Bell). E isso já é um problema para uma série, pois mesmo com todos os flashbacks que eles colocam na fita, um pré-conhecimento dos últimos (e fracos) filmes se faz necessário. Se não é o seu caso, faça um favor a si mesmo e procure desde já algo melhor para fazer. Acredite, até pingar limão no olho deve ser mais gostoso.

Mas se vale de consolo, há algo de novo no sexto filme da série mais rentável do terror hollywodiano. O positivo é que Jogos Mortais enfim parte para um debate mais politizado, criticando o atual e combalido sistema de saúde dos Estados Unidos. Porém, o faz de uma forma equivocada, traindo seus próprios princípios. Neste sexto filme, os jogos deixam de ser apenas uma forma de ensinar às pessoas a importância da vida para se tornarem vinganças pessoais. Assim, as mortes deixam de ser consequências dos pecados praticados durante toda uma vida e passam a ser assassinatos.

Alguns fãs poderiam culpar Hoffman pela mudança, afinal ele já havia matado sem culpa no episódio passado. Porém, os tais últimos jogos ainda são cartadas com regras e objetivos criados pelo Jigsaw, deixadas em seu testamento. As vítimas são um poderoso executivo de uma empresa privada de seguro de saúde e as pessoas que orbitam ao seu redor, como jovens gananciosos que ganham a vida procurando formas de não pagar o dinheiro a quem está morrendo, seus outros funcionários, uma repórter abelhuda e mais agentes do FBI, que estão cada vez mais perto de descobrir o segredo de Hoffman.

Mas seguindo o rastro de sangue deixado ao longo destes últimos seis anos, o novo filme continua abandonando o suspense que chamou a atenção lá no começo, partindo para o torture porn. Se você já estava acostumado com membros sendo decepados, prepare-se para entranhas sendo derramadas pelo solo.

E quando falo de tortura não me refiro apenas àquela impressa na tela. A cada ano, ter que ver um novo filme da série é um ato mais dolorido. O frescor inicial já foi embora há muito tempo. As atuações são tão falsas quando os litros de sangue derramados a cada novo episódio. Dali, só se salvam Tobin Bell e Shawnee Smith, a Amanda, dois personagens que já morreram há muito tempo e continuam voltando em formatos de flashbacks criados para tentar dar algum sentido à história toda.

Por tudo isso, a boa notícia (para mim) é que Jogos Mortais VI está tendo o pior resultado das bilheterias de toda a série. Seria realmente ótimo se a franquia parasse por aqui. Daria para pegar um dos rins usados neste último filme enquanto ele ainda está fresco e pagar com gosto a perda da aposta proposta acima.

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